A CIVILIZAÇÃO GREGA
CAPITULO 19
• INTRODUÇÃO
No sul da Europa, em uma região de relevo e de litoral cheio de ilhas, desenvolvem-se a grande civilização grega.
Uma civilização que nos deixou um vasto legado cultural, nos mais variados campos.
Foi dos gregos que herdamos, por exemplo, os conceitos de cidadania e democracia.
Neste trabalho falaremos sobre a sociedade grega, sua economia, cultura e religião.
A Grécia situa-se na península Balcânica, no sul da Europa. É banhada pelos mares mediterrâneo, ao sul, Egeu, a leste, e Jânio, a oeste.
Na antiguidade, tinha como limite ao norte uma região denominada Macedónia .As três Grécia
O território da Grécia antiga pode ser dividido em três grandes Partes.
Grécia Continental à região ao norte do golfo de Corinto, localizada no interior do continente europeu
.II.Grécia peninsular à região ao sul do golfo de Corinto, a península do Peloponeso.
III. Grécia insular à região formada pelas diversas ilhas do mar Egeu e do mar Jânio, destacando-se entre elas a ilha de Creta, a maior de todas.
Sociedade: A sociedade cretense era predominantemente urbana.
As ruínas encontradas revelam cidades bem planejas, com ruas, calçadas, sarjetas, lojas de comércio e casas luxuosas.
Desta cavam-se, entre elas, Cnossos, Faistos, Mália e Tilisso.
A maior parte da população das cidades dedicava-se ao comércio marítimo ou as oficinas artesanais, vivendo modestamente e trabalhando para sustentar o luxo das classes altas.
Parece, no entanto, que em Creta a vida das pessoas comuns era melhor que a de outras comunidades da antiguidade.
Vários aspectos demonstram isso.
A economia cretense, baseada no artesanato e no comércio, proporcionava grande número de ocupações e mais chance de escolha de trabalho
.II. Em Creta existem poucos escravos, e eles eram geralmente estrangeiros.
A escravidão não foi muito importante para a ida económica cretense
.III. A liberdade social das mulheres cretense, liberdade não encontrada em outras regiões do mundo antigo, onde as mulheres eram semi-escravos dos homens.
As obras de artes de Creta mostram mulheres passeando pelas ruas, praticando jogo e doenças, ocupando lugar de destaque nos teatros e nos circos.
Eles participavam ao lado dos homens, de esportes como touradas ou lutas.
Havia ainda as sacerdotisas, mais importantes do que os sacerdotes, que desempenhavam o papel principal nas cerimónias religiosas
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Economia:
(primeiro império comercial marítimo) Os cretenses tinham uma economia rica e variada.
Praticavam a agricultura, criavam animais e produziam delicadas peças em cerâmica ou metal (cobre, bronze, ouro e prata) nas inúmeras oficinas artesanais.
Mas foi no comércio marítimo que os cretenses mais se destacaram. Através dele, toda produção artesanal era vendida em diversas regiões do mundo antigo, como Egipto e Mesopotâmia. Creta dominou o comércio nos mares Egeu e Mediterrâneo, criando o primeiro império comercial marítimo do qual temos conhecimentos (aproximadamente dois mil anos antes do Fenícios).
A esse império dá-se o nome de talassocracia, palavra composta dos termos gregos talassos, que significa mar, e cracia, que significa poder.Cultura e mentalidade: originalidade
Devido à sua localização, a ilha de Creta funcionava como ponto de encontro entre a Europa e o Oriente Médio. Por isso o povo cretense desempenhou importante papel na assimilação de elementos culturais a antiguidade oriental. Esses elementos depois de transformados e desenvolvidos, foram transmitidos em grande parte para a cultura grega.Religião:
os cretenses tinham uma religião matriarcal, isto é, adoravam uma deusa e não um deus.
A principal divindade era a deusa-mãe, considerada a criadora de todos os seres vivos.
Além de deusa-mãe também cultivavam animais como o touro e o Minotauro (animal mitológico), certas árvores sagradas e objectos, como a cruz.
Nos cultos religiosos, matavam-se diversos animais em sacrifício oferecido aos deuses.
Os cretenses acreditavam numa vida depois da morte e, por isso, enterravam os mortes com objectos pessoais e alimentos, antigos considerados necessários, para o bem-estar da pessoa na outra vida Há mais ou menos 1.500 anos a.C. desenvolveu-se na Península Balcânica a Civilização Grega a mais importante da Antiguidade e também a mais influente de toda a história.
Arquitectos Gregos criaram estilos que são copiados até hoje.
Seus pensadores fizeram indagações sobre a natureza que continuam a serem discutidas nos dias actuais. O teatro também nasceu na Grécia, onde as primeiras peças eram representadas em anfiteatros abertos.Foi em Atenas, uma Cidade-Estado*, que se fundou a primeira democracia, isto é, o governo do povo - embora houvessem escravos, que por não serem cidadãos não votavam -.
A sociedade grega atravessou diversas fases, atingindo seu apogeu entre os anos 600 e 300 a.C., com grande florescimento das artes e da cultura.
A Grécia foi unificada por Felipe da Macedónia. Seu filho, Alexandre O Grande, disseminou a cultura grega pelo Oriente Médio e pelo norte da África.
Descrição do país
Na região sudoeste da Europa, formando a extremidade meridional da península balcânica, situa-se a Grécia, país de tanta fama e grandeza nas páginas das grandes civilizações.
O país compreende duas partes: a continental e a insular.
Aquela (conforme se pode observar em qualquer mapa) caracteriza-se pelo número de regiões:
a Tessália e o Épiro ao norte;
a Etólia próxima a Delfos,
a Beócia, junto a Tebas
e a Ática triangular em que se situa Atenas.
Mais para o sul, no Peloponeso separado do restante do país pelo istmo de Corinto, temos a Élida, a Arcádia, a Lacônia e Messênia.
A parte insular compreende centenas de ilhas constantemente citadas na história, na literatura e nas artes (Creta, Milo, Paros, Samos, Lesbos são algumas das que tem maior celebridade).
O clima da Grécia assemelha-se ao dos países mediterrâneos: quente e seco no verão, frio e túmido no Inverno.
O nome de Grécia foi desconhecidos por seus antigos habitantes,
Estes se chamavam Helenos e ao país denominavam de Hélade.
Foram os romanos, os criadores daquele termo derivado de Graea, povoação do Épiro, de onde vieram os primeiros colonos helenos da Itália.
O papel do mar
O mar desempenhou para os gregos uma função de alta importância; dilatou-lhes excepcionalmente o horizonte. É assim que, navegando de ilha em ilha (era o tempo em que a navegação não ousava perder de vista o horizonte terrestre). os gregos chegaram:
a) Pelo mar Egeu ao litoral da Ásia Menor, onde fundaram colónias e dominaram localidades;
b) Pelo mar Jónico à Itália Meridional e à Sicília, onde fundaram a Magna Grécia.
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O mundo grego compunha-se, portanto, graças ao mar, de três partes:
A Grécia propriamente dita,
A Grécia da Ásia Menor (o outro lado do mar Egeu, diziam os gregos)
E a Magna Grécia.
A formação do povo
Os próprios gregos ignoravam a sua origem e procuravam explica-la através de lendas maravilhosas (os mitos). Na verdade, porém, a Grécia foi habitada, em tempos, muito distantes, por povos não gregos, de origem mediterrânea a que se dá o nome de pelasgos.
Mais tarde, o país foi invadido por povos arianos - Aqueus e dórios principalmente - os quais acabaram por se mesclar e deram origem aos helenos.
CRONOLOGIA DA GRÉCIA ANTIGA
1500 a.C. - A civilização minóica atinge seu apogeu.
1400 a.C. - A civilização micênica domina a Grécia;
Grandes palácios são construídos nas regiões continentais.
1250 a.C. - Época provável das guerras entre os micenas e Tróia.
1000 a.C. - Os primeiros povos de língua grega se estabelece na área e
Fundam as cidades-Estados.
776 a.C. - Realizam-se em Olímpia os primeiros jogos Olímpicos.
750 A.C. – Fundação das primeiras colónias gregas.
505 A.C. - Atenas adota a democracia como forma de governo.
500-449 A.C. - As Guerras Médicas;
As cidades gregas se unem para combater os persas.
Anos 400 a.C. - Apogeu do teatro grego.
490 A.C. - Os gregos derrotam os persas na batalha de Maratona.
480 a.C. - Os gregos destroem a frota persa na batalha de Salamina.
479 a.C. - Derrota final persa na batalha de Plateia.
461-429 a.C. - Péricles governa Atenas; construção do Partenon.
431-404 a.C. - Guerra do Peloponeso, entre Esparta e Atenas;
início da supremacia de Esparta sobre a Grécia.
359 A.C. – Filipe torna-se rei da Macedônia.
338 A.C. – Filipe domina toda a Grécia.
336-323 A.C. – Alexandre o Grande, filho de Filipe, expande o império
Grego até o Oriente Médio.
• (Resumo Esquemático)
O relevo e sua história: Por ter um relevo bastante acidentado com muitas montanhas e solo na sua maioria pobre alem de um litoral bastante recortado o que favorecia a navegação e dificultava a agricultura O relevo também dificultava a comunicação entre as cidades que assim se tornaram independentes entre si (cidades-estado)
DIVISÃO HISTÓRICA :
PERIODO DE FORMAÇÃO Do séc. XX a.C ao séc.XII a.C. , período de formação das cidades gregas
PERÍODO HOMÉRICO: Do séc. XII as ao séc. VIII as, período retratado na Ilíada e na Odisseia obras atribuídas ao poeta Homero, foi o período da Guerra de Tróia
PERIODO ARCAICO: Do séc. VIII a C ao séc. V a C, caracterizado pelo início da colonização grega fora da Grécia nas regiões próximas
PERÍODO CLÁSSICO Do séc. V a C ao séc. IV a C, Período do apogeu da cultura grega e de suas realizações
PERÍODO HELENÍSTICO - Do séc.III as ao II acém Período da decadência grega quando a Grécia acabou sendo dominada pelos macedónios e depois por Roma
PERÍODO DE FORMAÇÃO - Neste período de formação destaca-se a civilização cretense que tinha como principais características:
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Localizada na ilha de Creta com economia baseada no comércio marítimo, sociedade matriarcal, nas artes destacou-se na pintura e na arquitectura foi destruída pela cidade de Mi cenas de origem dórica
Povos formadores da Grécia: Aqueus( fundaram Micenas),Dórios (fundaram Esparta), Jonios(fundaram Atenas) e Eólios
Características Gerais Economia baseada no comercio e criação de cabras e ovelhas
Sistemas políticos Atenas (democracia) E Esparta militarista e monarquia dual
RELIGIÁO- Politeísta antropomórfica (deuses com formas e sentimentos humanos), principais DEUSES - Zeus (principal), Afrodite(amor),
Factor de união Língua e religião
CLASSES SOCIAIS
Esparta: Espaciatas(elite),
períecos (homens livres),
hilotas (escravos)
Atenas: Cidadãos (elite),
Metecos (geralmente estrangeiros),
Escravos
Papel da mulher
Esparta: comandavam o lar, tinham treinamento militar, eram respeitadas
Atenas: Tinham como função principal procriar e cuidar da família (totalmente submissas)
Mitologia: Alem dos deuses os gregos tinham vários heróis considerados semi-deuses filhos de deuses com mortais como Hércules, Teceu, Prometeu, Édipo.
• Teatro:
Exclusividade dos homens com algumas de suas peças encenadas até hoje como Electra, Édipo Rei, Antígona e as Troianas.
Dividia-se em tragédia (final infeliz) e Comedia (sátira)
Arquitectura: Bastante desenvolvida dividindo-se nos estilos dórico, jónico e coríntio
Principais acontecimentos: Guerra de Tróia, guerras medicas, Guerra do Peloponeso, guerra contra a Macedônia, liga de Delos.
Herança para o mundo: Arquitectura, democracia, literatura, filosofia, quase todas as ciências tiveram origem grega, teatro, escultura, língua
GRÉCIA ANTIGA
"O Século XX com todos os seus progressos técnico-científicos deve curvar-se com humildade ante o esplendor da civilização da Grécia Antiga.
Esta não conheceu a estonteante velocidade da era dos aviões a jato e dos satélites artificiais.
Não conheceu o segredo da constituição e da desintegração do átomo.
Mas seus pensadores alcançaram voos intelectuais que foram muito além das regiões atingidas pelas naves espaciais e penetraram mais fundo que a natureza constitutiva da matéria.
Ultrapassaram os limites físicos do Universo e atingiram o mundo só acessível ao raciocínio puro onde se encontra a resposta sobre a razão última de ser de todas as coisas"
Os séculos decorridos entre o início da idade do bronze, por volta do terceiro milénio a.C., até o fim do período micênico, por volta do ano 1100 a.C., são denominados Período Heládico.
Durante essa fase, a população local, constituída inicialmente de pacíficos criadores e agricultores, transformou-se em povo guerreiro.
A economia baseava-se no comércio marítimo com as ilhas e com os povos da costa leste do Mediterrâneo. Os chefes guerreiros dedicavam-se à guerra e à busca da fama e beneficiavam-se tanto do comércio quanto das terras de agricultura e pecuária, trabalhadas pelos servos.
No ano 2600 a.C. houve uma invasão de povos oriundos da Anatólia que sabiam trabalhar o ferro e aperfeiçoaram as técnicas de agricultura e navegação. Cerca de seis séculos depois, tribos Indo-europeias invadiram a península pelo norte e destruíram a sociedade existente. Absorveram as práticas dos habitantes anteriores, mas passaram a viver em complexos fortificados.
Por volta do ano 1600 a.C., a fusão entre grupos do continente e a civilização minóica de Creta levou ao surgimento da Cultura micênica, nome derivado da cidade de Mi cenas, no continente.
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A civilização minóica, a mais característica de toda a região do Egeu, notabilizara-se por suas cidades populosas, com grandes edifícios e residências luxuosas;
Pelo agudo senso comercial; Pelas conquistas artísticas, que incluíam a escrita;
E pela forma de governo, que concentrava o poder político nas mãos de um rei, encarregado de administrar as riquezas do país. Diante da pressão dos Dórios, povo procedente do norte que migrou para a Grécia no início do século XII a.C., a civilização micênica sucumbiu.
Os dórios eram um povo guerreiro, que usava armas de ferro e cultuava deuses masculinos, mais frequentemente do que femininos. À medida que a Grécia se recuperava dos efeitos da invasão, o povo grego foi desenvolvendo uma língua e uma religião em comum com os dórios, e as populações tornaram-se semelhantes. Todos cultivavam uma família de deuses chamados Olímpicos, que habitariam palácios no Monte Olimpo.
O culto compreendia a realização de festivais, disputas atléticas entre as cidades e cerimónias dedicadas ao deus protector de cada cidade. A mais conhecida dessas celebrações eram os Jogos Olímpicos, realizados a cada quatro anos em Olímpia, em honra a Zeus e Hera.
Os jogos começaram a ser disputados em 776 a.C., primeira data registrada da história da Grécia antiga. A partir de então, os gregos passaram a datar os acontecimentos fazendo referência ao ano olímpico.Pressionada pelo crescimento demográfico na Grécia continental, a população fundou várias colónias, da Anatólia e do Mar Negro à França, Espanha e Norte da África.
Os oriundos de Atenas fundaram as primeiras colónias na Anatólia, ajudados pela Lídia.
As cidades jónicas originaram-se do comércio no mar Negro.
Os habitantes das novas cidades da Ásia ou das margens do Mediterrâneo consideravam-se gregos e mantinham laços com suas cidades de origem. No final do século VII a.C., a cunhagem de moedas, que os gregos jónicos aprenderam com os lídios, revolucionou o comércio.
O século V a.C., foi a um só tempo infausto e glorioso para a Grécia continental.
Os Persas invadiram por duas vezes o território grego, de forma devastadora.
Em 490 a.C. Dário I lançou uma força invasora, mas o exército ateniense rechaçou o ataque, na Batalha de Maratona. A vitória foi importante por duas razões: mostrou as perdas que os Hoplitas (soldados de infantaria com armadura pesada ou fortemente armados) gregos foram capazes de impor aos persas e pôde ser usada para fins de propaganda.
A segunda guerra greco-pérsica, dirigida por Xerxes, filho e sucessor de Dário I, teve início com a expedição punitiva realizada dez anos depois, quando os persas derrotaram os gregos no desfiladeiro das Termópilas e incendiaram a Acrópole.
Mesmo assim, Temístocles, comandante da frota ateniense, destruiu com as trirremes gregas - naus dotadas de três pavimentos de remos e vela redonda - a frota persa, em Salamina.
Sem o apoio naval, o exército persa foi finalmente dizimado na Batalha de Plateia, em 479 a.C., por uma confederação de cidades gregas.
Em 477 a.C. Atenas firmara com as cidades jónicas uma aliança, a Liga de Delos, para protegê-las dos persas. No início, as cidades que faziam parte da liga mantiveram sua autonomia, mas Atenas desde o primeiro momento assumiu a direcção militar e a administração dos recursos que os aliados haviam depositado no templo de Apolo, em Delos.
Ao afastar-se o perigo persa, a hegemonia ateniense começou a ser discutida por algumas cidades, como Naxos e Tasos, que tentaram sem êxito abandonar a liga; pelas cidades independentes, como Corinto, que se sentiam ameaçadas; e pelas que faziam parte da Liga do Peloponeso, à frente das quais estava Esparta.
Os choques entre Atenas e outras cidades se tornaram cada vez mais frequentes.
A intervenção ateniense no conflito entre Corinto e Corcira (actual Corfu) provocou, a pedido de Corinto, a reunião da liga do Peloponeso, cujos membros decidiram declarar guerra a Atenas.
Os atenienses nada fizeram para evitá-la, confiantes nas vultosas reservas de ouro, suficientes para financiar um longo conflito, e na frota de navios, imensamente superior à dos peloponesos.
Mas o exército espartano era mais numeroso e estava melhor preparado que o ateniense.
Começou assim uma guerra que se prolongaria por quase trinta anos, com resultados desfavoráveis para ambos os lados.Depois da guerra do Peloponeso instalou-se a hegemonia lacedemônia e Esparta tentou impor o regime oligárquico em toda a Grécia.
Descontente com o acordo de paz e com o predomínio de Esparta,
Tebas fez uma aliança com sua antiga inimiga Atenas.
Em 379 a.C., dois tebanos, Pelópidas e Epaminondas, organizaram uma conspiração contra a guarnição espartana da Cadméia (cidadela de Tebas), que marcou o começo da decadência de Esparta.
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Ameaçados pelo avanço tebano, os espartanos assinaram, em 374 a.C., um novo tratado de paz com Atenas: esta reconhecia a supremacia espartana no Peloponeso, e Esparta, em troca, reconhecia a segunda liga marítima ateniense.
Esparta, no entanto, quebrou o acordo e interveio contra Atenas mais uma vez no oeste.
Começou nessa época o apogeu da Thessalia e de Tebas, que reorganizaram seus exércitos e restauraram a Liga Beócia, o que motivou a reaproximação entre Esparta e Atenas. Na Batalha de Leuctras, em 371 a.C., Epaminondas, renovador da tática militar, infligiu à infantaria espartana uma derrota de que ela nunca mais se recuperou. Depois da Batalha de Mantinéia (362 a.C.), em que os tebanos, apesar de terem Vencido os atenienses e espartanos, perderam Epaminondas, assinou-se uma paz pela qual nenhum estado conseguiu impor seu domínio.
O equilíbrio alcançado após Mantinéia se apoiava unicamente na exaustão a que tinham chegado igualmente todos os estados gregos. Com o desmoronamento definitivo dos sonhos e ambições hegemónicas de Atenas, Esparta e Tebas, a Grécia ficou à mercê de um país do norte: a Macedônia. A dissolução da liga ateniense ocorreu ao mesmo tempo em que a Macedônia começava a ascender, liderada por Felipe II
. Depois de unificar o reino, Felipe II iniciou uma política de expansão cujo primeiro objectivo foi proporcionar ao país uma saída para o mar. As cidades que resistiram foram destruídas.
A conquista das minas de ouro do Monte Pangeu forneceu os recursos necessários para fazer da Macedônia uma potência. O exército macedônico foi reorganizado por Felipe II, que o dotou da famosa falange e de equipamentos de guerra.
Atenas não se opôs ao avanço macedônico.
Só mais tarde o orador Demóstenes concitou os cidadãos atenienses a resistirem a Felipe II, mas, juntamente com os tebanos, os atenienses foram derrotados na decisiva Batalha de Queronéia, em 338 a.C. Felipe II uniu todas as cidades gregas, com excepção de Esparta, e assumiu pessoalmente o comando da confederação, o que na prática significou submeter a Grécia à Macedônia. Felipe II foi assassinado em 336 a.C., quando se preparava para realizar a conquista da Pérsia. Seu filho e herdeiro, Alexandre o Grande, que tinha então vinte anos, transformou em realidade esse ambicioso projecto. Toda a sociedade grega sofria então as consequências de suas próprias guerras civis e dos confrontos com a Macedônia.
Alexandre o Grande se propôs unificar sob seu poder todo o mundo civilizado.
Entretanto, antes de iniciar suas campanhas contra a Pérsia precisava assegurar o domínio sobre as cidades gregas. Primeiramente, conseguiu que a Liga de Corinto o nomeasse comandante supremo dos gregos. Depois de submeter, em 335 a.C., os Trácios e Ilírios, que se haviam sublevado, voltou-se contra Tebas, que também se rebelara e destruiu a cidade, matando ou escravizando todos os seus habitantes.
A Grécia comprovou a impossibilidade de opor-se a Alexandre, que pôde então empreender suas conquistas na Ásia.
Depois de confiar a Antípatro a regência da Macedônia e o governo da Grécia, cruzou o Helesponto. Em 334 a.C., Alexandre atravessou a Ásia, desafiou Dário III e chegou à Índia.
Suas conquistas e seu projecto de construir uma ponte entre o oriente bárbaro e a civilização grega constituíram a origem da chamada Civilização Helenística, que se desenvolveu em grande parte da Ásia (Pérsia, Síria e Índia) e no Egipto.
Assim, depois que a Grécia perdeu o poder e a independência política, sua língua e sua cultura se tornaram universais. Alexandre concebeu o plano de um império que resultaria da união de gregos e persas, mas morreu de febre na Babilónia, em 323 a.C.
Liderados por Atenas, os gregos se revoltaram nesse ano contra a Macedônia na chamada Guerra Lamiana, mas tiveram de capitular depois da derrota de Amorgos e a Liga de Corinto foi dissolvida. O problema da sucessão de Alexandre arrastou o país a novas guerras.
Por fim, impuseram-se os Antigônidas na Macedônia, a Monarquia Selêucida no Oriente e a Ptolomaica no Egipto. Com isso, o império dividiu-se definitivamente, embora os anseios de liberdade dos gregos os levassem ainda a novas guerras e coligações, de êxito esporádico, até a intervenção final e a ocupação do território pelos romanos.
As primeiras relações dos romanos com as cidades gregas haviam sido amistosas.
Todavia, quando em 215 a.C. Felipe V da Macedônia aliou-se ao cartaginês Aníbal, Roma resolveu intervir militarmente e obteve a vitória contra os macedónios em Cinoscéfalas, no ano 197 a.C. Seguindo uma política de prudência, Roma respeitou o reino macedónio e devolveu a autonomia às cidades gregas.
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A partir de 146 a.C., porém, a Grécia ficou submetida definitivamente ao domínio da República Romana, embora tenha continuado a manter a primazia espiritual sobre o mundo antigo
O MUNDO GREGO
ATENAS
Berço da civilização ocidental, a cidade que foi mãe ou protectora de génios universais das artes, da literatura, da filosofia e da política é hoje uma encruzilhada das culturas e estilos de vida da Europa e do Oriente.
Atenas fica numa árida planície da região da Ática, não muito longe da costa do mar Egeu.
A história continua presente na moderna Atenas, capital da Grécia.
Como maior símbolo de seu glorioso passado cultural, a Acrópole exibe as soberbas ruínas de seus edifícios, dominados pela silhueta do Pártenon, o templo erguido no século V a.C., em homenagem a Atena Parthenos, a quem era dedicada a cidade.
Esse passado histórico e lendário deixou uma viva marca na vida dos atenienses, inclusive em sua maneira de ser. O primitivo agrupamento urbano se estendia sobre várias colinas, entre as quais se destacam as de Egaleo, Parnes, Pentélico, Himeto, Licabeto e da Acrópole, esta última a mais importante do ponto de vista estratégico, histórico e cultural. Embora no início sede do governo, muito cedo a Acrópole se converteu em lugar dedicado aos deuses. Em seu topo, além do Pártenon, ergueram-se, entre outros, os templos dedicados a Atena Nike, o Erectêion e os altares de Zeus e de Atena. Em torno da acrópole ficavam outras edificações igualmente notáveis, como o templo e o teatro de Dioniso, o Odeon e o recinto de Esculápio. Adiante, situavam-se a agora ou praça pública, o templo de Teceu e o tribunal de justiça, este na colina do Areópago.
Atenas conheceu grande esplendor como cidade-estado durante o governo de Péricles, no século V a.C., mas depois da guerra do Peloponeso começou a perder importância política, ainda que mantivesse o prestígio cultural.No século III da era cristã, foi saqueada pelos hérulos e, depois, os imperadores bizantinos anularam sua influência cultural em favor de Constantinopla.
ESPARTA
Frente aos ideais atenienses de liberdade e democracia...
Frente aos ideais atenienses de liberdade e democracia, a cidade de Esparta representou, na Grécia Antiga, os valores da austeridade, do espírito cívico e militar, da igualdade social e da submissão total do indivíduo ao estado.
Curiosamente, esse modelo de sociedade, consolidado pelas reformas legislativas de Licurgo por volta do ano 700 a.C., inspirou a teoria do contrato social de Rousseau, documento básico da democracia moderna. Esparta, Spárti em grego moderno, está situada no sudeste da península do Peloponeso, às margens do rio Eurotas.
A cidade actual, ao norte das ruínas antigas, é capital do departamento da Lacônia.
Primitivamente habitada por povos pré-helênicos, a Lacônia foi invadida pelos aqueus, que aí teriam fundado a cidade de Lacedemônia (a tradição aponta, como fundador, Lacedemônio, filho de Zeus e Taígeta). Por volta do século XII a.C., os dórios, em ondas sucessivas, ocuparam a região e, no local da antiga Lacedemônia, ergueram Esparta no século IX a.C., como resultado da fusão de quatro povos dóricos com o povoado aqueu de Amiclas.
A cidade logo se impôs sobre as vizinhas graças a seu poderoso exército.
Após a unificação, todo o território ficou sob o comando de Esparta e suas terras foram repartidas entre os guerreiros.
A população foi dividida em três classes: a dos espartanos, ou cidadãos, com todos os direitos civis e políticos; a dos periecos, homens livres, antigos habitantes da região, possuidores de terras, sem direitos políticos mas obrigados ao serviço militar e responsáveis pelo comércio e indústria, actividade vedada aos espartanos, proibidos de acumular riquezas; e os hilotas, escravos do estado, que cultivavam as terras dos espartanos.
Numericamente inferiores, os espartanos se impuseram uma severíssima disciplina militar, sobre a qual se assentava sua organização político-social. Isentos de tarefas agrícolas, dedicavam-se ao governo, à caça e ao treinamento militar e desportivo, entendidas essas actividades como necessárias para a disciplina pessoal e social. Dos sete aos vinte anos o jovem era submetido a treinamento militar intensivo, por conta do estado. Dos vinte aos sessenta o cidadão estava ligado ao serviço militar, devendo tomar com os companheiros a refeição da noite.
Aos vinte anos já podia casar-se, mas só aos trinta era desobrigado de dormir no acampamento.
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As moças recebiam treinamento análogo e privilegiavam o dever patriótico em relação ao amor à família. À frente do governo estavam dois reis de sucessão hereditária, descendentes, segundo a tradição, dos gémeos Eurístenes e Procles, cujos filhos, Ágis e Eurípone, teriam dado nome às dinastias reinantes: ágidas e euripôntidas.
Tinham igual autoridade como chefes religiosos e militares e contavam com o assessoramento de uma espécie de senado, a gerúsia, composta de 28 membros vitalícios, maiores de sessenta anos, eleitos por aclamação pela assembleia do povo, denominada apela.
Aos integrantes da gerúsia, os gerontes, cabia preparar as leis a serem votadas pela apela e constituir um tribunal que julgava os processos de interesse do estado, especialmente os que afretassem os soberanos. A apela, integrada por todos os cidadãos com plenos direitos, aprovava ou rejeitava os projectos apresentados, elegia os gerontes e os éforos (principais magistrados de Esparta) e votava a paz e a guerra.
Em meados do século VI a.C., Esparta tornou-se uma das principais potências da Grécia.
Desprezando os avanços culturais, filosóficos e artísticos de Atenas, concentrou sua força na actividade militar. A educação dos jovens era sempre voltada para os interesses do estado e sobretudo para as guerras. Ao chegar à idade adulta, os homens se convertiam nas "muralhas de Esparta", já que a cidade carecia de fortificações.
A mulher espartana desfrutou de mais liberdade em comparação com outras gregas.
Sua função principal era dar ao estado filhos fortes e sadios.
A força militar de Esparta foi decisiva na luta que uniu todos os gregos para repelir a invasão Persa entre 481 e 480 a.C. e derrotar completamente os agressores, um ano depois.
Coube aos espartanos, liderados por Leônidas, protagonizar a heróica defesa do estreito das Termópilas. Livres da pressão persa, os gregos passaram a guerrear entre si.
As guerras do Peloponeso (431-404) entre Esparta e Atenas teve origem na rivalidade económica e política entre as duas potências. Atenas, dona de uma importante frota capaz de controlar os povos das ilhas, ameaçava a tradicional superioridade espartana na península.
Depois de anos de combates terrestres e navais, os espartanos conseguiram submeter Atenas e seus aliados. Entretanto, o triunfo obrigou Esparta a administrar um extenso território que excedia sua capacidade de controle. Em breve, as cidades gregas começaram a mostrar seu descontentamento com o duro regime espartano.
Atenas, Corinto, Tebas e Argos coligaram-se e, com a ajuda dos persas, derrotaram Esparta, em 387 a.C. A cidade vivia uma grave crise social, motivada pela desigualdade entre a oligarquia e o restante da população, submetida a condições de miséria.
Esparta foi então obrigada a firmar com os persas uma paz pela qual perdeu o domínio sobre as colónias jónicas da Anatólia, embora mantivesse certo poder na Grécia continental.
Por fim, a vitória do tebano Epaminondas em Leuctras, em 371 a.C., acabou com a soberania espartana no Peloponeso e na Grécia, na primeira batalha em campo aberto perdida pelos espartanos.Poucos anos depois, o poder da Macedônia, estado helenizado do norte, se impôs sobre toda a Grécia. Esparta vegetou nas épocas Helenística e Romana e, no ano 396 d.C., foi destruída pelos visigodos.
Os Bizantinos a repovoaram e, em 1460, a região caiu em poder dos turcos otomanos.
A cidade moderna foi edificada a partir de 1834, junto às ruínas antigas.
É um pequeno núcleo comercial e industrial, que vive da produção de cítricos e azeite de oliva.
CORINTO
Magníficas ruínas dão testemunho da grandeza da antiga cidade grega de Corinto, rival de Atenas em prosperidade, poder e cultura. Corinto, situada a cerca de oitenta quilómetros a oeste de Atenas, no extremo oriental do golfo de mesmo nome, começou a desenvolver-se no século VIII a.C.Seu poderio logo lhe permitiu fundar colónias importantes, como Siracusa, na Sicília, e Córcira (hoje Corfu), no mar Jónico. A cidade tinha dois portos, um a ocidente e outro a oriente do istmo de Corinto, e por eles exportava para todo o mundo produtos de olaria e objectos de bronze. Corinto aliou-se a Esparta depois das guerras dos séculos VI e V a.C., contra os persas, e contribuiu para a derrota dos atenienses na guerra do Peloponeso.
Sua decadência, no entanto, iniciou-se no século seguinte.
Em 146 a.C., foi destruída pela invasão romana, mas interessava a Roma manter um encrave na região, situada a curta distância de um istmo de grande importância estratégica.
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Esse fato determinou a reconstrução da cidade em 44 a.C., por ordem de Julius Caesar, que declarou-a colónia romana e capital do Peloponeso. Voltou então a ser uma esplêndida e rica cidade, orgulhosa de sua cultura, arquitectura e obras de arte.
Mais tarde passou a fazer parte do Império Romano do Oriente e continuou a florescer sob o domínio Bizantino, graças a seu dativo comércio.
Durante a Idade Média tornou a decair e, no século XV, a conquista da Grécia pelos turcos otomanos a reduziu a uma aldeia
ILHA DE AEGINA
AS TARTARUGAS DE AEGINA:
A Primeira Moeda de Comércio da Europa.
A ilha de Aegina, situada na costa de Atenas, tem um terreno rochoso, e a falta de boa terra agrícola obrigou os primeiros Aeginetianos a buscar o seu sustento no mar.
Eles se tornaram excepcionais comerciantes marítimos, e é apropriado que o recorde da viagem mais lucrativa foi feita por um Aeginetiano (Herodotus. IV. 152).
No início do 6o. século a.C. Aegina foi o depósito central de cereais do Mar Negro a caminho do Peloponeso e, perto da metade desse século, Aegina tinha obtido importantes concessões de cereais em Naucratis no Egipto. Durante o curso de suas viagens, os comerciantes Aeginetianos tiveram acesso à cunhagem de moedas da Ásia Menor, e sua introdução para Aegina foi uma consequência natural. As primeiras moedas europeias foram produzidas na ilha de Aegina por volta da metade do 6o. século e representam a tartaruga (reflectindo o interesse marítimo do Aeginetianos) no anverso, enquanto que no reverso leva a marca de punção empregado para forçar o metal para dentro da forma do anverso.
A Ilha de Siphnos era a fonte mais provável da prata usada no início da cunhagem de Aegina, e o fato destas primeiras moedas terem sido encontradas enterradas até dois séculos mais tarde é evidência da produção prolífica da casa da moeda.
Os Chelones Aeginetianos (Tartarugas) tiveram circulação ao longo de todo o Mediterrâneo por volta da metade do 6o. século, fazendo deles a primeira e mais importante moeda de comércio da Europa até que foram finalmente substituídos pelas "Corujas" de seus vizinhos atenienses durante o 5o. Século. A marca de punção do reverso originalmente consistia em um desenho de oito dentes o qual produzia oito triângulos no reverso.
Com o uso de dentes eventualmente quebrados e entupidos, produzia-se "incuses" (marcas) preenchidas e ausentes. Isto levou à adopção primeiro do padrão "mil sail" (vela de moinho) ao redor do final do 6o. século, seguido pelo desenvolvimento de um padrão "skew" (inclinado) por volta de 480 a.C.
O desenho do anverso também foi modificado pela adição de uma fila de pontos iniciando no colarinho da tartaruga com uma única fileira de pontos descendo pela carapaça; daí o nome "T-back" (T nas costas). A produção de tartarugas diminuiu durante os vinte anos seguintes pois a prata da ilha de Siphnos não era mais acessível e o comércio mediterrâneo era então dominado por Atenas, a nova senhora do Egeu. Os dois vizinhos eram constantes rivais e os atenienses se referiam a Aegina como "a feiúra do Piraeus".
Em 457 a.C. Atenas conquistou Aegina e a despojou dos seus poderes marítimos.
A perda do poder do mar para Aegina ocasionou, provavelmente, a substituição da tartaruga marítima pela tartaruga terrestre como emblema da cidade, e também foi neste momento que ela formou o reverso padrão "skew" (inclinado) em um "incuse" (marca) mais rectangular.
Subsequentemente em 431 a.C., os Aeginetianos foram expulsos de sua pátria pelos atenienses que só a devolveram depois da conclusão da Guerra do Peloponeso em 404 a.C.
• MAGNA GRÉCIA
Os primeiros helénicos a chegar à região da Magna Grécia foram os enublados de Cálcis e Erétria, povoadores de Cumas, de onde partiu a iniciativa de fundar Neápolis (Nápoles).
Chamou-se Magna Grécia (Magna Graecia em latim, Megale Hellas em grego) o conjunto das cidades fundadas por Gregos, de várias origens, na Sicília e no sul da Itália a partir do século VIII a.C. Na Sicília, calcidenses edificaram Leontinos (Lentini), Catânia, Zande (Messina), Milazzo e Hímera; Coríntios fundaram, entre outras, Siracusa, de grande projecção económica e comercial; megarianos estabeleceram Mégara Hibléia, Selinus (Selinunte) e Heracléia Mínoa;
e gregos de Rodes e de Creta fundaram Gela, que se tornou a cidade mais importante do sul da Sicília, e Ácragas (Agrigento).
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No litoral sul da Itália localizaram-se os aqueus, fundadores de Síbaris, caracterizada pela opulência: o próprio vocábulo sibarita passaria a indicar uma pessoa dada aos prazeres. Dali derivaram as colónias Clampétia, Scidros e Poseidônia (Paestum). Rival de Síbaris foi Crotona, que, também edificada por aqueus, contava com os melhores médicos do mundo grego. Os pré-dórios da Lacônia estabeleceram Taras (Tarento) e suas tributárias Calípolis e Hydrous. Heracléia é também laconiana.Os lócrios instalaram uma colônia na Lócrida, entre os assentamentos dos aqueus e os dos calcidenses, e dominaram os portos de Medma e Hipponion (Vibo Valentia). Núcleo de um intenso comércio de cereais, óleos, lãs, vinhos etc., a Magna Grécia foi a sede dos sistemas filosóficos pitagórico e eleático.
A partir do século V a.C., ataques de povos itálicos vizinhos, rivalidades internas e a malária fizeram com que declinasse a importância da maioria das cidades.
No século III a.C., os Romanos começaram a sofrer influência grega, através de suas colónias na Magna Grécia e delineou-se o choque entre o expansionismo romano e as cidades helénicas da península. Depois da guerra contra Tarento, na qual teve a ajuda de Pirro, rei do Epiro, abriu-se para Roma a possibilidade de conquista total da Magna Grécia.
sábado, 7 de novembro de 2009
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