quarta-feira, 11 de novembro de 2009

UM ACONTECIMENTO PITORESCO




terça-feira, 13 de Outubro de 2009
RECORDAÇÕES E CASOS DA VIDA REAL DE UM COSTELETA APOSENTADO
Paixão Pudim


­"UM ACONTECIMENTO PITORESCO"

Profissionalmente, sempre estive ligado à construção civil, actividade propícia e fertil a diversos acontecimentos, ...peripécias sentimentais... e a situações hilariantes, ... algumas rocambolescas, outras caricatas... basta considerar as origens do pessoal com hábitos e costumes de países bem diferentes, ...do leste europeu ao Brasil, da Ucrânia à Índia e, evidentemente, ...África. Se a este pessoal juntarmos os Portugueses... mais o ambiente favorável das obras ao ar livre, eis que estão reunidas Todas as condições para desenvolver espirituosamente o "desenrascanço" das mais incríveis situações.
Hoje, convido os leitores de "o Costeleta", e deste blogue, a sorrirem e, ao mesmo tempo, meditarem sobre um caso que me surpreendeu pela invulgaridade e credibiliza genuinamente qualquer interpretação que se deseje avaliar no campo social, educação, civismo, religião e, até crenças das diversas populações que existem no mundo em que vivemos.
Para apimentar esta minha interessante recordação começarei por tentar recriar o ambiente vivido e localizar todo o acontecimento.
... Já passaram sete anos, talvez nos primeiros meses de 2002, no Lumiar – Urbanização Alta de Lisboa, Musgueira, decorriam trabalhos de demolição das barracas existentes e, ao mesmo tempo, edificavam-se, nas proximidades, os primeiros edifícios... hoje, zona nobre.
É sabido que aonde há obras (esta não foi excepção}... é normal, perto do meio dia, hora do almoço do pessoal aparecerem cães esfomeados, autênticos "vira-latas":.. de todos os tamanhos e raças... com predominância de rafeiros. Também se fazem notar alguns "envergonhados" lúlús perdidos e assustados que ficam receosos a aguardar a vez de saciarem. Evidentemente, as "beldades" caninas, conhecidas por cadelas, fazem aparições expontâneas e, se estão com o cio, tudo se complica e provocam imediato burburinho. Deixam a comida para mais tarde e dão largas ao processo de "pro-criação".
Certo dia, um perdigueiro atrevido e uma rafeira semi-coker, apaixonaram-se e... zás... fizeram sexo... a natureza "ditou leis" e ficaram "colados".
A cena desenrolou-se no meio do arruamento da obra ao refeitório, próximo da sala de reuniões. Aqui, aproveitando uma pausa nos trabalhos a maioria dos técnicos estavam no exterior, alguns a fumar... ficando algo surpreendidos com a dita cena dos cães.
Lembro-me que a nossa grande preocupação, foi disfarçar o acontecimento em atenção às duas engenheiras estagiárias, poupando-as a tal exposição canina.
Depois desta protecção conseguida, fomos novamente surpreendidos com a reacção dos diversos grupos de trabalhadores que passavam no local a caminho do almoço, e davam de caras com a "colagem dos cães".
Assim:
- Os Angolanos, quando viram os animais, começaram a rir desalmadamente às gargalhadas, alguns até batiam com as mãos na barriga.
- Os muçulmanos rezaram e abençoaram com gestos de agrado.
- Os Indianos pronunciaram algumas palavras solenes e afastaram-se como que envergonhados;
- Os Ucrânianos passaram em silêncio e respeito;
- Os Búlgaros bateram palmas e mostraram contentamento;
- Os Romenos entoaram cânticos apropriados e sorriram;
- Os Brasileiros dançaram samba animadamente junto dos animais sem molestarem;
Até que chegou um grupo de indivíduos atirando pedras e paus... um deles, despejou um balde cheio de Água em cima dos animais
Diz-me um colega em voz alta:
- Zé Paixão chegaram os Portugueses!
...Sem comentários!... que seriam, naturalmente, tristes e confrangedores... Evidentemente, o pessoal foi advertido
.
Paixão Pudim

REVIVER RECRIANDO UM INÉDITO JOGO DE FUTEBOL












quarta-feira, 14 de Outubro de 2009
REVIVER RECRIANDO UM INÉDITO JOGO DE FUTEBOL
Jaime Cabrita Reis
























A propósito de um Jogo de Futebol.




Faro 1953




Jaime Reis



No dia anterior já o Zezinho Beirão junto à tabacaria do Farracha ao fundo da Rua de Santo António gritava desalmadamente:


- Vão levar poucas sim. Ganda banhada. A escola vai dar 5.


- Viva a Escola.


-Abaixo os Bifes.


As duas cadelinhas que o seguiam para todo o lado, olhavam-no fixamente, indiferentes a quem o rodeava, mas tentando perceber porque vociferava tanto o seu dono. O Caça brava que vinha da Rua dos Cavalos gritou: -Móss, Zezinho, ganda almariação, na vás ó médico não. A Vozearia fazia-se ouvir ali ao lado, a malta do Banco Ultramarino, veio espreitar. No Largo 1º de Dezembro, os fregueses da padaria do Francisco Manuel vieram todos à porta, deitaram a cabeça de fora e alguém disse:


--É o Zezinho Beirão tá outra vês almariado.


O José Luís (luta livre) que acabava de sair da sua pensão, ali ao dobrar da esquina da casa de ferragens do Pinto, ouvindo a algazarra, aproximou-se e com aquele seu ar afável pôs a mão no ombro do Zezinho, acalmou-o e lá o levou em direcção à doca. Ia haver um jogo de futebol inédito na cidade Professores da Escola (Costeletas) defrontavam os professores do Liceu (Bifes). No dia do jogo, logo pela manhã, lá prás bandas da Brasileira já os Bifes gritavam os seus Frrás.


-Fr e á Frá…..Fr e é Fré …..Fr e i Fri ……


O Jovite comandava, dava instruções. Não parava. A malta achava-lhe graça mas escutava-o. O Vidal mata gatos ajeitava uma tabuleta que dizia: -A malta sempre a gritar e o Liceu sempre a ganhar. A Aleluia preocupado propunha: -O Stor Fortes devia jogar à frente, a avançado centro. -Tens razão! – Dizia o Tabeta, que sabia da poda. E acrescentava: -Eles têm lá o professor Américo. Joga melhor que o Grazina. -Percebe mais de bola que o espanhol, o Lopez, que treina o Farense. Dizia o Pité. Do largo da Alagoa vinha um cordão imenso de malta, tudo Bifes O Gaiana vinha com eles. - Menine menine dá um estanito, A malta em euforia ia a todas, o Gaiana teve um dia grande. Ninguém negava. Fez quase 10 paus. Entre eles o Chico J A Costa empunhava outro cartaz. Os Costeletas tinham a concentração combinada prá esquina do ti Felizardo e da ti Glorinha. Próxima da escola. Quase em ”casa” Um grande bruá dos seus cânticos académicos ouvia-se na Avenida do Liceu. Alabi, Alabá, Escola Escola Escola Urrá Urrá. O Bastos (Pepe), e o Poeira delineavam estratégias. A Táctica cabia ao Parra. O Brito de Sousa ultimava um cartaz onde se lia :


-Braciais presente!


E o menino Chico, beata ao canto da boca, descalço, boné sujo,corpo ondulante a todos embalava com as suas tabuinhas tocando alternadamente, ora mão direita, ora com a mão esquerda. Até o Cuco, que vinha do Bom João, parou, olhou, tossiu mas pasme-se, deixou de assobiar, rejeitando acompanhá-lo quando o viu trocar as “castanholas” por ferrinhos, no que também era exímio. O Teca facturava, aproveitava tanta malta junta, para vender uns bilhetes prá soiré do Cinema Santo António. À noite passava o Cantiflas. Sempre casa cheia. O Jogo, o jogo de futebol (perdão jogo de bola) estava aprazado para as 16 horas no campo de futebol em S. Luís. Naquela tarde o tempo ajudava, dia de sol, ligeira brisa, tornando mais suportável o calor que se fazia sentir. A claque dos Bifes, que da Brasileira rumavam a São Luís lá ia gritando incentivos aos seus professores. A Claque da escola, Rua Manuel Arriaga acima também rumava ao mesmo destino. Próximo do São Luís Parque, as claques encontraram-se, houve um momento de silêncio entreolharam-se e seguiram juntas, ainda mais ruidosas, mas em perfeita harmonia e indiferentes à população que nos passeios parava, olhava e se interrogava. Alguém exclamou:


-Tá o mar feito num cão. Nalgumas janelas já se preparavam para colocar colchas.


Depois recuaram.


Perceberam o que se passava. O Jorge Tavares tão entusiasmado estava, que nem se apercebeu que o Alex, rindo que nem um perdido, lhe pintara nas costas da T-shirt branca que vestia, um grande 5-Américo. Chegados ao campo da bola, já lá estava o Russo dos sorvetes. De imediato tomou partido, apoiava as costeletas, e provocador, olhando de frente os bifes, gritava: -Quantos são? Quantos são? Já o Coelhinho, bonacheirão, seu concorrente no negócio, puxava pelo Liceu, enquanto recusava vender a quem tinha fiado por arrumar. Até o Chora Meninos, nesse dia não foi ó mar. Bote amarrado à doca, lá vai ele a caminho de S. Luís. Na véspera, na Nortenha, onde fora entregar meio cento de bocas encomendadas, o Arpanço anunciava:


-Amanhã em S. Luís há bifes e costeletas. Não podia faltar. Bifes e Costeletas? Tá bem tá. Ele só comia peixe.


O Marreco, engraxador na doca, julgando tratar-se dum Farense-Olhanense, batia palmas com as mãos ainda sujas de graxa e berrava: Farense! Farense! Farense! Até a Lósinha e a Jardineira apareceram. Essas apoiavam ambos os grupos. Não queriam desfeitear ninguém. Precisavam de todos. O Tóquim que fazia biscates no Estádio de S. Luís também andava por ali. Ar pensativo, beiçolas descaídas, não tomava partido. Só olhava. -Torró torró, torró. Gritava o espanhol que vendia torrão de Alicante. Organização sem reparos, ao cuidado do Bife Tenasinha. Troca de galhardetes a anteceder a partida. O Rafael Correia não parava, microfone em punho, colhia depoimentos dos protagonistas. O Jogo começou à hora combinada O Cartaxo e o Arnaldo fotografavam os melhores lances. As claques enchiam a bancada. Sempre ruidosas. A partida foi animada, o resultado foi justo. Um empate. Mal acabou o jogo, já o Mário Zambujal corria para a cabine telefónica mais próxima, levando o acontecimento aos diários da Capital. No fim, na cerimónia de distribuição de medalhas aos atletas, evocativas da participação, foi a tarefa, por votação, entregue ao costeleta Aníbal, que após o jogo, com ar solene, desceu ao pelado e cumpriu a missão. Mais tarde noutros palcos, aquele costeleta, também participaria em cerimónias idênticas. E pronto Faro era assim. Os da minha geração certamente conheceram as figuras que virtualmente recordo e recreio. A todo o momento se cruzavam connosco. Lembram-se deles? Jaime Cabrita Reis (Bife) Nota: Junto 2 fotos.


Há nomes de professores que já não recordo.


E você? Por favor complete.


Obrigado.


JR


Identificação:


nº 2 - Engº Carrapato - por A.Gabadinho


Nº 2 - Engº Coroa - por Jorge Tavares


Nº 8 - Engº Bagarrão - Por Agabadinho e Jorge Confirma


Nº 9 - Ferreira Matias - por Jorge Tavares

RECORDANDO

RECORDANDO
RECORDANDO GOA


QUEM TEVE O PREVILÉGIO, COMO EU TIVE, DE PASSAR POR DEBAIXO DO ARCO DO VICE-REI PELA PRIMEIRA VEZ AO DESLOCAR-ME DE MORMUGÃO PAGIM, A NOVA GOA,DEVE TER SENTIDO COMO EU UMA ESTRANHA SENSAÇÃO DE ORGULHO, DE HONRA, POR TER PISADO A ESTREITA RUA QUE NOS CONDUZ AO MAGESTOSO ARCO, POR ONDEMILHARES DE PORTUGUESES, GUERREIROS E MISSIONÁRIOS, DURANTE SÉCULOS, SE DIRIGIAM AO PEQUENO ANCORADOURO QUE SERVIA DE CAIS DE EMBARQUE A QUEMSE DIRIGIA À CIDADE DE PAGIM. A VÉLHA GOA, A ROMA DO ORIENTE, COMO ERA CONHECIDA POR TODOS, GUARDA AS RELÍQUIAS DE S. FRANCISCO XAVIER, O APÓSTOLO DO ORIENTE DE QUE POSSUOALGUMAS FOTOGRAFIAS. O MAUSOLÉU ONDE REPOUSA O CORPO DO SANTO É UMA RIQUÍSSIMA PEÇA DE PRATA PURA PESANDO LARGAS DEZENAS DE QUILOS, COBERTO COM UMA TAMPA DE CRISTAL PARA PERMITIR UMA VISÃO COMPLETA DE TODO O CORPO.
A CABEÇA, AINDA COBERTA DE CABELOS IMPRESSIONA PELA SUA CONSERVAÇÃO.
DURANTE AS MISSAS QUE DIÁRIAMENTE ERAM DITAS NA CATEDRAL PODIAM VER-SE BASTANTES INDÚS QUE VENERAVAM O SANTO E TINHAM POR ELE UMA DEVOÇÃOTÃO FORTE COMO A DOS MELHORES CRISTÃOS QUE PARTICIPAVAM NA EUCARISTIA.
DEPOIS, AO LONGO DAS ESTRADAS E EM FRENTE ÀS SUAS MORADIAS, POR VEZES PEQUENOS CASEBRES, PODIAM VER-SE PEQUENOS ORATÓRIOS, AS ALMINHAS,QUE SE MANTÊM PERMANENTEMENTE ILUMIADAS COM LAMPARINAS ALIMENTADAS A AZEITE E ÓLEO DE CÔCO. A RELIGIOSIDADE ESTE POVO É IMPRESSIONANTE. CUMPREM INTEGRALMENTE TODOS OS PRECEITOS E REGRAS MPOSTAS PELO CALENDÁRIO DA FÉ CRISTÃ. MUITOS CONVENTOS E MOSTEIROS JÁ SE ENCONTRAVAM EM RUINAS QUANDO LÁ CHEGUEI, GRANDE PARTE COBERTOS POR EXUBERANTE VEGETAÇÃO, EXALANDO UM CARACTERISTICO CHEIRO ENJOATIVO A FOLHAGEM PUTREFACTA. OBRA DE UM POVO DE GIGANTES QUE LEVOU AO ORIENTE UMA COMPLETA CIVILIZAÇÃO, QUE O TEMPO FOI DESTRUINDO AOS POUCOS E QUE IRÁ DESAPARECERCOM O AUMENTO DEMOGRÁFICO INDÚ NA SOCIEDADE GOESA.
NOS ÚLTIMOS ANOS DA NOSSA ESTADIA EM GOA, ESPECIALMENTE NO PERÍODO EM QUE A UNIÃO INDIANA NOS APERTOU O CERCO FORAM RESTAURADOS MUITOSMONUMENTOS, CRIOU-SE UMA REDE DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA POTÁVEL POR TODO O TERRITÓRIO PARA DAR TRABALHO À POPULAÇÃO QUE FICOU PRIVADA DETRABALHAR NA VISINHA INDIA. FOI MELHORIA DE POUCO TEMPO POIS NÃO TARDOU QUE CENTENAS DE OFICIAIS, SARGENTOS E PRAÇAS DO EXÉRCITO INDIANO, PASSANDO-SE POR CIVIS,FÔSSEM CONTRATADOS POR COMERCIANTES E EMPRESÁRIOS INDÚS AFECTOS À INTEGRAÇÃO DE GOA NA UNIÃO INDIANA.. TRABALHAVAM COMO CAMIONISTAS,OPERÁRIOS E TRABALHADORES NO PORTO DE MORMUGÃO. NO DIA DA INVASÃO FOI SÓ VESTIR A FARDA QUE TINHAM ESCONDIDA ATÉ ALI. ERAM SENHORES DOS LUGARES CHAVES DO TERRITÓRIO.
(PARA CONTINUAR)
MAURÍCIO SEVERO DOMINGUES
ESTORIL, 15 DE OUTUBRO DE 2009

AOS COSTELETAS




quinta-feira, 15 de Outubro de 2009
CORREIO
António José Encarnação





Aos costeletas :


Tomei conhecimento deste Blog por intermédio do Sr. JBSousa , tendo aqui sido publicado alguns textos que escrevi! actualmente o Blog entrou na minha rotina diária de consultas na net como: verificar e-mails , Noticias , o Blog e outras!


É como um FAROL que indica também a grande numero de Jovens na faixa etária entre os sessenta e setenta ( aqui no Brasil o cidadão só é considerado idose a partir dos 73 anos ) , acontecimentos passados na nossa Escola, Cidade, e com antigos colegas de quem não temos notícias em espaço de tempo que até passa dos 50 anos. Escrevi ao Sr. JBSousa a demontrar-lhe minha solidariedade como amigo, e respeitando suas decisões merecidas de quem durante muito tempo colaborou aqui e deu seu contributo e divulgou este meio de informação. No entanto minha sensação é de que existe entre os intervenientes muita mágoa pelo acontecido, e não coloco em dúvida a amizade que os une talvez durante décadas! Lógicamente que o Blog continua sendo para mim um Farol, e o relato do Sr. Jaime Reis trouxe outras recordações não escritas como a casa Farracha em Frente ao BNU, onde saltavam á vista os Titulos dos Jornais Humorísticos "Sempre Fixe e Ridiculos? se a memória não me falha "O Sr, Serafim da Tipografia em frente, da Farmácias Baptista e ao lado da Pereira Gago, familias ligadas a Alguns dos nossos professores! As Peregrinações que efectuavamos no Início das aulas ás Livrarias, Silva, Capela e Artys, e mesmo depois a Portugal como alugadora dos livros de entretenimento de diversas coleções , que na época susbtituiam a Tv, internet etc


Para todos os Costeletas aqui vai o meu abraço


António José Encarnação

HÁ VIDA NO ESPAÇO COSTELETA

HÁ VIDA NO ESPAÇO COSTELETA
ALGUMAS NOTAS

1 – O blogue os costeletas.blogspot.com
O espaço costeleta tem mais vida, é mais participado agora e, pelo que vejo, recuperou alguns valores e surgiram outros bons contadores de histórias. Folgo com o facto e aproveito para saudar aqui o bife Jaime Reis, com aquele textomuito bem escrito. Parabéns ó Jaime.
2 – O Dr. José CORREIA
Foi professor de Contabilidade Geral na nossa Escola e foi um professor que deixou saudades, pela sua competência, simplicidade eamizade com os alunos onde foi sempre bem recebido. Moçe, quem é aquele moce pequeno que está além, teria dito o Zé Molarinho, numa aulado 2º 4ª, quando o Professor lá terá entrado certa vez.
O Proof. Zé Correia é natural de Paderne onde nasceu em 1919. Licenciou-se em Ciências Económicas e Financeiras (Secção de Finanças) em 1943/44 em Lisboa, tendo leccionado na Escola Industrial e Comercial Tomás Cabreira, em Faro, na Escola João de Deus, em Silves (como professor auxiliar em 1950 e como professor efectivo e Directorentre 1954/55 e 1964/65), nas Escolas Emídio Navarro e Anselmo de Andrade, em Almada, na Escola Industrial e Comercial de Setúbal (onde também foi Director) e também na Escola Veiga Beirão, em Lisboa,onde para além da docência foi Orientador de Estágios durante dois anos.
Sempre muito estimado pelos alunos, publicou:- ”Compêndio de Cálculo Comercial” (até à 10.ª edição) e “Exercícios de Cálculo Comercial” (2 volumes), ambos em co-autoria com Jorge Ferreira Matias, ”Exercícios de Cálculo Comercial”, em co-autoria com Marquesde Figueiredo, “Da Escola ao Escritório – Noções de Comércio”, em co-autoria com Machado de Oliveira e ”Exercícios de Matemática Moderna” e ”Matemática - Exercícios Fundamentais
Nunca foi meu professor mas conheci-o bem. Deixo-lhe um abraço.
A todos deixo um abraço
JOÃO BRITO SOUSA

DO CORREIO





domingo, 18 de Outubro de 2009
DO CORREIO
António Encarnação
Prezados Costeletas



Aqui no Blog tem sido Publicado alguns escritos meus na generalidade sobre o passado ,e como estou no Brasil pensei que poderei enviar alguns temas atuais, e foi assim que ao abrir o Portal do sapo hoje, lá estava a notícia de um Helicóptero abatido pelos traficantes na favela do Macaco no Rio de Janeiro!Não vou fazer comentários sobre a notícia que de facto é triste e envolve vários factores, Porque o que mais me chamou a atenção foi o Nível dos Comentários dos leitores Portugueses feitos à noticia, a maioria de uma baixaria mesmo forte! com muita ignorância que nos envergonha. Como uma andorinha não faz a Primavera, também esses comentários com grande percentual descriminatório, de quem não gosta dos emigrantes Brasileiros , e condena os portugueses envolvidos com o Povo Brasileiro não representa os Portugueses !Entre eles misturaram os do Vídeo sobre Portugal da Maite Proença.


Vi o Vídeo e não gostei, Sintra um dos cenários mais bonitos de Portugal e seu palácio da Pena a ser representado por uma habitação humilde em que colocaram o número 3 ao contrário . assim como a visita aos Pasteis de Belém e ao Mosteiro dos Jerónimos demontrou a falta de conhecimentos de forma geral sobre Portugal.


Como uma Artista de Novelas famosa que foi, actualmente na última Novela o Caminho das Indias demonstrou que as Plásticas não a favoreceram de tal forma que ao falar sua boca pouco se movimenta, ao enveredar como escritora "não li suas publicações "mas, o êxito deduzo se deve à fama sem dúvida, já que não é fácil para um escritor Novo ter quem arrisque Publicar seus livros! Se fôr dentro do formato do Vídeo, não vai ser reconhecida no futuro assim como aconteceu com os anónimos ganhadores do Big Brother que tiveram seus momentos de fama e estão esquecidos.


Saudações Costeletas


António Encarnação

SAUDADES

A ESCOLA (I)

É lá, na briga com os outros, que formamos o nosso carácter. A Escola será sempre para cada um de nós um poço de recordações. Tenho tantas saudades da Escola. Vinha de fora da cidade e tinha de me levantar cedo para estar pronto às 8 e 45, para entrar na sala 18 do primeiro andar. O meu primeiro parceiro de carteira foi o Zé Júlio, ali dos lados de Tavira, que chegou a Presidente da Junta de Freguesia da Culatra. Mas já não é mais nada; faleceu e não sei onde para.
Deixo-lhe no entanto um saludo.
O António Manuel Ramos José, o meu mano Toino, ou o Sabino, o mais novo do jardineiro da Alameda também já foi. E o Manel, irmão do bife Rui Amaro, que foi barbeiro num salão de luxo da cidade, também. Era o nosso Keeper.
Aí vai um abraço.
A Escola, onde permaneci de 53 a 61, é a referência maior da minha juventude. Jogar à bola, aulas, porrada, exames, alegrias e tristezas.
Chumbos e três dias de suspensão. Em casa o padrasto, João, o que é que fizeste?... e mais porrada.
Aos sábados de tarde Mocidade Portuguesa com o Zé Paixão Comandante em Chefe. Formávamos em paralelo, duas filas, baptizadas ali à pressa com um nome reguila. Eu era dos RASGA A MANTA. Lembras-te Zé ? …
Ser Sporting ou Benfica foi ali que tudo começou. O Sporting tinha os violinos, aquela linha avançada temível e o Benfica tinha Rosário, Arsénio, Águas, Rogério e Corona. Deu – me para o lado dos vermelhos, até hoje…
Os jogos de hóquei palmadinha, bola jogada no chão, com as mãos, grandes jogatanas. Conheci aí o sabor da vitória e da derrota. Aquilo era a sério.
O Ladari e o Manel Dias, o Barracosa, o Guerreiro, o Jesuíno, representantes dessa grande Instituição denominada CASA DOS RAPAZES.
Da minha turma o representante era o Zé Mateus Ferrinho Pedro. Alô amigo.
Na literatura portuguesa, penso que quem melhor escreveu sobre aescola, foi o homem de Mogadouro, José Trindade Coelho. Noutra óptica, Daniel Sampaio, também dá uma óptima panorâmica da força e da dinâmica dessa juventude guerreira. Trindade Coelho fala da Escola com amor.
Daniel Sampaio fala dos problemas da juventude que começam precisamente aí. Aquela alcunha colocada ao Dr. Raimundo, o professor de Geografia, é tal e qual como nós fizemos. Nós tínhamos o Sujo, o Pirpiri, o Fonética e por aí fora e eles chamavam Ratimundo ao Raimundo.
As Escolas Industriais e Comerciais, foram estabelecimentos de ensino técnico-profissional, concebidos e apetrechados para a formação de operários especializados e de quadros intermédios da administração.
A Geração de Ouro, que fala o Jorge Tavares.
A nossa Escola, preparou para a vida, ao longo da sua história, muitas centenas de operários especializados e técnicos comerciais e industriais, nas áreas do comércio, serralharia, marcenaria, electricidade e desenho. E também ofereceu cursos de trabalhos femininos, especificament destinados às raparigas.
Um nome inesquecível e grande pedagaogo; Professor Américo. Falarei dele e doutros, com amizade, consideração e respeito. É o lema costeleta.
Deixo um abraço a todos.
João Brito Sousa