RELIGIÕES AFRO BRASILEIRAS
CAPITULO 61
FORÇAS AXÉ
A visão de mundo africana influencia os símbolos do Candomblé, mas também o processo da escravidão e o transplante violento da religião nagô no Brasil estão presentes na composição do Candomblé
A visão do mundo africana, centrada no eixo religioso da vida, faz com que todos os elementos, animados e inanimados, sejam imbuídos de uma força vital que promove a ação e é fonte de poder e eficácia.
Essa força, chamada axé na língua nagô ou yoruba, permite acontecer o devir: força inerente às realidades e torna possível o processo vital.
Juana Elbein dos Santos, uma grande estudiosa do Candomblé, diz que o axé reside no sangue dos seres vivos e nas substâncias essenciais de cada ser.
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Os ritos e os símbolos que enriquecem a vida religiosa africana implicam a transmissão e a revitalização do axé.
Os ritos de passagem,
os ritos de casamentos,
os ritos de nascimento e de iniciação transmitem o axé, sendo que esta força entra em contato com a pessoa e com os objetos sagrados. Uma grande síntese espiritual anima o cotidiano e o concreto da vida.
Para o povo nagô, a vida humana transcorre em dois níveis:
o mundo físico
e o mundo dos orixás, dos seres divinos, dos antepassados que interferem no cotidiano da vida.
No mundo africano tudo é cheio de vida e está vivo.
É uma vida às vezes ameaçada por forças que atemorizam, mas é também um mundo de espíritos que protege e acompanha as pessoas.
São raios e trovões ameaçadores, mas também chuva e rios que permitem a colheita e a comida. Os ritos e os símbolos que enriquecem a vida religiosa africana implicam a transmissão e a revitalização do axé.
Os ritos de passagem, os ritos de casamentos, os ritos de nascimento e de iniciação transmitem o axé, sendo que esta força entra em contato com a pessoa e com os objetos sagrados.
Uma grande síntese espiritual anima o cotidiano e o concreto da vida.
Para o povo nagô, a vida humana transcorre em dois níveis: o mundo físico e o mundo dos orixás, dos seres divinos, dos antepassados que interferem no cotidiano da vida.
No mundo africano tudo é cheio de vida e está vivo. É uma vida às vezes ameaçada por forças que atemorizam, mas é também um mundo de espíritos que protege e acompanha as pessoas.
São raios e trovões ameaçadores, mas também chuva e rios que permitem a colheita e a comida.
O grande mistério da vida é celebrado nos rituais do nascimento e do casamento.
O Deus supremo e uma infinidade de seres intermediários garantem a unidade e o dinamismo da vida Africana.
Olorum, o Deus supremo, pode entrar em contato com os humanos através dos orixás ou divindades intermediárias.
Estas últimas são forças, axé, energia vital provindo de antepassados excepcionais. Incorporando-se em pessoas recebem devoção e respeito, mas também fornecem proteção e força.
O AFRICANO É UM “SER COM “ E “VIVE COM “
Fora da comunidade se sente isolado, ameaçado, desamparado e perdido.
Tem sempre uma necessidade de manter ligações com membros de sua família, clã, e o grupo social menor. No interior do clã, que é uma unidade de vida, vivos e defuntos convivem numa simbiose coletiva.
Sim, também os defuntos continuam sendo uma parte integrante da vida, estabelecendo uma solidariedade de destino com os viventes sobre esta terra.
A pessoa africana encontra sua força vital, seu sentido, seu potencial de ser enquanto se encontra unido a outros, visíveis e invisíveis. Todos os princípios de vida, a manutenção dos mitos, a repetição dos ritos e a manutenção dos principios de comportamento estão englobados na vida comunitária.
Fora da comunidade, é só confusão e morte. Os princípios éticos dos africanos estão enraizados em conceitos chaves como vida, solidariedade, força e harmonia.
A vida é um bem que deve ser preservado e defendido, procurado e intensificado.
COMUNICAR A VIDA É A EXPRESSÃO ÉTICA FUNDAMENTAL
A mulher-mãe é valorizada e a sexualidade protegida porque transmitem vida.
A morte, mesmo que recuperada num nível superior, representa uma diminuição de vida e assim traz sofrimento e carência de energia vital
Os princípios éticos dos africanos estão enraizados em conceitos chaves como vida, solidariedade, força e harmonia.
A vida é um bem que deve ser preservado e defendido, procurado e intensificado. .
. Fora do clã existe confusão, perda de referência e desintegração do indivíduo.
É como se um ramo fosse cortado da árvore que o alimenta. Seca e se torna ineficaz.
A força, também física, é procurada como valor indispensável.
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Maior força indica maior possibilidade de sobreviver em contextos muitas vezes difíceis, como a floresta e a ameaça dos animais ferozes.Também a harmonia é um bem a ser preservado.
O equilibrio clânico e o uso hamônico da força fazem do africano um ser potencial capaz de se tornar um ancestral e, como tal, respeitando como símbolo de uma existência realizada.é revelador de matrizes culturais africanas, mas também guarda no seu íntimo o trauma do transplante violento do escravo africano e de suas religiões no Brasil.
A escravatura dos negros representa a chave de interpretação da sobrevivência e da proliferação das religiões africanas no Brasil. Fala-se de 3.600.000 negros escravos trazidos à força ao Brasil.Eles provinham de diferentes países africanos e de diferentes tradições religiosas.
Nos portos da África, os negros eram reunidos na espera da chegada de um navio negreiro.
A partir deste momento o sofrimento físico era associado ao aniquilamento cultural.
Amontoados como animais, eram selecionados e misturados.
Chegando ao Brasil,
os negros eram vendidos nos mercados de escravos e, depois, levados a diferentes locais de trabalho. É neste contexto que as tradições culturais e religiosas africanas, incapazes de encontrar um contexto favorável, procuraram sobreviver na clandestinidade.
Eram como peças soltas de um mosaico fragmentado e quebrado. Controladas pelo catolicismo dominante e misturadas com o catolicismo popular lusitano, elas foram resistentes.
As referências às memórias passadas mantinham vivas as sementes da identidade africana.
Sobretudo as tradições religiosas negras se mantiveram às escondidas por 400 anos e, em muitos casos, reconstruídas dentro de novos contextos e circunstâncias.
Os terreiros foram os espaços vitais para recriar os espaços simbólicos e a manutenção da vida tradicional. Na África, os orixás eram cultuados em cidades ou num país inteiro.
No Brasil o espaço de recriação cultual se concentrou nas unidades dos terreiros.
É nestes espaços sagrados que, simbolicamente, foi concentrada a totalidade do mundo africano. E foi assim que, por muito tempo, as religiões africanas se adaptaram, se recriaram e sobreviveram no contexto brasileiro
CULTOS DE ORIGEM AFRICANA
Paradigma dos cultos de origem africana em todo o país, o ritual do candomblé pode ser considerado, do ponto de vista musical, um oratório dançado.
Cada entidade -- orixá, exu ou erê -- tem suas cantigas e suas danças específicas.
O canto é puxado, em solo, pelo pai ou mãe-de-santo e é seguido por um coro em uníssono, formado pelos filhos-de-santo.
Nas melodias mais antigas a escala é pentatônica.
Não há funções tonais nem cadenciais, acordes dissonantes ou artificiais.
Da cerimônia participam três instrumentos básicos:
os atabaques,
o agogô
e o piano-de-cuia (aguê);
a estes se acrescentam um adjá (no candomblé das nações do grupo jeje-nagô)
e um caxixi (nos ritos do grupo angola-congo).
Tal como se encontra na Bahia, esse candomblé, que pode ser considerado mais ou menos ortodoxo, na realidade já se apresenta como um resumo de várias religiões trazidas pelos negros da África e incorpora ainda elementos ameríndios, do catolicismo popular e do espiritismo.
XANGÔ.
Ainda que com características próprias, o xangô é a versão local, em Pernambuco, Paraíba e Alagoas, do candomblé baiano. Xangô é também a denominação, em língua africana, do orixá jeje-nagô das tempestades, raios e trovões, cultuados em vários estados do Brasil.
O ritmo do xangô é fortemente marcado por instrumentos percussivos.
A dança se caracteriza pelo aspecto guerreiro, com os braços em ângulo reto e as mãos viradas para cima.
TAMBOR – DE –MINA
Manifestação própria do Maranhão, cuja procedência é o ritual angola-congo do candomblé, mesclado a outras sobrevivências litúrgicas, o tambor-de-mina ou tambor-de-crioulo caracteriza-se por uma série de cantos acompanhados por três tambores, uma cabaça e um triângulo de ferro.
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CANDONBLÉ – DO – CABOCLO
Manifestação própria da cidade de Salvador e municípios vizinhos, na Bahia, o candomblé-de-caboclo é uma espécie de candomblé nacionalizado, que toma por base a ortodoxia do candomblé jeje-nagô.
Trata-se de exemplo nítido do sincretismo religioso popular no Brasil.
Registram-se nele influências indígenas e mestiças, resumindo-se os hinos especiais de cada encantado ou caboclo, cantados em português, a uma declaração de seus poderes sobrenaturais.
BABAÇUÉ
Versão local, em Belém PA, do rito jeje-nagô do candomblé baiano, o babaçuê se assemelha em muitos pontos ao candomblé-de-caboclo.
Canta-se e dança-se ao ritmo de três abadãs (tambores), um xequeré (cabaça) e um xeque (chocalho de folha-de-flandres).
Os hinos denominam-se doutrinas e podem ser cantados em língua africana ou em português, segundo os espíritos com que se relacionam.
Uma variedade desse rito, o batuque, tem suplantado o babaçuê nos dias atuais.
UMBANDA
Religião sincrética própria do estado do Rio de Janeiro, a umbanda é praticada em terreiros encabeçados por um pai ou mãe-de-santo, que preside às cerimônias, auxiliado por um cambono (acólito).
Os cânticos denominam-se pontos e, como no candomblé, têm a função de chamar o santo, que se incorpora nos filhos-de-santo, ou cavalos. Correspondentes às nações do candomblé, as linhas de umbanda são diversas: linha do Congo, linha do Cabinda, linha da Costa.
Como no candomblé, os orixás se comunicam diretamente com as pessoas em poucas oportunidades; preferem fazê-lo por intermédio de entidades intermediárias, os pretos velhos.
PAJELANÇA
No caso da pajelança (Amazonas, Pará, Piauí, Maranhão), o elemento gerador é genuinamente ameríndio.
As curas são levadas a efeito pelos pajés, verdadeiros xamãs indígenas.
O instrumento básico de pajelança é o maracá, instrumento sagrado do pajé. As cerimônias acompanham-se sempre de cantos e danças para divertir os espíritos.
Os cantos são melodias folclóricas conhecidas; as danças, exercícios mímicos, com rugidos e uivos imitativos dos animais invocados.
Há inúmeras diferenças rituais entre uma pajelança e outra, sendo mais característica entre as rurais a pureza dos traços ameríndios, enquanto nas urbanas se registra uma mescla de elementos afróides, do catimbó, do espiritismo e do baixo catolicismo.
Uma versão da pajelança amazônica é a encanteria ou encantaria piauiense, fortemente aculturada com o catolicismo popular.
Na encantaria, os crentes repetem várias vezes certa quadra rogatória de purificação, após o que o pai-de-santo dança em volta da guna (forquilha central da sala), no centro de um círculo formado por todos os dançantes, que giram sobre si mesmos da direita para a esquerda, em torno do mestre, que entoa cantos (aié) para que algum moço (espírito) se aposse de seu aparelho (filho ou filha-de-santo) e cante sua doutrina, dançando em transe.
CATIMBÓ
A origem do catimbó, cuja prática pode ser encontrada em todo o Nordeste, parece ser a magia branca européia, chegada via Portugal, aculturada com elementos negros, ameríndios, do espiritismo e do baixo catolicismo.
Nele se registram cantos de linhas, mas sem nenhum instrumento musical nem bailado votivo.
QUE SIGNIFICA DANÇA
Candomblé é uma palavra africana que significa dança. Propriamente, é uma dança religiosa na qual se reza para os orixás.
Esta dança é uma invocação praticada por mulheres chamadas de sambas.
Todos os seguidores das religiões afro-brasileiras têm seu orixá. Acreditam que todos os seres humanos nascem da Natureza, em um determinado dia, lugar e hora sob o comando de um orixá.
No Candomblé, o orixá é uma força da criação divina, manifestação de
Olorum, o criador de tudo (Deus
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OS ORIXÁS = DIVINDADES
EXU:
Mensageiro, guardião, guerreiro.
Senhor dos caminhos, da comunicação, da inteligência, do bom humor e da sexualidade.
Exu está presente em todos os lugares e mantém contato com todos os orixás e ancestrais.
Sua personalidade assemelha-se ao perfil humano, reunindo num só contexto o bem e o mal. É amante dos prazeres da vida, das cores e odores.
GUME:
Deus da guerra, da metalurgia, da tecnologia.
Orixá inventor, grande explorador de caminhos e general dos demais orixás.
Ogum é o filho primogênito da família dos Orixás Caçadores, foi encarregado por Olorum (criador do Universo) para abrir o caminho para todos os orixás. É Ogum quem abre todos os caminhos da vida. Seu perfil é valente, sério e justo. Sua morada é na floresta.
OXÓSSI:
Deus da fauna, da caça, da fartura. Senhor da Ecologia e patrono dos animais.
É esposo de Oxum, pai de Logum Edé e pai adotivo de Oiá Iansã. Oxossi é o irmão mais novo de Ogum, e responsável por toda a comida que chega até a nossa mesa. Seu nome significa: “caçador de uma só flecha”.
Devido à popularidade de seu culto, é patrono em muitos terreiros da Bahia.
OSSAIM: Deus das folhas e vegetação
OXUMARÉ: Deus do arco-íris.
XAPANÃ: Tem duas formas: Obaluaiê e Omulu. Obaluaiê é o Xapanã jovem, das pragas e doenças , da cura.
OMOLU é o Xapanã velho, médico dos pobres.
XANGÔ:
Deus da justiça e do trovão. Patrono da política, diplomacia, sedução e articulação. Senhor da vida, é o grande Rei dentre os orixás. Iansã, Obá e Oxum são suas esposas. Xangô controla o fogo, porém seu poder só tem efeito se praticado junto com Iansã, de quem Xangô não pode se separar.
IANSÃ:
dona dos espíritos dos mortos e dos relâmpagos. Senhora da alegria e protetora das mulheres.
Seu nome significa “rápida, ligeira”. Filha adotiva de Oxossi, casou-se com Ogum e Xangô.
Junto com Xangô, ela controla o poder do fogo.
OBÁ: Deusa das águas, do poder da mulher e do trabalho doméstico.
OXUM: Deusa do amor e da fertilidade, das águas doces e do ouro.Olorum, criador do Universo, enviou seus orixás até a terra.
No entanto, ele esqueceu de enviar Oxum. A terra se tornou seca, sem água e sem vida.
Percebendo o engano, Oxum foi enviada à terra para trazer beleza e fertilidade.
Oxum casou-se com Oxóssi e logo em seguida com Xangô.
Mãe de Iansã e Logum Edé. Vaidosa e bela, Deusa do ouro, ela adora braceletes, coroas e espelhos
.LOGUM EDÉ: Orixá dos rios dentro das florestas.
IEMANJÁ
É a Grande Mãe dos Orixás, a deusa da maternidade, das grandes águas, mares e oceanos. Iemanjá é esposa de Oxalá.
A palavra “Iemanjá” quer dizer “Grande Mãe cujos filhos são peixes”.
Aprecia pratos preparados com milho branco, azeite de dendê, cebola e camarão seco. Iemanjá é uma mulher sensual que encanta os navegantes.
NANÃ (Nanã Baruquê) Orixá da chuva, da lama e do fundo das águas. Promove a purificação da atmosfera e a limpeza.
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OXALÁ:
É o Senhor da Sabedoria de dois mundos: Orum (o céu) e Ayê (terra).
Manifestação cósmica do céu, da terra, da luz, da paz e do amor.
Foi incumbido por Olorum, criador do Universo, para criar todos os seres da Terra.
É esposo de Yemanjá e Nana (a Anciã).
Usa um cajado para separar os dois mundos.
Seu cajado era feito da madeira da árvore dos orixás, (os irocos), uma árvore mística que ligava a terra ao céu através das suas raízes e galhos. Nos dias de hoje esse cajado é feito de prata.
O mundo é dividido em duas partes: Oxalá é o princípio masculino da criação e Ododua o princípio feminino.
Ambos se completam e não vivem separados
OXALÁ
se apresenta de duas maneiras:
Como ancião – Abauxorô
Como guerreiro – Oxoriã
Tem duas formas de manifestação. Oxaguiã e Obatalá.
OXAGUIÃ: nascer do sol) Deus da sobrevivência da criação, da cultura material.
OBATALÁ OU OXALUFÃ
(pôr do sol) Deus da criação e da humanidade.
É o pai de todos os orixás.
Senhor do ar, do branco, da fala, símbolo da paz.
Chamado por muitos o Velhão.
ERÊ OU IBÊJI :
Mediador entre Iaô e Babalaô.
Ao Erê não existe dia especialmente consagrado, pois atua às vezes antes da vinda dos orixás (transmite ordens recebidas dos orixás, vibrações).
É o Deus das guloseimas.
Nas manifestações de Erê, o Iaô sob a sua vibração se comporta como criança.
IFÁ: Protetor do jogo de búzios, das artes divinatórias, de cola de dendê.Este orixá jamais se incorpora, mas atua de outras maneiras.
UMBANDA
A origem da palavra Umbanda perde-se no tempo.
São várias as definições que já foram apresentadas a respeito deste nome tão sagrado.
Na verdade, quando o vocábulo Umbanda começou a ser introduzido pelos praticantes daquela nova religião, todos, de um modo geral, humildes o bastante para permitirem serem instrumentos daqueles
que iriam fazer grandes revelações, não tiveram a preocupação de captar a verdadeira palavra mântrica que lhes estava sendo passada
A origem do vocábulo está na raiz sânscrita AUM que, na definição de Helena Petrovna Blavatsky, em seu Glossário Teosófico, significa a sílaba sagrada; a unidade de três letras; daí a trindade em um.
É uma sílaba composta pelas letras A, U e M (das quais as duas primeiras combinam-se para formar a vogal composta O).
É a sílaba mística, emblema da divindade, ou seja, a Trindade na Unidade (sendo que o
A representa o nome de Vishnu;
U, o nome de Shiva, e
M, o de Brahmâ); é o mistério dos mistérios; o nome místico da divindade, a palavra mais sagrada de todas na Índia, a expressão laudatória ou glorificadora com que começam os Vedas e todos os livros sagrados ou místicos.
Já a palavra Bandha, também de origem sânscrita, no mesmo glossário significa laço, ligadura, sujeição, escravidão. A vida nesta terra.
Assim, analisando as duas palavras, podemos definir a Umbanda como sendo o elo de ligação entre os planos divino e terreno.
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Infelizmente, na época da revelação da Umbanda em terras brasileiras, não houve a preocupação em se manter a integridade do vocábulo.
A palavra mântrica Aumbandha foi sendo passada de boca a ouvido e chega até nós como Umbanda. Pelo seu uso, o termo Umbanda, hoje já consagrado, ganhou força mântrica.
Mas não devemos nos esquecer desta origem tão sagrada.
A Umbanda, em síntese, é o elo de ligação entre a divindade e os seres humanos!
É a manifestação do plano divino no plano físico.
É o despertar de Deus no coração dos homens.
No entanto, a Umbanda não crê em entidades tutelares de forças naturais.
Esta é a concepção do Candomblé.
A Umbanda crê em forças ou qualidades divinas que ao penetrarem no campo áurico do planeta, sentem-se atraídas por determinados habitat’s da natureza.
As entidades cultuadas pela Umbanda, denominadas de Caboclos, Crianças, Pretos-Velhos, Exus e Pomba-Giras, citando somente os mais cultuados, não são espíritos tutelares de forças naturais. São seres como nós, que já viveram e estiveram encarnados, exatamente como nós, diferenciando-se pelo seu elevado grau de espiritualização.
A Umbanda presta culto a todos os grandes Avatares como Jesus, Buddha e Krishna.
Assim, não somente o Mestre Jesus é o Mestre Supremo da Umbanda. Pela sua característica sincrética, a Umbanda cultua todos estes grandes seres, devotando-Lhes posição especial.
BATUQUE
Os rituais de iniciação devem ser seguidos à risca para alcançar os objetivos junto aos Orixás.
Os Orixás são as figuras sagradas no batuque.
Os pais e mães de santo são autoridades máximas porque são eles que coordenam a vida religiosa dos filhos de santo. •Os animais são usados em sacrifício para a purificação.
O CANDONBLÉ E A UMBANDA
Autor: José Queid Tufaile
O Candomblé, ao desembarcar no País com os escravos, encontrou aqui um outro culto de natureza mediúnica, chamado "Pajelança", praticado pelos índios nativos em variadas formas.
Em ambos os cultos havia a comunicação de Espíritos.
Os jesuítas, incumbidos de "doutrinar" os índios e depois o negro, proibiram que estes últimos cultuassem seus "deuses" pátrios. Naquela época não havia liberdade religiosa.
Os escravos, por não terem outra alternativa (os açoites falavam alto), construíam altares com imagens e gravuras dos santos do catolicismo.
Nas práticas exteriores, chamavam-nos segundo a vontade dos padres, mas em sua intimidade associavam essas imagens aos orixás que evocavam fervorosamente.
Era a única forma de continuarem com suas crenças de origem.
Formou-se assim o "sincretismo religioso", ou seja, a associação entre o orixá e o santo da Igreja Católica. Os rituais eram realizados naturalmente nos terreiros das senzalas.
Com o tempo, alguns terreiros começaram a misturar os rituais do Candomblé com os da Pajelança, dando origem a um outro culto chamado "Candomblé de Caboclo".
Naturalmente, os Espíritos que se manifestavam eram os de índios e negros, que o faziam com finalidades diversas.
Do Candomblé primitivo, restou um tronco original que continuou fiel a suas raízes e que ainda hoje é a melhor linhagem de terreiros na Bahia e outros Estados do país
O Candomblé de Caboclo, porém, degenerou-se na prática de baixa magia, conjuros, Canjerê, Catimbó, macumba e Quimbanda.
Uma mistura de cultos que precisava sofrer a ação do progresso mas que não poderia ser pela influência da Doutrina Espírita, pois sua natureza abstrata e totalmente despida de rituais, afastava-a de tudo o que os praticantes dessas variantes do Candomblé estavam habituados.
Em 1908, por vontade dos Espíritos superiores, criou-se um movimento espiritualista, destinado a fazer progredir aqueles cultos primitivos nascido do Candomblé.
Por meio do médium Zélio Moraes e do Espírito de um padre, chamado Gabriel Malagrina, na cidade de Niterói, Estado do Rio de Janeiro, nasceu a Umbanda cristã, bem brasileira.
O trabalho desse Espírito deu origem a uma linhagem de terreiros onde não se faziam rituais de sacrifícios, não se olhava sorte; os trabalhos tinham disciplina, com hora para começar e terminar; os adeptos eram convocados ao estudo do Evangelho de Jesus e a fazer a "caridade" junto do povo sofredor.
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Esse culto deveria misturar-se na mentalidade dominante dos terreiros já existentes, enfraquecendo-a aos poucos quanto ao primitivismo e fazendo esses trabalhos progredir no mundo das idéias. Segundo Frei Malagrina, a Umbanda seria a manifestação do Espírito para a prática da caridade.
Ao contrário do Candomblé, a Umbanda admite a manifestação de Espíritos errantes, exatamente como no Espiritismo. Alguns terreiros fazem sessões de desobsessão e estudam as obras espíritas.
PRIMEIROS TERREIROS DE CANDOMBLÉ
A instituição de confrarias religiosas, sob a égide da Igreja Católica, separava as etnias africanas. Os pretos de Angola formavam a Venerável Ordem Terceira do Rosário de Nossa Senhora das Portas do Carmo, fundada na Igreja de Nossa Senhora do Rosário do Pelourinho.
Os daomeanos (gêges) reuniam-se sob a devoção de Nosso Senhor Bom Jesus das Necessidades e Redenção dos Homens Pretos, na Capela do Corpo Santo, na Cidade Baixa. Os nagôs, cuja maioria pertencia à nação Kêto, formavam duas irmandades: uma de mulheres, a de Nossa Senhora da Boa Morte; outra reservada aos homens, a de Nosso Senhor dos Martírios.
Essa separação por etnias completava o que já havia esboçado a instituição dos batuques do século precedente e permitia aos escravos, libertos ou não, assim reagrupados, praticar juntos novamente, em locais situados fora das igrejas, o culto de seus deuses africanos.
Várias mulheres enérgicas e voluntariosas, originárias de Kêto, antigas escravas libertas, pertencentes à Irmandade de Nossa Senhora da Boa Morte da Igreja da Barroquinha, teriam tomado a iniciativa de criar um terreiro de candomblé chamado Iyá Omi Àse Aira Intilè, numa casa situada na Ladeira do Berquo, hoje Rua Visconde de Itaparica, próxima à Igreja da Barroquinha
.As versões sobre o assunto são numerosas e variam bastante quando relatam as diversas peripécias que acompanharam essa realização.
Os nomes dessas mulheres são eles mesmos controversos
O GRUPO RELIGIOSO DO CANDONBLÉ
Luana Elbein dos Santos escreveu que “devido a vários fatores, a cultura nagô - classificada como yorubá pela etnologia moderna, proveniente do Oeste da Nigéria, centro e sul do Daomé, composta por grupos oyó, egbá, egbado, ijexá, sabé e ketu - influenciou todas as outras, quer seja a gegê, proveniente de Daomé e cujos traços culturais são semelhantes aos dos adjá, fon, ghuedá e jegun, quer seja de origem bantu”.
Foi, sobretudo nos terreiros que se mantiveram vivos os sistemas culturais herdados.
TERRREIROS
Os terreiros são comunidades de vida em que a visão de mundo africana se mantém presente e viva; em que a reconstrução familiar-clânica continua subsistindo e em que a vida comunitária revela os traços culturais dos africanos.
Todos os membros se encontram unidos na mesma fé, protegidos pelos orixás, submissos a uma autoridade religiosa e espiritual, na qual uma solidariedade econômica-religiosa fundamenta a co-responsabilidade do trabalho.
Os membros estão unidos como uma parte num todo por laços consangüíneos de iniciação e por referências a um mundo acompanhado pelos ancestrais.
A autoridade espiritual e moral é concentrada nas mãos dos “pais” ou “mães de santo”, chamados também de “babalorixás”ou “ialorixás”.
O nome “mãe” e “pai” significa que os adeptos aceitam uma segunda educação pelas mãos de pessoas significativas em suas vidas.
Cabe aos chefes do terreiro presidir as cerimônias religiosas, receber os convidados, raspar a cabeça dos iniciados, supervisionar os ritos e apontar os novos iniciados.A estrutura do Candomblé inclui duas categorias de pessoas: os iniciados propriamente ditos e os titulares, pessoas executivas e honoríficas.
Os primeiros percorrem todo o processo formal de iniciação, do aspirante ao supervisor religioso do terreiro.
Há também um grupo ligado à hierarquia do terreiro, mas incapaz de receber as divindades.
São as équedes, consagradas ao serviço dos santos e atentas às filhas de santo quando estão incorporadas.
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O segundo grupo, propriamente dito, é representado pelos “ogãs”, pessoas que exercem um cargo executivo e honorífico no Candomblé. Contribuem para solucionar problemas jurídicos e formam um corpo seleto de prestígio.
Os terreiros gozam de uma certa autonomia, mesmo que haja um relacionamento entre si.
A autonomia é fonte de prestígio e, muitas vezes, também de conflitos e tensões entre os babalorixás. Sendo uma realidade relativamente autônoma, a interdição do incesto regula as relações entre os membros.
Sendo que todos participam do mesmo axé, a interdição sexual entre os membros da mesma família é constitutiva e normativa.
Os trezentos anos da história da escravidão do negro no Brasil, atestam acima de tudo, a resistência, a organização dos negros.
A cultura africana sobreviveu para o negro através de sua crença, de sua religião.O que se acredita, se deseja, é mais forte do que o que se vive, sempre que há uma situação limite.
A religião, sua organização em terreiros (roças), foi como muito já se escreveu, a resistência negra. Resistiu-se por haver organização. A organização consigo mesmo.
Cada negro tinha, ou sabia que seu avô teve, um farol, um guia, um orixá protetor.
No meio dos objetos traficados (os escravos) haviam jóias raras: Babalorixás e Iyalorixás.
Estes sacerdotes, inteiros nas suas crenças, criaram a África no Brasil. Esta mágica, esta organização reestruturante só é possível de ser entendida se pensarmos no que é a iniciação , todo processo que implica e estabelece.
A cana de açúcar do Senhor de Engenho era plantada por Iaôs recém saídos das camarinhas, dos roncós. A força se espalhou, o axé cresceu e apareceu na sociedade sob a forma dos terreiros de candomblé (religião de negros yorubá como é definido no Dicionário de Aurélio Buarque).
Era coisa de negros, portanto escusa, ignorante, desprezível e rapidamente traduzida como coisa ruim, coisa do diabo, bem e mal, certo e errado, branco e preto. Antagonismos opressores, sem possibilidades alternativas. O negro resolveu tentar agir como se fora branco, para ser aceito.
Ele dizia: - meu Senhor, a gente tá tocando para Senhor do Bomfim, seu Santo, nhô! Não é para Oxalá, quer dizer, Oxalá é o Pai Nosso, é o mesmo que Senhor do Bomfim.
Sincretismo. Forma de resistência que criou grande onus, severas cicatrizes desfiguradoras.
O processo social, a dinâmica é implacável. A imobilidade não se mantém.
O filho do africano já dizia que não confiava em negro brasileiro (o sìgìdì, por exemplo, um encantamento de invisibilidade e criação de elemental, não foi ensinado).
Muito se perdeu, a terra africana reduziu-se a pequenos torrões, o candomblé era eficaz; o Senhor procurava a negra velha para fazer um feitiço, para que lhe desse um banho de folha, lhe desse um patuá. Proliferação de terreiros. Massificação, turismo, folclore.
Mas os grandes iniciados, iguais àqueles criadores da terra africana no Brasil, ainda existem. Odé Kayode – Mãe Stella de Oxossi , em 1983, dizia: "Iansã não é Santa Bárbara", e explicava. Mostrou que candomblé não era uma seita, era uma religião independente do catolicismo.
A terra tremeu; algumas pessoas falavam: "- sempre fomos à missa, sempre a última benção, depois da iniciação, era na Igreja, fazemos missa de corpo presente quando alguém morre, não pode mudar isso".
Era a tradição alienada versus a revolução coerente, era a quebra do último grilhão.
A represa foi quebrada e as águas fertilizaram os campos quase estéreis da sobrevivência.
O NEGRO É LIVRE
Veio da África, tem uma história, tem uma religião igual à qualquer outra e ainda, não é politeista, é monoteista: acima de todos os Orixás está Olorum.
Nina Rodrigues conta que uma vez perguntou a um Babalorixá porque ele não recebia Olorum, já que este existia. Ouvindo a seguinte resposta: "- Meu Doutor, se eu recebesse, eu explodia".
Agora um novo limite, uma nova configuração se instala.
Neste início de século com a corrosão das instituições religiosas tradicionais, com o surgimento de novas religiões, com as doutrinas esotéricas alternativas, o candomblé, agora considerado religião, é visto também como uma agência eficiente: resolve problemas, cura doenças, acalma as cabeças.
OS BRANCOS QUREM SER NEGROS
já não se ouve "o negro de alma branca", agora o privilégio é ser um branco de alma negra, ter ancestralidade, "ter enredo, história com o Santo“
Mais do que nunca as Iyalorixás e Babalorixás se questionam.
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As armadilhas, os "caça-fugitivos" estão instalados.
Tudo isto é transformado, por nós, em pinças para separar o joio do trigo, por isso estamos aqui.
Dizendo o que somos, damos condição para que se perceba o que está posto e se entenda o suposto, o oposto e o aposto. Diferenciação é conhecimento, candomblé é religião, não é seita. As Iyalorixás organizam as cabeças. O processo de organização do ori é awo (segredo).
O candomblé é uma religião que trabalha com o segredo, o lado mudo do ser, o que a Olorum pertence.
O candomblé organiza o fragmentado, abrindo canais de expressão para o ser humano.
Ou seja, Candomblé é uma palavra africana que significa "dança". O Candomblé propriamente dito, é uma dança religiosa, de origem africana, na qual os iniciados reverenciam ou rezam para seus Orixás.
A DANÇA É PORTANTO UMA INVOCAÇÃO
É praticada principalmente por pessoas do sexo feminino, chamadas sambas.
Homens também podem participar da dança, mas o bailado das sambas tem maior efeito invocador. A palavra Candomblé passou a designar o Culto dos Orixás.
Orixá, termo de origem africana designativo das forças cósmicas e vivas da natureza, divinizadas pelos homens primitivos, que as invocavam. Exemplo: os mares, as matas, os rios, o amor, os ventos etc. Orixá, portanto, é uma força de criação divina e uma manifestação de Olorum. A natureza é a manifestação material dos Orixás. Olorum, o Criador, é tudo: não tem representação nem fetiches. É infinito. É o Pai da criação universal. Corresponde, pois, à idéia de Deus.
Ou seja, Candomblé é uma palavra africana que significa "dança". O Candomblé propriamente dito, é uma dança religiosa, de origem africana, na qual os iniciados reverenciam ou rezam para seus Orixás. A dança é, portanto, uma invocação.
É praticada principalmente por pessoas do sexo feminino, chamadas sambas.
Homens também podem participar da dança, mas o bailado das sambas tem maior efeito invocador. A palavra Candomblé passou a designar o Culto dos Orixás.
Orixá, termo de origem africana designativo das forças cósmicas e vivas da natureza, divinizadas pelos homens primitivos, que as invocavam. Exemplo: os mares, as matas, os rios, o amor, os ventos etc. Orixá, portanto, é uma força de criação divina e uma manifestação de Olorum. A natureza é a manifestação material dos Orixás. Olorum, o Criador, é tudo: não tem representação nem fetiches.
É infinito. É o Pai da criação universal. Corresponde, pois, à idéia de Deus.
HISTÓRICO
Os primeiros negros que foram trazidos da África para o Brasil, como escravos, provinham de Angola e do Congo. Pertenciam à família banto, ou bantu, da raça negra.
Estes já tinham praticamente perdido seus costumes, língua e cultos religiosos, quando se iniciou, no século XVIII, com a descoberta do ouro nas Minas Gerais, e para ajudar na lavra do metal, o chamado resgate de prisioneiros de guerra, da Costa da Mina de São Jorge, no litoral norte do Golfo de Guiné, na região onde se encontram a Costa do Ouro, a Costa do Marfim, a
Costa dos Escravos, e onde se criaram os modernos estados da Nigéria, do Daomé, de Togo, da Costa do Marfim e da Gana.
Estes "negros da Costa", que eram desembarcados na cidade do Salvador, então capital do Brasil, e próxima à Costa da Mina, pertenciam a muitas tribos ou "nações" importantes, algumas de adiantado grau de cultura, como os minas, jejês, axantis, fulas, mandingosmandingos, lauças (quer eram maometanos), e os iorubás, também chamados nagôs. E foi principalmente dos cultos iorubás que surgiu no Brasil o Candomblé, ou Culto dos Orixás.
Havia, de parte dos senhores, das autoridades e da Igreja, um zelo natural pela conversão dos africanos ao catolicismo, sendo considerado um dever cristão receberem os mesmos a doutrina, serem batizados e levados à prática da religião católica.
Com o objetivo de evitar choques com as autoridades, sem deixar de preservar na prática do seu culto, os africanos dissimulavam seus otás colocando sempre à frente deles a imagem de um santo católico que mais se aproximasse - segundo interpretações individuais - das características do Orixá cultuado.
Nasceu, com isto, um grande sincretismo dos Orixás com os santos da Igreja.
A falta de sistematização com que se realizou esse ajustamento muito concorreu para que surgissem as discrepâncias hoje constatáveis.
Assim é que diferentes santos da Igreja são sincretizados num mesmo Orixá.
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Não admira, pois, que tenha o culto, evoluindo por sobre tantos obstáculos, se vestido das variações que hoje apresenta. Consideramos mesmo um milagre, maravilhoso milagre, não haja registrado o desdobrar dos tempos o mais leve desgaste na permanência do Culto dos Orixás.
Hoje, porém, graças aos esforços dos fiéis e ao desenvolvimento dos meios de comunicação, que vem possibilitando um intercâmbio amplo entre os praticantes das diversas "nações", as práticas se vão apurando constantemente. Isso devolverá, sem dúvida, ao Candomblé a pureza e o vigor de suas origens e contribuirá para integrar numa só trilha ritualística todos os irmãos de santo. É bom lembrar sempre que o iorubá é a língua dos Orixás, originário da Nigéria, África Ocidental. A palavra Orixá significa Ministro de Olorum.
O idioma iorubá enquadra, entre outros, os povos Ijexá, Ketu e etc. Dos iorubás pertencem os Orixás Exu, Xangô, Oxum, Iansã, Obaluauê e outros.
Sua importância é muito significativa, pois saberemos compreender cada cântico do Candomblé.
Para maior compreensão do idioma iorubá, deve-se conhecer os pronomes, os verbos e etc.
OS ORIXÁS
Todos os seres humanos nascem da natureza, num determinado lugar, dia e hora, sob o comando de um Orixá.
Assim, claro está que receberam a influência desse Orixá e, portanto, cada um terá em toda a sua vida as vibrações e proteção do Pai Orixá a que está vinculado, de origem natural, o qual rege seu destino.
Os Orixás incorporam nos médius (iaôs) sob a condição vibratória. Chama-se esse transe virar para o santo.
A primeira vez que ocorre com uma pessoa, denomina-se bolar para o santo.
A incorporação do Orixá, sendo vibratória, não transmite mensagens orais, como sucede com a incorporação de espíritos desencarnados (chamados, no Candomblé, de eguns) e com os encantados. O culto, no Candomblé, é feito exclusivamente aos Orixás.
É grande o número de Orixás.
Conhecem-se os mais cultuados, mas outros surgem, revelando-se aos poucos.
Apresentamos a seguir alguns orixás, não por ordem de importância, pois tal ordem é desconhecida; existem, naturalmente, predileções pessoais, mas entre os Orixás não há hierarquia.
Eis os mais generalizadamente cultuados:
Masculinos Femininos
Exu Iansã
Ogun Oxum
Oxóssi Yemanjá
Exu
Existe grande confusão em torno de Exu, principalmente quanto a sua errônea concepção com o demônio dos católicos.
Num estudo profundo sobre a mitologia africana, principalmente a Iorubana, poderemos constatar que Exu não é diabo, mas, sim, um Deus, responsável pelas mensagens dos Orixás.
~Na verdade, Exu serve de intermediário entre os Oixás e os adeptos do Candomblé.
Cada Orixá possui seu Exu, assim também como cada pessoa.
O trabalho de Exu é, principalmente, o da comunicação, por este motivo ele é o senhor das vias de acesso, como estradas, atalhos, caminhos e encruzilhadas.
Exu possui grande importância dentro dos cultos afro-brasileiros, visto que, sem seu apoio, as mensagens e os pedidos não chegarão aos Orixás.
Sendo agente universal, é "faca de dois gumes".
É muito serviçal e mercenário, pois nada faz sem recompensa imediata.
As cores votivas de Exu são o preto, o vermelho e o cinza.
O dia que lhe é consagrado é a segunda-feira.
Os principais metais são o bronze e o ferro.
As oferendas a Exu chamam-se padês, feitas de farinha de mesa com azeite-de-dendê e farinha d'água com cachaça.
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O arquétipo dos filhos de Exu são aqueles com espírito bastante brincalhão e exuberante.
A aparência física é muito importante e estão sorrindo constantemente.
Geralmente, os filhos de Exu são magros e altos, com sorrisos bem largos. Sauda-se: Larôiê!!
AS DIFERENÇAS ENTRE A UMBANDA E CANDONBLÉ
Esses são alguns tópicos que relacionei sobre as diferenças entre a Umbanda e o Candomblé, e com isso você poderá aprender um pouco mais sobre a religião.
Alguns grupos de Umbanda assimilam mais elementos do espiritismo, dando origem à umbanda de mesa, que nesse tipo de ritual os adeptos costumam chamar de "Mesa Branca". Porém a maior predominância é dos rituais que parecem semelhantes aos do Candomblé. Essa predominância varia de terreiro para terreiro, dependendo da doutrina de cada pai ou mãe de santo, se essa predominância for muito grande, chamamos de "Umbandomblé".
Apesar de alguns rituais e entidades serem as mesmas do Candomblé, existem ainda algumas particularidades que diferenciam a Umbanda do Candomblé, por exemplo os orixás no Candomblé não se comunicam diretamente com a assistência.
Para que a assistência possa saber alguma coisa para melhorar sua vida, ela precisa falar com o Babalorixá que consultará os Búzios, só assim os orixás poderão orientar a pessoa sobre seus problemas.
Na Umbanda, a assistência pode consultar as entidades diretamente, sem precisar do jogo de Búzios, uma vez que as entidades podem utilizar o corpo do médium para se comunicar. Essa consulta só pode acontecer nos dias de gira de trabalhos, essa gira é especialmente para isso.
Existem outras giras, como por exemplo a Gira de Desenvolvimento, onde os médiuns novatos praticam e se aperfeiçoam na comunicação com o orixá e entidades.
Há ainda para se dizer que na Umbanda os orixás maiores ou santos (Iemanjá, Oxóssi, Xangô, Ogum, Oxum, Iansã, etc) não falam, quando eles "baixam" no terreiro, só sua presença já é uma benção, os santos não tem a falange (linguajar) para que as pessoas possam entender, eles já transcenderam da Terra há muitos anos e adquiriram muita luz, portanto, aqui na Terra, o máximo que fazem são emitir sons (ou mantras) como por exemplo o canto de Iemanjá, que para uns pode ser um canto e para outros um choro.
As consultas ficam por conta das entidades de cada linha como por exemplo: os baianos, preto-velhos, boiadeiros, marinheiros, crianças, etc, que por estarem mais próximos de nossa realidade (pois desencarnaram a apenas algumas décadas - como no caso dos pretos-velhos), podem nos ajudar por conhecerem bem mais de perto os problemas terrenos.
Outra característica marcante é o congar de um terreiro de Umbanda que tem, lado a lado, imagens de santos católicos (estes representando os orixás) e imagens das entidades (marinheiros, caboclos ameríndios, pretos-velhos, crianças, etc) e também podem ter outras imagenscomo de Santa Luzia, Santo Agostinho, Santo Expedito, etc.
Em terreiros de candomblé cada orixá tem seu lugar, como por exemplo um quartinho, onde ficam os objetos do orixá.
Os médiuns também não precisam ficar o dia inteiro no terreiro e nem dedicar todo o seu dia a ele, basta apenas ter a responsabilidade de estar nos dias de gira e cumprir sua missão com amor e caridade no coração.
Os médiuns não incorporam cada um um orixá, os médiuns seguem a linha que os tabaqueiros e o Ogan (sabendo-se que ele só irá puxar um ponto quando o Pai ou Mãe de Santo autorizar) puxam, por exemplo, se estiverem cantando um ponto sobre Oxóssi, os médiuns e a assistência já sabem que quem vem para trabalhar são os caboclos.
Outra diferença básica é como os médiuns se preparam para incorporar, ao contrário do Candomblé que dançam num círculo em movimento, rodopiando seus corpos ao som dos atabaques e outros instrumentos, na Umbanda o médium fica parado, acompanhando por palmas os pontos cantados e esperando o momento exato para a incorporação dos orixás ou das entidades. Para os médiuns novatos, a Mãe ou Pai de Santo "puxam" a linha dos orixás fazendo o sinal da cruz em sua testa e trazendo os orixás para que médium que ainda não tem experiência suficiente para incorporar o orixá sozinho, possa trabalhar (porém nesse estágio ainda não podem dar consultas nem passes).
A música também é bem diferente, uma vez que no Candomblé vai depender de que nação é, já na Umbanda os cânticos são todos cantados em português.
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As roupas são brancas em geral e o uso das cores fica reservado para os Pais e Mães de Santo e em dias de festa e homenagem no terreiro.
As roupas pretas e vermelhas são usadas em dia de Gira de Exu, e também reservado apenas ao direito do médium de incorporação e Pais e Mães de Santo, os outros médiuns (novatos, ogans, cambones, etc) devem usar roupas brancas somente ou com uma fita vermelha presa a sua cintura.
A assistência deve sempre ir a um terreiro de roupas claras, deixando-a escura para as giras de exus, ainda assim muitos terreiros orientam aos freqüentadores a usar a roupa branca; na Umbanda, o branco significa proximidade com a clareza, paz de espirito e abertura de seu corpo para as coisas boas (uma vez que o preto significa luto - corpo fechado) se a pessoa quer receber uma graça, ela deve estar receptiva para que isso aconteça. Cada orixá vibra em uma cor, por exemplo, Oxossi vibra na cor verde assim como Iansã na cor amarela, mas indiscutivelmente o branco (Oxalá) é aceito por qualquer linha.
LINHAS E FALANGES
No candomblé os orixás formam um sistema, estando ligados por laços de casamento e descendência; por exemplo: Nanã é a ancestral feminina, a avó, enquanto Ogum é filho de Oxalá com Iemanjá e assim por diante. Assim no candomble cada orixá tem sua história, suas paixões, lutas e apresentam preferências alimentares de cada um, cores, roupas, adereços, etc.
Os espíritos dos antepassados bantos e as entidades ameríndias - os caboclos - não apresentam esse tipo de organização: estão distribuídos em aldeias, reinos, tribos e, em vez de formarem um sistema, justapõem-se entre si. Com a influência do kardecismo, a Umbanda usa para sua organização o que chamamos de LINHAS e FALANGES - princípios de organizações e classificação dos espíritos. Linhas e Falanges constituem divisões que agrupam as entidades de acordo com as afinidades intelectuais e morais, origem étnica e, principalmente, segundo o estágio de evolução espiritual em que se encontram, no astral.
De acordo com os mais variados critérios e sem limite de número, o que na prática se traduz em uma multiplicidade de esquemas, a partir das sete linhas tradicionais da Umbanda, por sua vez subdivididas em sete falanges ou legiões
Linha de Oxalá
Linha de Iemanjá ou Linha das Águas
Linha de Oxóssi
Linha de Xangô
Linha do Oriente / Linha de Cosme e Damião*
Linha Africana ou das Almas
Linha de Ogum
OS NEGROS AFRICANOS NO BRASIL
Quando os holandeses se estabeleceram em Recife, os negros encontrados nos engenhos de açúcar eram um número muito pequeno para as necessidades da cultura da cana de açúcar e mesmo com a capturas dos navios negreiros portugueses a carência de escravos ainda era muito grande.
Em vista desta carência de negros na carência de negros da colônia foi com que os holandeses em 1637 passaram a comprar em Guiné e em 1641 de Angola, no ano de 1645 atingira a cifra de vinte e três mil cento sessenta e três negros adquiridos pela Companhia das Índias Ocidentais que maneiam o monopólio de comercialização.
Entre os africanos expostos a venda em leiloes os negros adquiridos em troca de armas em Gênova valiam de doze a setenta e cinco florins e em Angola de trinta a oitenta e cinco florins e quando eles eram sadios, robustos e conformados seus preços subiam consideravelmente e quando vendidos em Recife auferiam grandes lucros.
Os negros de Angola do grupo Bantus eram os que recaiam maior preferencia entre os senhores de engenho porque se revelavam com muita disposição para o trabalho e podiam ser facilmente ensinados pêlos escravos mais antigos nas fazendas, eram muitos asseados e habilidosos ao contrario dos negros de Guiné que não agradavam aos fazendeiros por serem preguiçosos e difíceis de se acostumarem a obedecer ordens e ao trabalho, porém em mãos de quem o soubesse dirigir eram capazes de produzir mais do que os negros de Angola.
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No ano de 1642 foi verificada uma grande perda em conseqüência de um surto de varíola que atacou os negros de Itamaracá, Paraíba, Rio Grande do Norte, Ceará e Maranhão que alguns lugares ceifou a vida de todos pessoal que trabalhava nas lavouras.
O transporte de escravos para o Brasil a bordo dos navios negreiros não oferecia a boas condições higiênica, pois devido a falta de água e de alimentos estragados; velhos, jovens, homens, mulheres e crianças pareciam miseravelmente na travessia, e algumas vezes quando navios corsários ou de caçadores de transporte de escravos abordavam o barco negreiro a carga de negros eram lançadas ao mar, quando não era possível alojados todos em seus navios.
A espantosa cifra de casos fatais entre os negros escravos durante o transporte para o Brasil os quais eram alojados em angustioso aperto nas entre cobertas das embarcações forçou aos holandeses a providenciar um melhor tratamento e solicitaram aos agentes compradores da Companhia das Índias Ocidentais em Elmina e São Paulo de Luanda que organizassem o comércio de escravos nos mesmos moldes dos portugueses.
O prospero comércio de Negros que a Companhia das Índias Ocidentais desfrutava, ficou estagnado quando André Vidal de Negreiro e João Fernandes Vieira desfraldaram a bandeira da rebelião em Pernambuco, ocasionando a fuga para a costa dos plantadores holandeses e portugueses fieis ao governo holandês que com eles levaram parte da escravaria de Pernambuco e de grande número de escravos fugitivos procuraram abrigos nos quilombos, outros capturados pêlos patriotas e alistados a força em seus bandos.
E devido aos acontecimentos os navios negreiros quando chegavam em Recife não encontravam compradores para as suas cargas,por este motivo em Junho de 1646 Van Der Derwel escreveu uma carta aos diretores da companhia relatando que fosse suspensos os embarques de escravos para o Brasil
HIERARQUIA DA UMBANDA
Existem muitas formas de hierarquia dentro da Umbanda, mas, todas seguem um padrão parecido. Demonstrarei a seguir, algumas das formas mais usadas
Primeira
ABIÃ (noviço ou noviça):
É a pessoa que começa a freqüentar o terreiro como assistente (fiel), e em muitos casos, com a intenção de se ingressar na religião.
São aquelas pessoas que freqüentam regularmente as cerimônias sem que sejam iniciadas, ou seja, freqüentam como assistentes. São os fieis da Umbanda, e não os iniciados.
CAMBONO(a) (o grande ajudante anônimo do terreiro):
É quem tem todas as obrigações modestas do terreiro, é o grande trabalhador anônimo.
Lembrando que o Cambono, ainda não é um iniciado, ou seja, não é feito no santo, é
simplesmente um ajudante.
PESSOA QUE SE INICIA NA REIGIÃO YAÕ
(filho ou filha de santo):
É o verdadeiro filho ou filha de santo.
É quem poderá cuidar do terreiro um dia ou fundar o seu próprio. Iabacê (cozinheira de santo):
É a encarregada de preparar as comidas ritualísticas da Umbanda e do Candomblé.
É uma Yaô com uma função de prestígio.
Sendo que, esse nível, é muito pouco usado na Umbanda, pois as oferendas de Umbanda, são feitas de maneiras bem mais simples do que no Candomblé, na maioria dos casos.
AXOGUM : Sacrificador de animais.
ALABÊl: Puxador das cantigas
OGÃ: São os tocadores, os responsáveis pelos atabaques e pela divulgação do terreiro.
OGÃ ALABÊ:
É o responsável pelo toque dos atabaques, pelas cantigas e pelo pé de dança, ou seja, são os Alabês que ensinam os Yaôs a dançar.
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OGÃ AXOGU :
É quem tem o poder da mão de faca, ou seja, é quem tem autorização perante o chefe do terreiro e dos Orixás para realizar qualquer matança (sacrifício de animais
Nota importante sobre os Ogãs:
É importante notar que, os Ogãs Alabês e os Ogãs Axoguns, não incorporam, são feitos diretamente nesses níveis a pedido dos Orixás, e, não por vontade própria.
É importante também notar que, tanto os Axoguns quanto os Alabês são Ogãs de igual forma.
É importante salientar aqui que, os Ogãs são responsáveis pela organização e divulgação do terreiro, junto ao chefe do mesmo.
BABAQUEQUERÊ (Pai Pequeno) Substituto do (a) chefe do terreiro.
YAQUEQUERÊ (Mãe pequena): Substituto do (a) chefe do terreiro.
Zelam pelos assentamentos e ajudam a transmitir os ensinamentos aos abiãs e Yaôs.
EBÂMI:
Após sete anos de aprendizado como Yaô, o iniciado é levantado a ebâmi, isso é, poderá receber o Deká. É um Yaô com todas as obrigações completas.
BABALORIXÁ: Pai de Santo. Autoridade máxima na Umbanda.
O Babalorixá, exerce as funções de Babalaô (mão de jogo ou mão de Ifá), Babalossaim (mão das folhas ou mão de Ofá) e Babaogê ou Babaogé (sacerdote de Egum).
Após 21 anos de feitura, o Babalorixá, passa a ser chamado de Babalaô em muitos terreiros, apenas para demonstrar a sua experiência, pois já é conhecedor do Ifá, e é o tempo (14 anos) que o sacerdote tem, para se tornar um profundo conhecedor de teologia negra
YALORIXÁ: Mãe de Santo. Maior autoridade feminina dentro da Umbanda.
BABALAÕ:
Após vinte e um anos de sacerdócio, o Babalorixá recebe este titulo, É onde é demonstrado o conhecimento bem mais aprofundado do sacerdote, pois este mesmo, após o recebimento do Deká, deverá se entregar totalmente a religião e a teologia negra. Lembrando que este nível, não é usado em todos os terreiros de Umbanda, e, são poucos os que usam.
IATABEXÊ (solista):
É a pessoa que tem como função, cantar para todas as Entidades durante o xirê (cerimônia) junto com os Ogãs Alabês.
DAGÃ:
Filha mais velha em obrigações no terreiro. É que tem a função de despachar Exu antes do culto.
EBÃMI O EBAMÍ:
Filho de santo mais velho em obrigações; é quem tem a função de despachar Exu.
Nota: Ebâmi ou Ebami e Dagã, são o mesmo nível, o nome muda apenas devido à diferença de sexo.
Outros cargos, só que mais usados no Candomblé e, em certas nações
COTA (noviça):
Nome dado a uma mulher que entra no terreiro com a intenção de se ingressar na religião. Geralmente a sua primeira obrigação, é ajudar a Iabacê ou a Ialorixá em pequenas tarefas. É como se fosse o Abiã, mas só as mulheres são chamadas de Cota, pelo menos até onde consegui pesquisar.
JIBONÃ :
É a primeira pessoa (mulher) antes da chefe do terreiro (Ialorixá). Em alguns terreiros, essa graduação não existe, pois ela nada mais é, do que uma Iaquequerê vista com melhores olhos pela chefe do terreiro perante as outras substitutas. Nunca ouvi e nem vi este nível em nenhum terreiro de Umbanda para ser sincero.
Este nível é mais usado no Candomblé (em algumas nações)
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IYALAXÉ :
Mulher que tem como obrigação, cuidar dos fetiches dos Orixás; é ela quem os prepara. Em muitos terreiros essa graduação não existe. Para ser sincero, nunca vi esse nível em terreiros de Umbanda e, pouco se sabe sobre esse nível, até mesmo em terreiros de Candomblé.
APETEBÍ :
Mulher filha de Oxum. Em muitos terreiros, é a única mulher que pode jogar os búzios. É muito raro se ver terreiros de Umbanda que usem este nível, porem nos terreiros de Candomblé, é muito comum, em algumas nações.
BABALAÕ:
É quem faz o jogo de búzios, obís e demais adivinhações. Porém o Babalorixá, exerce esta função dentro da Umbanda. Sendo que na África, em algumas nações, e no Candomblé, ele tem maior poder que o próprio Babalorixá, sendo que quando o Babalorixá quer fazer um Yaô, ele recorre ao Babalaô para saber o Olóri e o Eledá do iniciado.
O Babalaô, é o Babalorixá após vinte e um anos de feitura em muitos terreiros de Umbanda. É um tempo para estudos. Na África, a pessoa é preparada para ser Babalaô dês de criança, em uma vida repleta de sacrifícios e restrições.
BABALOSSAIM :
Homem responsável pela a colheita das ervas sagradas e pela preparação de remédios naturais a base de plantas. Também é um nível que não existe na Umbanda, existindo apenas em alguns Candomblés. Na África, este nível é de grande sacrifício, impedindo o sacerdote até de comer carne pelo resto da vida.
BABAOGÊ OU BABAOGÉ :
• Sacerdote de Eg
sexta-feira, 6 de novembro de 2009
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