sábado, 7 de novembro de 2009

CAPITULO 16 = JAPÃO O POVO DO SOL NASCENTE

CAPITULO 16
JAPÃO O POVO DO SOL NASCENTE
Dentre as civilizações da antiguidade no extremo Oriente, uma das menos conhecidas é a do Japão. Essa sociedade sofreu influência de outras sociedades orientais ainda mais antigas.
O Japão, arquipélago vulcânico sujeito a terramotos e furacões, possui ¾ do país recoberto de montanhas e florestas.Com essa natureza hostil e poucas terras para a agricultura, os japoneses moldaram o seu carácter guerreiro e persistente. Sofreram influência da China, da qual a dotaram a forma de governo imperial, baseada na autoridade religiosa. Essa influência foi tão forte que o próprio nome Japão é de origem chinesa; significa Sol Nascente.
Os primitivos habitantes do arquipélago se organizavam em clãs – famílias unidas em torno de um antepassado comum e pelo culto do mesmo deus protector.
Os clãs também assimilaram a escrita e a arte de trabalhar o ferro originárias da China,
Bem como a religião budista e o cultivo do arroz praticados na Índia.
Os clãs viviam em guerra permanente, cada qual buscando controlar o poder político, daí haver entre os japoneses a prestigiada casta dos guerreiros, ou Samurais, que significa: "aqueles que servem". Possuíam alguns valores supremos, como a fidelidade aos superiores e a disciplina física e mental. Seguiam um código de honra, ou bushido, que os obrigava a um alto sentido de dignidade pessoal. Se faltasse com o dever diante do daimio (nobre proprietário), o samurai chegava ao ponto de praticar p suicídio – o ritual de seppuku –
ANTIGUIDADE
O arquipélago japonês começou a ser habitado há mais de cem mil anos, quando ainda fazia parte da massa continental asiática. Descobertas arqueológicas revelaram que o antigo povo que habitava o arquipélago na Idade da Pedra Lascada (período paleolítico), vivia principalmente da caça e da colheita.
A Idade da Pedra Polida (período neolítico), que data de cerca de dez mil anos atrás testemunhou a manufatura dos implementos aperfeiçoados de pedra, o desenvolvimento de avançadas técnicas de caça, que usavam arco e flechas, e a produção de recipientes de cerâmica para cozinhar e armazenamento alimentos.
A era que dura de cerca de 8.000 a.C a 300 a.C é chamada de período Jomon, em homenagem ao estilo Jõmon (marcado com listras) de cerâmica.
A agricultura, principalmente a plantação de arroz, e as técnicas de trabalho em metal foram introduzidas pelo continente asiático, por volta de 300 a.C.
Os habitantes do Japão usavam armas de ferro e ferramentas agrícolas em sua vida diária para aumentar a produção agrícola, e espadas e espelhos de bronze nos rituais religiosos.
Nessa época, a divisão do trabalho aumentou a diferença existente entre as classes governantes e os súbditos, e muitos estados pequenos foram criados pelo país.
A era que dura de 300 a.C a 300 d.C é chamada de período Yayoi, em homenagem à cerâmica torneada produzida nessa época.
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Os pequenos estados foram unificados aos poucos e, durante o século IV, a nação foi governada por uma forte autoridade política centralizada em Yamato (hoje, prefeitura de Nara).
O período que vai do século IV ao século VI viu grandes desenvolvimentos na agricultura, bem como a introdução da cultura chinesa, inclusive o confucionismo e o budismo, através da Coreia. No final do século IV foi estabelecido o contanto entre o Japão e os reinos da Península Coreana.Foram introduzidas no país, pela Coreia, técnicas industriais como a tecelagem, o trabalho em metal, o curtume e a construção de navios, que se desenvolveram originalmente na China, sob a dinastia Han. Foi a dotada a forma de escrita do chinês, baseada em caracteres ideográficos, e com essa base os japoneses aprenderam os rudimentos de medicina, os empregos do calendário e da astronomia e a filosofia do confucionismo. O budismo foi introduzido no Japão em 538, vindo da Índia através da China e Coreia.O sistema chinês de governo proporcionou um modelo com o qual os governantes japoneses montaram seu próprio sistema.
A primeira capital permanente do país foi estabelecida em Nara, no início do século VIII.
A Família Imperial do Japão residiu lá por mais de setenta anos, de 710 a 784, e aos poucos estendeu sua autoridade pelo país. Até então, a capital, ou a sede do trono, deslocava-se com frequência dentro da região em torno das cidades tatuais de Nara, Kyoto e Osaka.
Uma nova capital, cujo modelo foi a capital chinesa da época, foi construída em Kyoto, em 794. Ela permaneceu como sede do trono por quase mil anos.
Essa transferência da capital para Kyoto marcou o início do período Heian, que continuou até 1192. Este foi um dos grandes períodos de desenvolvimento artístico no Japão.
Os contratos com a China foram interrompidos por volta do final do século IX, e a civilização japonesa começou a assumir suas próprias características e formas especiais.
Foi um processo de assimilação e adaptação, no qual as coisas introduzidas do exterior assumiram pouco um estilo essencialmente japonês. O exemplo mais típico deste processo foi o desenvolvimento, durante o período Heian, de uma escrita japonesa.
A complexidade da forma chinesa de escrever levou escritores e sacerdotes a elaborarem dois grupos de sistemas silábicos, baseados nas formas chinesas.
Em meados do período Heian esses alfabetos fonéticos, ou Kana, como são chamados, foram aperfeiçoados e seu uso foi bastante ampliado, abrindo caminho pra uma literatura de puro estilo Japonês, que floresceu substituindo aquela no idioma chinês importado.
A vida na capital caracterizava-se por uma grande elegância e refinamento.
Enquanto a corte entregava-se à busca das artes e dos prazeres sociais, tornava-se cada vez mais incerta sua autoridade sobre os clãs marciais da províncias.
O controle efectivo do império escapou aos poucos de suas mãos e tornou-se o prémio pelo qual duas famílias militares rivais, os Minamoto e os Taira, ambas descendentes de antigos imperadores, se engajaram em um dos conflitos mais celebrados e duros da turbulenta Idade Média do Japão. No final, os Minamoto prevaleceram e aniquilaram o clã rival Taira na épica batalha de Dannoura, no mar Interior, em 1185.
ERA FEUDAL
A vitória dos Minamoto marcou o virtual ecllipse do trono imperial como fonte de poder político efectivo e o início de sete séculos de regime feudal sob o comando de uma sucessão de xóguns, ou governantes militares. Em 1192, Yoritomo, chefe da vitoriosa família Minamoto, estabeleceu o xagunato, ou governo militar, em Kamakura, próximo a Tóquio dos dias de hoje, e assumiu certos poderes administrativos, que antes eram exercidos pelos imperadores em Kyoto.
Em reacção contra o que considerava a decadência de Kyoto em sua devoção às da paz, o xogunato em Kamakura encorajou a austeridade e a procura às artes marciais e disciplinas necessárias para restaurar o controle efectivo em todo o país, em especial sobre clãs rebeldes nas províncias mais distantes. O período Kamakura, como é chamada a era do xogunato de Yoritomo, foi uma era em que prevaleceu o Bushido-o comportamento dos samurais, ou cavalheirismo japonês.
Em 1213, o poder real foi transferido dos Minamoto para os Hojo, a família da esposa de Yoritomo, servindo de regentes para o xógum, eles mantiveram o governo militar em Kamakura até 1333. Durante esse período, os mongóis atacaram duas vezes o norte de Kyushu, uma vez em 1274 e de novo em 1281. Apesar das armas inferiores, os guerreiros japoneses foram bem-sucedidos na defesa do país e impediram que os invasores penetrassem no interior.
Após a destruição da maior parte de sua frota por furacões, que se abateram sobre ambas as tentativas de invasão, as forças mongóis retiraram-se do Japão.
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A restauração do governo imperial, que teve vida curta, de 1333 a 1338, foi seguida por um novo governo militar estabelecido pela família Ashikaga em Muromachi, em Kyoto.
O período Muromachi prolonga-se por mais de dois séculos, de 1338 a 1573. Durante este período, a austera disciplina do bushido encontra expressão na estética e nas atividades religiosas e impõe sua marca indelével nas artes do país, cuja característica principal ainda hoje em dia é um senso clássico de reserva e simplicidade.
Após dois séculos de domínio, o xogunato de Muromachi foi confrontado com um desafio crescente de sua autoridade por parte de clãs rivais em outras partes do país.
Por volta do final do século XVI, o Japão foi dilacerado por guerras civis, em que os chefes das províncias lutaram pela supremacia
. Finalmente, a ordem foi restabelecida pelo grande general Toyotomi Hideyoshi, em 1590. Em 1592 e 1597, Hideyoshi invadiu a Coréia, falhando em ambas as invasões, diante da resistência dos coreanos e chineses.
Seu trabalho de pacificação e unificação do Japão foi consolidado por Tokugawa Ieyasu, fundador do xogunato de Tokugawa.Foi durante esse período transitório de guerras civis que foram construídos muitos dos mais famosos castelos do Japão.
UNIDADE NO ISOLAMENTO
Após ter se estabelecido como governante efectivo de todo o Japão, Ieyasu fundou seu xogunato em Edo, como Tóquio era conhecida na época, em 1603. Foi uma virada decisiva na história japonesa. Ieyasu criou o modelo pelo qual foram moldadas todas as facetas da vida da nação, em especial suas instituições políticas e sociais, pelos próximos 265 anos.
Como meio de preservar a integridade da estrutura político-social que Ieyasu construiu, o xogunato Tokugawa tomou a drástica medida de virtualmente fechar as portas do Japão para o mundo exterior em 1639. Os primeiros ocidentais haviam chegado às costas do Japão no século anterior, durante o período Muromachi. Comerciantes portugueses aportaram em um pequena ilha no sudoeste do Japão e introduziram armas de fogo no país.
Foram seguidos nos anos posteriores por missionários jesuítas, comandados por São Francisco Xavier, e por grupos de espanhóis.
Comerciantes holandeses e ingleses também se estabeleceram em solo japonês.
A chegada dos europeus exerceu uma profunda influência no Japão.
Os missionários converteram muitas pessoas, em particular no sul do Japão.
O xogunato compreendeu que o cristianismo poderia ser um poder potencialmente tão explosivo quanto as armas de fogo que o acompanharam.
No final, o cristianismo foi proscrito e o xogunato Takugawa impediu a entrada de todos os estrangeiros, à excepção de uns poucos comerciantes holandeses confinados na pequena ilha Dejima, na baía de Nagasaki, alguns chineses que viviam em Nagasaki e ocasionais enviados reais da dinastia Lee, da Coreia.
Durante dois séculos e meio essas pessoas foram o único contanto entre o Japão e o mundo exterior. Foi através dos comerciantes de Dejima que os sábios japoneses puderam adquirir um conhecimento básico sobre a medicina ocidental e outras ciências, durante o longo período de isolamento do país.
RESTAURAÇÃO DO PODER IMPERIAL
Por volta do final do século XVIII e início do século XIX, o Japão viveu sob crescente pressão para abrir seu litoral para o mundo exterior.No país, a rígida estrutura social e política criada por Ieyasu começava a sentir a pressão provocada pelos novos tempos.
Em 1853, o comodoro Matthew C. Perry, dos Estados Unidos, entrou na baía de Tóquio com uma esquadra de quatro navios. Ele retornou no ano seguinte e conseguiu persuadir os japoneses a firmar um tratado de amizade com seu país.
Isto foi seguido pela assinatura de tratados semelhantes com a Rússia, a Inglaterra e os Países Baixos, no mesmo ano, abrindo desse modo, mais uma vez, o Japão para a relação com o exterior. Quatro anos depois, esses tratados foram transformados em tratados de comércio, e firmou-se um tratado semelhante com a França. O impacto desses acontecimento aumentou a pressão das correntes sociais e políticas que estavam minando as bases da estrutura feudal.
Houve grande tumulto durante cerca de uma década, até que o sistema feudal do xogunato Tokugawa desmoronou em 1867 e foi restaurada a plena soberania do imperador, na Restauração Meiji de 1868.

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PERÍODO MODERNO
A era Meiji (1868-1912) representa um dos períodos mais notáveis da história das nações.
Sob o reinado do imperador Meiji, o Japão realizou em apenas algumas décadas o que levou séculos para se desenvolver no Ocidente - a criação de uma nação moderna com indústrias modernas, instituições políticas modernas e um modelo moderno de sociedade.
Nos primeiros anos de seu reinado, o imperador Meiji transferiu a capital imperial de Kyoto para Edo, sede do governo feudal anterior.
A cidade foi rebaptizada de Tóquio, que significa "Capital Oriental".
Foi promulgada uma Constituição, que estabelecia um gabinete e uma legislatura bicameral.
Foram abolidas as velhas classes nas quais a sociedade havia sido dividida durante a era feudal.
O país inteiro lançou-se, com energia e entusiasmo, ao estudo e adopção da moderna civilização ocidental.A Restauração Meiji assemelhou-se ao rompimento de um dique atrás do qual haviam se acumulado as energias e forças de séculos.
A onda e o fermento provocados pela súbita liberação dessas energias se fizeram sentir no exterior. Antes do final do século XIX, o país envolveu-se na Guerra Sino-Japonesa de 1894-95, que terminou com a vitória do Japão.
Uma das consequências da guerra, por parte do Japão, de Taiwan, na China.
Dez anos depois, na Guerra Russo-Japonesa de 1904-05, o Japão saiu vitorioso mais uma vez, conquistando a ilha Sakalina do Sul, que havia sido cedida à Rússia em 1875 em troca das Ilhas Kurilas, e teve reconhecido seu interesse especial na Manchúria.
Após ter excluído outras potências de exercer qualquer influência sobre a Coreia, o Japão primeiro tornou a Coreia seu protectorado em 1905 e depois anexou-a em 1910.
O imperador Meiji, cujo governo ilustrado e construtivo ajudou a conduzir a nação durante as décadas dinâmicas de transformação, morreu um 1912, antes da eclosão da Primeira Guerra Mundial. No final dessa guerra, na qual o Japão entrou sob as clausulas da Aliança Anglo-Japonesa de 1902, o país foi reconhecido como uma das grandes potências do mundo.
O imperador Taisho, que sucedeu o imperador Meiji, foi sucedido, por seu turno, pelo imperador Hirohito em 1926, e começou a era Showa. Essa era iniciou-se em uma atmosfera promissora.
As indústrias da nação continuavam a crescer e a vida política parecia estar bem enraizada no governo parlamentar.
Entretanto, novos fautores começavam a exercer uma influência perturbadora.
A depressão mundial desestabilizou a vida económica da nação.
Enfraqueceu a confiança do povo nos partidos políticos após a exposição de uma série de escândalos. Extremistas exploraram a situação e a facção militar aproveitou a oportunidade oferecida então pela confusão do momento.
A influência dos partidos políticos caiu verticalmente.
Após o Incidente de Lugouqiao, que levou à eclosão da guerra com a China, os partidos foram forçados a se unir em torno de uma plataforma única de cooperação no esforço de guerra.
No final, eles foram dissolvidos e em seu lugar foi montado um partido de unidade nacional. Cam as funções da Dieta reduzidas a pouco mais do que as de uma marionete, não poderia haver nenhuma obstrução parlamentar à corrente dos acontecimentos, que finalmente levou à eclosão da Guerra do Pacífico, em 1941.
KAKAMIGAHARA
Os achados arqueológicos nas escavações de Ueno, planalto onde se localiza a cidade de Kakamigahara (Gifu), registram que há cerca de 21 mil anos o local já era habitado.
Isto é comprovado pelos restos encontrados nas ruínas de Robata, a mais famosa da cidade e aberta à visitação pública. Os objectos encontrados pelos pesquisadores se encontram no museu da cidade. Outro local de visitação que chama atenção é a tumba de Omaki, com 38 metros de diâmetro, construída no período Heian (794 - 1185), que é uma espécie de caixão de pedra, na forma de uma casa.
Ela tem com uma característica especial: o acesso por uma entrada lateral da tumba.
No local foram encontrados quinquilharias de pratas, peças de ouro e alguns instrumentos de metal. Os estudiosos que pesquisaram o local acreditam que o túmulo tenha pertencido a um clã poderoso na região de Kiso.Na época, a riqueza cultural contrastava com a miséria ocasionada pelas inundações constantes do Rio Kiso, que fica no sul da cidade.
Em contrapartida os governadores da região utilizavam as dificuldades geográficas como estratégia de defesa.
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As batalhas eram inevitáveis para um país que vivia em constante conflito.
Entre os inúmeros combates, o mais conhecido, sangrento e mais lembrado é a Rebelião de Jyokyu, ocorrida no período de Kamakura (1192 a 1333), que hoje é lembrada por uma torre construída no local.
Na Batalha de Kakamigahara, ocorrida no mesmo período, quando o Castelo de Gifu foi destruído, consta que as forças do norte tinham um contingente de 73 mil soldados e enfrentaram os 70 mil combatentes reunidos na região.
Esta é considerada uma das mais importantes batalhas ocorridas para a reunificação do Japão.
Em 1871, com a introdução do sistema de prefeituras, a actual Kakamigahara torna-se jurisdição de Gifu. Em 1897, a cidade vira parte de Inaba-gun, que incluía uma aldeia e 28
Estas últimas gradualmente se uniram formando a cidade de Gifu.
Por fim, tudo o que restou de Inaba-gun foram Naka, Inaha, Unuma e Sohara, actualmente as quatro aldeias representadas no símbolo da prefeitura.
No dia 1º de Abril de 1963, com a junção das vilas, Kakamigahara ganha o status de município, tornando-se o 13º da Província. Kakamigahara é o berço da aviação no Japão.
O histórico pode ser conferido no Museu Aeroespacial.
No período Meiji (1868 a 1912), os baixos preços dos terrenos na cidade motivaram o governo central a instalar a indústria aeronáutica na localidade. Em 1917 saíram das linhas de montagem os primeiros monomotores, o que impulsionou a cidade a se tornar um importante pólo industrial. Com o passar do tempo outras indústrias se instalaram na região.
Mas nem só de indústria vive a cidade.
No sector agrícola Kakamigahara é a maior produtora de cenoura no arquipélago.
O festival Cherry Blossom é a maior festa local e ocorre na época do florescimento das cerejeiras. O evento atrai cerca de 200 mil visitantes à região.
A infra-estrutura oferecida pelo governo aos seus habitantes é de excelente qualidade, com parques, praças, piscinas e jardins

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