CAPITULO 21
O DOMÍNIO MACEDÔNIO
REINO DA MACEDÔNIA
Depois de submeter a Grécia a seu domínio, o grande império macedônio estendeu sua conquista até a África e a Ásia e levou ao Oriente antigo, em grande escala, a influência da Cultura Helénica. Antigo país, situado ao norte da Grécia, entre a Trácia, a Ilíria e a Peônia, o reino da Macedônia conquistou a hegemonia do mundo grego no século IV a.C. A Macedônia pré-histórica manteve ligações culturais principalmente com a Grécia e a Anatólia.
Os primeiros povos a se auto denominarem macedónios remontam ao século VIII a.C., quando partiram de sua região natal, às margens do Rio Haliacmon (Aliakmon), na direcção leste, sob a liderança do rei Perdicas I e seus sucessores. Actuando como súbdito da Pérsia, Alexandre I (498-454 a.C.), filho de Amintas I, apoiou a invasão da Grécia e estendeu o poder macedônio até a Trácia, cujas minas financiaram as primeiras moedas da Macedônia.
Perdicas II, filho de Alexandre I, travou uma série de guerras civis contra seus irmãos Alcetas e Felipe I, durante às décadas de 440 e 430 a.C.O apoio ateniense a Felipe I forçou-o a auxiliar os rebeldes de Potidéia, antes de estabelecer um acordo de paz com Atenas, em 431 a.C.
Dois anos depois, impediu a invasão da Macedônia por Sitalces, rei da Trácia, e no ano 424 apoiou Brásidas. Outro tratado com Atenas ocorreu em 422 a.C. O controle ateniense das regiões costeiras forçou os governantes macedônios a se concentrarem na unificação dos planaltos e planícies da Macedônia, tarefa completada por Amintas III, que reinou de 389 a 369 a.C.
A maior parte do que se conhece da monarquia Macedônia, contudo, deriva do reinado de Felipe II, filho de Amintas III, que governou de 359 a 336 a.C. Felipe II derrotou atenienses e tebanos na Batalha da Queronéia (338 a.C.) e incorporou a Grécia ao reino da Macedônia.
O filho de Felipe, Alexandre III, ou Alexandre o Grande (336-323 a.C.), derrotou o império aquemênida da Pérsia e levou suas tropas até às margens do Nilo e do Indo.
Com a morte de Alexandre, seus generais dividiram as satrapias (províncias) de seu império entre si e usaram-nas como base na disputa pelo poder total, que durou de 321 a 301 a.C.
A Macedônia, no entanto, continuou como coração do império, e seu controle, bem como o da Grécia, foi objecto de grandes disputas. O regente de Alexandre na Europa, Antípatro, conquistou o controle da Macedônia e da Grécia, que foi mantido por seu filho Cassandro até sua morte, em 297 a.C., quando a Macedônia mergulhou de novo na guerra civil.
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Após seis anos sob o comando de Demétrios I Poliorketes (306-283), o reino entrou novamente em crise interna, agravada pela invasão de hordas gálatas vindas do norte. Em 277 a.C., Antígonos II Gonatas, filho de Demetrios, repeliu os Gálatas e foi proclamado rei pelo exército.
A Macedônia alcançou finalmente uma monarquia estável com a dinastia antigônida, que dirigiu o país de 277 a 239 a.C. No reinado de Felipe V, de 221 a 179 a.C., e no de seu filho Perseus (de 179 a 168) a Macedônia enfrentou Roma e perdeu a independência.
Os romanos dividiram o país em quatro repúblicas com fronteiras comuns.
Depois, a Macedônia passou a província romana e as quatro repúblicas transformaram-se em unidades administrativas. Por volta do ano 400 da era cristã, a província foi dividida em Macedônia e Macedônia Secunda (ou Salutaris).
• FELIPE II
Felipe II transformou a Macedônia na maior potência da antiga Grécia e firmou as bases da expansão Helénica, realizada por seu filho Alexandre III (Alexandre o Grande).
Felipe II, filho de Amintas III, nasceu em 382 a.C. Na infância, assistiu à desintegração do reino macedônico, enquanto seus irmãos mais velhos Alexandre II e Perdicas III lutavam contra a insubordinação da aristocracia local, o ataque de Tebas e a invasão dos Ilírios.
Em 359 a.C., Felipe II sucedeu a Perdicas III no trono macedônico.
Depois de restabelecer e até ampliar as fronteiras do país, consolidou-as mediante o estabelecimento de colónias e apoderou-se da região mineira de Pangeu, onde conseguiu o ouro necessário para cunhar sua própria moeda, o Filipe (ou Filípia).
Submeteu a nobreza a sua autoridade e organizou o exército sobre novas bases.
Para isso criou a falange da infantaria pesada, inspirada nas antigas formações de Epaminondas, e providenciou numerosas máquinas de guerra.
Uma vez consolidado o reino, entregou-se ao ambicioso desígnio de estender sua hegemonia a toda a Grécia. Em 338, auxiliado pelo filho Alexandre III à frente da cavalaria, venceu os gregos na Batalha de Queronéia. A constituição da Liga de Corinto elevou Felipe II a uma posição proeminente frente aos estados helénicos. Em 337 a.C., na assembleia da liga, propôs a guerra contra a Pérsia, tradicional inimiga dos gregos. No ano seguinte, um exército comandado por Parmenion desembarcou na Anatólia, mas as operações bélicas foram interrompidas depois do assassinato de Felipe II pelo nobre Pausanias, em 336 a.C.
O rei deixou como herdeiro seu filho Alexandre III, de apenas vinte anos de idade.
ALEXANDRE O GRANDE
A poderosa figura de Alexandre III pertence ao reduzido grupo de homens que definiram o curso da história humana. Seu génio militar se impôs sobre o império persa e assentou as bases da frutífera Civilização Helenística.
Alexandre III nasceu em 356 a.C. no palácio de Pella, Macedônia.
Filho do rei Felipe II, cedo se destacou como um rapaz inteligente e intrépido. Quando o príncipe tinha 13 anos, seu pai incumbiu um dos homens mais sábios de sua época, Aristóteles, de educá-lo. Alexandre aprendeu as mais variadas disciplinas: retórica, política, ciências físicas e naturais, medicina e geografia, ao mesmo tempo em que se interessava pela história grega e pela obra de autores como Eurípides e Píndaro.
Também se distinguiu nas artes marciais e na doma de cavalos, de tal forma que em poucas horas dominou o Bucéfalo, que viria a ser sua inseparável montaria.
Alexandre percebeu que o animal temia a própria sombra e voltou-o contra o sol, conseguindo desta maneira doma-lo. Na arte da guerra recebeu lições do pai, militar experiente e corajoso, que lhe transmitiu conhecimentos de estratégia e lhe inculcou dotes de comando.
O enérgico e bravo jovem teve oportunidade de demonstrar seu valor aos 18 anos, quando, no comando de um esquadrão de cavalaria, venceu o batalhão sagrado de Tebas na Batalha de Queronéia em 338 a.C. Depois do assassinato de seu pai em 336 a.C., Alexandre subiu ao trono da Macedônia e se dispôs a iniciar a expansão territorial do reino.
Para tão árdua empreitada contou com poderoso e organizado exército, dividido em infantaria, cuja principal arma era a zarissa (lança de grande comprimento) e cavalaria, que constituía a base do ataque. Imediatamente depois de subir ao trono, Alexandre enfrentou uma sublevação de várias cidades gregas e as incursões realizadas no norte de seu reino pelos Trácios e Ilírios, aos quais logo dominou. Em contrapartida, na Grécia, a cidade de Tebas opôs grande resistência, o que o obrigou a um violento ataque no qual morreram milhares de tebanos.
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Pacificada a Grécia, o jovem rei elaborou seu mais ambicioso projecto: a conquista do Império Persa, a mais assombrosa campanha da antiguidade. Em 334 a.C. cruzou o Helesponto, e já na Ásia avançou até o Rio Granico, onde enfrentou os persas pela primeira vez e alcançou importante vitória. Em Sardes, na Lídia, de posse de seu tesouro, Alexandre construiu um templo a Zeus, no local do antigo palácio real do rei Croesus.
Zeus, o Deus padroeiro da Macedônia, encontra-se no reverso de quase toda cunhagem de prata de Alexandre, sentado no trono e segurando uma águia, segundo a famosa Estátua de Fídias em Olímpia. O verso traz Hércules com seu capuz de máscara de leão morto em Neméia.
À medida que as fontes de cunhagem marchavam para leste, o Zeus, esculpido por operários não gregos, torna-se crescentemente vago e o Hércules cada vez mais parecido com Alexandre.
Alexandre prosseguiu triunfante em sua jornada, arrebatando cidades aos persas, até chegar a Górdia, onde cortou com a espada o "Nó Górdio", o que, segundo a lenda, lhe assegurava o domínio da Ásia. Ante o irresistível avanço de Alexandre, o rei dos persas, Dário III, foi a seu encontro. Na Batalha de Isso em 333 a.C. consumou-se a derrota dos persas e começou o ocaso do grande império. Em seguida, o rei macedónio empreendeu a conquista da Síria em 332 a.C. e entrou no Egipto. O sonho de Alexandre, de unir a cultura oriental à ocidental, começou a concretizar-se.O rei da Macedônia iniciou um processo pessoal de orientalização ao tomar contanto com a civilização egípcia. Respeitou os antigos cultos aos deuses egípcios e até se apresentou no santuário do Oásis de Siwa, onde foi reconhecido como filho de Amon e sucessor dos faraós. Em 332 a.C. fundou Alexandria, cidade que viria a converter-se num dos grandes focos culturais da antiguidade. Depois de submeter a Mesopotâmia, Alexandre enfrentou novamente Dário na Batalha de Gaugamela em 331a.C., cujo resultado determinou a queda definitiva da Pérsia em poder dos macedónios.
Morto Dário em 330a.C., Alexandre foi proclamado rei da Ásia e sucessor da dinastia persa.
Seu processo de orientalização se acentuou com o uso do selo de Dário, da tiara persa e do cerimonial teocrático da corte oriental. Além disso, no ano 328 contraiu matrimónio com Roxana, filha do sátrapa da Bactriana, com quem teve um filho de nome Alexandre IV.
A tendência à fusão das duas culturas gerou desconfianças entre seus oficiais macedônios e gregos, que temiam um excessivo afastamento dos ideais helénicos por parte de seu monarca.
Nada impediu Alexandre de continuar seu projecto imperialista em direcção ao Oriente.
Em 327 a.C. dirigiu suas tropas para a longínqua Índia, país mítico para os gregos, no qual fundou colónias militares e cidades, entre as quais Nicéia e Bucéfala, esta erigida em memória de seu cavalo, às margens do Rio Hidaspe.
Ao chegar ao Rio Bias, suas tropas, cansadas de tão dura viagem, se negaram a continuar.
Alexandre decidiu regressar à Pérsia, viagem penosa no qual foi ferido mortalmente e acometido de febres desconhecidas, que nenhum de seus médicos soube curar.
Alexandre morreu na Babilónia, a 13 de Junho de 323 a.C., com a idade de 33 anos.
O império que com tanto esforço edificou, e que produziu a harmoniosa união do Oriente e do Ocidente, começou a desmoronar, já que só um homem com suas qualidades poderia governar território tão amplo e complexo, mescla de povos e culturas muito diferentes.
Seu império foi dividido por seus generais:
Seleucos I fundou a Dinastia Seleucida na região da Síria;
Ptolomeu I fundou a Dinastia Ptolomaica no Egipto;
Lisimacos se apoderou da região da Trácia e Felipe III da Macedônia e Grécia.
Depois de sua morte prematura, a influência da civilização grega no Oriente e a orientalização do mundo grego alcançaram sua mais alta expressão no que se conhece sob o nome de helenismo, fenómeno cultural, político e religioso que se prolongou até os
HELENISMO
A era helenística marcou a transição da civilização grega para a romana, em que inoculou sua força cultural. Não se encontra nela o esplendor literário e filosófico do período áureo da Grécia, mas divisa-se um grande surto da ciência e da erudição.
Chama-se civilização helenística a que se desenvolveu fora da Grécia, sob influxo do espírito grego. Esse período histórico medeia entre 323 a.C., data da morte de Alexandre III (Alexandre o Grande), cujas conquistas militares levaram a civilização grega até a Anatólia e o Egipto, e 30 a.C., quando se deu a conquista do Egipto pelos romanos. Grande parte do Oriente Antigo foi então helenizado e assistiu-se a uma fusão da cultura grega, revitalizada nas áreas conquistadas, com as tradições políticas e artísticas do Egipto, Mesopotâmia e Pérsia.
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Depois da morte de Alexandre, a transmissão da cultura grega persistiu nos grandes centros urbanos, embora sofresse influência dos costumes orientais.
A tentativa de Antígonos, um dos mais antigos generais de Alexandre, de manter intacto o império conquistado pelo guerreiro macedónio, fracassou após a Batalha de Ipso, na Frigia (302 a.C.). A partilha do império foi feita entre três generais:
Seleucos I Nicator,
Ptolomeu I
e Lisímacos.
As lutas, entretanto, continuaram, e vinte anos depois o império foi dividido em três estados independentes:
o reino do Egipto ficou com os Lágidas, descendentes de Ptolomeu;
o da Síria, com os Selêucidas, descendentes de Seleucos;
e o da Macedônia coube aos antigônidas, descendentes de Antígonos.
DINASTIA DOS SELÊUCIDAS
O reino dos selêucidas fundiu as culturas Helénica e Asiática e teve papel fundamental na Anatólia por quase 300 anos antes de ser destruído por Pompeu, que transformou os territórios em província romana. Fundada por Seleucos I Nicator (o Vencedor), a dinastia dos selêucidas reinou na Ásia de 312 a 64 a.C. Seleucos foi um dos generais de Alexandre e, após a morte do imperador, tornou-se Sátrapa da Babilónia em 321 a.C. Obrigado a fugir para o Egipto cinco anos depois, Seleucos guerreou contra os chefes macedônios que lutavam pelo controle do império.
Derrotou Antígonos I, que se pretendia sucessor de Alexandre no trono da Macedônia, e de 311 a 302 a.C. conquistou todo o império de Alexandre, excepto o Egipto. Os domínios do reino de Seleucos I chegaram a se estender desde a Trácia, no limite ocidental, até o Indo, no oriental.
A Síria se tornou o centro do estado selêucida, também conhecido como reino da Síria, que a partir de então se abria para o Mediterrâneo. Seleucos fundou Antioquia e dela fez a nova capital, mas Selêucia, perto do Rio Tigre, permaneceu como capital das satrapias orientais.
Com a morte de Seleucos I em 281 a.C., assumiu o poder seu filho Antíocos I Soter (o Salvador), o qual foi obrigado a ceder a Macedônia e a Trácia ao assassino do pai, Ptolomeu I do Egipto. Antíocos I venceu os gauleses na Anatólia em 275 a.C. e empreendeu uma reforma administrativa dos antigos domínios persas.
Seu filho e sucessor, Antíocos II, reinou de 261 a 246 a.C. e entrou em guerra com o Egipto.
Envenenado pela primeira mulher, Laodice, que repudiara para se casar com Berenice, filha de Ptolomeu II, foi substituído pelo filho, Seleucos II Calínico, rei de 246 a 225 a.C.
O império foi então invadido por Ptolomeu III, novo soberano do Egipto, o que deu início a uma prolongada guerra. O monarca seguinte foi Seleucos III Soter, que governou por dois anos, antes de ser assassinado na Frígia. Sucedeu-o seu irmão, Antíocos III o Grande, que reinou de 223 a 187 a.C. Enfrentou revoltas locais, manteve a guerra contra o Egipto e recuperou a parte central da Anatólia. Invadiu a Armênia e voltou-se para a Grécia, despertando a hostilidade dos romanos. Recusou-se a ceder a Roma os territórios a oeste do Taurus e foi derrotado na Batalha da Magnésia, no ano 190 a.C. Os reis seguintes foram Seleucos IV e Antíocos IV, após cuja morte, no ano 164 a.C. acelerou-se o declínio do império.
Sucederam-se outros monarcas até Demétrios II, rei de 129 a 125 a.C. e último chefe selêucida investido de força.
Daí por diante a dinastia dividiu-se em dois ramos rivais que guerrearam entre si. O antigo império ficou reduzido à Cilícia oriental e à Síria, que foi tomada por Tigranes o Grande, rei da Armênia.
DINASTIA DOS PTOLOMEUS
Família Macedônica que reinou no Egipto durante o período Helênico, da morte de Alexandre o Grande, em 323 a.C., até o Egipto transformar-se em Província Romana, em 30 a.C.
O nome corretor seria Dinastia Lágida.
A dinastia foi fundada pelo general de Alexandre, Ptolomeu I, que se estabeleceu como governante independente em 305 a.C., adoptando o nome de Ptolomeu I Soter.
O reino prosperou sob sua gestão e as de seus sucessores, Ptolomeu II Philadelphos e Ptolomeu III Euergetes, que competiu com outra dinastia macedônica,
os Selêucidas da Síria, pela supremacia no Mediterrâneo oriental.
A capital do reino, Alexandria, cidade cosmopolita com numerosa população Grega e Judaica, tornou-se um grande centro comercial e intelectual da Antiguidade.
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Os lágidas criaram uma impressionante infra-estrutura administrativa, financeira e comercial.
Entraram em decadência durante os séculos II e I a.C., quando Roma começou a intervir nos assuntos egípcios. A última governante ptolomaica foi Cleópatra VII, que reinou primeiro com o apoio de Julius Caesar e depois graças ao de Marcus Antonius.
.REINO DA BACTRIA
Com a invasão da Índia por Alexandre o Grande estabeleceu-se na região a Cultura Helenística.
Após a morte de Alexandre os territórios indianos ficaram sob o controle grego conhecido como Bactro-Sogdiana (actual Afeganistão, Paquistão e noroeste da Índia), que era uma província do Império Seleucida. Por volta do ano 256 a.C. Diodotos I, um renegado governador seleucida, declarou a independência da região criando o primeiro reinado bactriano.
Após 256 a.C. o reinado bactriano foi ganhando poder devido a influência helenística, e estendeu relações com seu vizinho o reino indiano.
Em 130 a.C. muito do poder e dos territórios da Bactria foram perdidos pela invasão pelos Citas (originários da Ásia Central) associados aos Partas, e nos próximos 100 anos a Bactria decaiu.
A cultura helenística foi gradualmente absorvida pela cultura local indiana, e este território veio a se tornar no império Kushan.
sábado, 7 de novembro de 2009
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