MITOLOGIA GREGA
CAPITULO 22
DEUSES GREGOS
Na antiga Grécia começa o verdadeiro culto de deuses, imagens e cerimónias, no período chamado Micênico.
Mas os ídolos gregos não têm seu apogeu senão na idade helénica.
A idade helénica está constituída pelas dinastias dos eólios, jónicos e dóricos.
A união destas três forças enriquece a antiga Grécia em religião, poesia, escultura e música, pois o culto helénico é um resultado das belas artes, não sendo as belas artes um resultado do culto, como em outras religiões. Toda força, todo impulso, todo ato de valentia, une as artes e cria um deus. Pode-se observar isto no nascimento da mitologia dos povos.
Cronos e os antigos Titãs são a civilização incipiente, a cultura em seu começo, pois deste povo ignorante e forte, surge Zeus, o grande deus. Já é um deus símbolo de força, de ordem, de vitória, de uma lei constituída para o progresso e engrandecimento dos gregos.
No Olimpo, onde ele reina, reúne ao seu redor todas as divindades:
do ar,
do mar,
da terra,
Do céu
E do inferno.
Ele é o absoluto que encerra em seu punho invulnerável, em sua vontade inquebrantável, todas as forças humanas e divinas, imagem do que os helénicos sonhavam ser, um povo único que dominasse todos os outros e os tivesse sob seu domínio pela persuasão, pela força, por todas as artes.O império da Grécia, como se vê, ainda não morreu no mundo. Zeus divide seu reino celestial com seus irmãos Possêidon e Ares. Hera, esposa e irmã do deus, é símbolo do poder potencial e manifesto; uma multidão de filhos ajuda os severos deuses a reinar.
Palas Atena é a deusa da força e da guerra;
protege Atenas e os estudiosos, já que nasceu de um pensamento inspirado de Zeus.
Febo, deus da luz solar, símbolo da energia vital do astro rei, adornado de beleza e de graça, levando a seta e a lira, fere os desejosos do saber, e os encanta com a inspiração da poesia, da música e das belas artes.
Ártemis é a irmã do sol, símbolo da noite clara, da lua, das campinas, dos caçadores;
protege e regula a vida fisiológica da mulher.
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Hermes, símbolo de Cristo, símbolo do filho de Deus, é venerado como mensageiro dos deuses; Protege a juventude, promessa futura do povo e, por último, salva as almas e as guia à mansão da paz.
Hefaístos É o deus do fogo; ninguém como ele tem a habilidade de trabalhar os metais, símbolo do fogo místico e da corrente vital geradora dos seres, imagem da Kundalini indiana; sem ele, sem o grande poder,
Afrodite, A deusa da beleza, do amor e da geração, não poderia dar vida aos homens. Hefaístos é seu único, seu legítimo consorte, apesar de que ela tenha outros amantes, porque o poder gerador é Um em seu aspecto fundamental.
Ares É o deus da guerra violenta; antipatizado pelos demais deuses.
Hestias É a protectora do lar, é o anjo da guarda, o manso São José dos católicos.
Possêidon, Imagem da matéria instintiva, é o soberano das águas e do mar, das tempestades e dos terramotos; Leva na mão um tridente, símbolo do poder dos elementais ou do triângulo inferior; Mente instintiva, energia original e matéria bruta.
Deméter, Irmã de Zeus, é a mãe da terra; viria a ser o espírito da terra que dá vida à natureza, faz florescer as árvores, fecunda as colheitas e enriquece as videiras. Mas, o deus do vinho, como símbolo de bacanal, de esquecimento, de gozo astral, é Não são estes os únicos deuses do Olimpo helénico, pois segue-lhes uma quantidade de deuses menores como são as três Parcas, símbolo das deusas do karma; as nove Musas; e as três Cárites, símbolo da graça e da beleza. Os gregos divinizaram também os heróis, mas o verdadeiro culto se esforçava em encontrar o Deus Único por trás de todos os aspectos de cada divindade.
Xenófanes,
o grande filósofo, deplorava o conceito do vulgo de adorar o símbolo externo dos deuses e esquecer o Deus Uno, Aquele que não tem nem corpo nem forma, senão que é pura essência.
A poesia muito ajudou a enriquecer o culto, com os cantos nupciais, funerários e épicos.
Já desde antes que o divino Homero escrevesse sua Odisséia, são lembrados os nomes de grandes poetas como: Lino, Himeneu, Múseo, Orfeu e Anfión.
Todas as artes, como já foi dito, foram criadoras e colaboradoras do culto.
Na concepção greco-romana, os imortais classificavam-se em: Divindades primordiais, superiores, siderais, dos ventos, das águas e alegóricas. Abaixo listarei os deuses utilizando a mesma concepção.
DIVINDADES PRIMORDIAIS
Geia – Mãe de todos os seres, personificação da terra.
Surgiu do Caos e gerou Urano, os Montes, o Mar, os Titãs, os Centímanos (Hecatonquiros), os Gigantes, as Erínies, etc. O mito de Géia provavelmente começou como uma veneração neolítica da terra-mãe antes da invasão Indo-Européia que posteriormente se tornou a civilização Helenística.
Urano – O primeiro rei do Universo, segundo Hesíodo (céu estrelado). Casou-se com Géia, da qual teve os Titãs, as Titânidas, os Ciclopes e os Hecatonquiros. Urano, por ódio, lançou no Tártaro os Ciclopes e os Hecatonquiros, Géia porém deu uma foice aos Titãs para que se vingassem. Cronos, o mais audacioso deles, castrou Urano e tornou-se o senhor do universo!
Cronos – Filho de Urano e Géia.
O mais jovem dos Titãs.
Se tornou senhor do céu castrando o pai.
Casou com Réia, e teve Héstia, Deméter, Hera, Ades e Poseidon.
Como tinha medo de ser destronado, Cronos engolia os filhos ao nascerem. Comeu todos exceto Zeus, que Réia conseguiu salvar enganando Cronos enrolando uma pedra em um pano, a qual ele engoliu sem perceber a troca.
Mais tarde Zeus voltou, deu ao pai um remédio que o fez vomitar os filhos, e logo depois o destronou e baniu-o no tártaro.
Cronos escapou e fugiu para a Itália onde reinou sobre o nome de Saturno.
Este período no qual reinou foi chamado de "A era de ouro terrestre".
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Ciclopes –
Arges, Brontes e Estéropes. Pertenciam a raça dos gigantes. Forjavam os raios e os trovões para Zeus. Teriam sido mortos por Apolo para vingar a morte de Asclépio.
Segundo Homero, porém, teria sido um povo de gigantes rudes, fortes, indiferentes às divindades, dedicados ao pastoreio.
Hecantoquiros (ou Centimanos) –
Briareu, Coto e Giges. Gigantes de cem braços e cinquenta cabeças. Tendo hostilizado o pai, este os mandou pra horríveis cavernas nas vísceras da terra. Participaram da rebelião contra Urano.
Quando Cronos tomou o poder, os aprisionou no tártaro.
Libertados por Zeus, lutaram contra os titãs. Com a habilidade de arremessar cem pedras de uma vez venceram os titãs. Briareus era guarda-costas de Zeus.
Titãs – Oceano, Hipérion, Japeto, Céos, Créos e Cronos.
Titanidas – Téia, Réia, Têmis, Mnemôsine, Febe e Téis.
Zeus – O deus supremo do mundo, o deus por excelência.
Presidia aos fenómenos atmosféricos, recolhia e dispersava as nuvens, comandava as tempestades, criava os relâmpagos e o trovão e lançava a chuva com sua poderosa mão direita, à sua vontade, o raio destruidor; por outro lado mandava chuva benéfica para fecundar a terra e amadurecer os frutos. Chamado de o pai dos deuses, por que, apesar de ser o caçula de sua divina família, tinha autoridade sobre todos os deuses, dos quais era o chefe reconhecido por todos. Tinha o supremo governo do mundo e zelava pela ordem e da harmonia que reinava nas coisas. Depois de ter destronado o sei pai, dividiu com seus irmãos o domínio do mundo.
Morava no Olimpo, quando sacudia a égide, o escudo formidável que lançava relâmpagos explodia a procela. Casou-se com Hera, porém teve muitos amores.
Hera –
Irmã e esposa de Zeus, a mais excelsa das deusas.
A Ilíada a representa como orgulhosa, obstinada, ciumenta e rixosa. Odiava sobretudo Héracles, que procurou diversas vezes matar. Na guerra de Tróia por ódio dos troianos, devido ao julgamento de Páris, ajudou os gregos.
Hestia – Deusa do fogo e da lareira.
• Demeter –
É a maior das divindades gregas ligadas à terra produtora; seu nome significa Terra-mãe.
De Zeus teve Perséfone, que foi raptada por Hades. Enraivecida, fez com que a terra se tornasse árida. Zeus, para aplacá-la, obteve de Hades que Perséfone permanecesse quatro meses nos Infernos, junto com o marido, e oito meses ao lado de sua mãe.
O seu mito em relação a Perséfone teve lugar nos mistérios eleusinos.
Apolo –
Filho de Zeus e de Leto, também chamado Febo, irmão gémeo de Ártemis, nasceu às fraldas do monte Cinto, na ilha de Delos. É o deus radiante, o deus da luz benéfica.
A lenda mostra-nos Apolo, ainda garoto, combatendo contra o gigante Títio e matando-o, e contra a serpente Píton, monstro saído da terra, que assolava os campos, matando-a também.
Apolo é porém, também concebido como divindade maléfica, executora de vinganças.
Em contraposição, como dá a morte, dá também a vida: é médico, deus da saúde, amigo da juventude bela e forte. É o inventor da adivinhação, da música e da poesia, condutor das Musas, afasta as desventuras e protege os rebanhos.
Artemis –
Deusas da caça, filha de Zeus e Leto, irmã gémea de Apolo. Representava a mais luminosa encarnação da pureza feminina. Eram-lhe oferecidos sacrifícios humanos em tempos antiquíssimos. Deusa da Lua, declinava-se, circundada por suas ninfas, vagar de dia pelos bosques à caça de feras, à noite, porém, com o seu pálido raio, mostrava o caminho aos viajores. Quando a Lua, escondida pelas nuvens, tornava-se ameaçadora e incutia medo nos homens, tomava o nome de Hécate.
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Atena –
Surgiu toda armada do cérebro de Zeus, depois de ter ele engolido seu primeira esposa Métis.
Era o símbolo da inteligência, da guerra justa, da casta mocidade e das artes domésticas e uma das divindades mais veneradas. Um esplêndido templo, o Partenon, surgia em sua honra na Acrópole de Atenas, a cidade que lhe era particularmente consagrada.
Obra maravilhosa de Ictino e de Calícrates, o Partenon continha uma colossal estátua de ouro dessa deusa, de autoria do famoso escultor Fídias.
• Hermes –
Filho de Zeus e de Maia, o arauto dos deuses e fiel mensageiro de seu pai, nasceu numa gruta do monte Ciline, na Arcádia. Lodo que nasceu, fugiu do berço e roubou cinquenta novilhas do rebanho de Apolo, em seguida, com a casca de uma tartaruga, construiu a primeira lira e com o som deste instrumento aplacou Apolo, enfurecido pelo furto; esse deus acabou por deixar-lhe as novilhas e deu-lhe o caduceu, a vara-de-ouro, símbolo da paz, n troca da lira. Zeus deu-lhe o encargo de levar os mortos a Hades, daí o epíteto de Psicompompo. Inventou, além da lira, as letras e os algarismos, fundou os ritos religiosos e introduziu a cultura da oliveira.
Deus dos Sonhos, eram lhe oferecidos sacrifícios de porcos, cordeiros, cabritos... Seus atributos eram a prudência e a esperteza. Livrou Ares das correntes dos Aloídas, levou Príamo à tenda de Aquiles e matou Argos, guarda de Io. Era representado com um jovem ágil e vigoroso, com duas pequenas asas nos pés, um chapéu de abas largas na cabeça e o caduceu nas mãos.
Afrodite –
A deusa mais popular do Olimpo grego, símbolo do amor e da beleza. Filha de Zeus e de Díone ou, segundo outra versão, nascida da espuma do mar na ilha de Chipre.
Acompanhavam-na as Horas, as Graças e as outras divindades personificadoras do amor.
Era esposa de Hefesto, porém amou Ares, Hermes, Dioniso, Poseidon e Anquises.
Por seus amores com Ares, foi considerada também como divindade guerreira.
A sede mais antiga de seu culto era a ilha de Chipre.
• Hefesto –
Deus do fogo, filho de Zeus e Hera.
Trabalhava admiravelmente os metais e construiu inúmeros palácios de bronze, além da esplêndida armadura de Aquiles e o cetro e a égide de Zeus.
Segundo uma tradição, nasceu coxo, pelo que sua mãe lançou-o do alto do monte Olimpo, foi recolhido por Tétis e Eurínome, com as quais permaneceu durante nove anos.
Voltando ao Olimpo, ao defender Hera contra Zeus, este atirou-o do céu e, precipitando durante um dia inteiro, caiu na ilha de Lemos. Suas forjas, com vinte foles, foram depois do Olimpo colocadas no Etna, onde tinha os Ciclopes como companheiros de trabalho.
Hades –
Senhor do reino subterrâneo. Acreditava-se que, com seu carro, viesse ao mundo para buscar as almas dos mortos. Possuía um capacete que o tornava invisível. Somente Hades tinha o poder de restituir a vida de um homem, porém, utilizou-se desse poder pouquíssimas vezes e, assim mesmo, a pedido da esposa.Era o deus das riquezas porque dominava nas profundezas da terra, de onde mandava prosperidade e fertilidade; era considerado um deus benéfico.
Poseidon –
Depois que os Titãs foram derrotados por Zeus, na divisão do mundo coube-lhe a senhoria do mar e de todas as divindades marinhas. Tinha um palácio nas profundezas do mar, onde morava com sua esposa Anfiritre e seu filho Tritão. Sua arma era o tridente, com o qual levantava as ondas fragorosas, que engoliam as naus, e fazia estremecer o solo ou desperdiçar os recifes. Odiava Ulisses, por ele ter cegado o Ciclope Polifemo, seu filho. Foi inimigo de Tróia, depois que seu rei Laomendonte lhe negou a compensação pela construção das muralhas da cidade, ocasião em que mandou um monstro marinho para devorar Hesíon, filha do rei, que Héracles matou. Teve com Zeus, numerosos amores, todavia enquanto os filhos de Zeus eram heróis benfeitores, os de Poseidon eram geralmente gigantes malfazejos e violentos.
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Ares –
Deus da guerra, filho de Zeus e de Hera. Deleitava-se com a guerra pelo sei lado mais brutal, qual seja a carnificina e o derramamento de sangue. Inimigo da serena luz solar e da calmaria atmosférica, ávido de desordem e de luta. Ares era detestado pelos outros deuses, o próprio Zeus o odiava. Tinha como companheiros nas lutas Éris, a discórdia; Deimos e Fobos, o espanto e o terror, e Ênio, a deusa da carnificina na guerra.
Amou Afrodite, da qual teve Harmonia, Eros, Anteros, Deimos e Fobos.
Dioniso –
Filho de Zeus e de Sêmele, deus do vinho e do delírio místico. Em sentido mais geral, representava aquela energia da natureza que, por efeito do calor e da humidade, amadurece os frutos; era, pois, uma divindade benéfica.
De todas as divindades, era a que mais aproximava dos homens.
Teve um nascimento milagroso, com efeito, morrendo-lhe a mãe antes que tivesse o necessário desenvolvimento, foi recolhido pelo pai que o costurou numa de suas coxas e aí o conservou até que o garoto pudesse enfrentar a vida. Dioniso demonstrou muito cedo sua origem, divina: crescia livre, amante da caça e possuía o estranho poder de amansar as feras mais ferozes
. Um dia, criou a videira e quis dar o vinho a todos os homens; para esse fim, empreendeu numa longa viagem, através de todas as terras, seguido por um cortejo de ninfas, sátiros, bacantes e silenos. Por onde passavam, os homens tornavam-se felizes.
Na Frígia, concedeu ao rei Midas a faculdade de poder transformar em ouro tudo que tocasse.
Na Trácia, o rei Licurgo tentou dispersas a comitiva: Dioniso indignado, cegou-o. Em Delos, concedeu às filhas do rei Ânio o poder de mudar a água em vinho.
Casou-se com Ariadne, depois que esta foi abandonada por Teseu; as núpcias foram celebradas com sumptuosidade e o casal subiu ao Olimpo sobre um carro puxado por panteras.
Baco - O deus do vinho
Baco foi o 13º deus do Olimpo.
Na Grécia ele tinha o nome de Dionísio e, quando foi a dotado pelos romanos, recebeu o nome de Baco. Era um deus (na verdade um semi deus já que a mãe -Semelle- era humana e o pai era Zeus) muito cultivado.Os antigos pretendiam com o culto a Baco que ele propiciasse uma boa colheita de uvas. O culto era mais sentido no início da primavera e no início do Outono.
Em ambas oportunidades, faziam-se festas onde As pessoas saiam de um local e iam em grupo de povoado em povoado.Era algo levado tão a sério que até os presos eram soltos para participarem dos Bacanais ou Bacanálias. Como o vinho era servido em grande quantidade, logo os homens e mulheres, ficavam bastante alegres e desinibidos.
As roupas acabavam sendo aos poucos deixadas de lado juntamente com as inibições dando lugar à uma completa satisfação de todos os desejos e ninguém mais era de ninguém.
A orgia que era só etílica, passava a ser sexual também.Por essa razão, hoje se usa a palavra Bacanal para fazer referência ao sexo grupal.Quem acompanhava as festas era chamado de Bacante. Mas, as verdadeiras Bacantes são também seres mitológicos.
Estavam sempre ao lado de Baco servindo-o cegamente.
Elas também eram figuras míticas.
As Bacantes
As Bacantes eram mulheres que acompanhavam o deus Baco.
O defendiam, buscavam junto aos povoados outras mulheres para fazerem parte de seu grupo e servir a Baco. Elas, como Baco, eram seres da mitologia, apenas.
Eram mulheres bonitas, muito sensuais com suas roupas de linho que pouco cobriam do corpo.
Também era chamado de Bacante todo aquele que participasse das festas de Baco. Homem ou mulher. Portanto, os antigos que participavam dos cultos também tem esse nome.
Nenhuma outra divindade mitológica se identifica tanto como a liberdade sexual como Baco e suas Bacantes. O Hedonismo também se identifica muito com tudo isso por acreditar que, no momento em que estamos em um grupo onde as pessoas só desejam a satisfação e que elas se desejam mutuamente, nada mais importa a não ser derrubar preconceitos, afastar-se de regras que só servem para tirar nossa liberdade.
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DIVINDADES SIDERAIS
Helios –
Filho de Hipérion e de Téia, titã por excelência, irmão de Selene e de Éos, personificação do Sol. Surgia todas as manhãs do Oceano para conduzir o carro do Sol, puxado por cavalos que expeliam fogo pelas narinas. Penetrava com seus raios em todos os juramentos.
Mais tarde foi confundido com Apolo. O Colosso de Rodes foi uma estátua lhe consagrada.
• Selene –
Deusa da Lua, irmã de Helios e Éos, da família dos Titãs. Era uma linda deusa, de braços brancos, com longas asas, que percorria o céu sobre um carro para levar aos homens a sua plácida luz.
Amou Endimião e foi, posteriormente, identificada com Ártemis.
Eos – Deusa que anunciava o dia.
Era representada sobre o carro da luz, guiando os cavalos, com uma tocha na mão.
DIVINDADES DOS VENTOS
Boreas – Filho de Astreu e de Éos, deus dos ventos do norte, morava na Trácia. Pertencia à raça dos Titãs e era irmão de Zéfiro, Euro e Noto.
Raptou Orítia, com a qual casou e que lhe deu os filhos Cálais e Zetes.
Zefiro – Vento que sopra do Poente, anunciador da primavera e venerado como deus benéfico.
Euro – Vento que sopra do Oriente, dependente de Éolo.
Noto – O vento do Sul.
• Eolo –
Rei dos ventos, às vezes identificado com o filho de Poseidon e Arne. Morador das ilhas Eólias, acolheu amigavelmente Ulisses e seus companheiros e deu-lhes um odre em que estavam encerrados todos os ventos contrários à navegação Ítaca.
Os companheiros de Ulisses, por curiosidade, abriram-no e os ventos desencadearam uma terrível tempestade que causou o naufrágio de quase toda a frota. Divindades das Aguas
• Oceano – O mais velho dos Titãs, marido de Tétis, pai de todos os rios e das Oceânides. Era a personificação da água que envolve o mundo.
• Nereu –Velho deus marinho, filho do Ponto e de Géia. tinha o dom da profecia e a
• faculdade de tomar várias formas. Era representado com os cabelos, sobrancelhas, queixo e peito cobertos por juncos marinhos e por folhas de plantas similares.
Proteu –
Pastor das focas de Poseidon. Morava numa ilha próxima ao Egipto e tinha o poderde metamorfosear-se em todas as formas que desejasse, não só de animais, mas também de plantas e de elementos, com a água e o fogo. Segundo Eurípedes, Proteu foi rei da ilha de Faros e, casando-se com Psâmate, teve os filhos Idoteu e Teoclímenes.
Ninfas –
Filhas de Zeus, representavam as forças elementares da natureza. Moravam nos montes, nos bosques, nas fontes, nos rios, nas grutas, das quais eram potências benéficas. Viviam livres e independentes, plantavam árvores e eram de grande utilidade aos homems. Dividiam-se em Oceânides, Nereidas, Náiades, Oréades, Napéias, Alseidas, Dríades e Hamadríades.
HÉRCULOS
• Os Trabalhos de Hércules
Hércules (ou Héracles), o maior de todos os heróis gregos, era filho de Zeus e Alcmena.
Alcmena era a virtuosa esposa de Anfitrião e, para seduzi-la, Zeus assumiu a forma de Anfitrião enquanto este estava ausente de casa. Quando seu marido retornou e descobriu o que tinha acontecido, ficou tão irado que construiu uma grande pira e teria queimado Alcmena viva, se Zeus não tivesse mandado nuvens para apagar o fogo, forçando assim Anfitrião a aceitar a situação. Nascido, o jovem Hércules rapidamente revelou seu potencial heróico.
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Enquanto ainda no berço, ele estrangulou duas serpentes que a ciumenta Hera, esposa de Zeus, tinha mandado para atacá-lo ao seu meio-irmão Íflico; enquanto ainda um menino, ele matou um leão selvagem no Monte Citéron. Na vida adulta, as aventuras de Hércules foram maiores e mais espectaculares do que as de qualquer outro herói.
Por toda a antiguidade ele foi muito popular, o assunto de numerosas histórias e incontáveis obras de arte. Apesar das mais coerentes fontes literárias sobre suas façanhas datarem apenas do século III a.C., citações espalhadas por vários locais e a evidência de fontes artísticas deixam muito claro o fato que a maioria, se não todas, de suas aventuras era bem conhecida em tempos mais antigos. Hércules realizou seus famosos doze trabalhos sob o comando de Euristeu, Rei de Argos de Micenas. Existem várias explicações da razão pela qual Hércules se sentiu obrigado a realizar os pedidos cansativos e aparentemente impossíveis de Euristeu.
Uma fonte sugere que os trabalhos eram uma penitência imposta ao herói pelo Oráculo de Delfos quando, num acesso de loucura, matou todos os filhos de seu primeiro casamento.
Enquanto os seis primeiros trabalhos se passam no Peloponeso, os últimos levaram Hércules a vários lugares na orla do mundo grego e além. Durante os trabalhos, Hércules foi perseguido pelo ódio da deusa Hera, que tinha ciúmes dos filhos de Zeus com outras mulheres.
A deusa Atena, por outro lado, era uma defensora entusiasta de Hércules; ele também desfrutou da companhia e ajuda ocasional de seu sobrinho, Iolau.
O primeiro trabalho de Hércules era matar o leão de Neméia.
Como esta enorme fera era invulnerável a qualquer arma, Hércules lutou com ele e acabou estrangulando-o apenas com suas mãos. A seguir, ele removeu a pele utilizando uma de suas garras, e passou a utilizá-la como uma capa, com as patas amarradas ao redor de seu pescoço, as presas surgindo sobre sua cabeça, e a cauda balançando em suas costas.
O segundo trabalho exigiu a destruição da Hidra de Lerna, uma cobra aquática com várias cabeças, que estava flagelando os pântanos perto de Lerna. Sempre que Hércules decepava uma cabeça, duas cresciam em seu lugar, e, como se isso não fosse um problema suficiente,
Hera enviou um caranguejo gigante para morder o pé de Hércules.
Este truque desleal foi demais para o herói, que decidiu pedir ajuda a Iolau; enquanto Hércules cortava as cabeças, Iolau cauterizava os locais com uma tocha flamejante,
de modo que novas cabeças não pudessem crescer, e finalmente dando cabo do monstro.
A seguir, Hércules embebeu a ponta de suas flechas no sangue ou veneno da Hidra, tornando-as venenosas. No Monte Erimanto, um feroz javali estava se portando violentamente e causando prejuízos. Euristeu rispidamente ordenou a Hércules que trouxesse este animal vivo à sua presença, mas as antigas ilustrações deste episódio, as quais mostram principalmente Euristeu acovardado refugiando-se num grande jarro, sugerem que ele veio a se arrepender desta ordem.
Hércules levou um ano para realizar o trabalho a seguir, que era capturar a Corça do Monte Carineu. Este animal parecia ser mais tímido do que perigoso.
Este animal era sagrado para a deusa Ártemis e, apesar de ser fêmea, possuía lindas aspas.
De acordo com a lenda, Hércules finalmente aprisionou a Corça e a estava levando para Euristeu, encontrou-se com Ártemis, que estava muito zangada e ameaçou matar Hércules pelo atrevimento em capturar seu animal; mas quando ficou sabendo sobre os trabalhos, ela concordou em deixar Hércules levar o animal, com a condição que Euristeu o libertasse logo que o tivesse visto
Os Pássaros Estinfalos eram tão numerosos que estavam destruindo todas as plantações nas vizinhanças do Lago Estinfalo em Arcádia; várias fontes dizem que eles eram comedores de homens, ou pelo menos podiam atirar suas penas como se fossem flechas.
Não está muito claro como Hércules enfrentou este desafio: uma pintura de um vaso mostra Hércules atacando-os com um tipo de estilingue, mas outras fontes sugerem que ele os abateu com arco e flecha, ou os espantou para longe utilizando um címbalo de bronze feito especialmente para a tarefa pelo deus Hefesto.
O último dos seis trabalhos do Peloponeso foi a limpeza dos currais Augianos.
O Rei Áugias de Élida possuía grandes rebanhos de gado, cujos currais nunca tinham sido limpos, assim o estrume tinha vários metros de profundidade. Euristeu deve Ter pensado que a tarefa de limpar os estábulos num único dia seria impossível, mas Hércules uma vez mais conseguiu resolver a situação, desviando o curso de um rio e as águas fizeram todo o trabalho por ele. Euristeu pede agora que Hércules capture o selvagem e fez touro de Creta, o primeiro trabalho fora de Peloponeso. Assim que Euristeu viu o animal, Hércules o soltou, este sobrevivendo até ser morto por Teseu em Maratona.
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A seguir, Euristeu enviou Hércules à Trácia para trazer os cavalos devoradores de homens de Diomedes. Hércules amansou estes animais alimentando-os com seu brutal senhor, e os trouxe de maneira segura a Euristeu.
A seguir, ele foi imediatamente mandado, desta vez para as margens do Mar Negro, para buscar a cinta da rainha das Amazonas. Hércules levou um exército junto consigo nesta ocasião, mas nunca precisaria dele se Hera não tivesse criado problemas.
Quando chegou à cidade das Amazonas de Temisquira, a rainha das Amazonas estava até feliz que ele levasse sua cinta; Hera, sentindo que estava sendo fácil demais,
espalhou um boato que Hércules pretendia levar a própria rainha, iniciando-se uma sangrenta batalha. Hércules, é claro, conseguiu escapar com a cinta, mas após apenas duros combates e muitas mortes. Para realizar seus três últimos trabalhos, Hércules foi completamente fora das fronteiras do mundo grego. Primeiro foi mandado além da borda do Oceano para a distante Eritéia no extremo ocidente, para buscar o Rebanho de Gérião.
Gérião era um formidável desafio; não apenas tinha um corpo triplo, mas para ajudá-lo a tomar conta de seu maravilhoso rebanho vermelho também utilizava um feroz pastor chamado Euritão e um cachorro de duas cabeças e rabo de serpente chamado Orto.
Orto era o irmão de Cérbero, o cão que guardava a entrada do Mundo Inferior, e o encontro de Hércules com Gérião é algumas vezes interpretado como seu primeiro encontro com a morte.
Apesar de Hércules Ter se livrado de Euritão e Orto sem muito dificuldade, Gérião, com seus três corpos pesadamente armados, provou ser um adversário mais formidável, e apenas após uma terrível luta Hércules conseguiu matá-lo. Quando retornou à Grécia, Euristeu enviou para uma jornada ainda mais desesperadora, descer ao Mundo Inferior e trazer Cérbero, o próprio cão do Inferno. Guiado pelo deus mensageiro Hermes, Hércules desceu ao lúgubre reino dos mortos, e com o consentimento de Hades e Perséfone tomou emprestado o monstro assustador e de três cabeças para mostrá-lo ao aterrorizado Euristeu; isto feito, devolveu o cachorro a seus donos de direito. Mesmo assim, Euristeu solicitou um último trabalho: que Hércules lhe trouxesse os Pomos do Ouro de Hespérides.
Estes pomos, a fonte da eterna juventude dos deuses, cresciam em um jardim nos confins da terra; foram um presente de casamento de Géia, a Terra, a Zeus e Hera.
A árvore que dava as frutas douradas era cuidada pelas ninfas chamadas Hespérides e guardada por uma serpente. Os relatos variam sobre como Hércules resolveu este trabalho final.
As fontes que localizam o jardim abaixo das montanhas Atlas, onde o poderoso Atlas sustenta os céus em suas costas, dizem que Hércules convenceu Atlas a pegar as maças por ele; enquanto fazia esta jornada Hércules sustentou, ele mesmo, o céu; quando Atlas retornou,
Hércules teve algumas dificuldades em persuadi-lo a reassumir o seu fardo.
Outra versão da histórias sugere que o próprio Hércules foi ao jardim lutando e matando a serpente ou conseguindo convencer as Hespérides a lhe entregar as maças.
As maças de Hespérides simbolizavam a imortalidade, e este trabalho final significaria que Hércules deveria ascender ao Olimpo, tomando seu lugar entre os deuses.
Além dos doze trabalhos, muitos outros feitos heróicos e aventuras foram atribuídos a Hércules.
Na sua busca do jardim das Hespérides, teve que lutar com o deus marinho Nereu para compelir o deus a dar-lhe as informações que necessitava; em outra ocasião enfrentou outra deidade marinha, Tritão. Tradicionalmente foi na Líbia que Hércules encontrou o gigante Anteu: Anteu era filho de Géia, a Terra, e ele era invulnerável enquanto mantivesse contanto físico com sua mãe. Hércules lutou com ele e ergueu-o do solo; desprovido da ajuda de sua mãe, ficou indefeso nos braços poderosos do herói.
No Egipto Hércules escapou por pouco de ser sacrificado pelas mãos do Rei Busíris.
Um adivinho tinha dito a Busíris que o sacrifício de estrangeiros era um método infalível de se lidar com as secas. Como o adivinho era Cipriota, tornou-se a primeira vítima de seu próprio conselho; quando o método se mostrou efectivo, Busíris ordenou que todo o estrangeiro temerário o suficiente a entrar em seu reino seria sacrificado.
Na vez de Hércules, deixou-se ser aprisionado e levado ao local do sacrifício antes de se voltar contra seus agressores e matar uma grande quantidade deles.
Hércules não raramente se envolvia em conflito com os deuses.
Em uma ocasião, quando não recebeu uma resposta que estava esperando da sacerdotisa do Oráculo de Delfos, tentou fugir com o trípode sagrado, dizendo que iria criar um oráculo melhor por sua própria conta. Quando Apolo tentou detê-lo, ocorreu uma violenta discussão, que foi resolvida apenas quando Zeus arremessou um relâmpago entre eles.
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Hércules era muito leal aos seus amigos; mais do que uma vez ele arriscou sua vida para ajudá-los, sendo o caso mais espectacular o de Alceste.
Admeto, Rei de Feres na Tessália, tinha feito um acordo com Apolo que, quando chegasse a hora de sua morte, poderia continuar a viver se encontrasse alguém que quisesse morrer em seu lugar. Entretanto, quando Admeto estava se aproximando da hora da sua morte, mostrou-se ser mais difícil do que tinha calculado arranjar um substituto; após seus parentes mais velhos terem egoisticamente se recusado ao sacrifício, sua esposa Alceste insistiu para que fosse a sacrificada. Quando Hércules chegou, ela já tinha descido ao Mundo Inferior, indo ele imediatamente atrás dela.Então lutou com a morte e venceu, trazendo-a de volta em triunfo ao mundo dos vivos.
Hércules era o super-homem grego, sendo muitas das histórias de seus feitos interessantes contos de realizações sobre-humanas e monstros fabulosos.
Ao mesmo tempo Hércules, assim como Ulisses, também actua como se fosse um homem comum, sendo suas aventuras como parábolas exageradas da experiência humana. Irritadiço, não extremamente inteligente, apreciador do vinho e das mulheres (suas aventuras amorosas são muito numerosas), era uma figura eminentementeSimpática; e no geral seu exemplo deveria ser seguido, pois destruía o mal e defendia o bem, superando todos os obstáculos que o destino lhe colocou. Além de tudo, ofereceu alguma esperança para a derrota da ameaça última e crucial do homem, a morte. O fim de Hércules foi caracteristicamente dramático.
Uma vez, quando ele e sua nova noiva Dejanira estavam atravessando um rio, o centauro Nesso ofereceu-se para transportar Dejanira, e no meio da correnteza tentou raptá-la. Hércules matou-o com uma de suas flechas envenenadas, e ao morrer
, Nesso, simulando arrependimento, incentivou Dejanira a pegar um pouco de sangue do seu ferimento e guardá-lo; se Hércules algum dia parecesse cansado dela, deveria embeber um traje no sangue e dá-lo para que ele o vestisse; após isso, ele nunca mais olharia para outra mulher.
Anos mais tarde Dejanira lembrou-se deste conselho quando Hércules, voltando de uma distante campanha, mandou à frente uma linda princesa aprisionada pela qual estava evidentemente apaixonado.Dejanira mandou a seu marido um robe tingido pelo sangue; ao vestir a roupa, o veneno da Hidra penetrou na sua pele e ele tombou em terrível agonia.
Seu filho mais velho, Hilo, levou-o ao Monte Eta e depositou seu corpo, retorcido porém ainda respirando, numa pira funerária, a qual acabou sendo acesa pelo herói Filoctetes.
Entretanto, os trabalhos de Hércules asseguraram-lhe a imortalidade, assim ele subiu ao Olimpo e assumiu seu lugar entre os deuses que vivem eternamente.
MITOS GREGOS
A mitologia grega desenvolveu-se plenamente por volta do ano 700 a.C.
Nessa data já existiam três colecções clássicas de mitos: a Teogonia, do poeta Hesíodo,
e a Ilíada e a Odisseia, do poeta Homero.
A mitologia grega possui várias características específicas.
Os deuses gregos assemelham-se exteriormente aos seres humanos e apresentam, ainda, sentimentos humanos. A diferença em relação a outras religiões antigas, como o hinduísmo ou o judaísmo, consiste em não incluir revelações ou ensinamentos espirituais.
Práticas e crenças também variam amplamente, sem uma estrutura formal, como uma instituição religiosa de governo, nem um código escrito, como um livro sagrado.
Os gregos acreditavam que os deuses tinham escolhido o monte Olimpo, em uma região da Grécia chamada Tessália, como sua residência.
No Olimpo, os deuses formavam uma sociedade organizada no que diz respeito a autoridade e poder, movimentavam-se com total liberdade e formavam três grupos que controlavam o universo conhecido:
o céu ou firmamento,
o mar
e a terra.
Os doze deuses principais, conhecidos como Olímpicos, eram
Zeus, Hera, Hefesto, Atena, Apolo, Ártemis, Ares, Afrodite, Héstia, Hermes, Deméter e Posêidon.
A mitologia grega enfatizava o contraste entre as fraquezas dos seres humanos e as grandes e aterradoras forças da natureza.
O povo grego reconhecia que suas vidas dependiam completamente da vontade dos deuses.
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Em geral, as relações entre os humanos e os deuses eram amigáveis. Porém, os deuses aplicavam severos castigos aos mortais que revelassem conduta inaceitável, como orgulho complacente, ambição extrema ou prosperidade excessiva.
A LENDA GREGA DE VÊNUS
Sob o nome Romano de Vénus e o grego de Afrodite, esta deusa foi uma das divindades mais cultivadas na antiguidade. Não nasceu do ventre de nenhuma mulher, deusa ou mortal; surgiu da espuma do mar, fecundada pelo sangue de Urano, o Céu, que foi emasculado por seu filho Saturno. Uma concha de madrepérola agasalhou essa espuma (e lembra que o fetiche de Iemanjá é uma concha marinha de madrepérola) servindo-lhe de abrigo e foi conduzida pelo mar até próximo à ilha de Chipre, onde se abriu, fazendo surgir Vénus.
Zéfiro, um dos oito ventos, entregou Vénus às mãos das Musas, que se encarregaram de criá-la e educá-la. Vénus foi esposa de Vulcano, o feio e desajeitado deus ferreiro que vivia trabalhando na forja com seus medonhos auxiliares, os ciclopes (gigantes fabulosos com um só olho na testa). Vulcano foi enganado de mil formas por sua belíssima e sensual esposa.
A aventura amorosa que a deusa do amor teve com Marte, foi a mais ruidosa do Olimpo.
Nos encontros entre ambos, Marte deixava de guarda Alectrião, seu favorito, que era muito preguiçoso. Certa vez, Febo, também considerado como Apolo, o Sol, e que também amava Vénus, seguiu os dois apaixonados até seu esconderijo secreto. Tendo Alectrião adormecido,
Febo pode espiá-los de perto e, vendo o que sucedia, foi chamar Vulcano.
O marido ultrajado, apanhando os amantes em flagrante, envolveu-os numa rede poderosa e invisível e chamou todos os deuses para que testemunhassem o adultério.
Desse amor com Marte, Vénus teve um filho, Cupido (identificado na mitologia afro, como Orugã, Orixá do amor) ou Eros, o deus do amor. Percebendo os males que Cupido poderia causar, Júpiter pediu à Vênus que se desfizesse dele, mas ela não lhe obedeceu.
Como Cupido estivesse condenado a ser sempre criança, enquanto não tivesse outro irmão, Vénus teve outro filho de Marte, Anteros, ou antiamor, aquele que transforma o amor em ódio.
Além de Cupido, Vénus foi também mãe dos amores, dos jogos e dos risos.
De seu amor com Baco, nasceu a divindade chamada Hímen, ou Himeneu.
A maior paixão que sentiu foi por Adônis, um mortal que era mais belo do que qualquer dos deuses. Por ele, Vénus fugiu do Olimpo, separou-se de seus companheiros e desdenhou da companhia dos deuses. Enciumado, Marte transformou-se num javali, atacou Adônis e matou-o.
Vénus, depois de chorar longamente, transformou Adônis em anêmona, flor de grande beleza e vida efémera. Neptuno foi seu último esposo (identificado na mitologia afro, como Obá - Olorum, Rei dos mares). A primeira lenda nos conta que Netuno (também conhecido como Nereu ou Posêidon), deus marinho muito antigo, filho do Oceano e de Tétis, casou-se com sua irmã gémea, Dóris, que lhe deu cinquenta (50) belíssimas filhas que foram chamadas Nereidas.
Neptuno, o deus das águas, apaixonou-se por uma delas, Anfitrite.
Neptuno tinha seu palácio no fundo do mar, tinha cavalos com crina de ouro que puxavam seu carro por sobre as ondas, e ostentava um tridente. Anfitrite, temendo a severidade do deus e os mistérios existentes nos profundos abismos, fugiu amedrontada.
Refugiou-se nos rochedos próximos ao Monte Atlas, mas lá foi encontrada por dois golfinhos que a persuadiram a aceitar o amor de Neptuno. Anfitrite deixou-se convencer e os dois peixes a levaram para junto do deus marinho que, agradecido, pediu à Júpiter, seu irmão, que os imortalizasse. Neptuno e Anfitrite formaram um casal muito feliz e de sua união nasceram não só inúmeras Ninfas marinhas, como também o mais famoso dos divinos seres da água, Tristão.
A outra lenda que é também muito difundida, conta que dois golfinhos salvaram a vida de Vénus e de seu filho, Cupido, quando ambos eram perseguidos pelo gigante Tifon, durante a guerra que Júpiter desencadeou contra os monstruosos gigantes.
• FIGURAS MITOLÓGICAS
• CENTAURO
Na mitologia grega, os centauros eram a personificação das forças naturais desenfreadas, da devassidão e embriaguez. Centauro era um animal fabuloso, metade homem e metade cavalo, que habitavam as planícies da Arcádia e da Tessália.
Seu mito foi, possivelmente, inspirado nas tribos semi-selvagens que viviam nas zonas mais agrestes da Grécia. Segundo a lenda, era filho de Ixíon, rei dos lápitas, e de Nefele, deusa das nuvens, ou então de Apolo e Hebe.
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Em ambos os casos parece clara a alusão às águas torrenciais e aos bosques.
A história mitológica dos centauros está quase sempre associada a episódios de barbárie.
Convidados para o casamento de Pirítoo, rei dos lápitas, os centauros, enlouquecidos pelo vinho, tentaram raptar a noiva, desencadeando-se ali uma terrível batalha.
O episódio está retratado nos frisos do Pártenon e foi um motivo freqüente nas obras de arte pagãs e renascentistas.~~
Os centauros também teriam lutado contra Hércules, que os teria expulsado do cabo Mália.
Nem todos os centauros apareciam caracterizados como seres selvagens. Um deles, Quirão, foi instrutor e professor de Aquiles, Heráclito, Jasão e outros heróis, entre os quais Esculápio.
Entretanto, enquanto grupo, foram notórias personificações da violência, como se vê em Sófocles. Nos tempos helênicos se relacionavam frequentemente com Eros e Dioniso. As representações primitivas dos centauros os mostram como homens aos quais se acrescentava a metade posterior de um cavalo. Mais tarde, talvez para realçar seu carácter bestial, só o busto era humano. Foi esta a imagem que se transmitiu ao Renascimento
• O UNICÓRNIO
e um ser selvagem, que habita jardins, sem lugar especifico.
Em função de suas viagens eles precisam descansar e para isso eles procuram um lugar escondido onde não haja perigo.
Tomam agua corrente e comem frutas e grãos maduros ou folhas tenras dessas árvores.
Símbolo da pureza, esperança, amor, majestade, poder, honestidade, liberdade e de tudo de bom que há no ser humano. E um ser selvagem e indomesticável, muitos acreditam que apenas uma virgem pode domesticar o unicórnio, deixando-o indefeso aos caçadores.
E rpido ,forte e que habita jardins sem lugar especifico. Em função de suas viagens eles precisam descansar e para isso eles procuram um lugar escondido onde não haja perigo.
Tomam água corrente e comem frutas e grãos maduros ou folhas tenras dessas árvores.
A duração do Unicórnio na Terra e muito maior que o do Homem.A Lenda: O primeiro unicórnio chegou embrulhado em uma nuvem, impelida por um vórtice branco. Desceu com suavidade dos céus aos campos infantis da Terra. Dotado de um chifre de luz em espiral.
Com seu chifre penetrou uma pedra, e uma fonte de vida brotou. A Terra começou a ser fecundada com coisas frutíferas. Grandes árvores floresceram; e abaixo em suas sombras foram povoadas com bestas selvagens. Tudo isso era intenção de Deus, e o Unicórnio, o instrumento de seu querer. Deste modo se forma o Jardim do Unicórnio, e chamado Shamagim que quer dizer Lugar onde ha Agua. Deus fala ao Unicórnio então: " Unicórnio! Você será, entre todas minhas criações, a que em memoria permanente da Luz, será seu guia e guardião. Mas você nunca devolvera a Luz ate o final do Tempo".
Como Surgiu a Lenda?
O unicornio surgiu da mitologia oriental, grega e romana, também e mencionado na bíblia [Salmo 22:21], [Salmo 29:6] e [Salmo 92:10].Seu nome vem de duas palavras do latim: "unus" que significa um e "cornu" que significa chifre. O Chifre - E um talismã de poder soberano, mas sua forca e virtude só serão activadas através de um trabalho de um Unicórnio.
Sua luz diminuirá ate se extinguir quando nas mãos de outro.
No Chifre reside a historia total do Unicórnio e também e o recipiente de seus pensamentos.
Muitos acreditam que ele tem poder de cura e que e ser um antídoto para veneno. A forma deles e uma espiral: Os dois meios, ou flautas, são unidos um ao outro. Em horas de perigo ou de concentração prolongada o Chifre pode exalar certo brilho ou um esplendor suave. Para a protecção do unicórnio, não podemos ver o seu chifre, ou seja, com isso, o unicórnio e confundido com um simples cavalo.
O Unicórnio: Um Símbolo De Excelência e um extraordinário animal mitológico, notável pela sua anatomia e habilidade. A verdadeira forca do Unicórnio reside no seu único chifre, ao qual a crença popular atribuía poderes mágicos de cura. Na época medieval, o chifre pulverizado era usado para curar picadas ou mordidas venenosas, ataques de vermes, perda de memoria e muitas outras moléstias. Tão arraigada era a crença no poder magico do Unicórnio, que o chifre pulverizado continuou a ser utilizado por farmacêuticos ate o Século XVIII.
Dizia-se que o chifre propriamente dito, cobria-se de suor quando colocado junto de alimentos envenenados, sendo usado como detector de veneno em cerimónias de cortes europeias, ate 1789. E um ser selvagem, que habita jardins, sem lugar especifico.
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Em função de suas viagens eles precisam descansar e para isso eles procuram um lugar escondido onde não haja perigo.
Tomam água corrente e comem frutas e grãos maduros ou folhas tenras dessas árvores.
A duração do Unicórnio na Terra e muito maior que o do Homem
PÉGASO
O cavalo comum é um símbolo tradicional do desejo carnal.
Os centauros, metade homens, metade cavalos, são monstros que representam a identificação do ser humano aos instintos animalejos. O cavalo alado, ao contrário, é símbolo da sublimação e da imaginação criadora. Pégaso, segundo a mitologia grega, nasceu do sangue da Medusa, após ser esta decapitada por Perseu. Atena domesticou o cavalo alado e ofereceu-o ao herói grego Belerofonte, para que combatesse a Quimera. Com ele, Belerofonte tentou aproximar-se do Olimpo, mas Zeus fez com que Pégaso corcoveasse, provocando a queda do cavaleiro, que morreu. Transformado em constelação, o cavalo passou desde então ao serviço de Zeus. Pégaso vivia no Parnaso, no Hélicon, no Pindo e na Piéria, lugares frequentados pelas Musas, filhas de Zeus e Mnemósine, e onde o cavalo alado costumava pastar.
Com um de seus coices, fez nascer a fonte de Hipocrene, que se acreditava ser a fonte de inspiração dos poetas. Na literatura clássica há numerosas alusões às fontes de inspiração.
A história de Pégaso tornou-se um dos temas preferidos da literatura e das artes plásticas gregas.
MINOTAURO
Tema frequente de inspiração para escritores, o Minotauro tem sido considerado um símbolo da fatalidade que determina o curso da vida humana. Segundo a mitologia grega, Posêidon, deus do mar, enviou a Minos, rei de Creta, um touro branco que deveria ser sacrificado em sua honra.
Deslumbrado com a beleza do animal, o monarca guardou-o para si.
Em represália, Posêidon despertou na rainha Pasífae uma doentia paixão pelo animal.
Da união, nasceu o Minotauro, ser monstruoso com corpo de homem e cabeça de touro.
Logo após seu nascimento, o Minotauro foi levado ao labirinto, construído pelo arquitecto e inventor Dédalo e de onde ninguém conseguia sair. Anos mais tarde, Minos declarou guerra a Atenas, para vingar o assassinato de seu irmão Androgeu. Vitorioso, exigiu que os vencidos enviassem, a cada nove anos, sete rapazes e sete virgens para serem devorados pelo Minotauro.
Quando os atenienses se preparavam para pagar pela terceira vez o tributo, Teseu se ofereceu como voluntário.
Penetrou no labirinto, matou o Minotauro e, guiado por um fio que lhe fora dado por Ariadne, filha de Minos, escapou de Creta em sua companhia e na de seus companheiros atenienses.
PANDORA
A maior dificuldade de relatar um mito não está em traduzir as suas múltiplas conexões e desdobramentos, mas em resolver onde parar, onde recortar este mito do todo da mitologia...
Por isso, a história de Pandora começa antes da própria Pandora.
Desde que Zeus (Júpiter) e seus irmãos (a geração dos deuses olímpicos) começaram a disputar o poder com a geração dos Titãs,Prometeu era visto como inimigo e seus amigos mortais como ameaça. Sendo assim, para castigar os mortais, Zeus privou o homem do fogo, simbolicamente, da luz na alma, da inteligência... Prometeu, "amigo dos homens", roubou uma centelha do fogo celeste e a trouxe à terra, reanimando os homens.
Ao descobrir o roubo, Zeus decidiu punir tanto o ladrão quanto os beneficiados.
Prometeu foi acorrentado a uma coluna e uma águia devorava seu fígado durante o dia, o qual voltava a crescer à noite. Para castigar o homem, Zeus ordenou a Hefesto (Vulcano) que modelasse uma mulher semelhante às deusas imortais e que tivesse vários dons. Atená (Minerva) ensinou-lhe a arte da tecelagem, Afrodite (Vénus) deu-lha a beleza e o desejo indomável,
Hermes (Mercúrio) encheu-lhe o coração de artimanhas, imprudência, ardis, fingimento e cinismo, as Graças embelezaram-na com lindíssimos colares de ouro...
Zeus enviou Pandora como presente a Epimeteu, o qual, esquecendo-se da recomendação de Prometeu, seu irmão, de que nunca recebesse um presente de Zeus, o aceitou.
Quando Pandora, por curiosidade, abriu uma caixa que trouxera do Olimpo como presente de casamento ao marido, dela fugiram todas as calamidades e desgraças que até hoje atormentam os homens. Pandora ainda tentou fechar a caixa, mas era tarde demais:
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Ela estava vazia, com a excepção da "esperança" que permaneceu presa junto à borda da caixa.
Pandora é a deusa da ressurreição. Ela por não nascer como a divindade é conhecida como uma semi-deusa. Pandora era uma humana ligada a Hades. Sua ambição em se tornar a deusa do Olimpo e esposa de Zeus fez com que ela abrisse a ânfora divina. Zeus para castiga-la tirou a sua vida. Hades com interesse nas ambições de Pandora, procurou as pacas (dominadoras do tempo) e pediu para que o tempo voltasse, sem permissão de Zeus elas não puderam fazer nada.
Hades convenceu o irmão a ressuscitar Pandora, devidos os argumentos do irmão Zeus a ressuscitou dando a divindade que ela sempre desejava. Assim Pandora se tornou a deusa da ressurreição. Para um espírito ressuscitar Pandora entrega-lhe uma tarefa, se o espírito cumprir ele é ressuscitado. Pandora com ódio de Zeus por ele ter a tornado uma deusa sem importância, entrega aos espíritos somente tarefas impossíveis.
Assim nenhum espírito conseguiu e nem conseguirá ressuscitar.
sábado, 7 de novembro de 2009
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