sábado, 7 de novembro de 2009

CAPITULO 24 = CIVILIZAÇÃO ROMANA

CIVILIZAÇÃO ROMANA
CAPITULO 24

A LENDA
Segundo a lenda, quando os gregos tornaram Tróia, Enéias – nascido da união do pastor Anquises com a deusa Vénus – conseguiu fugir da cidade e foi se estabelecer na península Itálica, onde desposou a filha do rei do Lácio.
Oito gerações depois, seu descendente Numitor subiu ao trono de Alba Longa, a capital do reino, mas foi deposto pelo irmão, Amúlio. Para que Numitor não tivesse herdeiros, assassinaram seus filhos e fizeram de sua filha Réia Sílvia uma vestal (sacerdotisa da deusa Vesta). Réia, porém, foi fecundada por Marte, deus da guerra, e deu à luz os gémeos Rómulo e Remo. Amúlio mandou afogá-los no Tibre, mas, miraculosamente, eles se salvaram e, levados pela corrente até os pés do monte Palatino, foram ali amamentados por uma loba e depois recolhidos pelo pastor Fáustolo, que os educou Quando descobriram sua origem, os gémeos, já adolescentes, depuseram Amúlio e restituíram o trono a Numitor, seu avô.
Depois, com alguns habitantes de Alba Longa, fundaram, em 21 de Abril de 753 a. C., uma cidade exactamente no local onde a loba os havia encontrado.
Interpretando o voo dos pássaros como um vaticínio, Rómulo concluiu que fora designado rei da nova cidade e traçou com um arado o sulco que marcaria os limites do seu território.
Remo, indignado, cruzou a divisa e foi assassinado pelo irmão. Rómulo tornou-se, desse modo, o primeiro rei de Roma.
ORIGENS
Segundo inúmeros estudiosos, a lenda da fundação de Roma baseia-se em acontecimentos reais.No decorrer da Idade do Ferro (séculos IX-VIII a.C.) populações de economia agrícola e pastoril haviam se estabelecido na região do Lácio:
eram os latinos, sabinos, equos, volscos, lucanos...
Cada povo organizava-se em grandes famílias (gens), compostas, além dos núcleos familiares propriamente ditos, de amigos e servos que viviam e trabalhavam na área de influência da gens.
A autoridade absoluta era exercida pelo chefe da família, ao mesmo tempo guia político, militar e religioso. O traço de união entre as várias gentes (agregados de famílias descendentes de um mesmo ancestral) era o fato de falarem a mesma língua, terem os mesmos usos e costumes e prestarem culto às mesmas divindades.
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De tempos em tempos, alguns povos do Lácio – latinos, sabinos e lucérios – reuniam-se na cidade de Al-ba Longa para render culto a Júpiter Latiaris, o maior dos deuses do Lácio.
Nessas ocasiões reafirmavam-se as alianças de comércio e defesa mútua contra eventuais inimigos comuns.
• O RAPTO DAS SABINAS
As tradições romanas contam que Rómulo, preocupado em conseguir esposas para os latinos, organizou uma grande festa e convidou os sabinos e suas mulheres, que viviam nas colinas vizinhas.No meio da festa, os latinos agarraram as sabinas e expulsaram os sabinos.
Em represália, Tito Tácio, rei dos sabinos, declarou guerra e avançou contra Roma.
Despeitada, Tarpeia, filha do latino encarregado da fortaleza, abriu as portas aos atacantes;
sua perfídia foi punida pelos próprios invasores, que a esmagaram sob seus escudos.
Quando as tropas de Tácio se preparavam para atacar, as sabinas, sensíveis à homenagem que o rapto significava, conseguiram evitar o confronto, alegando que não queriam perder nem seus maridos latinos nem seus pais e irmãos. Para resolver o impasse, Rómulo persuadiu Tácio a partilhar consigo o reino de Roma, dando às tribos latinas e sabinas cidadania comum.
Esse fato explicaria a posterior alternância de sabinos e romanos no governo de Roma.
Após um longo reinado, Rómulo foi erguido ao céu por um remoinho.
Passou a ser adorado como Quinino, um dos deuses favoritos do povo romano.
A CIDADE DO RIO
Ignora-se se foi realmente Rómulo que traçou o pomoerium (perímetro sagrado) da cidade.
O fato é que a lendária fundação de Roma corresponde ao surgimento do Septimontium, uma federação de tribos latinas, sabinas e lucérias que habitavam as sete colinas de Roma.
Não se sabe também se o rapto das sabinas é lenda ou verdade, mas os sucessores de Rómulo no governo da cidade foram, alternadamente, um sabino e um latino.
Segundo a tradição, Rómulo teria dado às gentes de Roma uma constituição político-militar que subdividia as tribos dos Titis (sabinos), Ramnes (latinos) e Luceres (lucérios) em dez cúrias cada uma, ao mesmo tempo que instituía um Senado de cem membros.
As divisões atendiam a objectivos militares: cada tribo devia fornecer ao exército 1 000 soldados e 100 cavaleiros (100 soldados e 10 cavaleiros para cada cúria).
Comprovou-se, de fato – independentemente de ter sido Rómulo o autor da ideia –, que o Septimontium, consideravelmente fortalecido do ponto de vista militar, obteve vitórias significativas sobre Veios e Fidenes, cidades etruscas das vizinhanças.
Esse desafio, à Etrúria custou-lhes, porém, a ocupação.
De 616 a 509 a.C. os etruscos dominaram a cidade e, conforme uma corrente histórica, foram eles que a baptizaram, chamando-a de Rumon, "a cidade do rio".
A DOMINAÇÃO ETRUSCA
Coube aos etruscos a tarefa de transformar um modesto centro agro pastoril numa cidade-Estado cercada de muralhas, com uma florescente atividade manufactureira e intenso comércio.
Segundo a lenda, o primeiro rei de Roma de origem etrusca foi Tarquínio Prisco, que obteve o poder com o apoio dos lucérios, tribo até então sem alguns dos privilégios dos latinos e sabinos. Ao subir ao trono, Tarquínio recompensou-os com o acesso ao Senado, que lhes era vedado. Aos abater-famílias de estirpe latina e sabina juntaram-se esses conscripti (agregados), totalizando o número fixo de trezentos senadores.
Tarquínio Prisco deu início à construção de importantes obras públicas, como a Cloaca Máxima, sistema de esgotos que desembocava no rio Tibre, e o Circo Máximo.
Tarquínio foi sucedido por Sérvio Túlio, que cercou a área urbana de Roma com uma sólida colina de muros. Ressentindo-se da medida, os grandes proprietários de terras conspiraram para depô-lo. Isso o levou a aliar-se a elementos ricos, fora da classe patrícia (os aristocratas), e a reorganizar o exército e o corpo eleitoral para fortalecer a sua posição.
Promoveu o censo dos habitantes e das propriedades, classificando os cidadãos em cinco classes. Para contrabalançar o poder dos aristocratas, criou também a classe dos equites (cavaleiros), homens que podiam equipar-se com armas e um cavalo (equus) e servir na cavalaria.Sérvio Túlio foi assassinado e sucedido por Tarquínio, o Soberbo, que, violento e despótico, provocou descontentamento em todas as classes.
Em 510 a.C., diz a tradição, Tarquínio foi expulso de Roma, e proclamou-se a República.

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FUNDAÇÃO DE ROMA:
nasceu de um forte erguido pelos habitantes do Lácio contra invasões etruscas. Porém , os próprios Etruscos, ao ocupar o Lácio e a Campânia no séc. VII a . c . Deram a Roma sua estrutura final.
MONARQUIA
Início: actividades agro pastoril. A Terra era a riqueza fundamental. Patrícios eram os proprietários de Terras e camada social dominante. Agrupavam-se em associações religiosas chamadas cúrias.
O REI: Era o chefe supremo, grande sacerdote e supremo juiz.
Eu poder era considerado como origem divina.
CONSELHO DE ANCIÃOS = SENADO =
Composto por chefes de famílias, sacerdotes e ajudantes do rei.
Houveram 7 reinados na monarquia. A partir de 640 a . c. Os Etruscos passam ao poder.
Eram povos de origem asiática, com atividade comercial intensa e organização social.
REIS ETRUSCOS
TARQUÍNIO, O ANTIGO: iniciou a construção de grandes obras( circus máximus)

SÉRVIO TÚLIO: Dividiu a cidade em 4 tribos urbanas e repartiu a população em 5 classes sociais de acordo com as posses de cada um.
TARQUÍNIO, O SOBERBO:
Edificou o templo de Júpiter e a cloaca máxima e o sistema de esgotos. Foi deposto em 509 a . c . Com um golpe do conselho dos anciãos.Os patrícios afastaram a realeza que consideravam comprometida com as camadas sociais inferiores. Isto aconteceu tb porque os Etruscos estavam enfraquecidos com as invasões dos gregos e o assalto dos gauleses.
Limites da autoridade durante a monarquia
Para governar, o rei apoiava-se no Conselho de Anciãos (Senado) e na Assembleia Curiata.
Os senadores, vitalícios, eram nomeados pelo rei. Este, porém, era escolhido por eles, sendo, em última instância, um delegado dos pater-famíl– e a escolha só tinha validade se confirmada pela Assembleia Curiata, que reunia os patrícios divididos em trinta cúrias.
Sempre que o rei quisesse modificar a lei, conceder perdões ou declarar guerra, precisava do consentimento deles. Essa assembleia conferia o imperium (autoridade para governar)
A REPÚBLICA
Esse golpe dá início a república.
O monopólio do poder passa ao patriciado e a plebe fica a margem. Evitam a concentração do poder nas mãos de uma só pessoa.
SENADO: composto ainda pelos chefes das grandes famílias e depois seus membros são recrutados entre antigos magistrados.Funções do senado:
Zelar pela tradição e religião
Supervisionar as finanças públicas
Conduzir a política externa
Administrar as províncias
Autorizar ou não a concessão do triunfo aos generais vencedores.
MAGISTRADOS: Eram patrícios e exerciam o poder executivo. Eram:
CÔNULES; seus poderes equivaliam aos antigos reis
PRETORES: ministravam a justiça
CENSORES: faziam o censo de acordo com as posses de cada um.
Faziam o álbum senatorial, orientavam trabalhos
Públicos e vigiavam a conduta.
QUESTORES: administravam o tesouro, davam orientações
Financeiras aos cônsules em campanhas militares.
TRIBUNOS DA PLEBE: surge por pressão da plebe e podiam vetar Leis.
EDIS: Conservação pública
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Existiam 3 assembleias:
CURIATA: das cúrias.
CENTURIATA: das centúrias. Reunião do exército no campo de Marte.
A mais importante da república.
TRIBUNÍCIA: das tribos. Não eram divididas segundo as posses, mais ainda assim os Patrícios estavam no poder pois somavam 31 tribos rurais e os Plebeus 4 urbanas. Votavam leis.
OS PLEBEUS
Eram muito discriminados.
Em casos de crimes, os que não possuíam nada eram enviados ao circo, os que possuíam alguma coisa tinham penas mais leves. Eram julgados por patrícios e magistrados por leis orais e os devedores podiam acabar escravizados por dívida.
Entre 494 a 277 a. C. Houveram 5 revoltas da plebe onde conquistaram vários direitos inclusive o de ocupar cargos no senado, a escravidão por dívida acaba, Foi permitido o casamento entre plebeus e patrícios, leis foram redigidas, foi formado o tribuno da plebe,
GUERRAS PÚNICAS:
Conquista de Cartago. Em Cartago se encontravam tecidos , perfumes, pedrarias, trigo da Sicília,ouro e marfim da África, estanho da Bretanha, ferro e prata da Espanha.
Essa guerra durou de 264 a 146 a . c. Com a vitória de Roma.
• CONQUISTA DO MEDITERRÂNEO:
De 200 a 30 a . c. Durante esse período houveram várias mudança
Modificação na forma de produção.
Dividiam o solo em 2 partes.
Uma para comunidade e outra repartida em parcelas e distribuídas a cada cidadão romano.
O indivíduo era co-possuidor das terras públicas e dono do seu lote. •
O desenvolvimento do comércio acelerou a desigualdade entre os homens livres.
Surge a classe dos homens novos ou cavaleiros •
A elite patrícia lucra com as conquistas pelo monopólio dos cargos públicos.
A classe dos plebeus, sustentáculo do exército romano , tendia a desaparecer.
Trabalho livre praticamente não havia e os escravos dominavam a produção.
O estado fornecia pão e circo para alienar a multidão.
Não se sabe com certeza se a República foi, de fato, estabelecida após um levante popular que levou à expulsão de Tarquínio, o Soberbo, ou se resultou de um lento processo evolutivo que restringiu progressivamente a autoridade monárquica em favor dos chefes das gentes.
De qualquer forma, com a sua instauração, o poder passou às mãos dos patrícios, que substituíram o rei por dois cônsules eleitos anualmente.
Sua função abrangia o comando do exército e a supervisão das actividades judiciárias.
Em latim, res publica significa "coisa de todos", mas a República romana pertencia a pouquíssimos cidadãos. Além de possuir a totalidade das terras e monopolizar a vida religiosa, a aristocracia detinha o poder político;O Senado era a autoridade permanente, encarregada de controlar os magistrados, ocupantes temporários de cargos executivos
. Os patrícios dominavam também a Assembleia Curiata, que perdeu gradativamente suas prerrogativas para a Assembleia Centuriata. Mas esta era dominada também pelos patrícios e equites. Cada centúria equivalia a um voto; os mais ricos, podendo equipar 98 centúrias, dispunham de mais votos que todas as outras classes, cujo total perfazia 95 centúrias.
Mesmo nas assembleias da plebe, a força dos patrícios exercia-se através dos seus clientes, que votavam a seu favor.À Assembléia Centuriata cabia eleger os cônsules, magistrados que governavam Roma. O Senado, porém, que chegou a ter 600 membros, confirmava a eleição.
As decisões senatoriais abrangiam não só a política exterior como a administração interna. Em caso de perigo, podiam até nomear um ditador, governante com poderes absolutos.
A Assembleia Curiata perdeu todos os seus poderes para a Assembleia Centuriata, ficando apenas com o privilégio do imperium. Junto com o Senado, a Assembleia Centuriata fazia a nomeação dos magistrados e fiscalizava o seu trabalho: os pretores, que ministravam a justiça;
os censores, que se encarregavam, a cada cinco anos, do recenseamento da população;
os questores, que administravam o tesouro público e recolhiam impostos;
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Os edis, que cuidavam do abastecimento, das construções, do policiamento e dos jogos públicos. A revolta da plebe, em 494 a.C., teve como consequência a criação da Assembleia dos Plebeus (Concilium Plebis), que passou a eleger então os tribunos da plebe.
Estes eram intocáveis e tinham o poder de veto sobre qualquer medida do governo.
A Assembleia dos Plebeus transformou-se nas Assembleias das Tribos (Comitia Tributa), das quais participavam todos os cidadãos, sem distinção de classe ou poder económico.
No inicio, as Assembleias das Tribos elegiam só os tribunos e os edis da plebe. Depois passaram a eleger os questores e, a partir de 287 a. C., votavam também a maioria das leis
.PATRÍCIOS E PLEBEUS: UMA LONGA LUTA DE CLASSES
A história da República romana foi dominada pela luta entre patrícios e plebeus e pela lenta ascensão destes últimos, que, cientes de sua importância militar no processo de expansão de Roma, reivindicavam maiores privilégios e maior participação na vida pública.
Os plebeus ricos – comerciantes, fabricantes de armas e outros fornecedores do exército, que chegavam até a emprestar dinheiro ao Estado para financiar as guerras – ressentiam-se da sua exclusão do Senado e da classe dos equites. Os pobres não suportavam a condição de inferioridade na qual eram mantidos e empobreciam ainda mais com as guerras frequentes.
Os plebeus camponeses eram obrigados a abandonar seus campos; Os artesãos urbanos deviam fechar oficinas e lojas. Sem poder sustentar as famílias, pediam dinheiro emprestado;
Quando não podiam pagar o débito, a lei facultava ao credor prender o devedor, vendê-la como escravo e até matá-la.Na verdade, não existia uma lei escrita, clara e válida para todos, mas como a justiça era ministrada pelos patrícios (principais credores) a sua interpretação sempre beneficiava esta classe. Já no início do século V a.C. começou a longa disputa entre patrícios – que defendiam seus direitos e privilégios – E plebeus, que lutavam para obter igualdade de direitos. Foi uma feroz luta de classes, durante a qual a plebe conseguiu importantes vitórias.
A ASCENÇÃO DA PLEBE
494 a.C. – Uma multidão de plebeus armados retirou-se para o Monte Sagrado (Aventino) e decidiu não voltar ao trabalho ou combater no exército a menos que obtivesse algumas concessões dos patrícios. Temendo um levante geral da plebe, o Senado concordou com a criação da Assembleia dos Plebeus (Concilium Plebis), que elegeria os edis e os tribunos da plebe (dois no início e dez em meados do século V a.C.). O tribuno podia deter, com a palavra veto ("eu proíbo"), toda a acção do Estado que julgasse prejudicial à plebe.
Sua pessoa era intocável e sua casa inviolável. As portas estavam abertas dia e noite a qualquer cidadão que ali fosse pedir abrigo (direito de santuário ou de asilo).
450 A.C. – Uma comissão de dez homens – os decemviri –, liderados por Apio Cláudio, transformou as velhas leis romanas, baseadas nos costumes, na Lei das Doze Tábuas.
O código abrangia direito privado, penal, governamental e religioso e assegurou aos plebeus paridade jurídica com os patrícios.
445 A.C. – Pela Lei Canuléia foi abolida a proibição de casamentos entre patrícios e plebeus.
367 A.C. – Os tribunos Licínio e Sextio propuseram que os juros já pagos fossem deduzidos do principal (quantia emprestada pelo credor); que nenhum homem pudesse deter mais de 500 jugera (cerca de 120 hectares) de terra ou empregar em suas culturas mais escravos do que trabalhadores livres; Que um dos cônsules fosse regularmente recrutado na plebe.
Durante um ano o Senado resistiu, mas acabou por acatar essas propostas, que se transformaram nas Leis Licínias. Camilo, líder dos conservadores, celebrou a reconciliação das classes no Templo da Concórdia, no Fórum.
356 A.C. – Um plebeu tornou-se ditador por um ano.
351 A.C. – A plebe teve acesso ao cargo de censor.
326 A.C. – Foi abolida a lei que estabelecia o direito do credor de escravizar seu devedor.
O julgamento tornou-se obrigatório nos casos de dívidas.
300 A.C. – O sacerdócio foi franqueado aos plebeus.
287 A.C. – Pela Lei Hortênsia, as decisões da Assembleia dos Plebeus (que se transformou em 249 a.C. nas Assembleias das Tribos) tornaram-se obrigatórias para todos os cidadãos romanos.


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Esse episódio foi o último da longa disputa entre plebeus e patrícios, da qual os plebeus ricos foram os principais beneficiários. Como o acesso aos cargos públicos era muito caro, os plebeus afastavam-se deles automaticamente.
S.P.Q.R.: O SENADO E O POVO ROMANO
Obtida a paridade, os plebeus ricos aliaram-se aos patrícios, inclusive por meio de uniões matrimoniais. Em consequência, surgiu uma nova aristocracia – A nobilitas (nobreza) –,
À qual pertenciam os plebeus ricos que tivessem ocupado altas magistraturas, condição que lhes permitia o acesso ao Senado.O acesso à terra – uma das mais importantes reivindicações dos pobres – foi satisfeito à custa dos povos que ocupavam os territórios conquistados pelas legiões romanas. Por essa razão, ricos e pobres irmanavam-se na condição de soldados:
O expansionismo beneficiava a todos. Como o Senado determinava a verba destinada às campanhas do exército, a partir do século III a.C., ele se tornou a instituição mais prestigiada da República.S.P.Q.R., a sigla oficial de Roma, queria dizer O Senado e O Povo Romano, como se o poder emanasse da união do Senado e do conjunto de assembleias de cidadãos.
Na realidade, porém, o poder continuava nas mãos de poucos.

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