AS SETE MARAVILHAS DO MUNDO ANTIGO
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• CAPITULO 23
• AS PIRAMIDES DO EGIPTO
Dois milhões de blocos
As três pirâmides do Egipto ocupam merecidamente o primeiro lugar da relação. Construídas entre 2551 e 2495 a.C. para servirem de túmulo aos faraós, são também os mais antigos dos sete monumentos.Prova do alto nível da ciência e tecnologia do Antigo Egipto, com soluções de engenharia admiráveis para qualquer época e lugar, erguem-se imponentes na planície de Gizé, a 15 quilómetros do Cairo. A maior é a de Quéops, o segundo rei da IV dinastia.
Segundo o historiador grego Heródoto, sua construção mobilizou 100 mil trabalhadores durante vinte anos. Com 146 metros de altura - o equivalente a um edifício de 48 andares - , foi a primeira a ser construída, com mais de 2 milhões de blocos de pedra
.As pirâmides tinham, inicialmente, uma base hexagonal, isto é, de seis lados.
A partir da pirâmide monumental (que não faz parte das sete maravilhas), atribuída ao rei Snefru, a estrutura básica alargou-se até se transformar num bloco compacto de alvenaria com oito terraços, preenchidos com blocos de pedra que se encaixavam perfeitamente, formando um declive em degraus. Recoberta a construção com uma massa lisa de pedra calcária, resultou uma verdadeira pirâmide geométrica.Um pouco menor que a de Quéops, a pirâmide de Faraó Quéfren tinha 143 metros de altura: a terceira, de Miquerinos, 66 metros.
Provavelmente, os próprios faraós, foram os arquivos das suas pirâmides, onde, segundo a crença, eles ressuscitariam. O apogeu do poder real no Egipto deu-se justamente no período correspondente à IV dinastia, quando a centralização era a marca registrada do sistema político.
O FAROL DE ALEXANDRIA
120 Metros em mármore
Na ilha que fica diante da cidade de Alexandria, no Egipto, ergueu-se o mais famoso farol da Antiguidade. Por isso a ilha foi chamada Faros (farol, em grego).
Modelo para a construção dos que o sucederam, o Farol de Alexandria foi classificado como a segunda maravilha do mundo. Todo de mármore e com 120 metros de altura - três vezes o Cristo Redentor no Rio de Janeiro -, foi construído por volta de 280 a.C. pelo arquitecto grego Sóstrato de Cnidos, por ordem de Ptolomeu II, rei grego que governava o Egipto.
Diz a lenda que Sóstrato procurou um material resistente à água do mar e por isso a torre teria sido construída sobre gigantescos blocos de vidro. Mas não há nenhum indício disso.
Com três estágios super postos –
O primeiro, quadrado;
O segundo, octogonal;
E o terceiro, cilíndrico –,Dispunha de mecanismos que assinalavam a passagem do Sol, a direcção dos ventos e as horas. Por uma rampa em espiral chegava-se ao topo, onde à noite brilhava uma chama para guiar os navegantes. Compreende-se a avançada tecnologia:
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Alexandria tinha-se tornado naquela época um centro de ciências e artes para onde convergiam os maiores intelectuais da Antiguidade. Cumpria-se assim a vontade de Alexandre, o Grande, que ao fundar a cidade, em 332 a.C., queria transformá-la em centro mundial do comércio, da cultura e do ensino. Os reis que o sucederam deram continuidade a sua obra.
Sob o reinado de Ptolomeu I (323-285 a.C.), por exemplo, o matemático grego Euclides criou o primeiro sistema de geometria. Também ali o astrónomo Aristarco de Santos chegou à conclusão de que o Sol e não a Terra eram o centro do Universo.
Calcula-se que o farol tenha sido destruído entre os séculos XII e XIV.
Mas não se sabe como nem por quê.
OS JARDINS SUSPENSOS DA BABILÓNIA
• Seis montanhas artificiais
A terceira maravilha são os Jardins Suspensos da Babilónia, construídos por volta de 600 a.C., às margens do rio Eufrates, na Mesopotâmia – no actual sul do Iraque.
Os jardins, na verdade, eram seis montanhas artificiais feitas de tijolos de barro cozido, com terraços super postos onde foram plantadas árvores e flores.
Calcula-se que estivessem apoiados em colunas cuja altura variava de 25 a 100 metros.
Para se chegar aos terraços subia-se por uma escada de mármore;
Entre as folhagens havia mesas e fontes. Os jardins ficavam próximos ao palácio do rei Nabucodonosor II, que os teria mandado construir em homenagem à mulher, Amitis, saudosa das montanhas do lugar onde nascera. Capital do império caldeu, a Babilónia, sob Nabucodonosor, tornou-se a cidade mais rica do mundo antigo. Vivia do comércio e da navegação, buscando produtos na Arábia e na Índia e exportando lã, cevada e tecidos. Como não dispunham de pedras, os babilónios usavam em suas construções tijolos de barro cozido e azulejos esmaltados.No século V a.C., Heródoto dizia que a Babilónia "ultrapassava em esplendor qualquer cidade do mundo conhecido". Mas em 539 a.C. o império caldeu foi conquistado pelos persas e dois séculos mais tarde passou a ser dominado por Alexandre, o Grande, tornando-se parte da civilização helenística. Depois da morte de Alexandre (323 a.C.), a Babilónia deixou de ser a capital do império. Começou assim sua decadência. Não se sabe quando os jardins foram destruídos;
Sobre as ruínas da Babilónia ergueu-se, hoje, a cidade de Al-Hillah, a 160 quilómetros de Bagdad, a capital do Iraque.
Como eram: "A entrada para os Jardins estava inclinada como uma ladeira, e as várias partes da estrutura cresciam de camada em camada.... Sobre tudo isto, a terra foi empilhada...
Foi espessamente plantado árvores de todas as espécies que, por seus grandes tamanhos e outros charmes, davam prazer ao proprietário... As máquinas de água elevavam a água em grandes quantidades do rio, apesar de ninguém fora dos terraços poder vê-los."
Frutas e flores ... Cascatas ... Jardins suspensos nos terraços do palácio... Animais exóticos...
Esta é a imagem que muitas pessoas têm na mente dos Jardins Suspensos da Babilónia.
Pode ser surpreendente saber que talvez eles jamais existiram excepto na imaginação dos poetas Gregos e dos historiadores
História
O reino da Babilónia floresceu sob as regras do famoso Rei Hámurabi (1792 - 1750 a.C.).
Foi no reinado de Nabopolassar (625 - 605 a.C.) da dinastia Neo-Babilônica que a Civilização Mesopotâmica alcançou suas últimas glórias. Seu filho, Nabucodonosor (604 - 562 a.C.), é responsável por construir o lendário Jardins Suspensos.
Há 2500 anos, a cidade de Babilónia era famosa pelas muralhas que a cercavam de todos os lados. Feitas de tijolos maciços, eram notáveis por causa de sua extensão e largura, onde 2 carros a cavalo, por exemplo, podiam passar, lado a lado, sobre o topo das muralhas.
Outras muralhas, que se elevaram a até 100 metros, cercavam o palácio real.
Dizem antigos documentos que no alto das muralhas que protegiam o palácio real havia jardins ainda mais admiráveis que os próprios muros. Devido à altura em que estavam colocados, eram chamados de Jardins Suspensos da Babilónia.
A tradição apresenta 2 versões para a construção dos jardins.
A 1a atribui sua autoria à lendária Semíramis, mãe de Adad-nirari III, que reinou entre 810 e 783 a.C. De acordo com a 2a, foram construídos, aproximadamente, em 600 a.C. por ordem do poderoso Nabucodonosor II, para agradar e consolar sua esposa preferida, Amitis, que sentia saudade das montanhas e do verde de sua terra natal, a Média.
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Nenhum vestígio concreto dos jardins permanece.
Mas, enquanto as mais detalhadas descrições dos Jardins vem dos historiadores Gregos como Berossus e Diodorus, escrituras babilónicas não falam nada sobre o assunto.
Nos documentos do tempo de Nabucodonosor não há uma simples referência aos Jardins Suspensos, embora descrições dos palácios, da cidade da Babilónia e das muralhas são encontradas. Mesmo os historiadores que deram descrições detalhadas dos Jardins Suspensos nunca os viram. Historiadores modernos argumentam que quando os soldados de Alexandre, o Grande, conquistaram a fértil terra da Mesopotâmia e viram a Babilónia, eles ficaram impressionados. Mais tarde, quando eles retornaram para terra natal deles, contavam história sobre fantásticos jardins e palmeiras da Mesopotâmia... sobre o palácio de Nabucodonosor... sobre a Torre de Babel e os zigurates (espécie de templo).
Foi a imaginação dos poetas e historiadores antigos que misturou todos estes elementos para produzir uma das Sete Maravilhas. Conta-se que Nabucodonosor enlouqueceu ao completar essa obra. Alguns historiadores, no entanto, atribuem o trabalho à rainha Semíramis. Tudo foi destruído em data desconhecida. Não foi até o século XX que alguns dos mistérios sobre os Jardins Suspensos foram revelados. Arqueologias ainda estão trabalhando para juntar evidências suficientes antes de alcançar as conclusões finais sobre a localização dos Jardins, seu sistema de irrigação e sua verdadeira aparência.
Descrição
Os jardins eram seis montanhas artificiais (terraços). Os terraços eram feitos de tijolos e foram construídos uns em cima do outro. A superfície no alto destes terraços chegava a 120 m2.
Apoiadas em colunas de 25 a 100 metros de altura, ficavam ao sul do rio Eufrates.
Eram impermeabilizadas por camadas de junco, betume e chumbo.
Seus construtores evitaram, assim, as infiltrações da rega.
Os escravos trabalhavam em turmas, movimentando engrenagens que funcionavam continuamente para captar a água deste rio para irrigação dos jardins.
Ficavam a 200 metros do palácio real. Nesses terraços estavam plantados árvores e flores tropicais e alamedas de altas palmeiras. Dos Jardins podia-se ver as belezas da cidade abaixo.
Escavações arqueológicas recentes na antiga cidade da Babilónia no Iraque descobriram as fundações do palácio. Na ala nordeste do palácio real, encontrou-se vestígios possíveis dos jardins, ruínas e fundações de construções abobadadas em tijolos.Um inusitado poço, com nora e apetrechos, sugere que o conjunto servia à rega. Outros achados incluem o Edifício Abobadado com paredes grossas e um sistema de irrigação bem próximo ao sul do palácio.
Um grupo de arqueologias descobriu a área do sul do palácio e reconstruiu o Edifício Abobadado como os Jardins Suspensos. Contudo, o historiador Grego Strabo disse que os jardins estavam localizados no Rio Eufrates.
Outros argumentam que a localização é muito longe do rio Eufrates para sustentar a teoria uma vez que o Edifício Abobadado está várias centenas de metros de distância.
Eles reconstruíram o local e localizaram os Jardins na área.
O TEMPLO DE ARTÉMIS
• 200 Anos de construção
• Em Éfeso, na Ásia Menor, ficava o templo da deusa Ártemis, a quarta maravilha.
Sua construção começou na metade do século VI a.C. , por ordem do conquistador Creso, rei da Lídia -- região montanhosa que hoje é o oeste da Turquia.
Com 90 metros de altura - como a estátua da Liberdade, em Nova York - e 45 de largura, o templo era decorado com magníficas obras de arte. Protectora da cidade e deusa dos bosques e animais, Ártemis (Diana, para os romanos) foi esculpida em ébano, ouro, prata e pedra preta.
Tinha as pernas e quadris cobertos por uma saia comprida decorada com relevos de animais.
Da cintura para cima, três fileiras de seios se super punham.
Um ornamento em forma de pilar lhe adornava a cabeça.
Nesse período da história grega, chamado Arcaico (século VIII- século V a.C.), quando Éfeso, graças a seu porto, era uma das mais importantes cidades do Egeu e do Mediterrâneo, a escultura tinha alcançado seu ponto alto entre os gregos.
Não é, pois, de estranhar que o templo de Ártemis tenha ficado famoso por suas esculturas e objectos de ouro e marfim -- alguns dos quais se encontram no Museu Britânico, em Londres.
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Quando, no século I, o escritor romano Plínio, o Velho, afirmou que esse magnífico templo, com 127 colunas (36 decoradas) demorou duzentos anos para ser construído, não foi levado a sério.
Mas, no século XIX, quando os arqueólogos conseguiram determinar o lugar onde foi erguido deu-se finalmente razão a Plínio. O templo foi incendiado no século III a.C. por um certo Heróstrato, que assim pretendia tornar-se imortal.
Pelo visto, conseguiu. Reconstruído, destruído e ainda outra vez reconstruído, o templo foi finalmente arrasado em 262 pelos godos, povo germânico que durante o século III invadiu províncias romanas na Ásia Menor e na península balcânica.
ESTÁTUA DE ZEUS
• Marfim, ébano e pedrarias
• Na cidade grega de Olímpia, na planície do Peloponeso, estava a quinta maravilha:
a estátua de Zeus, esculpida pelo célebre ateniense Fídias, no século V a.C., quando a cidade já caíra sob o domínio de Esparta. Essa é considerada sua obra-prima.
Tanto os gregos amavam seus trabalhos que dizia-se que ele revelava aos homens a imagem dos deuses. Supõe-se que a construção da estátua tenha levado cerca de oito anos. Zeus (Júpiter, para os romanos) era o senhor do Olimpo, a morada das divindades.
A estátua media de 12 a 15 metros de altura - o equivalente a um prédio de cinco andares - e era toda de marfim e ébano. Seus olhos eram pedras preciosas. Fídias esculpiu Zeus sentado num trono. Na mão direita levava a estatueta de Nike, deusa da Vitória; na esquerda, uma esfera sob a qual se debruçava uma águia. Supõe-se que, como em representações de outros artistas, o Zeus de Fídias também mostrasse o cenho franzido.
A lenda dizia que quando Zeus franzia a fronte o Olimpo todo tremia.
Quando a estátua foi construída, a rivalidade entre Atenas e Esparta pela hegemonia no Mediterrâneo e na Grécia continental mergulhou os gregos numa sucessão de guerras.
Os combates, no entanto, não prejudicaram as realizações culturais e artísticas da época.
Ao contrário, o século V a.C. ficou conhecido como o século de ouro na história grega devido ao extraordinário florescimento da arquitectura, escultura e outras artes.
A estátua de Zeus foi destruída nesse mesmo século V a.C.
• MAUSOLÉU DE HALICARNASSO
• Pirâmide de 24 degraus
No século IV a.C. , Artemísia, mulher de Mausolo, rei da Cária, mandou construir um túmulo em homenagem ao marido: o Mausoléu de Halicarnasso, que viria a ser a sexta maravilha do mundo.
Halicarnasso era a capital da Cária - região que englobava cidades gregas ao longo do mar Egeu e das montanhas do interior e hoje faz parte da Turquia.
Durante o reinado de Mausolo (370-353 a.C.), a cidade conheceu grande progresso com a construção de edifícios públicos;
extensa muralha devia protegê-la de ataques.
O romano Plínio descreveu o mausoléu como um suntuoso monumento sustentado por 36 colunas. Com quase 50 metros de altura, ocupava uma área superior a 1200 metros quadrados. Acima da base quadrada, erguia-se uma pirâmide de 24 degraus que tinha no topo uma carruagem de mármore puxada por quatro cavalos.Dentro ficavam as estátuas de Artemísia e Mausolo, além de trabalhos de Escopas, considerado um dos maiores escultores da Grécia do século IV.
Algumas dessas esculturas, como uma estátua de 4,5 metros, provavelmente de Mausolo, encontram-se no Museu Britânico.
O túmulo foi destruído, provavelmente por um terramoto, em algum momento entre os séculos XI e XV. As pedras que sobraram da destruição acabaram sendo aproveitadas na construção de edifícios locais.
Ficou do nome do rei Mausolo a palavra mausoléu, usada para designar monumentos funerários.
• O COLOSSO DE RODES
• Um pé em cada margem
Uma embarcação que chegasse à ilha grega de Rodes, no Mediterrâneo, por volta de 280 a.C., passaria obrigatoriamente entre as pernas da enorme estátua de Apolo (Hélio, para os romanos), deus do Sol e protector do lugar. É que o Colosso de Rodes, como foi chamada a sétima maravilha do mundo, tinha um pé fincado em cada margem do canal que dava acesso ao porto.
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Com 30 metros de altura, toda de bronze e oca, a estátua começou a ser esculpida em 292 a.C., pelo escultor Chares, de Lindus, uma das cidades da ilha, que a concluiu doze anos depois.
Conta-se que o povo de Rodes mandou construir o monumento para comemorar a retirada das tropas do rei macedónio Demétrio Poliorcetes, que promovera longo cerco à ilha na tentativa de conquistá-la.Demétrio era filho do general Antígono, que após a morte de Alexandre, o Grande, herdou uma parte do império grego.O material empregado na escultura foi obtido a partir da fundição dos armamentos que os macedónios ali abandonaram.
A estátua ficou em pé por apenas 55 anos, quando um terramoto a jogou ao fundo da baía de Rodes onde ficou esquecida até a chegada dos árabes, no século VII.
Estes, então, a quebraram e venderam como sucata.
Para se ter uma ideia do volume do material, foram necessários novecentos camelos para transportá-lo. Essa, que foi considerada uma obra maravilhosa, teria no entanto levado Chares a suicidar-se, logo depois de tê-la terminado, desgostoso com o pouco reconhecimento público ao monumento. No ano passado, o assunto Colosso de Rodes voltou brevemente à tona: uma vidente australiana ganhou notoriedade ao assegurar que em determinado local da baía estava uma das mãos da estátua. Mas a pedra retirada do fundo do mar, conforme instruções da vidente, não tinha nada a ver com a escultura.
sábado, 7 de novembro de 2009
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