CAPITULO 52
• | CIVILIZAÇÃO MAIA
O povo maia habitou a região das florestas tropicais das atuais Guatemala, Honduras e Península de Yucatán (região sul do atual México). Viveram nestas regiões entre os séculos IV a.C e IX a.C.
Entre os séculos IX e X , os toltecas invadiram essas regiões e dominaram a civilização maia.
Nunca chegaram a formar um império unificado, fato que favoreceu a invasão e domínio de outros povos. As cidades formavam o núcleo político e religioso da civilização e eram governadas por um estado teocrático. O império maia era considerado um representante dos deuses na Terra.
A zona urbana era habitada apenas pelos nobres (família real), sacerdotes (responsáveis pelos cultos e conhecimentos), chefes militares e administradores do império (cobradores de impostos).
Os camponeses, que formavam a base da sociedade, artesão e trabalhadores urbanos faziam parte das camadas menos privilegiadas e tinham que pagar altos impostos.
A civilização Maia, muito provavelmente, foi a mais antiga das civilizações pré-colombianos, embora jamais tenha atingido o nível urbano e imperial dos Astecas e Incas.
Os Maias floresceram no século IV d.C. na Península de Yucatán, onde hoje ficam o México, Beliza e Guatemala. Jamais foram um império, embora possuíssem uma cultura comum.Sempre se organizaram em cidades-estados, porém, na época da conquista espanhola, encontravam-se quase na decadência total.
Sociedade Rigidamente dividida em três classes às quais o indivíduo pertencia desde o nascimento. Primeiro, a família real, incluindo ocupantes dos principais posto do governo e os comerciantes;
em seguida, servidores do Estado, como dirigentes das cerimônias e responsáveis pela defesa e cobrança de impostos, na camada mais baixa, os braçais e agricultores.
No período de apogeu da civilização maia, é muito provável que as cidades destas tivessem sido sociedades teocráticas e pacíficas.
As guerras que ocorriam na maioria delas tinha o intuito de obterem prisioneiros para serem sacrificados aos deuses.
A religião dos maias assemelhava-se à de outros povos da região, cultuavam divindades ligados à caça, à agricultura e os astros. Os maias acreditavam que o destino do homem era regido pelos deuses, e para eles ofereciam alimentos, sacrifícios humanos e animais.
A SOCIEDADE
Tendo em vista a natureza dos documentos analisados pelos arqueólogos não é fácil recompor em detalhe a organização da sociedade maia. De qualquer forma, a sabe-se que apresentava grupos sociais com características bem definidas indicando estratificação social.
Os maias dividiam-se em províncias autônomas que eram verdadeiras cidades-Estado (como nos informa Alberto R. Lhuillier). Nelas a maior autoridade era o halach uinic.
Ele desenvolvia funções religiosas e políticas sendo o seu cargo de natureza hereditária.
Os sacerdotes eram responsáveis pelos sacrifícios, faziam oferendas, estudavam astronomia, faziam calendários e liam escritos, em suma, concentravam uma grande parcela do poder.
Eram muito temidos sendo responsáveis pela imposição dos prêmios e castigos e, principalmente, pela transmição das tradições.
Uma espécie de nobreza desfrutava de privilégios, atuava na administração da cidade.
Possuiam terras e supõe-se que não pagavam tributos.
Muito abaixo dos sacerdotes estão os guerreiros, e artesãos que se dedicam à confeção de uma série de objetos muitos deles de uso ritual.
Os comerciantes, se é que existiam como grupo social, não tinham expressão.
Os camponeses dedicam-se a tarefas mais rudes, ou seja, eram responsáveis pela agricultura e pelas construções. As propriedades comunais, forneciam alimentos para a família dos camponeses e também para os sacerdotes e nobres
. A eles cabia tambem trabalhar nas construções dos centros cerimôniais, transportando pedras com as quais erguiam pirâmides, faziam terraços, campos de pelota e templos.
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Muitos desenhos representam cativos sem que se possa saber com segurança se seriam sacrificados ou escravizados.
"Os cronistas da época da conquista deixaram algumas informações em seus escritos.
Eles informam que a condição de escravo podia ser resultado de uma pena (adultério ou homicídio), por nascimento (pais escravos), prisioneiro de guerra, órfão destinado ao sacrifício pelo seu tutor ou ter sido comprado por um comerciante."
A civilização maia passou por tantos períodos, por tantas transformações; sofreu inúmeras interferências de outras tradições indígenas, que fica difícil pensar não ter sofrido a sociedade maia grandes alterações na sua forma de organização social. Acredita-se, por exemplo, que num primeiro momento da vida em Tikal, as tarefas eram distribuidas de maneira pouco rígida permitindo mobilidade entre os afazeres necessários à vida do grupo.
Provavelmente em Chichén Itzá na sua fase marcada pela presença tolteca a situação tenha sido diferente, a sociedade bem mais estratificada e, provavelmente, com menor mobilidade.
• AS CIDADES
Os maias habitaram uma área que compreeende hoje parte do México (os estados de Yucatãn, Campeche, Tabasco e Chiapas), a Guatemala e Honduras. Calcula-se que 15 milhões de habitantes viviam em uma área de aproximadamente 325 000 quilômetros quadrados tendo como eixo a península de Yucatán.A região é comumente dividida em:
Terras Altas (Guatemala e faixa úmida do Pacífico até El Salvador)
e Terras Baixas que se dividem em Terras Baixas do Sul (Tabasco no golfo do México,
Honduras no litoral do Caribe), tendo como expoente em Petén, onde se concentraram o mundo Maia e as Terras Baixas do Norte que correspondem à península do Yucatán.
As primeiras aldeias em território maia datam de de 1500 a.C. Nas regiões de Chiapas e Guatemala encontramos uma cerâmica rica em ornamentação. Mas é por volta de 800 a.C. que vemos um povoamento mais intenso nas Terras Baixas.
A cerâmica em Petén data de 800-600 a.C indicando que o homem dominara uma natureza adversa e criara condições para se estabelecer nesta região.
No ano 600 a.C., pelo que indicam as escavações, Tikal é povoado. Ali, em 200 a.C. desenvolver-se-á a construção de um grande centro cerimônial.
Ele sofrerá alterações durante 10 ou 12 séculos até transformar-se na maior cidade da área maia.A importância de Tikal é grande em função das modificações que ocorreram.
Elas indicam o surgimento de um estilo regional, qualificado como maia, e que influirá nas Terras Baixas. Tikal é uma cidade totalmente envolvida pela floresta tropical, exemplo de cidade maia. Teve grande florescimento entre 435 e 830.
A área central da cidade possuia por volta de 3 000 construções. Templos, palácios, campos para jogos de bola e banhos a vapor foram algumas das funções reconhecidas pelos arqueólogos para as construções escavadas. Encontraram-se também centenas de túmulos contendo oferendas, cisternas e lugares para guardar víveres. Dentre os objetos achados, vale a pena destacar a obsidiana esverdeada, típico artigo de exportação de Teotihuacan, que não existia na área maia.
Para termos uma idéia do porte de algumas construções, vale a pena citar como exemplo o templo IV construído por volta de 741 com 72 metros de altura. Quanto às construções civis, a disposição era diferente: três ou quatro quartos seguidos e a luz só entrava pela porta.
A cozinha ficava fora, em uma espécie de alpendre e pelo desconforto dessas peças muito escuras imagina-se que grande parte das atividades eram realizadas externamente.
Em Tikal notam-se bem confluências culturais. Um dos seus soberanos "Céu tormentoso" (426-456), soube expressar muito bem a aproximação cultural fazendo-se desenhar (na estela 31 de Tikal) com dois guerreiros mexicanos em cujos escudos podia-se ver Tláloc (deus mexicano), ao mesmo tempo em que ele usava roupas típicamente maias. A estrutura urbana da cidade de Tikal é importante de ser compreendida na medida em que estará presente em outras cidades.
Como nos lembra um importante estudioso das cidades indígenas, Jorge Hardoy, "seu aspecto não é ordenado como de Teotihuacán, mas seus construtores criaram efeitos atraentes edificando "largos calçadões que desembocavam quase que invariavelmente em uma praça que garantia uma perspectiva majestosa".
Quando Tikal entra em declínio florescerão outras cidades como Palenque, Copán, Piedras Negras, Uxmal, Chichén Itzá, etc., cada qual apresentando sua marca específica.
Nas Terras Baixas, Piedras Negras é um espaço onde podemos contemplar em detalhe a arte maia.
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São 7 200 monumentos produzidos ao logo de 200 anos (608-810), onde uma série de relevos nos permite conhecer um pouco mais dessas culturas. Uma das cenas representadas nesses relevos, por exemplo, é uma reunião do conselho. "Diante de jovens nobres e de membros das famílias reinantes, um grupo de dignatários está sentado no solo, enquanto, do alto de um trono ricamente ornamentado, em cujo rebordo apoia sua mão, o príncipe se inclina em direção aos mais idosos de seus conselheiros".([5])Palenque é uma cidade localizada na serra de Chiapas.
Sua arquitetura e escultura são surprendentes.
Por exemplo: a água que chega até a cidade foi canalizada em alguns lugares através de aquedutos subterrâneos. Embora algumas soluções possam surpreender, não devemos olhar isoladamente cada um dos elementos arquitetônicos desta cidade.
A renovação está presente no aspecto geral da cidade no que se refere à em leveza e harmonia de proporções. Como conseguiram leveza arquitetônica nas construções?
Aumentar os espaços interiores, e criando aberturas em forma de "T", que permitiram a entrada de luz. Entre as construções importantes vale a pena mencionar o chamado "palácio" com sua torre de observação, o templo das Inscrições e o mais fantástico túmulo real conhecido no mundo maia. Copán ao lado de Tikal e Palenque compõem os maiores expontes da civilização maia, reunindo os elementos culturais que são o seu cerne: arquitetura e escultura. Do ponto de vista científico, coube a Copán o mais perfeito domínio da astronomia.
O calendário maia elaborado em Copán pelos seus astronomos é de uma precisão admirável, superando os calendários europeus produzidos na mesma época.
Em Copán realizavam-se reuniões de astrônomos vindos de regiæes distantes.
Este é o ponto alto da cultura maia.Em torno da precisão do calendário maia poderemos fazer inúmeras perguntas. Por exemplo: como elaboraram cálculos tão gigantescos e complexos?
Como desenvolveram em tão alto nível o conhecimento matemático necessário à astronomia?
Poderemos saber o grau de precisão dos maias ao construir o calendário, mas não podemos demonstrar os caminhos seguidos para chegar até ele.
Em suma, cidades como Tikal, Cópan, Quiriguá, Pedras Negras, Uaxactum, Palenque, Yaxchilan, situadas no sul do México, Guatemala e Honduras, caracterizam a região maia marcada pela presença de grandes centros urbanos.Feitas estas observações de caráter mais geral podemos penetrar no universo maia analisando suas formas de organização social, política e religiosa.
ECONOMIA
A base econômica dos maias era a agricultura, principalmente do milho, praticada com a ajuda da irrigação, utilizando técnicas rudimentares e itinerantes, o que contribuiu para a destruição de florestas tropicas nas regiões onde habitavam, desenvolveram também atividades comerciais cuja classe dos comerciantes gozavam de grandes privilégios. Atividades agrícolas e comerciais
Os maias cultivavam o milho (três espécies), algodão, tomate, cacau, batata e frutas.
Domesticaram o peru e a abelha que serviam para enriquecer sua dieta, à qual somavam também a caça e a pesca.É importante observar que por serem os recursos naturais escassos não lhes garantindo o excedente que necessitavam, a tendência foi desenvolverem técnicas agrícolas, como terraços, por exemplo, para vencer a erosão
Os pântanos foram drenados para se obter condições adequadas ao plantio.Ao lado desses progressos técnicos, observamos que o cultivo de milho se prendia ao uso das queimadas.
Durante os meses da seca, limpavam o terreno, deixando apenas as árvores mais frondosas. Em seguida, ateavam fogo para limpá-lo deixando o campo em condições de ser semeado.
Com um bastão faziam buracos onde se colocavam as sementes
.Dada a forma com que era realizado o cultivo a produção se mantinha por apenas dois ou três anos consecutivos. Com o desgaste certo do solo, o agricultor era obrigado a procurar novas terras. Ainda hoje a técnica da queimada, apesar de prejudicar o solo, é utilizada em diversas regiões do continente americano.
As Terras Baixas concentraram uma população densa em áreas pouco férteis.
Com produção pequena para as necessidades da população, foi necessário não apenas inovar em termos de técnicas agrícolas, como também importar de outras regiões produtos como o milho, por exemplo.O comércio era dinamizado com produtos como o jade, plumas, tecidos, cerâmicas, mel, cacau e escravos, através das estradas ou de canoas.
A língua Maia São inúmeros os dialetos falados na área correspondente ao Yucatàn, Guatemala, El Salvador e Belize.
De qualquer forma, os lingüistas dividem-nos em dois grandes ramos: o huasteca e o maia.
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Este segundo ramo se subdividiu em outras línguas (como o Chol, Chintal, Mopan, etc).A língua maia, falada no Yucatãn, sofreu inúmeras transformações com as invasões toltecas e também devido às influência da língua nahuatl falada pelos astecas.
Em seus monumentos deixaram uma série de inscrições que até hoje não foram decifradas. Infelizmente muitos documentos maias foram destruídos chegando até nós apenas três livros. São eles o Códice de Dresde, o Códice de Madri e o Códice de Paris.
Os livros maias eram confeccionados em uma única folha que era dobrada como uma sanfona.
O papel era feito com uma fibra vegetal coberta por uma fina camada de cal.
O conteúdo desses livros são de natureza calendárica e ritual, servindo para adivinhações.
Um dos cronista que viveu na época da conquista, o Bispo Diego de Landa, refere-se aos livros que os maias utilizavam permitindo-lhes saber o que havia sucedido há muitos anos. Portanto, a escrita representava um elemento importante na preservação de suas tradições culturais.
Mas, infelizmente grande parte deles foram destruídos como se pode constatar na afirmação do próprio bispo: "...Encontramos um grande número de livros escritos nesses caracteres, e como nada tivesse a não ser flagrantes superstições e mentiras do demônio, nós os queimamos a todos".
• ACTIVIDADES AGRICOLAS E COMERCIAIS
Os Maias cultivavam o milho (três espécies), algodão, tomate, cacau, batata e frutas.
Domesticaram o peru e a abelha que serviam para enriquecer sua dieta, à qual somavam também a caça e a pesca.É importante observar que por serem os recursos naturais escassos não lhes garantindo o excedente que necessitavam a tendência foi desenvolverem técnicas agrícolas, como terraços, por exemplo, para vencer a erosão.
Os pântanos foram drenados para se obter condições adequadas ao plantio.
Ao lado desses progressos técnicos, observamos que o cultivo de milho se prendia ao uso das queimadas.
Durante os meses da seca, limpavam o terreno, deixando apenas as árvores mais frondosas.
Em seguida, ateavam fogo para limpá-lo deixando o campo em condições de ser semeado.
Com um bastão faziam buracos onde se colocavam as sementes.Dada a forma com que era realizado o cultivo a produção se mantinha por apenas dois ou três anos consecutivos. Com o desgaste certo do solo, o agricultor era obrigado a procurar novas terras. Ainda hoje a técnica da queimada, apesar de prejudicar o solo, é utilizada em diversas regiões do continente americano.
As Terras Baixas concentraram uma população densa em áreas pouco férteis.
Com produção pequena para as necessidades da população, foi necessário não apenas inovar em termos de técnicas agrícolas, como também importar de outras regiões produtos como o milho, por exemplo.O comércio era dinamizado com produtos como o jade, plumas, tecidos, cerâmicas, mel, cacau e escravos, através das estradas ou de canoas.
• CULTURA
Desenvolveram a escrita hieroglífica, trabalhavam a cerâmica que era variada e de excepcional qualidade. Na arquitetura, construíram pirâmides e sepulcros, além de serem grandes conhecedores da Matemática e da Astronomia.
Os Maias foram os inventores do conceito de abstração matemática. Criaram um número equivalente ao zero e nossos calendários são baseados no calendário dos Maias.
Com sua aritmética, os Maias faziam cálculos astronômicos de notável exatidão. Conheciam os movimentos do Sol, da Lua, de Vênus e provavelmente de outros astros.
Criaram também um sistema de numeração de base 20 simbolizado por pontos e barras. Os astrônomos Maias determinaram o ano solar de 365 com o ano bissexto a cada 4 anos.
Através de dois calendários sobrepostos (o sagrado com 260 dias e o laico com 365 dias) criaram um calendário circular que situava os acontecimentos em ordem cronológica.
Dentre suas construções de pedra destaca-se o templo de Kukulkan (no México) que foi usado como observatório astronômico.
As quatro faces do templo estão voltadas para os pontos cardeais e representam as estações do ano.
Nos dias 21 de março e 23 de setembro, quando o dia tem exatamente a mesma duração da noite, o sol (que incide às 17h e 30min sobre o templo em forma de pirâmide) projeta uma sombra nos degraus que forma a imagem de Kukulkan, o deus da serpente emplumada.
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• CONSTRUÇÕES MAIAS
• Autor: Anonimo
As construções maias estão localizadas na América Central.Até o século 15, os maias representavam o grupo indígena mais importante da América Central.
Construíram uma civilização muito avançada em conhecimentos de matemática, astronomia, arquitetura e criaram sua própria escrita através de símbolos, os conhecidos hieróglifos. Dominavam a região sul do México, a Guatemala, Honduras e Belize. As pirâmides maias tinham duas funções básicas: Servir de túmulo para os reis ou sacerdotes, e servir de local para rituais religiosos e sacrifício aos deuses. Os maias dependiam das chuvas para saciar a sede e para as colheitas, e muitas das cerimônias religiosas tinham por objetivo pedir chuvas.
O Templo de Jaguar é a maior das seis pirâmides de Tikal, mede 70 metros de altura, era templo de homenagem a Itzamma, túmulo dos governantes
TEMPLO DO JAGUAR
Os maias , assim como os gregos, se organizavam em cidades independentes, e jamais chegaram a constituir um império. Ainda assim, eles criaram a mais antiga civilização pré-colombiana – anterior à chegada dos europeus no séc XV – e talvez a mais original e misteriosa.
• Em seus dias áureos, no séc IX, Tikal chegou a reunir cerca de 50 mil pessoas.
Em parte tal fato se deve a sua localização no cruzamento de rios que se encontram no caminho entre o Golfo do México e o Mar do Caribe.
No ano 900, aproximadamente, o povo abandonou a região, rumo ao norte. Os motivos da partida repentina são um mistério. Acredita-se que o êxodo tenha sido causado por uma epidemia ou pelo aumento da população, gerando escassez de alimentos.
Outra hipótese é que os maias poderiam ter sido expulsos por invasores. Mas quem poderia estar apto a enfrentar os maias, que se encontravam no auge da civilização e cultura? Ainda há a explicação se que teria havido uma mudança climática, mas essa teoria também é infundada, afinal, a cidade nova ficava a apenas 350 Km da antiga, distancia insuficiente para escapar de uma brusca alteração do clima. Essa questão permanece como um grande mistério.
• Pirâmide dos Nichos
Esta pirâmide é conhecida pelos inúmeros nichos, ou seja, pequenos compartimentos onde possivelmente os maias colocavam oferendas aos deuses durante suas celebrações religiosas
• CHICHEN – ITZA , El Castillo
Os habitantes da “Boca do poço dos feiticeiros d’água”- Chichén-Itzá – queriam desvendar o caminho dos astros para chegar ao coração dos deuses.
Nesse local mágico, os maias ergueram uma civilização sobre os pilares da ciência e da religião.
A sombra de Kukulcán, os deus serpente dos maias, passeia por Chichén-Itza, durante os equinócios de primavera e de outono, quando noite e dia têm a mesma duração.
Seu ponto de partida é a principal escadaria do Castelo, uma grande pirâmide erguida em sua honra com bases em conhecimentos astronômicos: os degraus das quatro escadarias e da plataforma superior somam 365, numero de dias do ano, Além disso cada um dos lados alinha-se com um dos pontos cardeais, e os 52 painéis esculpidos em suas paredes são uma referência aos 52 anos do ciclo de destruição e reconstrução do mundo, segundo a tradição maia.
Durante muitos anos, os cientistas se impressionaram com a exatidão dos maias, posto que esta pirâmide está direcionada para o pólo geométrico da Terra, com o erro de alguns milímetros. Recentemente descobriram, que não há erro algum. Na verdade esta pirâmide está direcionada para o pólo magnético da Terra.
Chichen Itza significa " boca do poço de Itza ". Chichen é a mais conhecida, melhor restaurada e mais impressionante das ruinas Mayas. Chichen foi construída por volta do ano 550 DC.
Chichen teve dois poços principais, ou cenotes: um sagrado e o outro profano.
O profano era usado para satisfazer as necessidades quotidianas.
O poço sagrado, com 195 pés de largura e 120 pés de profundidade, era usado em rituais religiosos, e oferendas eram feitas continuamente a ele.
Mergulhadores recobraram esqueletos e muitos objetos rituais de suas profundidades.
El Castillo é o "Templo do Tempo", que esclarece o sistema astronômico Maya.
Foi construído nos anos 800, pouco antes da invasão Tolteca.
Com impressionantes 78 pés de altura, El Castillo era de fato um enorme calendário solar.
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Se você fizer cálculos, verá que os 91 degraus de cada lado, vezes os 4 lados (cada um representando uma estação), mais 1 degrau para alcançar o topo da plataforma, soma 365, um degrau para cada dia do ano solar.
Durante os equinócios, a sombra da pirâmide parece mostrar a uma serpente que escala os degraus em Março, e desce os degraus Setembro.
• OBSERVATÓRIO CHICHEN-ITZA
É bom frisar que não se construía uma pirâmide porque dela se necessitava, não se construíam templos porque eram precisos.
Templos e pirâmides eram construídos porque o calendário maia (o mais exato do mundo) prescrevia que, a cada 52 anos, o número prefixado de degraus de uma obra arquitetônica deveria ser concluído. Cada pedra relaciona-se com o calenário, cada obra arquitetônica é astronomicamente orientada com exatidão.
O que porém ocorreu por volta de 600 anos depois de Cristo, é simplesmente incomparável!
Um povo inteiro, de repente abandonou suas cidades construídas tão solidamente e com tanto esforço.
• PALENQU
Amado por muitos que declaram ser a ruína Maya mais bonita,
Palenque assentasse orgulhosamente no Parque Nacional de Palenque no Estado de Chiapas.
Palenque caracteriza-se pelos muitos efeitos decorativos não achados em qualquer outro lugar. Alguns destes motivos parecem quase chineses e dão lugar a especulação imaginativa sobre o contato Maya com a Ásia Oriental.
Isto é muito improvável, mas há algo em Palenque que dá lugar a vôos da fantasia, mistério e assombro. Cortez passou a cerca de 30 milhas da cidade, e nunca soube que esteve lá.
O primeiro europeu a visitar este lugar foi um monge espanhol em 1773.
Escreveu um livro em que reivindica ter descoberto um posto avançado de Atlântida.
O próximo europeu a descrever o lugar, um funcionário real espanhol em 1784, escreveu uma descrição que permaneceu perdida nos Arquivos Reais durante um século.
O próximo a vir, Capitão Antonia Del Rio em 1786, escreveu um relatório que esteve também perdido, até que inesperadamente uma cópia foi publicada em 1822.
Enquanto isso, uma expedição mexicana esteve lá em 1807.
Eles escreveram um relatório, encaminhado ao governo que esteve perdido durante 30 anos.
Então em 1831, o Conde de Waldeck, um excêntrico herdeiro de uma família que tinha vivido dias muito melhores, chegou e montou seu Quartel General em cima de uma pirâmide que ainda hoje é chamada o Templo do Conde. Ele passou dois anos desenhando e escrevendo sobre o lugar.
Seu trabalho foi . . . fantástico. O conde viveu até os 109 anos, o que talvez, tenha a ver ...ou não com os mistérios de Palenque. O Templo das Inscrições é talvez a mais interessante pirâmide de Palenque, além de ser a mais alta. Alojou a cripta de Pa Kal, poderoso sacerdote maia, descoberto em 1952. A cripta esteve intacta durante um milênio. O Templo do Sol data de 642.
Tem um dos telhados melhor preservados de qualquer local maia.
Os telhados foram ricamente decorados com fachadas falsas que dão uma idéia de grandeza aos edifícios maias. O Templo do Jaguar é talvez o exemplo mais intrigante de semelhanças com a arte Asiática. O templo exibe um motivo tipo "Cruz Folhada" que é quase idêntico ao achado em Angkor Wat em Camboja, e alguns dos baixos relevos têm motivos bem parecidos com os usados pela arte hindu.
A ARQUITECTURA E O URBANISMO
As pirâmides em geral estavam cobertas de vegetação sendo necessário que os arqueológos abrissem clareiras para restaurá-las.
Ao estudá-las descobriram que as primeiras pirâmides recobriam outras pirâmides.
Esse costume de recobrir uma construção com outra corria também com relação aos pisos.
As casas construídas em grupo eram cobertas de sapé e sempre estavam próximas de plantações de milho.Inúmeros caminhos faziam a ligação entre as casas e um templo que poderia ser de pequenas dimensões. Em dias determinados, a população daquela região se encontrava para trocar produtos, fazer oferendas, e participar de cerimônias religiosas.
Os caminhos eram movimentados por homens que carregavam milho e outros produtos que poderiam ser trocados nas cidades.
Mas o tráfico mais complicado era o de pedras necessárias as construções.
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Nos inúmeros templos os sacerdotes realizavam cultos ligados à fertilidade do solo.
Os centros rituais de maior importância eram muito frequentados tanto por jovens que iriam ser sacerdotes, como por artífices que construíam monumentos, produziam cerâmica e teciam. A vida dos maias era ritualizada e, neste sentido, é difícil separar o político e o econômico do religioso.
Os rituais eram organizadores do cotidiano, da guerra e dos sacrifícios. Os maias sempre estavam preocupados com a presença dos seus deuses.
• PIRÂMIDE DA CIVILIZAÇÃO MAIA
A base da economia maia era a agricultura, principalmente de milho, feijão e tubérculos.
Suas técnicas de irrigação eram muito avançadas.
Praticavam o comércio de mercadorias com povos vizinhos e no interior do império.
Ergueram pirâmides, templos e palácios, demonstrando um grande avanço na arquitetura.
O artesanato também se destacou: fiação de tecidos, uso de tintas em tecidos e roupas.
A religião deste povo era politeísta, pois acreditavam em vários deuses ligados à natureza.
Elaboraram um eficiente e complexo calendário que estabelecia com exatidão os 365 dias do ano.
Assim como os egípcios, usaram uma escrita baseada em símbolos e desenhos (hieróglifos).
Registravam acontecimentos, datas, contagem de impostos e colheitas, guerras e outros dados importantes.Desenvolveram muito a matemática, com destaque para a invenção das casas decimais e o valor zero.
Só podiam subir aos templos os sacerdotes, que formavam a classe mais culta.
Os maias acreditavam descender de um totem e eram politeístas.
A influência dos toltecas introduziu certas práticas cerimoniais sangrentas, pouco antes da decadência dos maias. Adoravam a natureza, em particular os animais, as plantas e as pedras.
Cuidavam de seus mortos, colocando-os em urnas de cerâmica.
• COSTUMES E VESTUÁRIO
A roupa dos sacerdotes era rica Usavam peles de jaguar, mantos vermelhos, plumas e adornos incrustrados com jade.O uso do ornamento era tão frequente, que entre a nobreza era costume o uso de pedras semipreciososas nos dentes.
Para tornar os crânios alongados era comum envolverem a cabeça da criança com panos e pedaços de madeira induzindo a forma que desejavam obter.
Tambem possuiam o estranho costume de pendurar contas na testa das crianças para que ficassem estrábicas.
• A LINGUA MAIA
São inúmeros os dialetos falados na área correspondente ao Yucatàn, Guatemala, El Salvador e Belize. De qualquer forma, os lingüistas dividem-nos em dois grandes ramos:
o huasteca
e o maia.
Este segundo ramo se subdividiu em outras línguas (como o Chol, Chintal, Mopan, etc).
A língua maia, falada no Yucatãn, sofreu inúmeras transformações com as invasões toltecas e também devido às influência da língua nahuatl falada pelos astecas.
Em seus monumentos deixaram uma série de inscrições que até hoje não foram decifradas.
Infelizmente muitos documentos maias foram destruídos chegando até nós apenas três livros.
São eles
o Códice de Dresde,
o Códice de Madri
e o Códice de Paris.
Os livros maias eram confeccionados em uma única folha que era dobrada como uma sanfona. O papel era feito com uma fibra vegetal coberta por uma fina camada de cal.
O conteúdo desses livros são de natureza calendárica e ritual, servindo para adivinhações.
Um dos cronista que viveu na época da conquista, o Bispo Diego de Landa, refere-se aos livros que os maias utilizavam permitindo-lhes saber o que havia sucedido há muitos anos.
Portanto, a escrita representava um elemento importante na preservação de suas tradições culturais. Mas, infelizmente grande parte deles foram destruídos como se pode constatar na afirmação do próprio bispo:
"...Encontramos um grande número de livros escritos nesses caracteres, e como nada tivesse a não ser flagrantes superstições e mentiras do demônio, nós os queimamos a todos".
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DECLINIO
Quando se deu a conquista dos maias a partir de 1523, existiam Estados distintos: os da Pennínsula de Yucatán e os da atual Guatemala, já em decadência. Na região da atual Guatemala, os povos maias foram logo vencidos por Pedro Alvarado, enviado de Cortês.
Osmaias deYucatán resistiram até 1546, porém, foram submetidos ao trabalho forçado, perderam sua identidade cultural e a população primitiva foi praticamente destruída.
IMPÉRIO
Os maias não chegaram a formar um império unificado. Existiram em diversos centros praticamente independentes (com alguns costumes em comum), cada um dos quais tendo o seu crescimento, apogeu e decadência. Isoladas e distantes da influência européia, as cidades maias cresceram e sua cultura teve um grande desenvolvimento. A decadência dos maias aconteceu por volta do século XIII, bem antes da invasão espanhola, que ocorreu no final do século XV. Dentre as culturas pré-colombianas, a dos maias foi a que mais se desenvolveu em vários campos:
arte, educação, comércio, arquitetura, matemática e astronomia.
• O DECLÍNIO DA CULTURA MAIA
Por volta de 800 d.C., por motivos ignorados as civilizações das planícies do sul irão desaparecer. Só sobreviverão os maias do norte do Yucatã.
Provavelmente catástrofes como secas ou inundações, terremotos ou epidemias tenham alterado o tênue equilíbrio responsável pela produção de alimentos necessários ao abastecimento da região.As guerras entre grupos ou mesmo migrações também podem ter desorganizado o equilíbrio das populações estabelecidas nas Terras Baixas.
Mas, entre as hipóteses, a mais extravagante (mas possível) de todas diz respeito à auto-destruição. Os sacerdotes prisioneiros de uma visão fatalista do mundo, construíram a partir dos astros o fim da própria cultura.
Ou seja, prevendo o fracasso, conduziram a história de suas cidades para essa direção.
Chichén Itza, Uxmal e Mayapán haviam formado uma aliança para manter o domínio da península. Mas, no início do século XIII com a queda de Chichén Itzá, termina o ciclo da cultura maia.
Da cultura maia restará apenas o cálculo curto e parte da tradição mantida através da repetição oral. Os livros de Chilam Balam recolherão algumas profecias embora muito da cultura maia, em suas formas diferenciadas de expressão, tenha se perdido no seu declínio.
Alguns pequenos grupos dos descendentes índios, que formavam esses Estados decadentes, sobreviverão embora mantendo-se isolados. Mas, o que de fato ocorreu com relação a essa área foi um processo de mexicanização, onde as marcas culturais passaram a ser impostas pelos astecas e chichimecas.
A CONQUISTA ESPANHOLA
Os maias viviam um período de franco declínio quando os espanhóis chegaram à América.
Por volta de 7 séculos antes da chegada dos conquistadores das cidades maias foram abandonadas e invadidas pela floresta grande parte tropical fenecendo parcela significativa da cultura de que os maias eram depositários. Na península do Yucatã e Guatemala os espanhóis entraram em contato com alguns sobreviventes de uma cultura em decadência.
Aliás, como nos lembra o grande antropólogo Miguel Léon Portilla, em 1511, ou seja, 11 anos antes de Cortés iniciar sua expedição para conquistar a cidade do México (Tenochititlan) uma caravela encalhou e seus dois sobreviventes chegaram às costas do Yucatã.
Um deles de nome Gonzalo Guerrero casou com uma índia optando por viver entre os maias e o outro Jerônimo de Aguilar vinculando-se mais tarde à expedição de Cortés servirá como interprete entre Cortés e sua "amante" índia Malinche.
A conquista do Yucatã, de fato, só terá início em 1527 sendo concluída em 1546.
Foi feita por 300 homens acompanhados dos tlaxcaltecas.
Durante esses anos, foram submetidas as populações de cakchiqueles, quichés, tzutujiles, entre outros. Vale a pena notar que os quichés tentaram se opor ao domínio espanhol, mas foram derrotados e massacrados.Assim como os astecas referem-se a presságios funestos os maias também possuem textos proféticos.Os textos maias sobre a conquista referem-se às profecias, especialmente os livros de Chilam Balam de Chamayel , de Tizimín e de Maní.
Os testemunhos indígenas sobre as conquistas do Yucatã estão em grande parte incluídos nos livros de Chilam Balam.
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• A MEMÓRIA DA CONQUISTA
São poucos os documentos indígenas que sobreviveram à conquista.
A cristianização da América fez-se acompanhar de um grande esfoço para eliminar todo material que pudesse favorecer manifestações idolátricas.
Restaram apenas três livros produzidos pelos indígenas antes da conquista.
Os outros livros que se referem à cultura maia e, entre eles, os chamados livros de Chilam Balam, são adaptações que os padres fizeram à língua maia do Yucatã, descrevendo antigos costumes indígenas e a confluência entre a cultura indígena e a cultura espanhola.
Os temas tratados nos livros são de diversas naturezas:
1. textos de caráter religioso
2. textos de caráter histórico, tendo em vista as cronologias maias
3. textos astrológicos
4. Rituais
5. medicinais e, também,
6. novelas espanholas escritas em língua indígena.
O CALENDÁRIO
A precisão do calendário maia é muito grande, e que nos conduz a uma reflexão sobre conhecimento científico propriamente dito.
O ponto de partida, sem dúvida alguma, são as estações do ano responsáveis pelo ciclo da vida.
E, como tais alterações estão vinculadas a fenômenos celestes, os astrônomos maias passaram a especular o cosmo. Através de investigações puderam conhecer o movimento dos astros montando dois calendários: um de significado ritual de 260 dias dividido em 13 grupos de 20 dias e um calendário solar de 365 dias com 18 grupos de 20 dias mais cinco dias.Os dois calendários acabavam por se encontrar a cada 52 anos quando começava um outro ciclo.
A estes dados acrescentaram outros referentes a Vênus, as fases lunares e eclipses conseguindo com todo esse esforço, cálculos bastante precisos. Para construir todo este quadro de reflexão eram indispensáveis os cálculos. E, para realizá-los, produziram um sistema numérico.
Assim, os maias conceberam um sistema que tinha como base 20. Os símbolos utilizados eram uma barra para indicar 5, um ponto para indicar a unidade e uma espécie de concha alongada para indicar o zero.As inscrições glíficas que dizem respeito a números foram interpretadas faltando ser decifrado o "glifo-emblema". Provavelmente caracteres gravados referem-se a certas festas e profecias relacionadas com as datas, as quais se constituem em presença constante nos monumentos.Todo esse universo lógico marcado pelos cálculos se fazia acompanhar por uma leitura do "horóscopo".
De acordo com a data do nascimento, era previsto o "destino" do recem-nascido.
Se o dia não era de bom agouro, cabia ao sacerdote encontrar maneiras de ultrapassar aquela dificuldade. Neste sentido, o sacerdote possuia a chave do tempo com a qual construiu uma filosofia fatalista.
O mundo podia ser destruído porque seria recomposto mantendo-se assim uma perspectiva cíclica que marcava o rítmo da história.
CRONOLOGIA
O interesse em confeccionar um caledário vinculava-se também a uma necessidade de definir datas.
Todos os acontecimentos que lhes pareciam importantes tinham suas datas fixadas em relêvo numa pedra.
Apesar desta preocupação constante com a cronologia predominava entre os maias a busca infindável de suas origens míticas que se sobrepunha à realidade.
Evidentemente, os arqueólogos, preocupados em datar objetos e culturas, tentaram estabelecer uma relação entre a cronologia maia e a cronologia cristã
. As conclusões são discutíveis.
Neste sentido, para não nos confundirmos, é melhor tomar a data de 2 500 a.C. como uma data inicial a partir da qual se iniciaria a longa trajetória dos maias.
sexta-feira, 6 de novembro de 2009
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