quarta-feira, 11 de novembro de 2009

UM ACONTECIMENTO PITORESCO




terça-feira, 13 de Outubro de 2009
RECORDAÇÕES E CASOS DA VIDA REAL DE UM COSTELETA APOSENTADO
Paixão Pudim


­"UM ACONTECIMENTO PITORESCO"

Profissionalmente, sempre estive ligado à construção civil, actividade propícia e fertil a diversos acontecimentos, ...peripécias sentimentais... e a situações hilariantes, ... algumas rocambolescas, outras caricatas... basta considerar as origens do pessoal com hábitos e costumes de países bem diferentes, ...do leste europeu ao Brasil, da Ucrânia à Índia e, evidentemente, ...África. Se a este pessoal juntarmos os Portugueses... mais o ambiente favorável das obras ao ar livre, eis que estão reunidas Todas as condições para desenvolver espirituosamente o "desenrascanço" das mais incríveis situações.
Hoje, convido os leitores de "o Costeleta", e deste blogue, a sorrirem e, ao mesmo tempo, meditarem sobre um caso que me surpreendeu pela invulgaridade e credibiliza genuinamente qualquer interpretação que se deseje avaliar no campo social, educação, civismo, religião e, até crenças das diversas populações que existem no mundo em que vivemos.
Para apimentar esta minha interessante recordação começarei por tentar recriar o ambiente vivido e localizar todo o acontecimento.
... Já passaram sete anos, talvez nos primeiros meses de 2002, no Lumiar – Urbanização Alta de Lisboa, Musgueira, decorriam trabalhos de demolição das barracas existentes e, ao mesmo tempo, edificavam-se, nas proximidades, os primeiros edifícios... hoje, zona nobre.
É sabido que aonde há obras (esta não foi excepção}... é normal, perto do meio dia, hora do almoço do pessoal aparecerem cães esfomeados, autênticos "vira-latas":.. de todos os tamanhos e raças... com predominância de rafeiros. Também se fazem notar alguns "envergonhados" lúlús perdidos e assustados que ficam receosos a aguardar a vez de saciarem. Evidentemente, as "beldades" caninas, conhecidas por cadelas, fazem aparições expontâneas e, se estão com o cio, tudo se complica e provocam imediato burburinho. Deixam a comida para mais tarde e dão largas ao processo de "pro-criação".
Certo dia, um perdigueiro atrevido e uma rafeira semi-coker, apaixonaram-se e... zás... fizeram sexo... a natureza "ditou leis" e ficaram "colados".
A cena desenrolou-se no meio do arruamento da obra ao refeitório, próximo da sala de reuniões. Aqui, aproveitando uma pausa nos trabalhos a maioria dos técnicos estavam no exterior, alguns a fumar... ficando algo surpreendidos com a dita cena dos cães.
Lembro-me que a nossa grande preocupação, foi disfarçar o acontecimento em atenção às duas engenheiras estagiárias, poupando-as a tal exposição canina.
Depois desta protecção conseguida, fomos novamente surpreendidos com a reacção dos diversos grupos de trabalhadores que passavam no local a caminho do almoço, e davam de caras com a "colagem dos cães".
Assim:
- Os Angolanos, quando viram os animais, começaram a rir desalmadamente às gargalhadas, alguns até batiam com as mãos na barriga.
- Os muçulmanos rezaram e abençoaram com gestos de agrado.
- Os Indianos pronunciaram algumas palavras solenes e afastaram-se como que envergonhados;
- Os Ucrânianos passaram em silêncio e respeito;
- Os Búlgaros bateram palmas e mostraram contentamento;
- Os Romenos entoaram cânticos apropriados e sorriram;
- Os Brasileiros dançaram samba animadamente junto dos animais sem molestarem;
Até que chegou um grupo de indivíduos atirando pedras e paus... um deles, despejou um balde cheio de Água em cima dos animais
Diz-me um colega em voz alta:
- Zé Paixão chegaram os Portugueses!
...Sem comentários!... que seriam, naturalmente, tristes e confrangedores... Evidentemente, o pessoal foi advertido
.
Paixão Pudim

REVIVER RECRIANDO UM INÉDITO JOGO DE FUTEBOL












quarta-feira, 14 de Outubro de 2009
REVIVER RECRIANDO UM INÉDITO JOGO DE FUTEBOL
Jaime Cabrita Reis
























A propósito de um Jogo de Futebol.




Faro 1953




Jaime Reis



No dia anterior já o Zezinho Beirão junto à tabacaria do Farracha ao fundo da Rua de Santo António gritava desalmadamente:


- Vão levar poucas sim. Ganda banhada. A escola vai dar 5.


- Viva a Escola.


-Abaixo os Bifes.


As duas cadelinhas que o seguiam para todo o lado, olhavam-no fixamente, indiferentes a quem o rodeava, mas tentando perceber porque vociferava tanto o seu dono. O Caça brava que vinha da Rua dos Cavalos gritou: -Móss, Zezinho, ganda almariação, na vás ó médico não. A Vozearia fazia-se ouvir ali ao lado, a malta do Banco Ultramarino, veio espreitar. No Largo 1º de Dezembro, os fregueses da padaria do Francisco Manuel vieram todos à porta, deitaram a cabeça de fora e alguém disse:


--É o Zezinho Beirão tá outra vês almariado.


O José Luís (luta livre) que acabava de sair da sua pensão, ali ao dobrar da esquina da casa de ferragens do Pinto, ouvindo a algazarra, aproximou-se e com aquele seu ar afável pôs a mão no ombro do Zezinho, acalmou-o e lá o levou em direcção à doca. Ia haver um jogo de futebol inédito na cidade Professores da Escola (Costeletas) defrontavam os professores do Liceu (Bifes). No dia do jogo, logo pela manhã, lá prás bandas da Brasileira já os Bifes gritavam os seus Frrás.


-Fr e á Frá…..Fr e é Fré …..Fr e i Fri ……


O Jovite comandava, dava instruções. Não parava. A malta achava-lhe graça mas escutava-o. O Vidal mata gatos ajeitava uma tabuleta que dizia: -A malta sempre a gritar e o Liceu sempre a ganhar. A Aleluia preocupado propunha: -O Stor Fortes devia jogar à frente, a avançado centro. -Tens razão! – Dizia o Tabeta, que sabia da poda. E acrescentava: -Eles têm lá o professor Américo. Joga melhor que o Grazina. -Percebe mais de bola que o espanhol, o Lopez, que treina o Farense. Dizia o Pité. Do largo da Alagoa vinha um cordão imenso de malta, tudo Bifes O Gaiana vinha com eles. - Menine menine dá um estanito, A malta em euforia ia a todas, o Gaiana teve um dia grande. Ninguém negava. Fez quase 10 paus. Entre eles o Chico J A Costa empunhava outro cartaz. Os Costeletas tinham a concentração combinada prá esquina do ti Felizardo e da ti Glorinha. Próxima da escola. Quase em ”casa” Um grande bruá dos seus cânticos académicos ouvia-se na Avenida do Liceu. Alabi, Alabá, Escola Escola Escola Urrá Urrá. O Bastos (Pepe), e o Poeira delineavam estratégias. A Táctica cabia ao Parra. O Brito de Sousa ultimava um cartaz onde se lia :


-Braciais presente!


E o menino Chico, beata ao canto da boca, descalço, boné sujo,corpo ondulante a todos embalava com as suas tabuinhas tocando alternadamente, ora mão direita, ora com a mão esquerda. Até o Cuco, que vinha do Bom João, parou, olhou, tossiu mas pasme-se, deixou de assobiar, rejeitando acompanhá-lo quando o viu trocar as “castanholas” por ferrinhos, no que também era exímio. O Teca facturava, aproveitava tanta malta junta, para vender uns bilhetes prá soiré do Cinema Santo António. À noite passava o Cantiflas. Sempre casa cheia. O Jogo, o jogo de futebol (perdão jogo de bola) estava aprazado para as 16 horas no campo de futebol em S. Luís. Naquela tarde o tempo ajudava, dia de sol, ligeira brisa, tornando mais suportável o calor que se fazia sentir. A claque dos Bifes, que da Brasileira rumavam a São Luís lá ia gritando incentivos aos seus professores. A Claque da escola, Rua Manuel Arriaga acima também rumava ao mesmo destino. Próximo do São Luís Parque, as claques encontraram-se, houve um momento de silêncio entreolharam-se e seguiram juntas, ainda mais ruidosas, mas em perfeita harmonia e indiferentes à população que nos passeios parava, olhava e se interrogava. Alguém exclamou:


-Tá o mar feito num cão. Nalgumas janelas já se preparavam para colocar colchas.


Depois recuaram.


Perceberam o que se passava. O Jorge Tavares tão entusiasmado estava, que nem se apercebeu que o Alex, rindo que nem um perdido, lhe pintara nas costas da T-shirt branca que vestia, um grande 5-Américo. Chegados ao campo da bola, já lá estava o Russo dos sorvetes. De imediato tomou partido, apoiava as costeletas, e provocador, olhando de frente os bifes, gritava: -Quantos são? Quantos são? Já o Coelhinho, bonacheirão, seu concorrente no negócio, puxava pelo Liceu, enquanto recusava vender a quem tinha fiado por arrumar. Até o Chora Meninos, nesse dia não foi ó mar. Bote amarrado à doca, lá vai ele a caminho de S. Luís. Na véspera, na Nortenha, onde fora entregar meio cento de bocas encomendadas, o Arpanço anunciava:


-Amanhã em S. Luís há bifes e costeletas. Não podia faltar. Bifes e Costeletas? Tá bem tá. Ele só comia peixe.


O Marreco, engraxador na doca, julgando tratar-se dum Farense-Olhanense, batia palmas com as mãos ainda sujas de graxa e berrava: Farense! Farense! Farense! Até a Lósinha e a Jardineira apareceram. Essas apoiavam ambos os grupos. Não queriam desfeitear ninguém. Precisavam de todos. O Tóquim que fazia biscates no Estádio de S. Luís também andava por ali. Ar pensativo, beiçolas descaídas, não tomava partido. Só olhava. -Torró torró, torró. Gritava o espanhol que vendia torrão de Alicante. Organização sem reparos, ao cuidado do Bife Tenasinha. Troca de galhardetes a anteceder a partida. O Rafael Correia não parava, microfone em punho, colhia depoimentos dos protagonistas. O Jogo começou à hora combinada O Cartaxo e o Arnaldo fotografavam os melhores lances. As claques enchiam a bancada. Sempre ruidosas. A partida foi animada, o resultado foi justo. Um empate. Mal acabou o jogo, já o Mário Zambujal corria para a cabine telefónica mais próxima, levando o acontecimento aos diários da Capital. No fim, na cerimónia de distribuição de medalhas aos atletas, evocativas da participação, foi a tarefa, por votação, entregue ao costeleta Aníbal, que após o jogo, com ar solene, desceu ao pelado e cumpriu a missão. Mais tarde noutros palcos, aquele costeleta, também participaria em cerimónias idênticas. E pronto Faro era assim. Os da minha geração certamente conheceram as figuras que virtualmente recordo e recreio. A todo o momento se cruzavam connosco. Lembram-se deles? Jaime Cabrita Reis (Bife) Nota: Junto 2 fotos.


Há nomes de professores que já não recordo.


E você? Por favor complete.


Obrigado.


JR


Identificação:


nº 2 - Engº Carrapato - por A.Gabadinho


Nº 2 - Engº Coroa - por Jorge Tavares


Nº 8 - Engº Bagarrão - Por Agabadinho e Jorge Confirma


Nº 9 - Ferreira Matias - por Jorge Tavares

RECORDANDO

RECORDANDO
RECORDANDO GOA


QUEM TEVE O PREVILÉGIO, COMO EU TIVE, DE PASSAR POR DEBAIXO DO ARCO DO VICE-REI PELA PRIMEIRA VEZ AO DESLOCAR-ME DE MORMUGÃO PAGIM, A NOVA GOA,DEVE TER SENTIDO COMO EU UMA ESTRANHA SENSAÇÃO DE ORGULHO, DE HONRA, POR TER PISADO A ESTREITA RUA QUE NOS CONDUZ AO MAGESTOSO ARCO, POR ONDEMILHARES DE PORTUGUESES, GUERREIROS E MISSIONÁRIOS, DURANTE SÉCULOS, SE DIRIGIAM AO PEQUENO ANCORADOURO QUE SERVIA DE CAIS DE EMBARQUE A QUEMSE DIRIGIA À CIDADE DE PAGIM. A VÉLHA GOA, A ROMA DO ORIENTE, COMO ERA CONHECIDA POR TODOS, GUARDA AS RELÍQUIAS DE S. FRANCISCO XAVIER, O APÓSTOLO DO ORIENTE DE QUE POSSUOALGUMAS FOTOGRAFIAS. O MAUSOLÉU ONDE REPOUSA O CORPO DO SANTO É UMA RIQUÍSSIMA PEÇA DE PRATA PURA PESANDO LARGAS DEZENAS DE QUILOS, COBERTO COM UMA TAMPA DE CRISTAL PARA PERMITIR UMA VISÃO COMPLETA DE TODO O CORPO.
A CABEÇA, AINDA COBERTA DE CABELOS IMPRESSIONA PELA SUA CONSERVAÇÃO.
DURANTE AS MISSAS QUE DIÁRIAMENTE ERAM DITAS NA CATEDRAL PODIAM VER-SE BASTANTES INDÚS QUE VENERAVAM O SANTO E TINHAM POR ELE UMA DEVOÇÃOTÃO FORTE COMO A DOS MELHORES CRISTÃOS QUE PARTICIPAVAM NA EUCARISTIA.
DEPOIS, AO LONGO DAS ESTRADAS E EM FRENTE ÀS SUAS MORADIAS, POR VEZES PEQUENOS CASEBRES, PODIAM VER-SE PEQUENOS ORATÓRIOS, AS ALMINHAS,QUE SE MANTÊM PERMANENTEMENTE ILUMIADAS COM LAMPARINAS ALIMENTADAS A AZEITE E ÓLEO DE CÔCO. A RELIGIOSIDADE ESTE POVO É IMPRESSIONANTE. CUMPREM INTEGRALMENTE TODOS OS PRECEITOS E REGRAS MPOSTAS PELO CALENDÁRIO DA FÉ CRISTÃ. MUITOS CONVENTOS E MOSTEIROS JÁ SE ENCONTRAVAM EM RUINAS QUANDO LÁ CHEGUEI, GRANDE PARTE COBERTOS POR EXUBERANTE VEGETAÇÃO, EXALANDO UM CARACTERISTICO CHEIRO ENJOATIVO A FOLHAGEM PUTREFACTA. OBRA DE UM POVO DE GIGANTES QUE LEVOU AO ORIENTE UMA COMPLETA CIVILIZAÇÃO, QUE O TEMPO FOI DESTRUINDO AOS POUCOS E QUE IRÁ DESAPARECERCOM O AUMENTO DEMOGRÁFICO INDÚ NA SOCIEDADE GOESA.
NOS ÚLTIMOS ANOS DA NOSSA ESTADIA EM GOA, ESPECIALMENTE NO PERÍODO EM QUE A UNIÃO INDIANA NOS APERTOU O CERCO FORAM RESTAURADOS MUITOSMONUMENTOS, CRIOU-SE UMA REDE DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA POTÁVEL POR TODO O TERRITÓRIO PARA DAR TRABALHO À POPULAÇÃO QUE FICOU PRIVADA DETRABALHAR NA VISINHA INDIA. FOI MELHORIA DE POUCO TEMPO POIS NÃO TARDOU QUE CENTENAS DE OFICIAIS, SARGENTOS E PRAÇAS DO EXÉRCITO INDIANO, PASSANDO-SE POR CIVIS,FÔSSEM CONTRATADOS POR COMERCIANTES E EMPRESÁRIOS INDÚS AFECTOS À INTEGRAÇÃO DE GOA NA UNIÃO INDIANA.. TRABALHAVAM COMO CAMIONISTAS,OPERÁRIOS E TRABALHADORES NO PORTO DE MORMUGÃO. NO DIA DA INVASÃO FOI SÓ VESTIR A FARDA QUE TINHAM ESCONDIDA ATÉ ALI. ERAM SENHORES DOS LUGARES CHAVES DO TERRITÓRIO.
(PARA CONTINUAR)
MAURÍCIO SEVERO DOMINGUES
ESTORIL, 15 DE OUTUBRO DE 2009

AOS COSTELETAS




quinta-feira, 15 de Outubro de 2009
CORREIO
António José Encarnação





Aos costeletas :


Tomei conhecimento deste Blog por intermédio do Sr. JBSousa , tendo aqui sido publicado alguns textos que escrevi! actualmente o Blog entrou na minha rotina diária de consultas na net como: verificar e-mails , Noticias , o Blog e outras!


É como um FAROL que indica também a grande numero de Jovens na faixa etária entre os sessenta e setenta ( aqui no Brasil o cidadão só é considerado idose a partir dos 73 anos ) , acontecimentos passados na nossa Escola, Cidade, e com antigos colegas de quem não temos notícias em espaço de tempo que até passa dos 50 anos. Escrevi ao Sr. JBSousa a demontrar-lhe minha solidariedade como amigo, e respeitando suas decisões merecidas de quem durante muito tempo colaborou aqui e deu seu contributo e divulgou este meio de informação. No entanto minha sensação é de que existe entre os intervenientes muita mágoa pelo acontecido, e não coloco em dúvida a amizade que os une talvez durante décadas! Lógicamente que o Blog continua sendo para mim um Farol, e o relato do Sr. Jaime Reis trouxe outras recordações não escritas como a casa Farracha em Frente ao BNU, onde saltavam á vista os Titulos dos Jornais Humorísticos "Sempre Fixe e Ridiculos? se a memória não me falha "O Sr, Serafim da Tipografia em frente, da Farmácias Baptista e ao lado da Pereira Gago, familias ligadas a Alguns dos nossos professores! As Peregrinações que efectuavamos no Início das aulas ás Livrarias, Silva, Capela e Artys, e mesmo depois a Portugal como alugadora dos livros de entretenimento de diversas coleções , que na época susbtituiam a Tv, internet etc


Para todos os Costeletas aqui vai o meu abraço


António José Encarnação

HÁ VIDA NO ESPAÇO COSTELETA

HÁ VIDA NO ESPAÇO COSTELETA
ALGUMAS NOTAS

1 – O blogue os costeletas.blogspot.com
O espaço costeleta tem mais vida, é mais participado agora e, pelo que vejo, recuperou alguns valores e surgiram outros bons contadores de histórias. Folgo com o facto e aproveito para saudar aqui o bife Jaime Reis, com aquele textomuito bem escrito. Parabéns ó Jaime.
2 – O Dr. José CORREIA
Foi professor de Contabilidade Geral na nossa Escola e foi um professor que deixou saudades, pela sua competência, simplicidade eamizade com os alunos onde foi sempre bem recebido. Moçe, quem é aquele moce pequeno que está além, teria dito o Zé Molarinho, numa aulado 2º 4ª, quando o Professor lá terá entrado certa vez.
O Proof. Zé Correia é natural de Paderne onde nasceu em 1919. Licenciou-se em Ciências Económicas e Financeiras (Secção de Finanças) em 1943/44 em Lisboa, tendo leccionado na Escola Industrial e Comercial Tomás Cabreira, em Faro, na Escola João de Deus, em Silves (como professor auxiliar em 1950 e como professor efectivo e Directorentre 1954/55 e 1964/65), nas Escolas Emídio Navarro e Anselmo de Andrade, em Almada, na Escola Industrial e Comercial de Setúbal (onde também foi Director) e também na Escola Veiga Beirão, em Lisboa,onde para além da docência foi Orientador de Estágios durante dois anos.
Sempre muito estimado pelos alunos, publicou:- ”Compêndio de Cálculo Comercial” (até à 10.ª edição) e “Exercícios de Cálculo Comercial” (2 volumes), ambos em co-autoria com Jorge Ferreira Matias, ”Exercícios de Cálculo Comercial”, em co-autoria com Marquesde Figueiredo, “Da Escola ao Escritório – Noções de Comércio”, em co-autoria com Machado de Oliveira e ”Exercícios de Matemática Moderna” e ”Matemática - Exercícios Fundamentais
Nunca foi meu professor mas conheci-o bem. Deixo-lhe um abraço.
A todos deixo um abraço
JOÃO BRITO SOUSA

DO CORREIO





domingo, 18 de Outubro de 2009
DO CORREIO
António Encarnação
Prezados Costeletas



Aqui no Blog tem sido Publicado alguns escritos meus na generalidade sobre o passado ,e como estou no Brasil pensei que poderei enviar alguns temas atuais, e foi assim que ao abrir o Portal do sapo hoje, lá estava a notícia de um Helicóptero abatido pelos traficantes na favela do Macaco no Rio de Janeiro!Não vou fazer comentários sobre a notícia que de facto é triste e envolve vários factores, Porque o que mais me chamou a atenção foi o Nível dos Comentários dos leitores Portugueses feitos à noticia, a maioria de uma baixaria mesmo forte! com muita ignorância que nos envergonha. Como uma andorinha não faz a Primavera, também esses comentários com grande percentual descriminatório, de quem não gosta dos emigrantes Brasileiros , e condena os portugueses envolvidos com o Povo Brasileiro não representa os Portugueses !Entre eles misturaram os do Vídeo sobre Portugal da Maite Proença.


Vi o Vídeo e não gostei, Sintra um dos cenários mais bonitos de Portugal e seu palácio da Pena a ser representado por uma habitação humilde em que colocaram o número 3 ao contrário . assim como a visita aos Pasteis de Belém e ao Mosteiro dos Jerónimos demontrou a falta de conhecimentos de forma geral sobre Portugal.


Como uma Artista de Novelas famosa que foi, actualmente na última Novela o Caminho das Indias demonstrou que as Plásticas não a favoreceram de tal forma que ao falar sua boca pouco se movimenta, ao enveredar como escritora "não li suas publicações "mas, o êxito deduzo se deve à fama sem dúvida, já que não é fácil para um escritor Novo ter quem arrisque Publicar seus livros! Se fôr dentro do formato do Vídeo, não vai ser reconhecida no futuro assim como aconteceu com os anónimos ganhadores do Big Brother que tiveram seus momentos de fama e estão esquecidos.


Saudações Costeletas


António Encarnação

SAUDADES

A ESCOLA (I)

É lá, na briga com os outros, que formamos o nosso carácter. A Escola será sempre para cada um de nós um poço de recordações. Tenho tantas saudades da Escola. Vinha de fora da cidade e tinha de me levantar cedo para estar pronto às 8 e 45, para entrar na sala 18 do primeiro andar. O meu primeiro parceiro de carteira foi o Zé Júlio, ali dos lados de Tavira, que chegou a Presidente da Junta de Freguesia da Culatra. Mas já não é mais nada; faleceu e não sei onde para.
Deixo-lhe no entanto um saludo.
O António Manuel Ramos José, o meu mano Toino, ou o Sabino, o mais novo do jardineiro da Alameda também já foi. E o Manel, irmão do bife Rui Amaro, que foi barbeiro num salão de luxo da cidade, também. Era o nosso Keeper.
Aí vai um abraço.
A Escola, onde permaneci de 53 a 61, é a referência maior da minha juventude. Jogar à bola, aulas, porrada, exames, alegrias e tristezas.
Chumbos e três dias de suspensão. Em casa o padrasto, João, o que é que fizeste?... e mais porrada.
Aos sábados de tarde Mocidade Portuguesa com o Zé Paixão Comandante em Chefe. Formávamos em paralelo, duas filas, baptizadas ali à pressa com um nome reguila. Eu era dos RASGA A MANTA. Lembras-te Zé ? …
Ser Sporting ou Benfica foi ali que tudo começou. O Sporting tinha os violinos, aquela linha avançada temível e o Benfica tinha Rosário, Arsénio, Águas, Rogério e Corona. Deu – me para o lado dos vermelhos, até hoje…
Os jogos de hóquei palmadinha, bola jogada no chão, com as mãos, grandes jogatanas. Conheci aí o sabor da vitória e da derrota. Aquilo era a sério.
O Ladari e o Manel Dias, o Barracosa, o Guerreiro, o Jesuíno, representantes dessa grande Instituição denominada CASA DOS RAPAZES.
Da minha turma o representante era o Zé Mateus Ferrinho Pedro. Alô amigo.
Na literatura portuguesa, penso que quem melhor escreveu sobre aescola, foi o homem de Mogadouro, José Trindade Coelho. Noutra óptica, Daniel Sampaio, também dá uma óptima panorâmica da força e da dinâmica dessa juventude guerreira. Trindade Coelho fala da Escola com amor.
Daniel Sampaio fala dos problemas da juventude que começam precisamente aí. Aquela alcunha colocada ao Dr. Raimundo, o professor de Geografia, é tal e qual como nós fizemos. Nós tínhamos o Sujo, o Pirpiri, o Fonética e por aí fora e eles chamavam Ratimundo ao Raimundo.
As Escolas Industriais e Comerciais, foram estabelecimentos de ensino técnico-profissional, concebidos e apetrechados para a formação de operários especializados e de quadros intermédios da administração.
A Geração de Ouro, que fala o Jorge Tavares.
A nossa Escola, preparou para a vida, ao longo da sua história, muitas centenas de operários especializados e técnicos comerciais e industriais, nas áreas do comércio, serralharia, marcenaria, electricidade e desenho. E também ofereceu cursos de trabalhos femininos, especificament destinados às raparigas.
Um nome inesquecível e grande pedagaogo; Professor Américo. Falarei dele e doutros, com amizade, consideração e respeito. É o lema costeleta.
Deixo um abraço a todos.
João Brito Sousa

UMA VIAGEM PELA EUROPA

Viajando



Farto do quotidiano e do ram, ram, tomei a decisão de sair do “burgo” e visitar, depois de consultar os “cardápios” das agências de viagens, três países da Europa Central Áustria, Hungria e República Checa. Esta viagem veio na melhor altura. Foi, como direi, um bálsamo para acalmar o meu pensamento sobre os controversos comentários de outros costeletas que me dirigiram.
Porquê, se a minha intenção era apenas de colaborar assinando com um nome suposto? Porque não entendermos que muitos fazem e outros tantos fizeram?
Mas..., vamos viajar!
Fiz a inscrição numa das agências de viagens turísticas (não menciono o nome para não fazer publicidade de borla). Entreguei o passaporte para as formalidades necessárias e, no dia aprazado, apresentei-me no Aeroporto da Portela para o respectivo “check-in”.
A viagem decorreu com normalidade. O grupo, em que figuravam alguns costeletas, era acompanhado por um representante da agência.
Já em Viena, fomos instalados num hotel de quatro estrelas. Um bom hotel.
Gostei de Viena. Recorda-nos a valsa. Viajamos a Salzburgo, uma cidade com 150 mil habitantes, onde apreciei a casa do grande musico Mozart. Depois Hungria, o país dos Magiares, Budapeste, com as suas pontes sobre o Danúbio e, principalmente, a ponde D. Carlos, local imprescindível de visitar e tirar fotografias. Paisagens lindas. Depois a República Checa. A estação principal de comboios. A feira de artesanato, onde é obrigatório a compra de objectos em vidro cristal. Lindos!
Regressamos a Viena, e aqui, passeando o grupo pelo centro da cidade dá-se um caso insólito. De repente ouviu-se um grito:
- Fui roubado!
Um dos componentes do grupo, gritava bem alto que lhe tinham roubado a carteira.
- E agora, o que faço? Sem documentos e sem os bilhetes de avião?
O representante da agência tentava acalmar o homem dizendo que ia tratar do assunto, não o podendo fazer de momento, por não ter o telemóvel, que ficara a carregar no quarto do hotel.
Eu, que ouvira toda a conversa, coloquei imediatamente o meu telemóvel à disposição para que fosse contactada a agência em Lisboa, no sentido de solucionar o regresso a Portugal. E assim foi feito e tratado a tempo. O casal não teria de ficar de quarentena à espera da respectiva repatriação. O regresso era no dia seguinte.
Gostei do passeio. De Viena, Budapeste e Praga, gostei mais de Praga e adorei Salzburgo, a terra da Sissi, como dizem.
Esquecendo aquele incidente, posso acrescentar que foi uma viagem em que a cultura foi um papel preponderante, com algumas fotografias dos lugares mais relevantes, para recordar.
Foi uma semana para retemperar energias. Foi salutar.
Estou de regresso. A pedido do meu amigo Maurício.
Um abraço para todos.
Inté

Alfredo Mingau

A ESCOLA

A ESCOLA (II)

Entrei na Escola das senhoras D. Lídia, D. Alda e D. Teresinha, em sua casa na Senhora da Saúde, tinha aí 5 ou 6 anos. Andava na escola paga, como se chamava a esse estabelecimento de ensino, digamos assim, e as senhoras eram as filhas do mestre Vicente, que tinham sido nossos vizinhos nos Braciais e pessoas conhecidas da minha mãe.
Fazia equipa com o meu primo Zé Louro, também costeleta e tínhamos que andar aí uns três quilómetros, mais coisa menos coisa, para lá chegar.
Um dia decidimos não ir à Escola e ficámos umas 4 horas por detrás dum valado, enquanto íamos desbastando o lanche. Chegámos a casa cedo demais e foi o diabo. Já ? … perguntaram as nossa Mães …
Aí, aprendemos as primeiras letras e o significado dos números, as dezenas, talvez. Creio que quando saímos de lá para a primária jásabíamos ler. Mas será que sabíamos ?... Cada vez é mais difícil ler, diz Lobo Antunes. E diz mais, “a leitura é uma coisa que se educa. Que se ensina e que se aprende. O problema, é que qualquer grande escritor tem de ensinar os seus leitores a lê-lo.”
Acho que sim.
Fiz uma escola primária com relativa facilidade, talvez mais por mérito da senhora D. Helena, a professora, mas eu também acho que tinha qualquer coisa no caco. E depois veio a Escola Industrial e Comercial, da qual tenho boas e más recordações, como é natural.
Entrei em 53 e, na altura, já lá andava o Jorge Tavares que, já disse aqui, era um excelente aluno. Mas havia muitos outros bons alunos que fizeram uma carreira académica e profissional com brilho, mentes brilhantes mesmo.
Cito um nome, sem prejuízo de outros, o Manuel José Coelho Guerreiro, de Paderne, por quem muitos me perguntam. O Manel está bem e está bom.
Sei disso porque às vezes falo com ele. Numa dessas vezes contou-me aquela cena da carta, ou postal, que o saudoso Zé Eusébio do BPSM lhe enviou, com a seguinte morada: Exmo senhor MJCG, rua do Lá Vai Um, PADERNE.
E a carta foi entregue ao destinatário.
E é aqui que eu me revejo. Nos bons amigos que consegui na escola e nos valores que, podemos dizê-lo, praticamos e são o lema da Associação.
VITALIDADE, FRATERNIDADE e SOLIDARIEDADE.
Viva a Escola.
João Brito Sousa

MANISFESTO




MANIFESTO.
Caros Amigos Costeletas

Sentindo na pele os prejuízos causados por indivíduos irresponsáveis, na minha casa e na dos vizinhos, escrevi este Apontamento, revoltado, mas fazendo votos que seja lido, compreendido, e sensibilize os Professores do Ensino Básico, os grandes formadores da nossa Juventude.

QUANDO ACABARÁ ESTA PRAGA?


Assiste-se diariamente a actos de puro vandalismo e destruição da propriedade pública e privada, não escapando os monumentos, as placas toponímicas e sinais de trânsito que por toda a parte se encontram conspurcadas por mãos sebentas e gordurosas de tanta porcaria.
A “arte" dos grafites exterioriza bem a confusão, o distúrbio, e até a loucura do que vai na mente de tais "pintores", cuja vocação pictórica se deve, talvez, à alienação mental provocada pelo consumo de drogas, álcool, e outros estupefacientes que leva uma geração a arruinar-se, a prostituir-se, e a perder a sua personalidade.
Que futuro se poderá adivinhar para uma Sociedade que se pretende evoluída, esclarecida, e democrática , que se pretende capaz de garantir a continuidade dos VALORES MORAIS que herdámos dos nossos avós ao longo de séculos pela experiência e saber humanos, e que todos os povos procuram preservar ?
Os responsáveis deviam debruçar-se mais sobre estes problemas, educando as massas Jovens nas Escolas de Educação Básica e Pré-primária, local onde começa a formação da personalidade de nossa juventude.
Não esqueçamos de que é nestas Instituições que se mo1da, se fortalece e consolida toda a personalidade do futuro cidadão, que queremos forte, saudável e capaz de assumir-se com toda a pujança, já adulto, na continuidade dos destinos do país e na prática democrática, no respeito pelos outros e pelo Património Cultural e Espiritual que é de todos.
Será que a preocupação maior de alguns responsáveis é a despenalização do aborto, o '"ensino'' da prática sexual, como se deve ou não dar continuidade à espécie humana, ou fortalecer o espírito juvenil com os verdadeiros pilares da Moral?
A vossa consideração e respeito
Maurício Severo Domingues

ERRAR É O QUE HÁ DE MAIS CERTO

quarta-feira, 21 de Outubro de 2009
ERRAR É O QUE HÁ DE MAIS CERTO
Aos poetas algarvios Manuel Madeira e António Ramos Rosa

MANUEL,
Todos os dias de manhã leio pelo menos uma das tuas cartas
Daquelas que escreveste ao ROSA
Manuel Lembras-te?
Naquela tua prosa que é poesia
Ou é poesia em prosa...
E que me deixa siderado... ou pregado
À tua obra
Que tem motivações de sobra
Para eu perceber que ser poeta é uma condição que está um pouco acima de mim
Mas eu não desisto
Porque eu digo e repito que já tenho visto
Alguns bem piores do que eu
A poesia será sempre a minha companhia
Inseparável
É ela que me ajuda a viver
E me trás a melodia
Da vida
É a poesia que me ensina.. diariamente
Que todos nós somos gente
Manuel Como eu sinto que tu tratas isso tão bem a tua poesia
E... Manuel, tanto que eu queria
Voar como um milhafre
E descer a pique .... como eles fazem tão bem
E sentir ao cortar o vento
A harmonia do momento
É que toda a gente pode ter tudo
Mas se não tiver poesia
É como se não tivessem nada.
É por isso que eu retiro das cartas poéticas entre ti e o Rosa
A expressão calorosa
De dois homens que estiveram no mesmo lado da barricada
E que calcorrearam a mesma estrada
E ainda não chegaram ao fim..
Porque a luta é desigual
E é por isso que o mundo esta mal.
Na África do Sul agora
Andam a perguntar de porta em porta
as nacionalidades de cada um
E quem não for da terra
Terá de se ir embora...
Chiça para isto.. é o que me apetece dizer...
A quem estiver por perto
E não haverá dúvidas
Que errar é o que há de mas certo
João Brito de Sousa

FARO CIDADE VELHA

FARO – Vila-a-Dentro”
De Alfredo Mingau

Nestes dias da Feira de Santa Iria, no Largo de S. Francisco, e passeando pela feira, senti o desejo de dar uma volta pela “cidade Velha”, “Vila-a-dentro”, como é conhecida.
Entrei pelo Arco do Repouso, uma das portas da cidade e, logo à entrada, apreciei aquela pequena capela, do lado esquerdo, Capela de Nossa Senhora do Repouso, nome aliado ao facto de El Rei D. Afonso III ali ter repousado, descansando da batalha da tomada da cidade aos mouros. Seguindo em frente deparamos com a estátua de D. Afonso III, no centro do largo com o mesmo nome, tendo à sua esquerda o Convento de Nossa Senhora da Assunção. Logo a seguir ao convento entramos numa rua que desemboca num pequeno largo onde estava instalada a fábrica de cerveja, hoje Museu de Arte Contemporânea, alguns armazéns de peixe, de vinhos e materiais de construção. Também, na Cidade Velha esteve uma fábrica de cortiça do alemão Frtz.
En frente ao largo D. Afonso III encontra-se a Rua Professor Norberto da Silva e, ao meio da rua, o prédio de dois andares, com o nº 12 onde, nas águas furtadas, esteve hospedado o saudoso Professor Zeca Afonso, a casa da D. Maria. Ao fundo a rua do Arco; toda esta zona com casas típicas da época.
Regressando à porta do Arco do Repouso, à direita de quem entra, fica a rua Rasquinho. Nesta rua funcionava a escola primária da Sé.
Tinha os meus oito anos e frequentava a segunda classe. Recordo que uma tia fez-nos uma visita, por altura da feira, e trouxe um cesto com medronhos, maduros, doces, deliciosos. Comi, enchi a barriga e fui para a escola. Recordo o meu parceiro de carteira ter dito à professora:
- Este menino está bêbado e quer vomitar.
- Então leva-o para o recreio.
E ainda me lembro, no pátio do recreio, ter chamado pelo “Gregório”.
Muito novo, ainda, foi a minha primeira bebedeira.
Ao fim da Rua Rasquinho, em frente, ficava a Polícia de Segurança Pública e à direita a porta principal da cidade Velha, o Arco da Vila. Voltando à esquerda e subindo fica a rua do Município, onde funcionava a Escola Tomás Cabreira, na altura dos anos quarenta, Industrial e Comercial. Hoje ocupada pela Polícia Judiciária. Ao cimo da rua e à esquerda o edifício da Câmara Municipal. O Largo da Sé, com a estátua do Bispo D. Francisco Gomes do Avelar, em frente o frondoso edifício do Seminário Episcopal de São José. À direita o então Museu Marítimo, e à esquerda a Igreja Matriz de Santa Maria, Igreja da Sé. Entrando à esquerda do edifício da Câmara, é a Rua Domingos Guieiro, onde funcionava a Biblioteca Municipal e a seguir o Tribunal Judicial da Comarca.
Os residentes na Cidade Velha, na zona da Rua do Arco, pescadores, mariscadores, calafates, corticeiros de fracos recursos viviam em união e de portas abertas aos vizinhos, que entrassem por bem. Davam o seu banho em alguidares de zinco em que a água era aquecida em panelas. As mulheres lavavam a roupa, à porta das suas casas, em tanques feitos de cimento. As refeições, geralmente de peixe, eram grelhadas à porta da rua, em fogareiros de ferro fundido, no carvão.
Existiam duas vendas (tabernas) junto da Porta Nova (Porta do Mar), uma do Brás a outra do Salvador (agora existe no local um antiquário). Ali bebiam o copo de três, o bagaço ou medronho, para “matar o bicho”, compravam o tabaco, e matavam o tempo com dois dedos de conversa e a que nunca faltava a cerveja e os tremoços.
Aos sábados ou Domingos, juntava-se muita gente para verem os casamentos, com o desfile das “madames”, bem aperaltadas para o efeito, ouvindo-se aqui e acolá comentários engraçados.
A distracção principal dos “Moces”, e também dos graúdos, era a bola. Disputavam-se, na terra batida do Largo da Sé, grandes partidas em que era utilizada a “trapeira” ou o “catchu´”
De dentro da Cidade Velha, formaram-se alguns bons jogadores; recordo o Zé Bento, o Balela e o Bentinho.
Era assim, naquele tempo dos anos 30-40, a Cidade Velha ou Vila-a-Dentro
E regressei à feira para, na barraca das farturas do Mestre Silva, comprar um “charingo” que acompanhei com um café quentinho.
Inté

OS COSTELETAS E SUA ESCOLA





quinta-feira, 22 de Outubro de 2009
OS COSTELETAS E A SUA ESCOLA - 1
Após interregno de alguns dias sem escrever no blogue, coloquei-me frente ao teclado do computador, pensando qual o tema do próximo texto. O condicionalismo temático a que o blogue está sujeito, particularmente dos temas que podiam dar mais "matéria" para abordar, obrigam-nos a redrobados cuidados e alguma imaginação. Confesso que não tenho muita imaginação para ficcionar e a fazer prosa sobre factos, corro o risco de me tornar repetitivo e consequentemente, de tornar os meus textos menos agradáveis.. Os temas acerca dos COSTELETAS e a ESCOLA, são sempre interessantes, e do agrado dos costeletas leitores.
Vou contar, neste e em próximos textos, algumas situações por que passei enquanto aluno da nossa Escola: Aula de dactilografia e alguns factos introdutórios:
Mestre Carolino, são-brasense de gema, carácter vincado pela sua naturalidade serrenha, pessoa de difícil trato.
Os meus 13 anos acabados de fazer, não permitiam uma saudável relação com os rompantes imprevisíveis do Mestre.
Colocar os dez dedos no teclado da máquina de escrever, que previamente tinha sido separado por uma cartolina, dividindo o "H C E S A R O P Z", e escrever com todos eles, particularmente com o mínimo, não era fácil. O mestre, com os seus quase dois metros de altura, cara sisuda e impenetrável, obrigava-nos a cumprir escrupulosamente os seus ensinamentos. Entrei para a primeira classe e o meu pai entregou-me um fio de ouro com uma cruz, que havia pertencido a minha mãe, já falecida, que sempre usei e ainda hoje uso. Certa dia, em plena aula, usava então a camisa com mais um botão desabotoado, porque estávamos no Verão, o que permitia ver o dito fio e a respectiva cruz, e sentado na carteira, com a Underwood na minha frente, vi que o mestre Carolino descia do estrado e vinha na minha direcção, de dedo espetado e de feições ainda mais carregadas. Imagine-se como tremi de medo, sem saber o que se iria passar. Quando chegou à minha beira, tocando na cruz e com voz de "barítono", disse: Sabes que isso é uma ostentação e por conseguinte, não representa qualquer acto de fé?!
De seguida, desabotoou a sua camisa no peito, e apontando para si próprio, perguntou-me: O que vês?
Atrapalhado, algo engasgado e a medo, respondi: Mestre, não vejo nada. De pronto contrapôs: Pois tenho aqui uma cruz, muito maior que a tua e de verdadeira fé.
Com o seu regresso ao estrado, finalmente acalmei e, garanto-vos que nunca mais levei a camisa desabotoada, para a aula de dactilografia.
Hoje, louvo este mestre. Muito embora nos tenha ensinado de forma austera, todos lhe reconhecemos as suas virtudes, quando ao tempo teclavamos a máquina de escrever e hoje, teclamos o computador. Não é fácil teclar com todos os dedos, especialmente o mínimo. Nós aprendemos! Obrigado Mestre Carolino.
Jorge Tavares (ver foto na galeria)
costeleta 1950/56

DO CORREIO

sexta-feira, 23 de Outubro de 2009
DO CORREIO
Em 1985 por motivos pessoais, decidi vir para o Brasil! no entanto como as noções que tinha do País eram limitadas ao que praticamente tinha aprendido na Escola, e embora as Novelas Brasileiras já fizessem parte do quotidiano português em que o horário das 20,30 horas era sagrado para grande percentual assistir ás mesmas!
Na generalidade quem viaja para lugares que não conhece, procura colher informações básicas sobre o destino para onde vai viajar, como na época não existia o acesso actual aos meios informativos que permitem entrar na internet e ver as informações sobre qualquer cidade no Planeta, enquanto os noticiários nos apresentam poucas horas depois os acontecimentos de maior destaque , Procurei em muitas Livrarias em Lisboa e a literatura informativa não foi além de um Livro sobre ecologia no Amazonas!
Habituado a Portugal em que de Norte a Sul a distancia pouco passa de setecentos quilometros , quem está em Lisboa qualquer cidade do País fica a poucas horas, ao chegar ao Brasil foi para mim um choque tomar conhecimento das distâncias entre as cidades que conhecia de nome: distância do Rio de Janeiro ás cidades do Norte,Nordeste e Brasilia
Belem = 3250 Km
Manaus 4374 Km
Fortaleza 2805 Km
Recife 2338 Km
Salvador 1649 Km
Brasília 1148 Km
Do Rio de Janeiro para o Sul
S. Paulo 429 Km
Porto Alegra 1553 Km
Num País quase continente com um Litoral de 7.491 Km. entendi que não conhecia nada sobre o Brasil. Morei 3 meses no Rio de Janeiro, Bairro de Copacabana Parte Sul da cidade a 200 metros do calçadão da Praia, tinha amigos na parte Norte da cidade "Pilares" e frequentemente me perdia quando os visitava, numa região metropolitana quase com 12 milhões de habitantes! acontecia ao regressar para Copacabana em que passando o Estádio do Maracanã acabava por ir para o Centro e seguia as Placas. O Rio de Janeiro sempre foi divulgado como cidade de muita violência, e naturalmente que ouvi alguns conselhos básicos sobre segurança, na realidade reparei que num local nobre da cidade tinha pessoas que nasciam, viviam e morriam na Rua. Nunca tive problemas com essa gente que por uns trocados me vigiavam o carro quando precisava estacionar, tive sim com o preço exorbitante nas oficinas auto! Os noticiários da Europa e Estados Unidos têm falado sobre os Incidentes nas Favelas, será que é por causa das Drogas? O consumo no Rio é cerca de metade do de Nova Iorque, e inferior ao da Alemanha! O Problema é mais Territorial nas próprias Favelas onde acabam por ser o endereço de parte dos milhares de migrantes que diáriamente chegam ás cidades, que sem estruturas para receber essa força que procura trabalho na maioria sem qualquer qualificação acabam excluídos e forçados a procurar as mesmas onde por baixo preço encontram abrigo. São os donos desses abrigos (favela) que fazem negócio, de certa forma a Novela duas Caras em que o António fagundos desempenhava esse papel, mostrou um pouco que não pode ser confundido com a realidade, em que as bases são onde existe um Bairro Rico, perto fica a favela onde moram parte das pessoas que trabalham no mesmo. Quase como no passado em que os senhores moravam na casa grande e os escravos nos barracos perto da mesma .
Saudações Costeletas.
António Encarnação

LÁGRIMAS





LÁGRIMAS



De Alfredo Mingau




Naquela manhã Braulio, tomando o pequeno-almoço com a esposa Virgínia, informou-a que estaria ausente por dois dias.- Onde te deslocas desta vez? Perguntou a esposa


Tenho umas reuniões importantes em Madrid, com vários clientes; assuntos muito importantes para a empresa. Desligarei o telefone para não ser incomodado. Não posso perder tempo, porque, vai ser muito apertado.


Despedindo-se, e pegando na sua pasta, Braulio Salvador entrou na garagem e saiu ao volante do seu Mercedes.


O empresário fizera os seus estudos na Escola Tomás Cabreira onde completara o 12º ano do Curso de Secretariado.


Com algum dinheiro herdado de seus pais, Braulio estabelecera-se como comerciante à frente dos destinos da sua empresa, comercializando na área de informática. A empresa vinha progredindo nos sectores primário e terciário. No primário como fabricante de “CHIPs” de memória para computadores pessoais e produzindo programas idealizados na empresa ou acedendo a encomendas dos seus clientes; no terciário, vendendo os seus produtos e outros que se relacionam com informática. Tanto o fabrico como a programação, tinham boa aceitação no mercado e a empresa, com uma dezena de empregados, mantinha-se com um bom ritmo de comercialização e uma boa perspectiva no futuro.


Dois dias depois da partida do marido, já perto do meio-dia, estava Virgínia Salvador no seu jardim a tratar das suas flores, quando o telefone tocou. Dirigiu-se apressada para a sala, levantou o auscultador e atendeu, “estou”. Do outro lado da linha, uma voz arrastada perguntou:


- E da casa do senhor Braulio Salvador?


- Sim, o que deseja?


- Desculpe incomodar, minha senhora, mas... como direi... Estou a falar da morgue e necessitava que alguém viesse identificar um corpo na sala mortuária, cujos documentos encontrados no morto dizem tratar-se de Braulio Salvador.


- Repita, por favor!


- Queremos ter a certeza de que o cadáver que se encontra aqui na morgue é do senhor Braulio Salvador.


Virgínia deixou cair o telefone, lentamente sentou-se numa cadeira e ficou estática, com o olhar no infinito.


- Está! Está! Ouvia-se a voz no telefone caído no chão.


Neste momento a porta da rua abre-se, entrando na sala Manuel Silva, sobrinho de Virgínia; estacou observando a tia que, sentada e com o olhar fixo, soluçava com uma lágrima a escorrer pelo rosto. Carinhosamente, sentando-se ao seu lado, perguntou:


- O que se passa tia, porque chora?


Com a voz embargada, titubeou


:- O tio... Manuel... o tio está morto… na morgue…, é preciso lá ir, por favor Manuel.


- Acalme-se tia, pode ser engano, eu vou saber.


Na morgue, o funcionário conduziu-o a uma sala fria e parou junto de um corpo, em cima da mesa de pedra, tapado com um lençol. Destapou.


- Reconhece?


Com a voz embargada pela comoção, fixando o olhar no rosto do morto, respondeu


- Não... não conheço!


- Vejamos este desta mesa, disse o funcionário, destapando o cadáver.


- Não... não sei quem é.


- Bem, só nos resta este.


E preparava-se para o destapar quando uma pessoa entra na sala exclamando:


- João, venha cá, tenho um assunto urgente e tenho pouco tempo.


O funcionário, olhando Manuel, disse:


- Verifique este, apontando para outra mesa, enquanto atendo o Dr. Delegado de Saúde.


Manuel aproximou-se da mesa, e comovido pela situação, lentamente começou a levantar o lençol pondo à vista uma carteira. Agarrou-a, abriu-a, e verificou que os documentos pertenciam ao seu tio; não se conteve, uma lágrima brotou e um soluço embargou-lhe a voz e, dirigindo-se ao funcionário que se aproximara:


- É de facto o meu tio, não tenho coragem para lhe ver o rosto.


- Muito bem, devem contactar uma agência funerária, para tratar dos trâmites legais e levantarem o corpo. Já aqui tenho o óbito assinado pelo Dr Delegado de saúde.


- Como foi que isto se deu? Perguntou Manuel.


- Segundo testemunhas, este senhor tropeçou na calçada e caiu desamparado, batendo com a cabeça no degrau de uma porta. Morte instantânea. O INEM não pode fazer nada.


Manuel saiu, curvado pela dor. Tinha uma grande estima pelo tio e era, por assim dizer, o braço direito na parte administrativa da empresa.


Passou por uma agência funerária e, logo de seguida, dirigiu-se para casa para fazer companhia à tia naquela hora de amargura.


Duas horas depois destes acontecimentos, a agência funerária telefonou, informando que tudo tinha sido tratado e que o corpo se encontrava na Igreja da Misericórdia, em câmara ardente.


Informada pelo sobrinho, Virgínia vestiu roupa de cor escura e desceu as escadas que conduziam à sala, onde o sobrinho aguardava.


- Vamos Manuel, disse, dirigindo-se para a porta da rua, sobraçando um bouquet de flores que colhera do jardim.


Abrindo a porta, Virgínia ficou estática, as flores caíram no chão; na sua frente com a chave na mão para abrir a porta, estava o marido.


- Salvador! Gritou Virgínia lançando-se nos seus braços, enquanto lágrimas de alegria corriam pelo rosto.


Já na sala, sentados no sofá, perante a admiração do sobrinho, tudo se esclareceu.


- À saída da empresa, quando me dirigia para o estacionamento, um indivíduo deu-me um encontrão, antes de entrar no carro. Depois dei por falta da carteira. Portanto o morto deve ser o ladrão. Coitado!


- A culpa também foi minha tio, disse o sobrinho, quando vi a carteira, não tive coragem para ver o rosto.


- Tantas lágrimas que eu chorei, Salvador! Tantas lágrimas.

O POSTAL








Os espaços urbanos evoluem lentamente.
O registo da transformação de toda uma área delimitada por ruas, jardins ou praças, evidencia-se e acentua-se melhor, quando nos cruzamos com um antigo Bilhete Postal Ilustrado, que um mero acaso nos fez encontrar no fundo de um qualquer baú, descoberto por entre teias de aranha, num escurecido e esconso canto de um velho sótão.
Eles não só historiam a evolução do espaço urbano; aquela rua, aquela janela, porta, ou ainda aquele resistente banco de jardim, mas também nos transportam a um passado, por nós intensamente vivido e que só agora mais amadurecidos, tomamos consciência, que a adolescência e a sua ingenuidade, tornavam imortais, aqueles efémeros momentos.
Essa frustrada imortalidade, faz com que eu os contemple com um comovente encanto.
Que pormenor encerra este postal, que nos conduz a um velho amigo costeleta, que, infelizmente já não se encontra entre nós?
Qual a particularidade que o faz recordar?
Quem era o costeleta?
Jaime Cabrita Reis

SONETOS IMPERFEITOS.

SONETOS IMPERFEITOS.

É a minha poesia em forma de soneto que não é soneto. Os aspectos fundamentais que privilegio são a mensagem, o ritmo, a musicalidade...Vou escrever a minha poesia, com amor. Gosto de escrever e devagabundear por aí.
Queria deixar registada aqui, no SONETOS IMPERFEITOS, a minha forma de pensar. Já publiquei um livro de ficção que foi um sucesso relativo junto daqueles que me conhecem.
Verifiquei que ainda não ultrapassei as fronteiras de mim. Mas venderam-se alguns exemplares e estou motivado para continuar.
A poesia em geral e a minha poesia em particular é um gesto, é uma atitude, é a vontade de dizer, é escrever uma ideia, é a forma de comunicar que mais me adapto.
Tenho centenas de poemas feitos que me agradam a mim e a mais alguém, mas que não agradam nada a outros. Mas eu quero escrever assim, bem ou mal, porque isso é sempre reconfortante ...
Escrever poesia, ou escrever a minha poesia, para mim é tão importante como sentir o cheiro de uma flor, como tirar partido dabeleza de uma paisagem, como observar a harmonia de uma frase, como verificar a serenidade de uma mulher bonita, como observar a leveza de uma corsa, como ter consciência da visível bondade de Jesus Cristo, como absorver uma verdade filosófica ou uma pintura de Picasso, ou observar a ingenuidade do Samona, meu cozinheiro na Companhia de Diamantes em Angola, de 1983/ 87.
A poesia traz-nos para dentro da vida e ajuda-nos a perceber essa mesma vida, o lado bom e o lado mau. Com a poesia apercebemo-nos do equilíbrio necessário para nos colocarmos diante das dificuldades do dia a dia. A poesia ajuda-nos a ser melhores pessoas porque nos traz verdades na sua forma mentirosa de estar. A poesia pode não nos tornar felizes mas evita que possamos ser infelizes, como disse Mário Vargas Llosa.
Os poetas às vezes mentem.
O poeta é um fingidor, disse Pessoa.
Tenho inveja dos poetas disse António Lobo Antunes.
Trago sempre um poema no bolso disse Miguel Veiga
Não conto as sílabas. Quero é dizer coisas em verso.
E com amor.
Um dos SONETOS, inseridos na obra

ESCREVER
(à minha professora primária)

É uma necessidade que gosto de satisfazer.
E que sinto me ajuda a ser melhor pessoa....
E porque é isso mesmo o que eu quero ser
Sinto-me orgulhoso de possuir essa coisa boa
Que é a vontade e necessidade de expressar
O desacordo que há entre mim e a humanidade
Porque eu gostava que pudéssemos mostrar
Que entre todos nós haveria solidariedade...
Camarada... sim... por que não... qual é o mal?..
Não se assustem amigos… o homem é igual …
E o caminho a percorrer é apenas o da verdade..
Um homem que se preza terá de ser honrado...
E isso, na família e escola deverá ser ensinado
Para nas obrigações e direitos haver igualdade.

João Brito Sousa

DO CORREIO






DO CORREIO
Para si, prezado amigo Rogério
O meu abraço e muito obrigada,
por ter transmitido, ao nosso amigo
Comum, Maurício Severo, o meu "recado".

Para si, meu especial amigo, Maurício,
Não sei como lhe agradecer, tanta dedicação
E fomentar, com sinceridade a minha simples poesia, muito obrigada.
um grande abraço

Ao Senhor Professor João de Brito de Sousa.
não sei o que dizer.
mas sinto-me muito honrada, por
apreciar a minha modesta lírica,

Brevemente enviarei alguns textos
até breve saudações literárias
Prezado Senhor
Professor Alfredo
Foi, com muito agrado, que recebi a sua mensagem e agradeço o interesse pelos meus contos e crónicas, que enviarei brevemente.
um grande abraço
Maria Romana
25 de Outubro de 2009

DO CORREIO

A minha identificação:
Antonio Viegas Rodrigues Palmeiro
Rua de São Sebastião, 9
Apartado 127565
Alvalade Sado
Associado 485
Pela primeira vez optei por uma intervenção, uma vez que sobre o assunto, muitas são as coisas que directa ou indirectamente me tocam profundamente.
Ao ler as noticias no blogue deparei-me com uma matéria do nosso colega António Encarnação sobre o assunto em epígrafe que me acho deveria ter um mais amplo desenvolvimento, tal é o melindre da questão em apreço.
Antes de continuar gostaria de referir que residi durante vários anos no Brasil, concretamente em São Paulo capital e também em São José dos Campos, também no Estado de São Paulo. Viajei pelo Brasil durante 10 anos, viagens de 30 dias com contempladas com 15 de descanso no final. Conheço mais Brasil do que muitos brasileiros e tenho por aquele País o maior respeito e pelo seu povo uma grande admiração.
Quando falo aqui em povo é o povo mesmo, quero aqui destacar o sertanejo. Tenho pelo sertanejo uma profunda admiração, é honesto e respeitador, desconfiado no inicio mas depois de conhecer bem é amigo e leal.
Sobre o mais do que comentado video, entendo, contrariamente ao colega Encarnação, que o caso não poderia passar em brancas nuvens.
Sobre o derrube o helicóptero, sendo um assunto que só aos brasileiros diz respeito é preocupante. Permito-me transcrever o título de uma matéria desenvolvida hoje, dia 23 de Outubro, na Revista VEJA on line: "UMA PROVA DE FOGO As cenas de um helicóptero pegando fogo no ar, abatido por tiros de um fuzil, deram ao mundo a dimensão trágica que o banditismo atingiu no Rio de Janeiro. A sede da Olimpiada 2016 já tem seu maior desafio, desbaratar as quadrilhas, prender os criminosos e libertar os bairros sobre o seu comando" Esta será matéria desenvolvida na VEJA a sair para as ruas no próximo dia 28. Pela minha parte apenas um comentário: Façam isso, limpem a área, mas não exportem para cá mais bandidos, a Costa da Caparica e a Bela Vista em Setúbal, estão rebentando pelas costuras, não comportam nem mais um. No entanto todos os brasileiros de bem e que venham por bem, certamente serão recebidos de braços abertos, como eu fui quando um dia resolvi fazer do Brasil a minha segunda Pátria.
A história da violência no Brasil é muito mais profunda do que uma análise superficial pode fazer crer. Nem o Brasil se resume ao Rio, a S.Paulo ou a Belo Horizonte. Estatistica recente considera o Recife a cidade mais violenta do Brasil.
Quanto ao video não vou fazer mais comentários vou enviar em separado o dito cujo e manter no mesmo o comentário feito por uma amiga brasileira.
Se puderem ouçam umas noites de poesia de Catulo da Paixão Cearense, declamadas no linguarejar matuto, de preferência observando o luar do Sertão.
Quem o faz uma vez jamais esquece.
Um abraço costeleta
Antonio Palmeiro
NOTA: - Manda uma foto, em anexo, via e-mail
P

A ESCOLA (III)

A ESCOLA (III)
ANO LECTIVO 1960/61


Foi o meu último ano na Escola Industrial e Comercial tendo frequenteinesse ano, a Secção Preparatória que dava acesso ao InstitutoComercial em Lisboa e ao Magistério Primário. Academicamente foi umbom ano escolar, pois fiz as Secções com aproveitamento e os exames deadmissão ao Instituto Comercial e ao Magistério, onde ingressei em Outubro de 61 e no ICL dois anos mais tarde.
A malta do meu tempo, nessa Secção, eram, na fila do meio, a Celina e a Fátima Oliveira, o Morgadinho e o Manuel Jacinto, o Quinta Nova e o Elói, o Firmino Cabrita Longo e eu. Fila da esquerda, Isabel Gregório, Teresa Xufre, Zé e Chico Gabadinho. Fila da direita, Helena Caravela,José Andrez, Luciano Machado, João Mário Mascarenhas e …
Professores, o Dr. Queiroz a Literatura e o Dr. Jorge Monteiro a Matemática e Física. No primeiro teste de matemática tive 4 e o Xico Gabadinho e o Luciano Machado tiveram 20. Vai daí fui para aexplicação do Capitão Vieitas, com o Zé Guta e a coisa compôs-se.
O Dr. Queiroz, dava uns toques na Literatura mas não era uma sumidade, ensinava q.b.
Excelente, excepcional mesmo era o Dr. J. Monteiro, que ao tempo era o Director da Escola. Foi um grande professor e um grande amigo.Encontrei-o mais tarde, algumas vezes em Lisboa.
As aulas do Dr. Jorge Monteiro eram duma clareza acima da media edadas num clima de respeito, silêncio e disciplina. Não havia foliasna aula do Dr. Monteiro. Era um ambiente de total aderência à causa deaprender. A Escola cumpria o seu papel, colocando-nos o prof. àdisposição, o Dr. Monteiro, que nos dava as aulas e nós aprendíamos asmatérias. Era isto, sem tirar nem pôr, o que acontecia.
Como é sabido, o processo de aprendizagem escolar hoje, vive, na generalidade, uma crise profunda, com os professores reclamando dobaixo nível de compreensão dos alunos.
Com o Dr. Jorge Monteiro não era assim, porque o seu método de ensino estimulava o gosto na aprendizagem.
Aprender, consiste num processo activo de interpretação pessoal da informação recebida, tendo como objectivo, a actualização e ocrescimento cultural e técnico do aluno.
Nas aulas do Dr. Jorge Monteiro, nós aprendíamos porque o professor sabia não só da matéria, mas sobretudo, expor.
O Dr. Jorge Monteiro foi dos melhores professores que tive em toda a minha vida.
Deixo estas notas, em honra (ou memória) desse grande pedagogo e amigo.
Porque era competente.
Saudações para todos do
João Brito Sousa

CADADE DE FARO





Estátua de D. Afonso III



“A CIDADE EXTERIOR”




De Alfredo Mingau




Nota de Abertura pelo autor


Facto Típico para a Época




Agora, que estamos quase no S. Martinho, recordo…, quem não se recorda de, “Naquele Tempo”, em que a “malta” juntava-se em grupo, arranjava um caixote, colocava dois paus compridos e pregava-os por baixo e estava feito o “andor”. Sentava-se lá dentro o mais levezinho, com a cara pintada, um grande bigode, uma chucha na boca, uma vela acesa dentro do caixote e… lá ia a malta com o andor aos ombros, a bater às portas e, até, entrar pelo café Aliança a cantar:


S. Martinho lapa


Vamos ao larapa,


S. Martinho vinho,


Vamos ao copinho


E a “Malta” recebia os donativos que eram, depois, divididos pelo grupo.




Exterior da “Cidade Velha” – Algumas Figuras Típicas




Falámos da “Cidade Velha – Vila-a-Dentro, mas fica um “vazio” se não nos debruçarmos sobre o “exterior, fazendo um circuito pedonal recordando, também, a cidade junto ao exterior da muralha, lançando a vista um pouco mais além.


Saímos pela “Porta Nova”, “Porta do Mar” como é mais conhecida, e apreciamos em frente, a Ria Formosa com os navios da Marinha, a “Bicuda” e a “Azevia” fundeados nas quatro águas. Aqui a passagem de nível com o letreiro “PARE, ESCUTE, OLHE” e, mais à frente a ponte dos barcos, com alguns a descarregar o pescado, vendo-se ancorados os de passageiros que faziam a carreira para a Praia de Faro (Ilha de Faro como era e é mais conhecida). “O Praia de Faro”, da empresa de camionagem António Evaristo dos Santos, o “Ria Formosa”, o “Isabel Maria” do Mestre Cantiguinha, o “Gavião” e o “Alegria”, estes dois do “Chico Alemão”.


E, voltando à direita, deparávamos com o pavilhão da praça do peixe, tendo atrás o apeadeiro das “Portas do Mar”; encostados à muralha as barracas de roupa e quinquilharia com a central eléctrica em frente. Logo a seguir entrávamos no pavilhão da praça, pavilhão fechado, com os talhos e lugares fixos de verduras e frutas. Saíamos da praça e apreciávamos o mercado ao ar livre, tendo à sua direita, encostados à muralha, as Finanças com a sua escadaria íngreme, alguns armazéns de marisco e venda de isco para os pescadores desportivos.


À esquerda a ponte da CP que dividia a Doca da Ria, ponte rotativa, que se abria no intervalo da passagem dos comboios para que as barcaças de carga, encostadas ao cais, pudessem sair e entrar.


Ao fim do mercado ao ar livre, antes do Jardim Manuel Bívar, os vendilhões da “banha de cobra” e um outro que colocava os seus artigos sobre uma esteira, e gritava com as mãos em concha:


- “Erva bicha! raiz da abrótea!, areia para arear! Cágados!


Dava piada porque a areia era para as senhoras limparem os tachos e não os cágados…


E, no Jardim Manuel Bívar, ao fundo, junto e em redor do coreto, os engraxadores e, de vez em quando apareciam algumas figuras típicas como o “Cuco” com a sua malinha cheia de rótulos colados, o “Zezinho dos Cães”, com eles atrás, o “Menino Chico” com as suas castanholas, o “Toquim”, que tinha como hotel as barcaças e dizia que era um “galã do cinema” depois de, lá ao fim do “espaldão” e junto da Capela de S. Luís, ter colaborado na rodagem do filme “Um Grito na Noite”, dando um grito ao pé de uma grande fogueira, a arder em frente da Capela; o “Arpanço” que fazia recados e transportes com uma carreta de mão e que, com uns copitos a mais, deixou-se dormir com uma perna sobre a linha do comboio e só acordou quando o comboio a decepou; a “Maria das Bananas”, baixa, atarracada, pernas arcadas cabeludas, bigode farfalhudo, pés grandes, corria a cidade com o cesto sobre a anca seguro pelo braço, matraqueando com os chinelos na calçada; parava, punha a cesta no chão, e gritava o seu “pregão”:


- Éééé!... Sóóóó!... Cinco tostões a banana!; Alcagóitas torradas!


Os “moces” metiam-se com ela e, da sua boca desdentada, saiam todos os impropérios e corria atrás deles com um pau, que trazia no cesto.


Voltemos ao circuito e, saindo do mercado, sempre ao redor das casas encostadas à muralha, o Governo Civil e, logo a seguir, a porta principal da cidade, o “Arco da Vila” com o seu relógio lá no alto, o hospital e a Igreja da Misericórdia em frente. Logo a vidreira e em frente, junto da muralha, a esplanada do cinema. Seguindo, e dando a volta, lá estava o “palácio do Belmarço”, ainda lá se encontra a decompor-se. Depois passamos pela “Porta do Repouso”, (“Arco do Repouso”) e entramos no Largo de S. Francisco. À esquerda o refeitório económico, a Igreja de S. Francisco e o Quartel de Infantaria 4. Junto da muralha alguns armazéns em que um deles, de barcos, íamos encontrar o “Coelhinho”, grande atleta em argolas, fazia o seu espectáculo para a malta apreciar. E, para finalizar este circuito, ao fundo o apeadeiro de S. Francisco, a passagem de nível sem guarda, PARE, ESCUTE, OLHE, para dar passagem para o cais do Neves Pires e para as salinas.


Espero que tenham gostado de memorizar e recordar, a cidade exterior, em redor da muralha do castelo e… nos anos 30/40…




NOTA:- A cidade de Faro foi elevada à categoria de Cidade, no dia 7 de Setembro de 1540, por El-Rei D. João III, pela seguinte razão: “O lugar é sadio e abastado, está no meio do Reino do Algarve e muito a propósito de nele poder estar a Sé”


Inté


Alfredo Mingau


COMENTÁRIOS

MAURICIO disse...
ALFREDO
NÃO POSSO DEIXAR DE APLAUDIR
TÃO BELA DESCRIÇÃO DA VÉLHA CIDADE,
AS SUAS MURALHAS E TUDO O QUE A
RODEAVA.
SÓ DE UM MESTRE, DE UMA MEMÓRIA
INVEJÁVEL QUE NÃO DEIXA ESCAPAR A
MAIS PEQUENA REFERÊNCIA A SITUAÇÕES
VIVIDAS POR UMA GERAÇÃO DE PESSOAS
QUE CALCURRIAVAM ESSES LUGARES QUE
LHES ERAM FAMILIARES.
O MERCADO, A PRAÇA DO PEIXE , A
CENTRAL ELÉCTRICA, A PORTA NOVA, O CAIS DE EMBARQUE PARA A ILHA,
TUDO ISTO NOS ENCHE DE SAUDADES .!

É TUDO ISTO QUE DEVEMOS RECORDAR,
ENTREGAR ÀS NOVAS GERAÇÕES UM
PATRIMÓNIO CULTURAL E HISTÓRICO
QUE VAI ENRIQUECER O CONHECIMENTO
DA HISTÓRIA DA CIDADE DE FARO.
DEIXEMO-NOS DE "VERUGAS", DE
"FERROADAS" QUE SÓ PROVOCAM MAL
ESTAR E PRURIDOS , E DEDIQUEMOS O
NOSSO ESPAÇO A DISTRIBUIR CULTURA,
A RELEMBRAR UM PASSADO JÁ DISTANTE,
QUE TODOS TERÃO PRAZER EM RECORDAR.

MAIS UM ABRAÇO DO

MAURÍCIO S. DOMINGUES


,

26 de Outubro de 2009 22:23


Anónimo disse...
Meu caro Maurício
Eu sabia que ias gostar e recordar como era a cidade naquele tempo.
As recordações causam "saudade"; é um sentimento natural que nos causa "tristeza" ou "alegria" no pensamento íntimo de cada um de nós.
Um abraço
Inté
Alfredo Mingau

26 de Outubro de 2009 23:30


antoniojce@yahoo.com.br disse...
prezado Alfredo
Admiro sua memória !
Ao relembrar da nossa cidade, suas figuras e dos próprios nomes e outros pormenores que em alguns casos estão na minha memória mas, de forma parcial ! nem imagina quantas vezes me tentei lembrar da imagem do Zézinho Barão , até do desenho dele que numa altura foi exposto , mas não do nome.
também da armação de Faro para a captura do atum não me recordo , mas sim do que ficou !
Os meus Parabéns pelos bons trabalhos que tem apresentado .
antonio Encarnação

27 de Outubro de 2009 18:02

a propósito das efemérides





segunda-feira, 26 de Outubro de 2009
UM POUCO DE HISTÓRIA
A PROPÓSITO DAS EFEMÉRIDES

1823- Conjura de D. Carlota Joaquina e D. Miguel para depor D. João VI.
D. JOÃO VI, nasceu em Lisboa no dia 13 de Maio de 1767 onde faleceu no dia 10 de Março de 1826. Rei de Portugal, reinou de 1818 a 1826. Era filho de D. Pedro III e de D. Maria lsabel.
Por motivo do problema mental de sua mãe, passou a governar desde 1792, porém só se tornou Príncipe Regente a partir de 1799. Em 1816, com a morte da mãe, D. Maria, subiu ao trono e em 1818 foi aclamado Rei de Portugal, do Brasil e Algarves.
Fundou o Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves nesta mesma época. Era casado com D. Carlota Joaquina da Espanha. Pai de nove filhos, um deles Pedro que seria imperador do Brasil.
Em virtude do conflito entre França e Inglaterra, o seu governo teve um período de grande intranquilidade. A fim de prejudicar a Inglaterra, Napoleão decretou o bloqueio continental. Quando Portugal foi invadido pelas tropas de Junot, a família real portuguesa com toda a corte embarcou para o Rio de Janeiro.
Ao chegar ao Brasil, D. João declarou livres as indústrias brasileirase abriu os portos do Brasil ao comércio estrangeiro. Passou depois a residir no Rio de Janeiro. A D. João VI deve-se a fundação da Academiade Belas Artes do Rio de Janeiro, registando-se também importantes movimentos militares que proporcionaram a ampliação das fronteiras, do País.
Em 1821, a família real e sua corte seguiram para Portugal, deixando aqui o herdeiro do trono português, o Príncipe D. Pedro, que ficou como regente. Chegando a Portugal, D. João VI foi obrigado a assinar a Constituição, mas, seu filho D. Miguel organizou um movimento absolutista, que vitorioso, repôs D. João como Rei absoluto.
A 31 de Maio de 1823, D. João VI, na «Proclamação aos habitantes de Lisboa», escrita em Vila Franca, afirma rejeitar o poder absoluto, prometendo respeitar as liberdades individuais e que assentaria brevemente as bases de um novo código para a felicidade dos súbditos,
È nomeada uma Junta, para preparar a nova Constituição, presidida pelo marquês de Palmela e integrava 14 membros, entre os quais Trigoso de Aragão Morato e outros nomes representantes do tradicionalismo reformista.
A Junta, nomeada a 18 de Junho de 1823 terminará a sua tarefa em Dezembro seguinte, sem resultados práticos.
Projecto frustrado de conjuração, envolvendo D. Miguel e D. Carlota Joaquina, para afastamento de D. João VI, que deveria ser preso em Vila Viçosa e substituído no trono por D. Miguel em 26 de Outubro de1823.
Investigação e recolha de
JOÃO BRITO SOUSA
Publicada por Associação Antigos Alunos Escola Tomás Cabreira em 23:57
1 comentários:
A.Gabadinho disse...
Autêntica lição de história, ou não fosse um Professor que a lecionasse.

Cumprimentos

AGabadinho

27 de Outubro de 2009 6:06

uma sugestão

quarta-feira, 28 de Outubro de 2009
UMA SUGESTÃO
O blogue tem apresentado bons trabalhos, que vão desde poemas, história de Costeletas a relatos sobre a cidade e suas personalidades típicas nos últimos 60 anos, escrito por narradores com memória privilegiada que estão apresentando a História que dificilmente será transmitida num futuro a médio ou longo prazo! Por não se tratar de personagens famosas por qualquer feito extraordinário que tivesse despertado a atenção Nacional como os de Olhão, exemplos do Bugre que há cerca de 200 anos, foi até ao Brasil informar D. João VI da expulsão dos Francesas, e do caso muito comentado já no nosso tempo, ano de 1959 dos Olhanenses José Rodrigues Belchior e sua companheira Felismina que foram de Olhão a Porto Seguro (Brasil) num pequeno veleiro de 6,50 metros de comprimento e 2 metros de boca o Natália Rosa, que fazem parte da história da cidade. Daí esta minha sugestão para alguém selecionar as publicações dos Costeletas e das figuras pitorescas apresentadas da nossa cidade, que tenha possibilidade de acesso para que fiquem disponíveis na posterioridade em algumas bibliotecas ou Museus, e que daqui por exemplo a uma centena de anos nossos descendentes tenham possibilidade de conhecer as denominações de Costeletas, Bifes e dessas figuras!Não temos informações semelhantes por exemplo entre 1850 a 1950, porque não deixar-mos a salvo este valioso espólio que faz parte do blogue Costeletas!Ao mesmo tempo peço a outros Costeletas que não sendo de Faro, mas estudaram na nossa Escola, que escrevam sobre a vossa localidade e suas figuras pitorescas para o mesmo, já que tivemos colegas desde Albufeira a Tavira .
Saudações Costeletas
António Encarnação
NOTA:- Já aqui foi dito que está a ser preparada uma "Colectânea" com as melhores publicações que aqui foram colocadas. Roma e Pavia...
Quanto à sua informação do "bugre" que hà 200 anos saiu de Olhão e foi ao Brasil, o barco é um "caique". Uma réplica deste barco encontra-se em exposição, na Ria, junto ao Mercado de Olhão.
Moderador

DO CORREIO

DO CORREIO
O Colega António Palmeiro tem muita razão!
O Brasil não pode ser generalizado, mas de facto tenho ultimamente recebido Notícias sobre Brasileiros em Portugal, o que mudou um pouco minha idéia sobre se seria preconceito dos Portugueses sobre emigrantes como o que existiu sobre retornados, Africanos etc.?
No entanto após algumas pesquisas confirmei que não é descriminação!
Há mais de uma dezena de anos quem ganhasse salário no Brasil não tinha hipótese de emigrar para Portugal, já que seria necessário juntar o salário de mais de um ano para pagar a passagem, e nessa forma o fluxo se limitava a pessoas da classe média baixa, ou então a fugitivos da policia que procuravam outras áreas de actuação, extensivo também á prostituição!
Em 1985 perante um advogado brasileiro. alguém que me acompanhava falou sobre Máfia, ao que o mesmo ofendido retrucou “ O Brasil não tem Máfia, tem é Ladrão “ e outras pessoas acrescentaram sobre o facto do Poder do jogo do Bicho que até os ladrões não se intrometiam com os intervenientes! Altura em que até o Banqueiro Ivo Noal emprestava seus Helicópteros á policia para algumas operações .Não é só a Costa da Caparica alvo dos Bandidos Brasileiros , mas quase todo o País, até me afirmaram que o Pior assalto que um cidadão pode ter é o de Brasileiros, já que além de assaltar também matam para não deixar testemunhos!
Aqui sempre que Brasileiros são barrados nos Aeroportos de Lisboa ou Espanha, ficam ofendidos e há cerca de um ano em represália aqui chegaram mesmo a barrar a entrada de Alguns Turistas Espanhóis! É uma realidade que nada tem a ver com as entidades de exportação/emigração, porque mais de metade de brasileiros são emigrantes ilegais.
É lamentável para aqueles emigrantes da mesma Nacionalidade que trabalham honestamente e acabam por ser prejudicados com a fama dos marginais! Sobre o Vídeo da Maite Proença, também ouvi o vídeo das desculpas? me relembraram aqueles entrevistados que ao lhes fazer uma pergunta directa, o entrevistado responde com um tema diferente, que aqui o Brasileiro brinca com tudo até com o Presidente da República não ter cursos superiores etc. é aquela resposta em que gostam de brincar com os outros mas ficam ofendidos quando brincam na mesma forma com eles! Assim que for possível enviarei mais informações sobre este Pais com 27 Estados em que alguns Portugueses conhecem mais do que um percentual superior a 50 % dos Brasileiros.
Saudações Costeletas
António Encarnação

FALAR DOS NOSSOS.....

FALAR DOS NOSSOS.....
No passado sábado, na revista NS que o Diário de Noticias publica como suplemento, deparei-me com um texto que evocava o costeleta Rafael das Neves Correia. Resolvi transcrevê-lo para o blogue, não só que todos nós gostamos muito dele, como o mesmo representa uma fresta aberta da janela que permite "ver" o que foi a vida profisional do Rafael. Reproduzo o texto, sic:
O ADEUS DE "LUGAR AO SUL
" Durante quasi trinta anos, Rafael Correia gravou os sons em extinção do Portugal profundo. Saído do ar em Agosto passado, ao fim de quase trinta anos, LUGAR AO SUL foi um programa semanal, aos sábados, que tinha um público fiel.
O autor reformou-se e o programa desapareceu. O nome justificava-se por ser emitido de Faro ( RDPSul) e não porque a sua intenção de pesquisa se limitasse ao sul do país.
Foi obra de Rafael Correia, talvez um dos últimos homens "sem rosto" da rádio. O autor correu o país, de norte a sul, com um propósito simples: ouvir gente, gravar os sons dos seus ofícios, as suas lembranças e inquietações num trabalho de recolha que difícilmente se repetirá. Fora isso, era como se o autor não existisse.
Só nos últimos dez anos, porque a energia física já fosse a mesma, limitou as suas incursões ao Alentejo e ao Algarve. Era um programa sem pressas: durava duas horas, as perguntas não se atropelavam e o ritmo de quem falava era respeitado. A constante, hoje, tende a ser o atropelo.
Noel Cardoso, chefe de produção da RDPsul, diz à NS, que o programa foi um marco e que o feed back era alto, o que contrastava com a indisponibilidade de Rafael Correia se dar a conhecer para lá do programa que fazia.
"Era muito metido consigo mesmo, pesquisava sózinho, ia sózinho aos sitios e montava-o sózinho".
E não seria muito amigo de novas tecnologias, preferindo trabalhar com as máquinas que conhecia. Se alguém lhe telefonava ( não obstante o exército de fiéis de um programa tão discreto como as vida que retratava) não atender era a regra. Encontrá-lo foi impossível. Reformou-se e nunca mais ninguém o viu na RDP em Faro, onde o correio se acumula e aonde não voltou a recolher.
Texto
J.A.Souza
Rafael, se e quando quiseres, sabes sempre aonde nos encontrar. Caso te seja inviável, contacta, e nós iremos ter contigo.Um grande e forte abraço da familia costeleta, crente de que esta é a expressão da vontade colectiva.
Jorge Tavares
costeleta 1950/56

terça-feira, 10 de novembro de 2009

UM TEXTO SOBRE A CIDADE

UM TEXTO...DIÁRIO, SEMANAL, MENSAL...OU DE VEZ EM QUANDO

RECORDAR CIDADÃOS FARENSES


A cidade de Faro é e sempre foi parca em acontecimentos sociais, que motivassem grande aglomeração de farenses. Por isso, recordo alguns que marcaram profundamente a minha (nossa) juventude:
- A passagem do General Humberto Delgado pela cidade e o ajuntamento de milhares de pessoas na baixa, com alguns mais afoitos transportando o general em ombros, até ao Hotel Aliança.
- A subida do Sporting Clube Farense à primeira divisão nacional, pela "batuta" da família Guerreiro. Quando o autocarro que transportou os jogadores chegou à baixa, eram milhares de farenses a saudá-los, vitoriando o enorme feito desportivo.
- A procissão de Sexta-feira Santa , vulgarmente apelidada pelo povo como procissão do Senhor Morto, que saía anualmente da Igreja da Misericórdia, também juntava (e junta?) na baixa e nas ruas por onde passava, centenas de pessoas.
- Na época carnavalesca, especialmente no mês que antecedia os três dias de festejos de Carnaval, às Quintas-Feiras e aos Sábados, as ruas de acesso às colectividades que recebiam mascarinhas - Artistas, Musical, Grémio, Farense, Ginásio, Sport Lisboa, etc - enchiam-se de milhares de farenses para as ver passar, receber uma carícia e festejar com um " Olá Mascarinha, quem és tu?"
Esta introdução, pretende recordar um evento, que reuniu igualmente milhares de pessoas, e que embora não fosse de festa, foi pelo menos de curiosidade.
Lembram-se do Sr. Oliveira? Quem era? Tipógrafo de profissão, exercia a sua actividade na denominada "Tipografia dos Padres", sita na Rua Tenente Valadim, na qual viveu o saudoso Padre José Gomes da Encarnação, e hoje ocupada pela cosmopolita "Via Valadim". Para quem não se recorde, ou esteja ausente de Faro há muito tempo, é a rua que dá acesso ao Largo da Palmeira, vindo da Rua de Santo António, e que nós frequentávamos nas idas ao salão de bilhares "Olímpico".
O Sr. Oliveira era de "boas famílias" e pessoa respeitadíssima na cidade.
Certo dia, alarma-se a cidade porque o Sr. Oliveira tinha sido preso e ia para a cadeia nessa tarde, a determinada hora. Junta-se então a população às centenas (milhares talvez), no largo da cadeia e nas ruas adjacentes - Rua da Boavista e Rua Serpa Pinto. Chega finalmente o Sr. Oliveira, em viatura da GNR e é entregue ao carcereiro, ao tempo o Sr. Francisco Manuel, pai do Sr. António Manuel, conhecido comerciante da Rua de Santo António.
Móbil do crime que deu voz de prisão ao Sr. Oliveira:
- Durante muitos anos, o Sr. Oliveira frequentou o cinema e outras sessões públicas, visualizando os frequentadores e seus hábitos. Posteriormente, escolhia a casa a assaltar, sem que nunca ninguém tivesse suspeitado de tal "actividade" extra profissão. Foi descoberto e condenado porque encontraram em seu poder, centenas de chaves (cópias integrais, das que correspondiam às casas que tinham sido assaltadas) e em sua casa, os bens que havia subtraído aos respectivos donos.
E assim era Faro, em tempos idos: Do melhor e do pior se fazia "festa"!

Jorge Tavares
costeleta1950/56

VOLTANDO AO BRASIL



GRANDE AMIGO JOÃO BRITO DE SOUSA

MAIS DO MESMO
VOLTANDO AO BRASIL E AOS BRASILEIROS

Para um batismo considero positiva a minha intervenção e as reações à mesma
Sensibilizou-me a clara concordância do António Encarnação, pelo facto dele conhecer todos os problemas associados ao dia a dia de um país cujo ponto mais ao sul (Chuí - faz fronteira com o Uruguai) dista do ponto mais ao norte (Oiapoque - cidade que faz fronteira com a Guiana francesa) mais de 7 700 Km. Será necessário entrar na Sibéria para se encontrar esta distância na Europa.

Relativamente ao comentário do João Brito Sousa, considero de grande utilidade, pois permite-me esclarecer alguns pontos, que na verdade eram susceptiveis de levantar dúvidas.

Caro João
Da discordância nasce a discussão, da discussão saudável, sairá certamente algo de positivo, quiçá a concordância.
A minha inexperiência nestas andanças, pode não me ter permitido ser clarividente como desejaria, mas o meu pensamento, a minha visão do problema, a minha vivência, está no que escrevi.
Só tenho duas opções, parar ou continuar, mas não sendo teimoso, sou perseverante, assim vou continuar e responder ao teu comentário.
Ponto 1 da tua discordância:
- É rigorosamente verdade o que afirmo.
Penso que levantas a questão porque no ponto 2 eu defendo que não venham para cá mais BANDIDOS, obviamente não incluo as pessoas de bem, todo e qualquer cidadão que venha trabalhar ou fazer turismo, ou simplesmente visitar um parente ou um amigo será sempre bem vindo.
Esta reserva existe essencialmente nas pessoas que viveram ou vivem nas grandes metrópoles como por exemplo, Rio de Janeiro ou São Paulo.
São Paulo e os Municípios limítrofes ( Santo André, São Bernardo do Campo, São Caetano e Diadema) Uma especie das cidades dormitórios, junto a Lisboa, têm uma população superior a 25 milhões de pessoas.
Estas cidades, hoje, em quase todos os casos fica dificil definir onde acaba São Paulo e onde elas começam.
Fica dificil ter diferentes conceitos (de povo e de povo) quando somos acordados a meio da noite pelo pranto da vizinha do lado, rodeada por 3 crianças pequenas, porque o marido ao regressar do trabalho foi assaltado e assassinado, ou ao chegares a trabalho verificas que te falta um colega, assassinado num semáforo porque o tentaram assaltar exactamente quando ele vinha para o trabalho. Estes dois eram povo, cidadãos honestos, trabalhadores, cumpridores das suas obrigações para com a sociedade. Os que os assassinaram, não eram certamente povo, eram outra coisa qualquer e se alguem os quizer incluir, eu peço a minha demissão.
Em termos sociológicos o bandido será povo? Para mim não é, é só um bandido e deve ser tratado como tal.
Em Portugal, este rouba e mata é relativamente recente, coincide com a entrada em Portugal de muitos destes marginais, citei o Bairro da Bela Vista em Setúbal e a Costa da Caparica, porque nestas localidades a concentração é nitidamente superior. A esmagadora maioria da população brasileira não se revê nestes seus compatriotas .
Este assunto é muito sensivel, muito pouca gente responsável, faz uma abordagem séria ao problema.
Todos temos presentes ainda, pelo menos os mais velhos, o que foi a "descolonização exemplar". O Brasil nessa época foi uma tábua de salvação, para muitos milhares de portugueses, que acabaram por encontrar, mais uma vez "Porto Seguro".
A minha cédula do Consulado de Portugal em São Paulo, tirada há mais de 30 anos, tem o número 975425, juntem os restantes Consulados no Brasil, considerem os descendentes, já registados como cidadãos brasileiros e façam contas. Considerem agora a possibilidade do aparecimento de um novo Jânio Quadros (esta referência é só para quem conheceu) aí, amigo, Portugal afunda, a Espanha vai atrás e a França fica à tona d`agua.
Dizia David Nasser (ilustre jornalista, musico, compositor) em 1980, dias antes de falecer e no seu ultimo artigo de fundo, na extinta revista Manchete "No Brasil todos somos imigrantes, uns chegaram antes, outros chegaram depois"

Caro João, o que não digo está nas entrelinhas.

Um abraço Costeleta
Antonio Palmeiro

A ARTE DE PENSAR





A arte de Pensar


Lili Caneças, simplesmente não pensa.
Rute Marques pensa que é Grace Kelly.
Paulo Pires pensa que é o Diogo Infante.
Diogo Infante pensa que é Paulo Pires.
Pedro Abrunhosa pensa que é António Variações.
E António Variações já não pensa mais.

Manuel Luís Goucha pensa que é a Teresa Guilherme.
Teresa Guilherme pensa que é a Manuela Moura Guedes.
Manuela Moura Guedes não pensa, quem pensa é o Moniz.

Luís de Matos pensa que é David Copperfield.
Edite Estrela pensa que é Hillary Clinton.
E Ana Malhoa, simplesmente pensa que pensa.

Júlia Pinheiro pensa que é Barbara Walters.
Herman José pensa que tem graça.
Jão Baião pensa que vai ser mãe.
João Pinto pensa que é intelectual.
Belmiro Azevedo , com todo o dinheiro que tem,
pode pensar o que quizer.

Ronaldo pensa que é o número 1
Fernanda Serrano pensa que é atriz
Paulo Portas pensa que é Deus.
E Mourinho tem a certeza!

O teu chefe pensa que estás a trabalhar.

O meu também
Pretendo fazer uma correção!
Esqueci de referir que " A arte de pensar " não é da minha autoria.
Desconheço o autor e tentei perquizar para lhe dar o devido crédito, mas não consegui.
Agradeço que publiquem esta correção,
Obrigado
Antonio Palmeiro
António Viegas

CORREIO DO BRASIL






Correio do Brasil




Ao escrever para o Blog , não me move outro interesse além dos temas despertarem interesse na Comunidade Costeleta , da qual fazem parte bons intervenientes na área das letras ( Escrita e Poesia e narradores do passado) !
Eu que nem sou candidato, mas um curioso na Escrita , porque na poesia sou mesmo inapto !
Ao escrever sobre o Brasil , permitiu que o Costeleta António Palmeiro nos presenteasse com sua intervenção , diga-se com boa qualidade ! assim como verifiquei o interesse do amigo JBSousa .
Aqui no Brasil nada se pode generalizar ,seja em que tema for !
Como não se pode generalizar a Cultura e a forma de ser dos Europeus sempre diferentes de País para País nas diversas regiões de cada um dos Países !
Com 5.564 cidades e uma população quase nos 184 milhões de habitantes , em que existe avanço tecnológico muito desenvolvido em várias áreas , também tem população que vive da mesma forma que há dois Séculos atrás “ Índios e caboclos ( mestiços de índios e negros ) “ , e se este número não é maior , se deve á Televisão que praticamente chega a quase todos os recantos do País .
Na minha primeira estadia neste País morei 08 anos (1985 a 1993 ) em duas pequenas cidades ao Sul de Minas Gerais cujos nomes são para a maioria dos portugueses desconhecidos ! Caxambu e Eloi Mendes .
Saí de Portugal em 2006 e estou na Cidade de S. José dos Campos no Estado de São Paulo actualmente .
Duas épocas ; dois locais ; duas realidades diferentes !
Enquanto da Primeira em termos econômicos eram necessários 05 salários Brasileiros para completar 01 salário mínimo Português , na segunda basta 02 salários brasileiros para suplantar um salário Português.
Enquanto até 1993 , o Brasil não chegava a contar com um milhão de Turistas estrangeiros por ano , actualmente está quase nos 6 milhões de visitantes !
Ao pensarmos que os Visitantes em Portugal ultrapassam os 12 milhões , se retirarmos os de Nacionalidade Européia , Portugal ficaria actualmente com menos de um milhão de visitantes estrangeiros !
Enquanto na Primeira a educação era descriminada de educação para pobres como forma de terem mão de obra sem qualificação para a Produção no café ; e Escolas para "outros" , com filhos a estudar na primeira escola , tive de transferi-los para um colégio , e mesmo assim ao chegar a Portugal um deles que freqüentava o segundo ano passou automaticamente para o quarto no nosso País .
Nesta segunda fase encontro aqui há vários anos a obrigatoriedade do segundo grau ( 11 ano ) e como uma cidade altamente tecnológica , também outras faculdades com cursinhos a perder de vista sem nada a ver com o Ministério da Educação .
Enfim tenho a certeza de que o Euro perdeu para o Real cerca de 30 % no poder de compra !
Com quase setenta anos é possível que minhas visitas a Portugal sejam muito poucas , e naturalmente acabarei aqui !
O que não impede de observar a qualidade de vida , e segundos algumas notícias , já se fala ... é possível que este País passe para o quinto lugar na economia mundial .
Mas não querendo fazer futurismo , acredito que o Brasil é um País com Futuro !
É com orgulho que afirmo que práticamente não se encontra um Português a trabalhar como Boia Fria ou na categoria sem qualificação profissional neste País !

Um bom fim de semana !
Saudações Costeletas
António Encarnação