domingo, 8 de novembro de 2009

CAPITULO 02 = SOCIOLOGIA HUMANA

CAPITULO 02

SOCIALOGIA HUMANA

O matrimónio – o acasalamento – advém da bissexualidade.
O casamento é o ajuste reacional do homem a essa bissexualidade, enquanto a vida familiar é a soma total resultante de todos os ajustes e adequações evolucionárias.
O matrimónio é duradouro, não é inerente à evolução biológica; todavia, ele é a base de toda evolução social e tem, consequentemente, assegurada a continuação da sua existência, de alguma forma. O casamento deu o lar à humanidade, e o lar é a glória que coroa toda a longa e renhida luta evolucionária.Se bem que as instituições religiosas, sociais e educacionais sejam todas essenciais à sobrevivência da civilização cultural, a família é a mestra civilizadora.
Uma criança aprende a maior parte das coisas essenciais da vida com a sua família e com os vizinhos.Os humanos dos tempos antigos não possuíam uma civilização social muito rica, mas, fiel e eficientemente, eles passaram a que tiveram à próxima geração.

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E vós deveríeis reconhecer que a maioria das civilizações do passado continuou a evoluir com um mínimo de outras influências institucionais, porque o lar funcionava efectivamente.
Hoje, a raça humana possui uma rica herança social e cultural, que deveria ser, sábia e eficientemente, passada às gerações subsequentes.
A família, como uma instituição educacional, deve ser mantida.
1. O INSTINTO do ACASALAMENTO
Apesar do abismo que separa a personalidade dos homens e a das mulheres, o impulso do sexo é suficiente para assegurar que eles se ajuntem para a reprodução das espécies.
Esse instinto já actuava com eficácia muito antes de os humanos experimentarem aquilo que foi posteriormente chamado de amor, de devoção e de lealdade matrimonial.
O acasalamento é uma tendência inata, e o matrimónio é a sua repercussão evolucionária social.
O interesse e o desejo sexual não foram paixões dominantes para os povos primitivos; eles simplesmente os aceitavam.
A experiência reprodutiva estava toda isenta de belezas imaginativas.
A paixão sexual todo-absorvente dos povos mais altamente civilizados é devida principalmente às misturas das raças, especialmente naquilo em que a natureza evolucionária foi estimulada pela imaginação associativa e pela valoração da beleza entre os noditas e os adamitas.
Essa herança andita, contudo, foi absorvida pelas raças evolucionárias em quantidades de tal modo limitadas que deixaram de prover um auto controle suficiente para as paixões animais, excitadas desse modo e estimuladas pela dotação de uma consciência sexual mais aguda e de desejos mais fortes de acasalamento.
Dentre as raças evolucionárias, o homem vermelho tinha o código sexual mais elevado.
A regulamentação do sexo em relação ao casamento indica:
• 1. O progresso relativo da civilização.
A civilização tem demandado que o sexo seja gratificado, crescentemente, segundo os canais da sua utilidade e de acordo com os costumes.
2. O teor de sangue andita em qualquer povo.
Entre tais grupos, o sexo tornou-se a expressão tanto da natureza mais elevada quanto da mais baixa, não apenas fisicamente, mas também emocionalmente.
As raças sangiques tinham paixões animais normais, porém elas demonstravam pouca imaginação ou uma apreciação baixa da beleza e da atracão física exercida pelo sexo oposto.
Aquilo que é chamado de atracão do sexo é virtualmente ausente até mesmo nas raças primitivas dos dias tatuais; Esses povos não miscigenados têm um instinto de acasalamento definido, mas têm uma atracção sexual insuficiente para gerar problemas sérios que requeiram um controle social.O instinto de acasalamento é uma das forças físicas impulsoras dominantes dos seres humanos;É a emoção que, sob o disfarce de uma gratificação individual, ilude efectivamente o homem egoísta, levando-o a colocar o bem-estar da raça e a perpetuação muito acima do sossego individual e da liberdade pessoal de escapar das responsabilidades.
Como instituição, o matrimónio, desde os seus primórdios até os tempos modernos, ilustra a evolução social da tendência biológica do auto perpetuação.
A perpetuação da espécie humana em evolução é assegurada pela presença desse impulso racial de acasalamento, uma premência que é, em geral, chamada de atracção sexual.
Essa grande necessidade biológica torna-se o impulso motor de todas as espécies de instintos, de emoções e de costumes associados a ela – físicos, intelectuais, morais e sociais.
Entre os selvagens, o suprimento da alimentação era a motivação impulsora, todavia, quando a civilização assegura uma alimentação suficiente, o instinto do sexo muitas vezes torna-se um impulso predominante e, consequentemente, sempre se coloca como necessitando de uma regulamentação social.Com os animais, a periodicidade instintiva controla a tendência ao acasalamento, o homem, entretanto, sendo muito amplamente um ser que se auto controla, o desejo sexual não é de todo periódico, e por isso torna-se necessário que a sociedade imponha um auto controle ao indivíduo. Nenhuma emoção ou impulso humano, quando não controlado e quando tolerado nos excessos, pode produzir tantos danos e pesares quanto esse poderoso impulso sexual. A submissão inteligente desse impulso a regras da sociedade é o teste supremo para a realização de qualquer civilização.
O auto controle, e mais um auto controle maior, é a exigência sempre crescente para a humanidade que avança. A reserva, a insinceridade e a hipocrisia podem velar os problemas sexuais, mas não dão soluções, nem servem para fazer progressos éticos.

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2. OS TABUS RESTRITIVOS
A história da evolução do matrimónio é simplesmente a história da contenção sexual por meio da pressão das restrições sociais, religiosas e civis.
A natureza dificilmente reconhece indivíduos; Não toma conhecimento da chamada moralidade;
Ela está interessada única e exclusivamente na reprodução da espécie.
A natureza insiste compulsivamente na reprodução, mas, com indiferença, deixa as consequências problemáticas para serem resolvidas pela sociedade, criando, assim, um problema maior e sempre presente, para a humanidade evolucionária.
Esse conflito social consiste na guerra infindável entre os instintos básicos e a ética em evolução.
Entre as raças primitivas, havia pouca ou nenhuma regulamentação para as relações dos sexos.
E, por causa dessa licença sexual, não existia a prostituição.
Hoje, os pigmeus e outros grupos retrógrados não têm nenhuma instituição de matrimónio;
Um estudo desses povos revela costumes simples de acasalamento, como os usados pelas raças primitivas.Todos os povos antigos deveriam, contudo, ser sempre estudados e julgados à luz dos padrões morais dos costumes da sua própria época.
O amor livre, contudo, nunca foi bem visto entre os povos que já haviam superado o estado de total selvajarias. No momento em que grupos societários começaram a formar-se, teve início o desenvolvimento dos códigos do matrimónio e das restrições maritais.
O acasalamento, assim, progrediu por intermédio de um sem número de transições, desde um estado quase que de licença sexual completa até os padrões do século vinte, com uma restritividade sexual relativamente completa.
Nos estágios primitivos do desenvolvimento tribal, os costumes e os tabus restritivos eram muito grosseiros; No entanto, eles mantinham os sexos separados – o que favorecia a tranquilidade, a ordem e a industriosidade –, e a longa evolução do matrimónio e do lar havia-se iniciado.
Os costumes sexuais do vestir, dos adornos e das práticas religiosas tiveram a sua origem nesses tabus primitivos, que definiram o alcance das liberdades sexuais e, assim, finalmente, geraram os conceitos do vício, do crime e do pecado. Há muito, porém, a prática era suspender todas as regulamentações para o sexo nos dias de festividades importantes, especialmente no Primeiro de Maio. As mulheres foram sempre sujeitas a tabus mais restritivos do que os homens.
Os costumes primitivos concediam, às mulheres não casadas e aos homens, o mesmo grau de liberdade sexual, contudo, das esposas sempre foi exigido que fossem fiéis aos seus maridos.
O casamento primitivo não restringia em muito as liberdades sexuais do homem, mas ampliou os tabus quanto à licença sexual da esposa.
As mulheres casadas sempre portaram alguma marca que as colocava à parte, como uma classe separada, fosse o penteado, a roupa, o véu, o recato, os adornos ou os anéis.
3. OS COSTUMES PRIMITIVOS DO MATRMÓNIO
O matrimónio é a resposta institucional do organismo social à tensão biológica sempre presente do impulso ininterrupto de reprodução – a auto propagação.
O acasalamento é universalmente natural e, a sociedade tendo evoluído do simples para o complexo, houve uma evolução correspondente nos costumes do acasalamento, que é a génese da instituição matrimonial. Onde quer que a evolução social haja progredido até o estágio em que os costumes são gerados, o matrimónio será encontrado como uma instituição em evolução.
Sempre houve e sempre haverá dois âmbitos distintos do matrimónio:
Os costumes, as leis que regem os aspectos externos do acasalamento e, por outro lado, as relações secretas e pessoais entre os homens e as mulheres.
O indivíduo sempre foi rebelde contra as regras sexuais impostas pela sociedade;
E esta é a razão desse problema sexual milenar:
O auto preservação é individual, mas é exercida pelo grupo;
A auto perpetuação é social, mas é assegurada pelo impulso individual.
Os costumes, quando respeitados, têm amplo poder para restringir e controlar o impulso sexual, como tem sido demonstrado entre todas as raças. Os padrões do matrimónio têm sido sempre um indicador verdadeiro do poder corrente dos costumes e da integridade funcional do governo civil. Todavia, os primitivos costumes sexuais e de acasalamento eram uma massa de regras inconsistentes e grosseiras. Os pais, os filhos, os parentes e a sociedade, todos tinham interesses conflituantes na regulamentação do matrimónio.
A despeito de tudo isso, porém, as raças que exaltaram e praticaram o matrimónio evoluíram naturalmente até níveis mais elevados, e sobreviveram em números crescentes.
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Nos tempos primitivos, o matrimónio era o preço da posição social;
A posse de uma esposa era um emblema de distinção. O selvagem encarava o dia do seu casamento como se marcasse o seu ingresso na responsabilidade e no estado adulto.
Em uma época, o matrimónio foi encarado como um dever social;
Em uma outra como uma obrigação religiosa;
E em outra, ainda, como um quesito político para prover cidadãos para o estado.
Muitas tribos primitivas exigiam façanhas de roubos como qualificação para o matrimónio;
Mais tarde, os povos substituíram essas pilhagens por competições atléticas e jogos competitivos. Aos vencedores, nessas competições, era concedido o primeiro prémio – a escolha de uma das noivas da estação.
Entre os caçadores de cabeças, um jovem não podia casar-se antes que tivesse ao menos uma cabeça, se bem que algumas vezes esses crânios pudessem ser comprados.
Quando a compra das esposas decaiu, elas passaram a ser ganhas em torneios de adivinhações, práticas essas que ainda sobrevivem entre muitos grupos de homens negros.
Com o avanço da civilização, certas tribos colocaram nas mãos das mulheres as severas provas de resistência masculina, condições que eram do matrimónio;
Assim elas eram capazes de favorecer os homens da sua escolha.
Essas provas abrangiam a habilidade para a caça, a luta e a capacidade de provimento para uma família. Exigiu-se do noivo, durante muito tempo, que ele entrasse para a família da noiva por um ano, ao menos, para trabalhar, viver e provar ser digno da esposa que almejava.
As qualificações de uma esposa eram a habilidade de executar o trabalho pesado e de gerar filhos. Era exigido que ela executasse uma certa tarefa de trabalho na agricultura, dentro de um tempo determinado. E se ela tivesse tido um filho antes do casamento, era ainda mais valiosa, pois a sua fertilidade ficava assegurada. O fato de que os povos antigos consideravam uma desgraça, ou mesmo um pecado, não se casar, explica a origem de casamentos entre crianças;
Já que se devia ser casado, quanto mais cedo, melhor.
Era também uma crença generalizada a de que as pessoas solteiras não podiam entrar na terra dos espíritos, e isso era outro incentivo para o casamento entre crianças, mesmo no momento do nascimento e algumas vezes antes do nascimento, dependendo do sexo
. Os antigos acreditavam que mesmo os mortos deviam casar-se.
Os casamenteiros originais foram empregados para negociar os matrimónios para os indivíduos mortos. Um pai arranjaria para que esses intermediários efectuassem o matrimónio de um filho morto com uma filha morta de outra família.
Em meio aos povos mais recentes, a puberdade era a idade comum do matrimónio, o que, no entanto, avançou na proporção directa do progresso da civilização. Muito cedo, na evolução social, ordens peculiares e celibatárias de homens e de mulheres surgiram, e foram iniciadas e mantidas por indivíduos que, em um grau maior ou menor, careciam do impulso sexual normal.
Muitas tribos permitiam aos membros do grupo governante ter relações sexuais com a noiva um pouco antes que ela fosse dada ao seu marido. Cada um desses homens daria à moça um presente, e essa foi a origem do costume de dar presentes de casamento.
Em meio a alguns grupos, esperava-se que uma jovem mulher ganhasse o seu dote, o que consistia nos presentes recebidos em recompensa pelo serviço sexual no salão de exibição da noiva. Algumas tribos casavam os homens jovens com as viúvas e mulheres mais velhas e, então, quando subsequentemente tornavam-se viúvos, permitir-se-ia a eles casar-se com as garotas jovens, assegurando, assim, tal como esperavam, que ambos os pais não fossem feitos de tolos, pois eles julgavam que seria esse o caso se permitisse que dois jovens se casassem.
Outras tribos limitavam o acasalamento a grupos de idades semelhantes.
Foi a limitação do matrimónio a grupos de uma certa idade que inicialmente deu origem às ideias de incesto (na Índia, ainda hoje, não existem restrições de idade para o matrimónio).
Segundo certos costumes, a viuvez devia ser muito temida, então se mandava matar as viúvas ou se permitia que cometessem suicídio nas covas dos seus maridos, pois
Se supunha que elas deveriam ir para a terra dos espíritos junto com os seus esposos.
A viúva que sobrevivia levava, quase que invariavelmente, a culpa pela morte do seu marido.
Algumas tribos queimavam-nas vivas.
Se uma viúva continuava a viver, a sua vida era de luto contínuo e de restrições sociais insuportáveis, pois um novo casamento em geral era desaprovado.
Nos tempos de outrora, muitas práticas, agora consideradas imorais, foram encorajadas.

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Não era infrequente que as esposas primitivas sentissem um grande orgulho das relações dos seus maridos com outras mulheres.
A castidade nas donzelas era um grande obstáculo para o matrimónio; conceber um filho antes do matrimónio aumentava em grande parte os atractivos da mulher como esposa, já que o homem ficava certo de ter uma companheira fértil.Muitas tribos primitivas sancionaram o matrimónio experimental até que a mulher ficasse grávida, quando, então, a cerimónia regular de casamento teria lugar;
Entre outros grupos, as bodas não eram celebradas até que o primeiro filho nascesse.
Se uma esposa fosse estéril, ela deveria ser retomada pelos seus pais, e o casamento era anulado. Os costumes exigiam que todos os casais tivessem filhos.
Esses matrimónios experimentais primitivos eram inteiramente livres de qualquer semelhança com a licenciosidade; Eram simplesmente testes sinceros de fecundidade.
Os indivíduos que contraíam o matrimónio faziam-no de forma permanente, assim que a fertilidade fosse estabelecida.
Quando os casais modernos casam-se com o pensamento da conveniência de um divórcio, no fundo das suas mentes, se não ficarem totalmente contentes com a sua vida de casados, na realidade, estarão adotando uma forma de matrimónio experimental, forma esta muito abaixo do status das aventuras honestas dos seus ancestrais menos civilizados.
4. O MATRIMÓNIO SOB a prática da Propriedade Privada
O matrimónio tem estado sempre ligado, muito de perto, tanto à propriedade quanto à religião.
A propriedade tem sido o estabilizador do matrimónio; A religião, o moralizador.O casamento primitivo era um investimento, uma especulação económica; Era mais uma questão de negócio do que um caso de namoro. Os antigos contraíam o matrimónio pela vantagem e pelo bem-estar do grupo; Por essa razão, os seus matrimónios eram planejados e arranjados pelo grupo, pelos seus pais e pelos mais velhos. E, se os costumes da propriedade privada eram eficazes na estabilização da instituição do matrimónio, isso nasceu do fato de que o casamento era mais permanente entre as tribos primitivas do que o é entre muitos povos modernos
À medida que a civilização avançou e a propriedade privada ganhou maior reconhecimento dos costumes, o roubo passou a ser o grande crime.
O adultério era reconhecido como uma forma de roubo, uma infracção contra os direitos de propriedade do marido; E, por isso, não está especificamente mencionado nos códigos e costumes mais primitivos. A mulher começou como propriedade do seu pai, o qual transferia o seu título ao marido da filha, e todas as relações sexuais legalizadas surgiram desses direitos preexistentes de propriedade. O Antigo Testamento trata as mulheres como uma forma de propriedade; O Alcorão ensina a sua inferioridade.
O homem tinha o direito de emprestar a sua mulher a um amigo ou convidado, e esse costume ainda persiste entre alguns povos. O ciúme sexual moderno não é inato;
É um produto da evolução dos costumes. O homem primitivo não era ciumento da sua esposa;
Ele estava apenas resguardando a sua propriedade.
A razão de se manter a esposa sob limitações sexuais mais restritas do que aquelas impostas ao marido era devido ao fato de que a infidelidade marital dela envolveria a descendência e a herança. Muito cedo, na marcha da civilização, o filho ilegítimo teve má reputação.
A princípio, apenas a mulher era punida pelo adultério; Posteriormente, os costumes também decretaram a punição do seu parceiro e, durante um longo tempo, o marido ofendido, ou o pai protector, tinha o direito pleno de matar o invasor masculino. Os povos modernos mantêm esses costumes, que toleram os crimes chamados de honra, sob uma lei tácita.
Desde que o tabu da castidade teve a sua origem como uma fase dos costumes que regem a propriedade, ele aplicou-se inicialmente às mulheres casadas, mas não às moças solteiras.
Anos mais tarde, a castidade era mais exigida pelo pai do que pelo pretendente;
Uma virgem era um bem mais comercial para o pai, pois acarretava um preço mais alto.
Como a castidade passou a ser mais exigida, a prática era pagar ao pai da noiva um preço em reconhecimento do serviço de educar apropriadamente a noiva, de um modo casto, para o futuro marido. Uma vez surgida, essa ideia da castidade da mulher arraigou-se tanto entre as raças que se tornou prática enjaular literalmente as moças, prendendo-as de fato durante anos a fim de assegurar a sua virgindade.
E, desse modo, os padrões mais recentes e as provas da virgindade deram origem automaticamente à classe das prostitutas profissionais; Elas eram as noivas rejeitadas, aquelas mulheres que as mães dos noivos verificaram não serem mais virgens.
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5. A ENDOGAMIA E A EXOGAMIA
Muito cedo, os selvagens observaram que a mistura racial aprimorava a qualidade da progênie. Não que a consanguinidade fosse sempre má, mas que a exógama resultava sempre melhor, comparativamente; e, pois, os costumes tenderam a cristalizar a restrição das relações sexuais entre os parentes próximos. Era reconhecido que a exógama aumentava grandemente a oportunidade selectiva de variação evolucionária e de avanço.
Os indivíduos produtos da exógama eram mais versáteis e tinham mais habilidade para sobreviver em um mundo hostil; Os indivíduos produzidos pela endogamia, junto com os seus costumes, gradualmente desapareceram. Este foi um desenvolvimento lento;
Os selvagens não pensaram conscientemente nessas questões.
Contudo, os povos mais recentes e adiantados fizeram-no, e eles também observaram que uma fraqueza geral algumas vezes era o resultado de uma endogamia excessiva.
Ainda que a endogamia, na boa linhagem, algumas vezes haja produzido tribos fortes, os casos espectaculares de maus resultados, devidos a defeitos hereditários da endogamia, impressionaram mais fortemente a mente do homem, e o resultado foi que os costumes, em constante avanço, formularam mais e mais tabus contra os matrimónios entre parentes próximos. Há muito, a religião tem sido uma barreira efectiva contra a exogamia;
Muitos ensinamentos religiosos têm proscrito o casamento fora da fé.
A mulher geralmente tem favorecido a prática da endogamia; O homem, a da exogamia.
A propriedade sempre influenciou o matrimónio, e algumas vezes, em um esforço para conservar a propriedade dentro de um clã, têm surgido costumes que obrigam as mulheres a escolher maridos dentro das tribos dos seus pais.
Esse tipo de legislação levou a uma grande multiplicação de matrimónios entre primos.
A endogamia foi também praticada em um esforço para preservar os segredos artesanais;
Os artesãos mais hábeis procuravam manter o conhecimento da sua arte dentro da família.
Os grupos superiores, quando isolados, sempre voltavam ao acasalamento consanguíneo.
Durante mais de cento e cinquenta mil anos, os noditas foram um dos maiores grupos endogâmicos. Os costumes endogâmicos mais recentes foram influenciados enormemente pela tradição da raça violeta, segundo a qual, no início, os acasalamentos eram feitos, forçosamente, entre irmão e irmã. E os matrimónios entre irmão e irmã eram comuns no Egipto, na Síria e na Mesopotâmia primitivos, e nas terras uma vez ocupadas pelos anditas.
Os egípcios praticaram, durante muito tempo, o matrimónio entre irmão e irmã, em um esforço de manter puro o sangue real; e esse costume perdurou por mais tempo ainda na Pérsia.
Entre os mesopotâmios, antes dos dias de Abraão, os matrimónios entre primos eram obrigatórios; Os primos tinham direitos de prioridade para casarem entre si.
O próprio Abraão casou-se com uma meia-irmã, mas essas uniões não eram permitidas pelos costumes mais recentes dos judeus.
O primeiro passo contra os matrimónios entre irmãos foram dados em meio aos costumes da pluralidade de esposas, porque a esposa-irmã arrogantemente dominava as outras esposas.
Alguns costumes tribais proibiram o matrimónio com a viúva de um irmão morto, mas exigiam que o irmão vivo gerasse filhos no lugar do seu irmão morto.
Não existem instintos biológicos contra qualquer grau de endogamia; essas restrições são inteiramente uma questão de tabu.A exogamia finalmente dominou porque foi preferida pelo homem, pois conseguir uma esposa de fora assegurava maior liberdade em relação aos sogros.
A familiaridade gera o desprezo; Assim, à medida que o elemento da livre escolha individual começou a dominar o acasalamento, tornou-se um hábito escolher parceiros de fora da tribo.
Muitas tribos finalmente proibiram os matrimónios dentro do clã;
Outras limitaram o acasalamento a certas classes.
O tabu, contra o matrimónio com uma mulher do próprio totem, deu força aos costumes de raptar as mulheres das tribos vizinhas. Posteriormente, os matrimónios passaram a ser regulamentados mais de acordo com o território de residência do que pelo parentesco.
Muitos passos foram acontecendo na evolução do matrimónio endogâmico, até a prática moderna da exogamia. Mesmo depois de estabelecido o tabu da endogamia entre as pessoas comuns, ainda era permitido, aos chefes e aos reis, casarem-se com os parentes próximos, no intuito de manter o sangue real concentrado e puro.
Os costumes geralmente têm permitido aos soberanos algumas licenças nas questões sexuais.

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A existência dos povos anditas mais recentes muito tem a ver com o aumento do desejo das raças sangiques de acasalar-se fora das próprias tribos. Todavia, não foi possível à exogamia prevalecer antes que os grupos vizinhos houvessem aprendido a viver juntos, em uma paz relativa.A exogamia, em si própria, foi uma promotora da paz; Os matrimónios entre as tribos reduziam as hostilidades. A exogamia levou à coordenação tribal e às alianças militares; E tornou-se predominante, porque trazia maior força; Foi uma edificadora de nações. A exogamia foi também bastante favorecida pelos contratos de comércio em profusão;A aventura e a exploração contribuíram para a ampliação dos limites de acasalamento e facilitaram grandemente a fertilização inter mesclada das culturas raciais
.As inconsistências, inexplicáveis de outro modo, dos costumes do matrimónio racial são devidas, na sua maior parte, a esse hábito de exogamia, com os seus respectivos raptos e compras de esposas das tribos vizinhas, resultando tudo em uma combinação dos diferentes costumes tribais. Que esses tabus relativos à endogamia foram sociológicos, e não biológicos, é bastante bem ilustrado pelos tabus que envolvem os matrimónios entre contra parentes, que abrangiam muitos graus de relações entre parentes, casos que não representavam absolutamente nenhuma relação de sangue.
6. AS MISTURAS RACIAIS
Hoje não há raças puras no mundo.
Os povos evolucionários primitivos e originais de cor têm apenas duas raças representativas que perduram neste mundo: o homem amarelo e o homem negro.
E, mesmo essas duas raças, estão muito misturadas aos extintos povos de cor.
Ao mesmo tempo em que a chamada raça branca descende predominantemente do antigo homem azul, ela é mais ou menos misturada com todas as outras raças, tanto quanto o é o homem vermelho das Américas.
Das seis raças sangiques coloridas, três eram primárias e três eram secundárias.
Embora as raças primárias – a azul, a vermelha e a amarela – fossem superiores, sob muitos aspectos, aos três povos secundários, deve-se lembrar que essas raças secundárias tinham muitos traços desejáveis os quais teriam elevado consideravelmente os povos primários, caso as suas melhores linhagens pudessem ter sido absorvidas.
O preconceito actual contra os “híbridos”, os “mestiços” e os “de meia-casta” surge porque a miscigenação racial moderna acontece, na sua maior parte, entre as linhagens grosseiramente inferiores das raças envolvidas. Também uma progênie insatisfatória advém quando se misturam linhagens degeneradas da mesma raça.
Se as raças autuais de Urântia pudessem livrar-se da maldição dos seus substratos mais baixos, de espécimes deteriorados, anti-sociais, debilitados mentalmente e párias, haveria pouca objecção a uma amalgamação racial limitada.
E, se tais misturas raciais pudessem acontecer entre os tipos mais elevados das várias raças, haveria menos objecções ainda.
A hibridação nas linhagens superiores e dissimilares é o segredo da criação de linhagens novas e mais vigorosas. E isso é verdadeiro sobre as plantas, sobre os animais, e sobre a espécie humana. A hibridação aumenta o vigor e amplia a fertilidade.
As misturas raciais dos substratos medianos
• DESENVOLVIMENTO NA EVOLUÇÃO HUMANA
Os fósseis mais antigos aparentados com o homem são originários do Pleistoceno Inferior e são chamados de Australopitecídeos.
O primeiro crânio foi descoberto em 1925, na África Meridional.
Tal crânio pertencia a uma criança com 6 anos de idade, com volume craniano pequeno, maxilares robustos e acentuado prognatismo. Posteriormente, ainda na África, descobriram-se inúmeros restos de esqueletos, de sorte que actualmente dispomos de uma centena de indivíduos, todos pertencentes aos Australopitecídeos.
Seu estudo revela uma mistura de caracteres simiescos e humanos.
Entre os primeiros salientam-se fronte Saiva e volume craniano máximo de 700 centímetros cúbicos. Dos caracteres humanos evidenciam a existência de uma bacia e de uma articulação craniana, capazes de assegurar uma postura vertical quase perfeita.
As diferenças entre as amostras apontam a existência de dois géneros distintos: Australopithecus e Paranthropus.

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O Paranthropus, mais primitivo, desprovido de fronte, apresentava uma crista sagital, forte proeminência da arcada supra-orbital e molares maciços, indicando um regime vegetariano. O Australopithecus era mais evoluído: o crânio apresentava 650 centímetros cúbicos, com arcada supra-orbital pouco acentuada e dentição indicando um regime omnívoro.
As ossadas e as conchas encontradas junto às amostram demonstram que o Australopithecus caçava e pescava, comendo carne e mariscos.
O Paranthropus só viveu até a metade do Pleistoceno, ao passo que o Australopithecus, melhor adaptado, prosseguiu sua evolução, originando o Homo sapiens.
HOMO HABILIS
Em 1960 Louis Leakey encontrou, na África, cerca de seis fósseis e chamou de Homo habilis.
Sua reconstrução sugere uma criatura com 1,25 m de altura, dentes pequenos e pés semelhantes aos do homem.Junto com os restos foram encontrados seixos trabalhados com bordas cortantes, indicando que o Homo habilis era capaz de trabalhar a pedra. Essa espécie, datada de 1.700.000 anos, é considerada o ancestral da espécie humana.
HOMO ERECTUS
O homem de Java, um dos mais antigos hominídeos, foi descoberto por Eugene Dubois, em 1891, na região leste de Java.Inicialmente foi chamado de Pithecantropus erectus, nome posteriormente alterado para Homo erectus. A reconstrução esquelética indicou que o adulto atingia 1,70 m de altura, pesava 70 quilogramas e tinham um andar semelhante ao do homem actual.
A capacidade craniana variava de 700 a 1.100 centímetros cúbicos.
As arcadas supraciliares eram proeminentes.
O Homo erectus não apresentava queixo; os dentes grandes e os caninos não ultrapassavam os demais dentes. Vivia em cavernas ou abrigos de pedra por ele construídos.
Em 1920, em escavações em cavernas próximas a Pequim, Davidson Black encontrou o chamado homem de Pequim, dando-lhe o nome de Sinanthropus pekinensis, porém, a descoberta de outros espécimes revelou que se tratava de uma variedade do Homo erectus.
O crânio, dotado de protuberâncias supra-orbitais, apresentava uma capacidade de 1.075 centímetros cúbicos. Ao lado do homem de Pequim foram encontrados objectos talhados em pedra e restos de cinza, provando o conhecimento do fogo.
HOMO SAPIENS
Há cerca de 70.000 anos atrás surgiu o Homo sapiens, do qual existem numerosas amostras.
Ele teria-se apresentado em duas superfícies: Homo sapiens neanderthalensis e Homo sapiens sapiens O primeiro, homem de Neandertal, foi descoberto no Vale do Neander, próximo a Dusseldorf, sendo de constituição forte, cuja altura variava de 1,50 m a 1,60 m.
A capacidade craniana atingia1.750 centímetros cúbicos e sua postura era erecta.
Os neandertalenses habitavam cavernas, fabricavam armas de sílex, caçavam e enterravam seus mortos com alimentos e ornamentos. O homem de Neandertal foi um ramo lateral que se extinguiu sem contribuir para a posterior evolução do homem actual.O Homo sapiens sapiens substituiu, há cerca de 30.000 anos, o Homo neanderthalensis e conduziu ao homem moderno.
O HOMEM MODERNO
O homem moderno é o homem de Cro-Magnon, encontrado em formações rochosas do Cro-Magnon, no centro-sul da França. Viveu de 20 a 30 mil anos atrás.
Tinha elevada estatura e capacidade craniana comparável à nossa: 1590 centímetros cúbicos.
Caçava com arca e arpão. Tinha elevado nível cultural, realizando escultura e cultuando os mortos. Nos túmulos depositavam alimentos, adornos, utensílios e armas.
A variabilidade do Homo sapiens e o desenvolvimento de suas faculdades intelectuais são responsáveis pelo amplo sucesso da espécie.
De origem tropical, o homem conseguiu superar as condições climáticas e povoar a Terra inteira

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