CAPITULO 45
REINOS GERMÂNICOS
A partir do século V, os anglos e os saxões desembarcam nas ilhas britânicas, expulsando os celtas que lá viviam.
Suevos e visigodos instalam-se na península Ibérica, borguinhões ocupam a Gália, ostrogodos migram para a península Itálica e os vândalos assentam-se no norte da África.
Os francos avançam primeiro sobre os borguinhões, gauleses e visigodos, na Gália e na península Ibérica e, depois, atacam os lombardos ou longobardos na península Itálica.
OS GODOS
Originários das regiões meridionais da Escandinávia, os Godos eram um povo germânico que se distinguia pela fidelidade ao seu rei e comandantes, também por usar espadas pequenas e escudos redondos. Desta forma, deixaram a região do rio Vístula (atual Polônia) em meados do século II, e alcançaram o Mar Negro.
Com a presença goda, os outros povos germânicos passaram a pressionar o Império Romano de Marco Aurélio através do rio Danúbio.
No século seguinte, foram várias as incursões, ataques e saques as províncias de Anatólia e toda a península balcânica. A Costa Asiática e o Templo de Éfeso foram vítimas da fúria dos Godos. Já sob o reinado de Aureliano (270 - 275), Atenas foi invadida e seguiram-se a tomada de Rodes e Creta. Os romanos foram expulsos de Dácia, e os Godos se instalaram definitivamente na região do Danúbio. Assim de acordo com a região ocupada, os Godos foram denominados também de Ostrogodos e Visigodos. A partir deste momento, a cultura e política dos Godos passaram a influenciar gradativamente à Europa através do Império Romano.
Depois do abalo provocado pelas invasões dos povos chamados bárbaros pelos romanos, as tradições dos godos fundiram-se progressivamente com a cultura e as instituições políticas do Império Romano do Ocidente e passaram a integrar o legado cultural da Europa medieval. Os godos eram um povo germânico originário das regiões meridionais da Escandinávia.
Segundo sua própria lenda, relatada pelo historiador godo Jordanes em meados do século VI a.C., os godos, sob o comando do rei Berig, chegaram em três barcos ao sul do mar Báltico, onde se instalaram após derrotar os vândalos e outros povos germânicos.
O historiador romano Tacitus registra que, nessa época, os godos se distinguiam por usarem escudos redondos e espadas curtas e obedecerem fielmente a seus reis.
O povo godo abandonou a região do rio Vístula, que corresponde à atual Polônia, durante o reinado de Filimer, na segunda metade do século II, e chegou ao mar Negro após muitas aventuras. Foi possivelmente a pressão dos godos que obrigou outros povos germânicos a exercerem, por sua vez, uma forte pressão na fronteira do Danúbio com o Império Romano, na época do imperador Marcus Aurelius.
Durante o século III, foram muitas as incursões godas nas províncias romanas da Anatólia e da península balcânica: eles saquearam as costas asiáticas, destruíram o templo de Éfeso, chegaram a penetrar em Atenas e avançaram sobre Rodes e Creta.
Durante o regime de Aurelianus (270-275), obrigaram os romanos a se retirar da província da Dácia, no outro lado do Danúbio.
Os godos que viviam entre os rios Danúbio e Dniester receberam o nome de visigodos.
PAG 413
Os do outro ramo, que no século IV se haviam estabelecido na área que viria a ser a Ucrânia, foram denominados ostrogodos, nome que, segundo parece, significa "godos do leste". Ostrogodos.
O reino ostrogodo, que se estendia do mar Negro até o Báltico, alcançou o poderio máximo com Ermanarico, mas foi dominado pelos Hunos por volta do ano 370.
Após o colapso do império huno em 455, dois anos depois da morte de seu chefe Átila, os ostrogodos penetraram na Panônia (Danúbio central) e dirigiram-se para a Itália, onde o imperador Romulus Augustus havia sido derrotado (476) por Odoacro, chefe dos hérulos.
Em 493, o rei ostrogodo Teodorico I o Grande derrotou Odoacro e governou a Itália até a morte, em 526. Teodorico foi um governante hábil, que soube conservar o equilíbrio entre as instituições imperiais e as tradições bárbaras. Homem culto, educado na corte de Constantinopla, conseguiu ganhar a simpatia da aristocracia romana, cujos privilégios anteriores respeitou, e do povo, que assistia satisfeito à realização de obras públicas para a reconstrução e modernização de Roma.
Ao que parece, Teodorico alimentava o projeto de fundar um império godo que impusesse seu domínio sobre o resto do mundo bárbaro.
Para isso, manteve contato com outras tribos godas e estabeleceu vínculos familiares com os francos, os vândalos e os burgúndios. Sua morte criou um intrincado problema de sucessão, fato de que se valeu o imperador Bizantino Justiniano para intervir na Itália.
O exército romano oriental, sob o comando de Belisário, derrotou completamente os ostrogodos, dirigidos por seu novo rei Totila, cujo nome original era Baduila.
Os sobreviventes se dispersaram ou foram reduzidos à escravidão.
OS OSTROGODOS
São os godos que se deslocam para as regiões orientais da Europa e instalam um reino junto ao mar Negro, por volta do ano 200. Em 375, o reino é destruído pelos hunos. Saqueiam os Balcãs, penetram na península Itálica e vencem as tropas mercenárias germânicas. Em 493, fundam o reino ostrogodo da Itália. Proíbem o casamento entre romanos e ostrogodos, assumem a proteção militar de Roma e desenvolvem uma política de alianças para enfrentar Bizâncio.
A guerra contra o Império Bizantino prolonga-se até 552 e marca o fim do reinado ostrogodo.
O reino ostrogodo, que se estendia do mar Negro até o Báltico, alcançou o apogeu com Ermanarico. Porém, por volta do ano 370 foram dominados pelos Hunos.
Em 455, o império huno entrou em colapso com a morte do líder Átila.
Os ostrogodos invadiram o Danúbio central e seguiram para a Itália, onde o imperador Rômulo Augústulo havia sido derrotado (476) por Odoacro, chefe dos Hérulos.
O rei ostrogodo Teodorico I - o Grande, derrotou Odoacro (493) e governou a Itália até a sua morte em 526. Teodorico foi um governante hábil, homem culto, educado na corte de Constantinopla, que soube conservar o equilíbrio entre as instituições imperiais e as tradições bárbaras. Conseguiu a simpatia da aristocracia romana e do povo, que assistia satisfeito à realização de obras públicas para a reconstrução e modernização de Roma.
Ao que parece, Teodorico alimentava o projeto de fundar um império godo que impusesse seu domínio sobre o resto do mundo bárbaroPara isso, manteve contato com outras tribos godas e estabeleceu vínculos familiares com os francos, os vândalos e os burgúndios.
Sua morte criou um intrincado problema de sucessão, fato de que se valeu o imperador bizantino Justiniano para intervir na Itália.
O exército romano oriental, sob o comando de Belisário, derrotou completamente os ostrogodos, dirigidos por seu novo rei Totila, cujo nome original era Baduila.
Os sobreviventes se dispersaram ou foram reduzidos à escravidão.
OS VISIGODOS
O povo valente, possível significado do nome visigodos, conquistou no século III a Dácia, província romana situada na Europa centro-oriental. No século IV, ante a ameaça dos hunos, o imperador Valente concedeu refúgio aos visigodos ao sul do Danúbio, mas a arbitrariedade dos funcionários romanos os levou à revolta.
Penetraram nos Balcãs e, em 378, esmagaram o exército do imperador Valente nas proximidades da cidade de Adrianópolis. Quatro anos depois, o imperador Teodósio I o Grande conseguiu estabelecê-los nos confins da Mésia, província situada ao norte da península balcânica.
Tornou-os federados do império e deu-lhes posição proeminente na defesa.
PAG 414
Os visigodos prestaram uma ajuda eficaz a Roma até 395, quando começaram a mudar-se para oeste. Em 401, chefiados por Alarico I, que rompera com os romanos, entraram na Itália e invadiram a planície do Pó, mas foram repelidos. Em 408 atacaram pela segunda vez e chegaram às portas de Roma, que foi tomada e saqueada em 410.
Nos anos seguintes, o rei Ataulfo estabeleceu-se com seu povo no sul da Gália e na Hispânia e, em 418, firmou com o imperador Constâncio um tratado pelo qual os visigodos se fixavam como federados na província de Aquitania Secunda, na Gália. A monarquia visigoda consolidou-se com Teodorico I, que enfrentou os hunos de Átila na batalha dos Campos Catalâunicos.
Em 475, Eurico declarou-se monarca independente do reino visigodo de Tolosa (Toulouse), que incluía a maior parte das Gálias e a Espanha. Seu reinado foi extremamente benéfico para o povo visigodo: além da obra política e militar, Eurico cumpriu uma monumental tarefa legislativa ao reunir as leis dos visigodos, pela primeira vez, no Código de Eurico, conservado num palimpsesto em Paris.Seu filho Alarico II codificou, em 506, o direito de seus súditos romanos, na Lex Romana Visigothorum, mas carecia dos dotes políticos do pai e perdeu quase todos os domínios da Gália em 507, quando foi derrotado e morto pelos francos de Clóvis,
na batalha de Vouillé, perto de Poitiers. Desmoronou então o reino de Tolosa e os visigodos foram obrigados a transferir-se para Espanha. O reino visigodo na Espanha esteve inicialmente sob o domínio dos ostrogodos da Itália, mas logo tornou-se independente.
Para conquistar o domínio da península ibérica, os visigodos enfrentaram suevos, alanos e vândalos, povos bárbaros que haviam ocupado o país antes de sua chegada.
A unificação quase se concretizou durante o reinado de Leovigildo, mas ficou comprometida pelo problema religioso: os visigodos professavam o arianismo e os hispano-romanos eram católicos. O próprio filho de Leovigildo, Hermenegildo, chegou a sublevar-se contra o pai depois de converter-se à religião católica.
Mas esse obstáculo para a fusão com os hispano-romanos se resolveu em 589, ano em que o rei Recaredo proclamou o catolicismo, religião oficial da Espanha visigótica.
A monarquia visigoda foi destruída em 711 pela invasão muçulmana procedente do norte da África. Os visigodos, mais civilizados que outras tribos germânicas em virtude de seu longo contat com Roma, adotaram a arte do povo bizantino como o arco de ferradura e a planta cruciforme das igrejas, e realizaram um importante trabalho de compilação cultural e jurídica.
Figuras como santo Isidoro de Sevilha, ou obras jurídicas como o Código de Eurico, a Lex Romana Visigothorum e o Liber Judiciorum, código visigótico que forneceu as bases da estrutura jurídica medieval na Espanha, expressam o grau de desenvolvimento cultural que o reino visigodo alcançou.
• VÂNDALOS –
Oriundos das regiões entre o rio Oder e o mar Báltico, são empurrados pelos godos, em 406, para a Eslováquia e a Transilvânia. Unidos aos suevos e alemanos, atravessam a Gália e chegam à Hispânia em 409. Em 429, cruzam o estreito de Gibraltar e fundam um reino na Tunísia.
Em 442 conquistam a soberania, constituindo o primeiro reino germânico em território romano ocidental. Conhecidos pelas pilhagens e destruições (vandalismo) que realizam em suas incursões, dominam o Mediterrâneo. Em 455 invadem Roma e roubam os tesouros romanos.
Em 534 o reino vândalo da África é destruído pelo general bizantino Belisário.
• SUEVOS –
Oriundos da região entre os rios Elba e Oder, deslocam-se a partir de 406 para a península Ibérica, com os vândalos, instalando-se na Galícia em 409.
São combatidos pelos visigodos, que migram para a Ibéria em aliança com Roma, em 419.
CAMPO DE BATALHA ( VERSÃO DOS VÂNDALOS
No lado direito, a cerca de meio da mesa e encostado à sua borda existia uma grande floresta (A).
No lado esquerdo, a cerca de meio da mesa e encostado à sua borda existia um monte difícil (B).
Encostado ao bordo da mesa existia ainda um grande monte difícil
(C). Na borda da mesa do lado dos Suevos não existia terreno.
• A COLOCAÇÃO
O DESENVOLVIMENTO - 1
Os suevos eram os defensores e portando cabia aos vândalos a 1ª jogada e assim foi.
PAG 415
Os vândalos deram ordem de “Alto” a todos os grupos de cavaleiros e fizeram avançar toda a sua cavalaria ligeira para flanquear o grupo de guerreiros suevos chefiados pelo seu C-C.
Os suevos responderam com um avanço generalizado e com a protecção do seu grupo de guerreiros (que estava flanqueado pela cavalaria ligeira dos vândalos) com um movimento para a retaguarda dos seus psilois a proteger o flanco.
Depois os vândalos fizeram movimentar o seu comando da esquerda atacando os alanos (aliados dos suevos) e a sua cavalaria ligeira atacou os psiloi suevos.
De forma surpreendente os psilois resistiram e aqui começava a sua saga.
Dos combates entre alanos e os vândalos resultou a quebra de ambos os comandos. Ao nível do jogo, este estava empatado, mas no que diz respeito às forças em presença estavam em fuga 1/3 dos vândalos e menos de ¼ do exército suevo.
O DESENVOLVIMENTO - 2
O jogo estava correr bem para os suevos.
Para cima de 10 cavaleiros vândalos tinham sido destruídos ou colocados em fuga.
O comando da direita estava intacto e pronto a atacar a bagagem dos vândalos ou o flanco do comando central destes. Os psiloi do lado esquerdo resistiam bravamente, só os covardes dos alanos fugiam, mas quem confia nuns fulanos que usam cavalos?... Logo impunha-se atacar.
E assim foi feito os 3 comandos suevos avançavam de forma determinada ao encontro da bagagem, do comando central e do comando da direita dos vândalos.
A vitória já se via. O jogo estava a correr mal para os vândalos. Um terço do seu exército em fuga; o seu flanco esquerdo em fuga; a bagagem indefesa e podendo ser atacada pelos suevos. No flanco direito a cavalaria ligeira não conseguia colocar em fuga os psilois dos suevos. Realmente era um dia mau... O comandante em chefe dos vândalos fez o que lhe competiu (e o que lhe está no sangue) lançou todas as suas forças ao ataque.
O DESENVOLVIMENTO - 3
E assim o centro vândalo, sob as ordens do Comandante em Chefe, avançou a toda a velocidade para cima das unidades de archeiros e de cavalaria dos suevos.
À direita o general vândalo iniciava a transformação da sua linha numa coluna de forma a poder infiltrar-se entre os archeiros suevos e o grupo de guerreiros suevos.
A isto os suevos responderam movimentando-se rapidamente para a frente.
A sua esquerda avançava de forma determinada em direcção ao acampamento vândalo, tendo por únicos obstáculos alguns elementos de cavaleiros vândalos desmoralizados que faziam impossíveis para atrasar o ataque suevo ao seu acampamento e principalmente o general vândalo que mesmo enfraquecido atacava sempre, que podia, os flancos das colunas suevas. No centro os suevos avançaram a sua cavalaria e os seus archeiros de forma determinada e à direita o seu Comandante em Chefe avançava teimosamente contra a coluna de vândalos que se ia formando.
À direita a saga dos psiloi suevos continuava e mesmo em inferioridade numérica continuavam a bater a cavalaria ligeira dos vândalos.
O DESENVOLVIMENTO - 4
E a batalha continua a desenrolar-se de forma rápida. Na ala direita o general vândalo, com coragem e de forma inteligente, atacava constantemente as hostes suevas, nos seus flancos e pela retaguarda, provocando com isto um número cada vez maior de baixas.
Ao centro a carga dos cavaleiros vândalos, sob as ordens directas do Comandante em Chefe, levava tudo à sua frente, como uma onda imparável, levando à destruição e fuga da cavalaria sueva e dos seus archeiros que pobrezinhos nem se aperceberam do que lhes tinha passado por cima, com a honrosa excepção de 2 deles que ficaram a lutar.
Com esta carga o Comandante em Chefe vândalo conseguiu colocar em fuga mais um comando dos suevos. Neste momento dos jogo os suevos viam a fugir o seu comando alano e o seu comando de cavalaria e archeiros.
Apenas na ala direita, as coisas corriam mais lentamente e melhor para os suevos.
A coluna dos cavaleiros vândalos ia-se formando devagar e a pressão dos suevos aumentava com o seu bando de guerreiros a rodar para conseguir atacar o flanco da coluna.
O resultado da batalha iria ser determinado por este combate.
De repente os heróicos psiloi suevos, que até este momento tinham conseguido vencer a cavalaria ligeira dos vândalos, foram vencidos, deixando desprotegida a retaguarda do grupo de guerreiros que assim se viu confrontado com a possibilidade de um combate em duas frentes.
PAG 416
O DESENVOLVIMENTO - 5
Chegados a este ponto da batalha os comandantes em chefe tiveram de tomar decisões.
O DESENVOLVIMENTO - 6
O Suevo tinha visto o seu centro ser completamente desfeito pelos vândalos e estes tinham também o acampamento suevo na mira. Na esquerda os seus guerreiros continuavam a aproximar-se do acampamento vândalo e caso o conseguissem destruir provavelmente ganhariam a batalha. À direita a situação começava complicar-se e as suas tropas estavam situadas entre os cavaleiros vândalos pela frente e a cavalaria ligeira dos vândalos pela retaguarda. Então decidiu que parte das tropas do lado esquerdo avançaria a toda a velocidade (impetuosos) em direcção ao acampamento vândalo e que a outra parte sob o comando do seu general protegeria esse avanço e atacaria qualquer vândalo que o tentasse impedir.
Na direita decidiu que as suas tropas avançariam para atacar a coluna vândala, o mais rápido possível e ao centro as suas tropas que ainda restavam no campo de batalha procurariam deter o avanço vândalo sob o acampamento suevo.
O DESENVOLVIMENTO - 7
O Vândalo tinha perdido a sua ala esquerda e via os suevos próximos do seu acampamento, mas o comandante dessa ala estava a atacar permanentemente os suevos, atrasando-os.
À direita a situação tinha melhorado quando finalmente a sua cavalaria ligeira tinha destruído os psiloi suevos, colocando os guerreiros suevos entre duas forças vândalas.
Ao centro as suas forças, sob a sua liderança directa, tinha conquistado todo o centro suevo e estavam agora disponíveis mas outras missões.
À esquerda pouco se poderia fazer e foi decidido nada alterar.
À direita o plano deveria continuar a desenvolver-se levando a coluna a colocar-se no flanco do grupo de suevos e depois atacá-los com o apoio da cavalaria ligeira.
Ao centro a situação tinha que ser mais ponderada e foi decidido que o Comandante em Chefe vândalo e mais três cavaleiros vândalos iriam dirigir-se a toda a velocidade para a ala esquerda para atacar o respectivo comando suevo, procurando impedi-lo de atacar o acampamento vândalo.
• E assim foi feito.
O FIM
Os suevos viam chegar o seu fim. Na esquerda não conseguiam avançar para o acampamento vândalo e viam aproximar-se o Comandante em Chefe vândalo a toda a velocidade.
No Centro iam atrasando o avanço dos impetuosos cavaleiros vândalos, com o sacrifício dos archeiros e do seu general. A direita a coluna vândala tendo terminado o flanqueamento estava desdobrar para lançar o ataque. Os Vândalos já cheiravam o doce arome da vitória.
À esquerda o seu comandante em Chefe levava tudo que era suevo à sua frente, despedaçando tudo o que se lhe opunha.Ao centro os suevos não se conseguiam opor e atrasar o avanço dos impetuosos vândalos para o seu acampamento,
Para a direita estava guardado o golpe fatal. A coluna depois de se ter desdobrado atacou o bando de suevos por duas direcções.
• Os dados estavam lançados....
O bando de suevos começou a ceder. Os cavaleiros vândalos carregavam a toda a volta e finalmente os suevos quebraram, colocando-se em fuga e com este bando todo o exército virou costas e fugiu.
• BORGUINHÕES –
São parte dos germanos orientais das margens do Oder e vizinhos dos vândalos.
Por volta de 400 migram para uma área entre o Reno e o Maine, onde fundam um reino destruído por tropas auxiliares hunas. Migram para as margens do lago Genebra e reinstalam o reino em 443. Mantêm-se independentes até 534, quando são conquistados pelos francos.
ALAMANOS –
Fazem parte dos germanos do norte que permanecem majoritariamente em seus territórios de origem, na Jutlândia.
Uma parte se desloca para uma área entre os rios Reno e Elba, onde seus clãs ou restos de estirpes se fundem com outras etnias, formando a Suábia.
PAG 417
LOMBARDOS –
Também conhecidos como longobardos, migram de suas regiões de origem, na Escandinávia, para as margens do Elba. Fundam seu primeiro reino na região do Danúbio.
Aliam-se aos ávaros para invadir a península Itálica e formar seu segundo reino em 568.
Entre 572 e 650 conquistam a Pávia. Dividem a soberania da península com o Império Bizantino e criam ducados com autonomia frente à Coroa.
Convertidos ao catolicismo, reunificam o reino.
Em 751 o rei lombardo Astolfo põe fim ao domínio bizantino na Itália central.
Em 773, Carlos Magno conquista o reino e o incorpora ao Império Franco.
ANGLO-SAXÕES –
Ao deslocar-se para as ilhas britânicas, em 450, fundam sete Estados. Diante da expansão dos normandos, procedentes da Dinamarca, o rei Edgar consegue unificar os reinos anglo-saxões em 959. Mas o reino não resiste à invasão dos dinamarqueses em 1013. ~
Canuto, eleito soberano em 1016, une a Dinamarca e a Inglaterra num só reino, para a formação de um império marítimo nórdico.
A dominação normanda acontece sob o comando de Guilherme (William), o Conquistador, em 1066, que vence a batalha de Hastings.
• REINOS ESLAVOS
Originários da região da Rússia ocidental, a partir do século VII deslocam-se para oeste, ocupando as regiões abandonadas pelos germanos a leste do rio Elba, e se estendem pelos Balcãs.
Dividem-se em três grandes grupos tribais:
os orientais (russos, brancos e ucranianos),
os ocidentais (poloneses, pomerânios, sorabos, tchecos e eslovacos)
e os meridionais (eslovênios, croatas, sérvios e búlgaros).
NORMANDOS –
Também chamados de vikings, habitam a região nordeste do mar do Norte e as terras ocidentais do mar Báltico. Por volta do ano 900 constituem os reinos da Dinamarca, Noruega e Suécia.
No século X iniciam sua expansão rumo às ilhas britânicas, litoral norte dos reinos francos, península Ibérica, Mediterrâneo e territórios dos eslavos e bálticos.
Utilizam um novo tipo de embarcação, com mastro a vela, o que permite a navegação em alto-mar e o alcance de longas distâncias.
Em 982 chegam à Groenlândia e no ano 1000 atingem uma franja no norte da América (Vinland).
• REINO RUSSO –
Resulta da expansão normanda sobre os eslavos orientais, que estabelecem uma rota de comércio com Bizâncio e com a Ásia Menor. Em 882, Oleg, o Sábio, funda o primeiro reino.
Entre 978 e 1054, sob a dinastia Ruríkida, ocorre a eslavização dos normandos e a cristianização do reino, sob a influência bizantina.
• REINO POLONÊS –
Forma-se como reação das tribos poleni à expansão germânica para o leste, em 960.
Como forma de evitar a dominação, o novo reino poleni adota imediatamente o cristianismo.
Estabelecendo relações amistosas com os germanos, o reino polonês conquista uma posição hegemônica entre os eslavos ocidentais. Em 1241 a Polônia é invadida pelos mongóis, mas em 1320 a unidade é restabelecida com Ladislau, o Breve.
REINO BÚLGARO –
Surge do reino formado pela unificação das hordas hunas e uigures nas estepes russas do mar Negro.
Perdura até 679, quando é destruído pela invasão dos cázaros, dividindo-se em dois reinos.
• MAGIARES –
Penetram no ocidente durante o século IX, apoderam-se da região dos Cárpatos e ameaçam o Império Franco.
Em 1241 são dominados pelos mongóis.
PAG 418
MONGÓIS –
O processo de unificação das tribos mongóis, situadas nas estepes asiáticas, ocorre no final do século XII. Os mongóis se voltam para o ocidente, avançam até a Polônia e Germânia e dominam os húngaros. Com a expansão imperial, os mongóis se defrontam com sociedades de economia mais complexa. O comércio das caravanas terrestres, que se retrai durante a expansão militar, é reanimado. O intercâmbio entre o ocidente e o oriente, pela Rota da Seda, ganha vulto.
É através dela que Marco Polo chega a Pequim em 1278. Depois de se tornar o maior império da Idade Média, entra em declínio na metade do século XIV.
Em 1368 são expulsos da China.
POLITICA E CULTURA DOS BÁRBAROS GERMÂNICOS
A maioria destes povos organizavam-se em aldeias rurais, compostas por habitações rústicas feitas de barro e galhos de árvores.
Praticavam o cultivo de cereais como, por exemplo, o trigo, o feijão, a cevada e a ervilha.
Criavam gado para obter o couro, a carne e o leite.
Dedicavam-se também às guerras como forma de saquear riquezas e alimentos.
Nos momentos de batalhas importantes, escolhiam um guerreiro valente e forte e faziam dele seu líder militar.
Praticavam uma religião politeísta, pois adoravam deuses representantes das forças da natureza.
Odin era a principal divindade e representava a força do vento e a guerra.
Para estes povos havia uma vida após a morte, onde os bravos guerreiros mortos em batalhas poderiam desfrutar de um paraíso.
A mistura da cultura germânica com a romana formou grande parte da cultura medieval, pois muitos hábitos e aspectos políticos, artísticos e econômicos permaneceram durante toda a Idade Média O governo : Em época de paz era exercido pela assembléia de guerreiros, formada pelos chefes de família. Em estado de guerra escolhiam um rei. Sociedade :
As famílias germânicas moravam em cabanas de madeira recobertas de barro.
A autoridade do pai era absoluta.
A mulher respeitada.
O casamento era monogâmico.
As viúvas não podiam casar.
Ao chefe permitia-se a poligamia.
Vestiam uma espécie de túnica e usavam sapatos de couro.
RELIGIÃO E DEUSES :
Personificava as forças da natureza. Seus deuses eram adorados nas florestas e nas montanhas. As mais importantes eram:
ODIM - protetor dos guerreiros que habitava um palácio nas nuvens,
TOR - deus do trono;
FRÉIA - deusa da primavera, da juventude e do matrimônio;
LÓQUI - deus do mal, provocador dos terremotos.
Acreditavam num paraíso chamado Valhala, para onde iam os guerreiros mortos em combate levados pelas Valquírias.
Os que morressem de velhice e doença iam para o reino de Hell, onde só havia trevas. Germanos (invasão) :
A o entrar em declínio o Império Romano, muitos germanos foram admitidos como aliados militares dos romanos.
Outros tornavam-se colonos, criados e operários.
No século V, as fronteiras do Império tornaram-se vulneráveis, permitindo a infiltração dos germanos em número suficiente para conquistá-lo. Onde quer que se estabelecessem, fundavam reinos.
CONSEQÜÊNCIAS DAS INVASÕES BÁRBARAS
Fragmentação do Império Romano do Ocidente; o rei dos Hérulos, Odoacro, destronou o último imperador romano do ocidente, Rômulo Augustulo;
Fundação dos reinos cristãos com a conversão dos bárbaros;
As instituições bárbaras contribuíam para o aparecimento das línguas anglo-saxônicas;
PAG 419
Interesse pela liberdade e pelos usos simples e sadios.
Inúmeras culturas primitivas, muito remotas, existiram na Europa, assim como em outros continentes, desde a última Era Glacial.
Culturas primitivas e amadurecidas são descritas pelos povos caçadores, cuja arte surgiu na Europa em fins da última Era Glacial, cerca de 30 000 a.C. Alcançaram o apogeu nas famosas pinturas das cavernas do Sudoeste da França e do Norte da Espanha, cerca de 12 000 a.C. e espalharam-se pela África, Norte da Ásia, Américas do Sul e do Norte e Austrália.
As representações de animais (estilo zoomórfico) em pinturas e incisões ruprestes era a característica mais significativa da arte dos povos caçadores, o interesse do homem era centralizado no animal, do qual sua dependência existencial era quase generalizada, seu senso de superioridade ainda não era desenvolvido.
A arte dos primeiros caçadores extinguiu-se na Europa há milhares de anos, mas sobreviveu até nosso tempo entre os borquímanos da África do Sul e os aborígenes da Austrália, e ainda era praticada em regiões esparsas da América até cerca do século XVII.
Nas Américas do Norte e do Sul, os remanescentes de uma cultura caçadora autêntica são poucos, exceto entre os esquimós do Extremo Norte e entre algumas tribos da Terra do Fogo, na Extremidade Sul do Continente. As culturas amadurecidas da Antiguidade despontaram cerca de 5000 a.C. no Oriente Médio, enquanto as da Índia e China apareceram mil anos mais tarde.
O surgimento das culturas amadurecidas das Américas começou 500 anos após o advento da Era Cristã. Embora as culturas primitivas possam ser inferiores às amadurecidas quanto ao nível de desenvolvimento econômico e social, isto não é exato em relação à arte.
As primeiras pinturas rupestres européias, descobertas em Altamira em 1879 e na Bordonha na década de 1890, provaram que o homem primitivo havia sido consumado artista.
A cultura primitiva exerceu forte influência sob as demais culturas do mundo.
As chamadas amadurecidas desenvolveram-se em solo fertilizado, manifestando em sua arte os conceitos mantidos por suas antecessoras.
CELTAS
Apesar de sua dispersão política e cultural, a antiga civilização celta estendeu sua influência por todo o continente europeu, desde as ilhas britânicas até os Balcãs, e mesmo até a Anatólia. Essa influência ainda se percebe em algumas das línguas faladas na Europa, como o gaélico e o bretão.
No fim do segundo milênio antes da era cristã, os celtas começaram a individualizar-se como um grupo de características próprias depois de um longo processo de formação, no qual conseguiram impor-se a outros povos e atuar como aglutinadores de todos eles.
Assim surgiu uma civilização comum a grande parte da Europa, a cultura dos túmulos (assim denominada em virtude do costume de sepultar os mortos sob grandes túmulos de terra), que alcançou seu desenvolvimento máximo por volta de 1200 a.C.
Entre os séculos XII e VIII a.C., floresceu a cultura dos campos de urnas, considerada a primeira grande expansão do povo celta. Suas principais características foram a utilização de objetos de bronze e a celebração de um ritual funerário diferente do da cultura dos túmulos: o morto era incinerado, e suas cinzas postas numa urna.
O período de Hallstatt se desenvolveu do século VII até o VI a.C.
Originou-se na alta Áustria, onde foram exploradas as primeiras jazidas de ferro.
Ocorreu nesta etapa uma novidade importante:
a introdução das armas de ferro propiciou o aparecimento de uma oligarquia que, constituída como força militar, estabeleceu sua residência em povoações fortificadas, situadas em pontos estratégicos. A cultura de Hallstatt se estendeu à Alemanha meridional e oriental, nordeste da França, sudeste da Inglaterra e península ibérica.
A difusão da siderurgia, a arte decorativa geométrica, os ritos funerários de sepultamento e incineração, as fortificações e sobretudo o armamento de ferro, em que se destaca um tipo de espada afiada em ponta, são os elementos mais representativos desse período.
Da evolução de Hallstatt e do contato com os povos mediterrâneos nasceu a cultura La Tène, que se desenvolveu a partir do século V a.C.
Foi nessa etapa que os celtas alcançaram expansão e poderio máximos.
Por influência de gregos e etruscos, passaram a elaborar formas artísticas nas quais os motivos geométricos foram substituídos pelos florais, animais e humanos.
PAG 420
A cerâmica aperfeiçoou-se com o emprego do torno, que fez surgirem objetos de formas curvas em lugar dos anteriores, retilíneos. A estrutura social se tornou cada vez mais rígida, à medida que a classe dos guerreiros aumentava seu prestígio e poder, exercendo feroz tutela sobre as rotas comerciais que atravessavam seu território.
Nos túmulos cavados no solo, os nobres celtas foram substituídos pelos chefes militares.
O apogeu econômico dos celtas e sua presença no mundo comercial de então podem ser detectados na cunhagem de moedas a partir do século IV a.C.Durante o período La Tène, os celtas fixaram residência em lugares de fácil defesa e difícil acesso para os possíveis inimigos ou nas margens dos rios. Foi nessa fase que a religião celta atingiu seu mais alto desenvolvimento.
A magia e a adivinhação eram apanágio dos druidas, sacerdotes e sábios, dirigiam as cerimônias religiosas para celebrar as forças da natureza.
A atividade desses sacerdotes, depositários da tradição cultural céltica, conservava os vínculos entre os povos celtas do continente e os das ilhas britânicas.
No século IV a.C., os celtas iniciaram uma profunda incursão na Itália.
Chegaram a Roma por volta de 390, atacaram os Etruscos e estabeleceram-se na região que mais tarde seria conhecida como Gália Cisalpina (planície do Pó).
Também se introduziram no leste da Europa através do Danúbio e ocuparam o noroeste da Hungria, o sudoeste da Eslováquia e parte da Transilvânia. Durante o século III a.C., a expansão dos celtas alcançou a Macedônia e ameaçou Delfos.
Daí continuaram até a Anatólia, onde fundaram o reino da Galácia.
Expulsos dessa região, instalaram-se nas terras da futura Bulgária, onde também implantaram um de seus reinos. A partir de então, todos esses povos celtas sofreram notáveis influências Helenísticas, ampliadas ainda mais em virtude dos serviços que prestaram nos exércitos da Grécia e do Egito. A expansão celta se deteve a partir do século III a.C., em conseqüência da reação defensiva dos povos do Mediterrâneo, principalmente de Roma.
O poderio romano começou a impor-se sobre uma civilização que, carente de unidade política, não tinha como se manter em já tão grande extensão territorial. Sua decadência se prolongou até o século I a.C., momento em que todas as tribos, exceto as da Irlanda, tiveram que submeter-se à nova potência emergente,
O IMPÉRIO ROMANO
Esse problema era endêmico no império todo na época, mas, no caso da Bretanha, o incômodo era triplo. Do norte da Alemanha e do sul da Dinamarca vinham tribos germânicas, os anglos, saxões e jutos, falantes de dialetos ancestrais do inglês de hoje.
Do nordeste da Escócia atacavam os escotos e os pictos, guerreiros violentos que lutavam de um jeito selvagem, quase nus, com o corpo coberto por tatuagens.
Para completar a desgraça, havia os escotos da Irlanda, que também eram um povo celta como seus primos bretões e gauleses, mas tinham ficado de fora do domínio romano.
Muita gente costuma imaginar que, em dado momento, Roma acabou desistindo de manter a ilha dentro de seus domínios, já que tinha de se preocupar com a própria sobrevivência, e abandonou a Bretanha. Mas o que aconteceu foi exatamente o contrário:os bretões ficaram de saco cheio de serem deixados na mão por mais um general que queria virar imperador (um tal de Constantino III) e declararam independência. "A idéia de que a ilha ficou indefesa porque os romanos retiraram suas legiões não passa de um mito.
As legiões foram embora porque Constantino as levou com ele para tentar conquistar o continente, sem sucesso, e a mudança seguinte no status da Bretanha foi ativa, e não passiva", afirma o historiador britânico Geoffrey Ashe, autor de Kings and Queens of Early Britain). O imperador legítimo, Honório, reconheceu a independência da região em 410, numa carta em que delegou às cidades bretãs a responsabilidade de se defenderem militarmente.
• AS CRUZADAS : CHAMADO ÁS ARMAS
No bom tempo Sua Santidade Urbano II avançou, auxiliado por cardeais e bispos. Abençoou-se e louvou com o sinal da Cruz. Ergueu suas mãos em sinal de silêncio. A multidão em reverência calou-se. Então falou com doçura e eloqüente persuasão.
“Ó Francos, de quantas maneiras Nosso Senhor os abençoou?
Vejam quão férteis são suas terras. Quão verdadeira é sua fé. Quão indisputável é sua coragem. A vocês, abençoados homens de Deus, dirijo essas palavras.
PAG 421
E que não sejam levadas levianamente, pois são expressas pela Santa Igreja, que, pelo sagrado pacto com Nosso Senhor, é Sua santíssima voz na terra.
Vós que sois justos e bons, vós que brilhais em santa fé escutai.
Que saibam de justa e grave causa que nos reúne hoje aqui, sob o mesmo teto, na piedade de Nosso Senhor. Relataremos fatos horríveis.
Ouvimos sobre uma raça de homens saídos de presença profana e falta de fé. Turcos, Persas, Árabes, amaldiçoados, estranhos a nosso Deus, que devastam por fogo ou espada as muralhas de Constantinopla, o Braço de São Jorge.
Até hoje, por misericórdia do Supremo, Constantinopla foi nossa pedra, nosso bastião de fé em território infiel. Agora essa sagrada cidade encontra-se desfigurada, ameaçada.
Quantas igrejas esses inimigos de Deus poluíram e destruíram?
Ouvimos de altares e relíquias sendo dessecrados por sujeira produzida por corpos Turcos.
Ouvimos sobre verdadeiros crentes sendo circuncidados e o sangue desse ato sendo vertido em pias batismais. O que podemos dizer a vocês? Turcos transformam solo sagrado em estábulo e chiqueiro, expelem o conteúdo de seus fétidos e putrefatos corpos em vestimentas dos emissários da palavra de Nosso Senhor.
Os descrentes forçam Cristãos a ajoelhar sobre essas roupas imundas, curvar as cabeças e esperar o golpe da espada. Essas vestes, que através da imundície e sangue são testemunhas de aberrações na falta da verdadeira fé, são exibidas junto com corpos dos mártires.
O que mais devemos lhes dizer, ó fieis? Turcos abusam de mulheres Cristãs. Turcos abusam de crianças Cristãs. Pensem nos peregrinos da fé que cruzam o mar, obrigados a pagar passagem em todos os portões e igrejas de todas as cidades.
Quão freqüente esses irmãos no sangue do Cristo passam por humilhações e falsas acusações?
Aqueles que crêem em pobreza, como são recebidos nesses lugares de nenhuma fé?
São vasculhados em busca de moedas escondidas. As calosidades em seus joelhos, causadas pelo ato de fé ao Nosso Senhor, são abertas por lâminas.
Aos fiéis são dadas bebidas de natureza vomitória para que sejam vasculhadas suas emissões estomacais. Após isso são ainda obrigados a sorver excremento liquefeito de bodes e cabras de forma a esvaziar suas entranhas. Se nada for encontrado que satisfaça essas crias infernais, ó fieis, escutem. Turcos abrem com lâmina da espada as barrigas dos verdadeiros seguidores, em busca de peças de ouro ingeridas e assim escondidas.
Espalham e retalham entranhas mostrando assim o que a natureza manteria secreto.
Tudo a procura de riquezas ou por prazer insano.
Turcos perfuram os umbigos dos fiéis, amarram suas tripas a estacas e afastam os Cristãos, prendendo-os com cordas a outro poste, de forma a que vejam suas próprias entranhas endurecendo ao sol, apodrecendo e sendo consumidas por corvos e vermes.
Os Turcos perfuram irmãos na fé com setas, fazem dos mais velhos alvos móveis para seus malditos arcos. Queimam os braços e pernas dos mártires até o negro e soltam cães famintos para os devorar, ainda vivos. Ó Francos, o que dizer?
O que mais deve ser dito? A quem, pois, deve ser dirigida a tarefa de vingança tão santa quanto a espada de São Miguel? A quem Nosso Senhor poderia confiar tal tarefa senão aos seus mais abençoados e fiéis filhos?
• Ó Francos, vocês não são habilidosos cavaleiros?
Poderosos guerreiros na palavra de Deus?
Próximos a São Miguel na habilidade de expurgar o mal pela espada?
Dêem um passo a frente! Não mais levantarão as espadas entre si, ceifando vidas e pecando contra A palavra. Aproximem-se guerreiros abençoados.
Os que dentre vocês roubaram tornem-se agora soldados, pois a causa é suprema.
Aqueles que cultivam mágoas juntem-se aos seus causadores, pois a irmandade é essencial ao objetivo. Aproximem-se os que desejam vida eterna, aproximem-se os que desejam absolvição no sagrado. Saibam que Nosso Senhor espera seus filhos em lugar abençoado.
Na palavra do Santíssimo seguirão e combaterão, não deixem que obstáculos os parem, creiam Na palavra e nada os deterá. Deixem todas as controvérsias para trás!
Unam-se e acreditem!
Não permitam que posses ou família os detenham. Lembrem-se das palavras de Nosso Salvador, “Aquele que abandonar sua morada, família, riqueza, títulos, pai ou mãe pelo meu nome, receberá mil vezes mais e herdará a vida eterna”.
PAG 422
Se os Macabeus dos tempos de outrora conquistaram glória pela sua luta de fé, da mesma forma a chance é ofertada a vocês. Resgatem a Cruz, o Sangue e a Tumba.
Resgatem o Gólgota e santifiquem o local. No passado vocês não lutaram em perdição?
Não levantaram aço contra iguais? Orgulho, avareza e ganância não foram suas diretivas?
Por isso vocês merecem a danação, o fogo e a morte perpétua. Nosso Senhor em sua infinita sabedoria e bondade oferece aos seus bravos, porém desvirtuados filhos, a chance de redenção. A recompensa do sagrado martírio .Ó Francos,ouçam!
Deixem a chama sagrada queimar em seus corações!
Levem justiça em nome do Supremo! Francos!
A Palestina é lugar de leite e mel fluindo, território precioso aos olhos de Deus.
Um lugar a ser conquistado e mantido apenas pela fé.
Pois chamamos por suas espadas!
Lutem contra a amaldiçoada raça que avilta a terra sagrada, Jerusalém, fértil acima de todas outras. Glorifiquem suas peregrinações para o centro do mundo, consagrem-se em Sua paixão! Alcancem a redenção pela Sua morte! Glorificado pelo Seu túmulo!
O caminho será longo, a fé no Onipotente tornar-lhe-á possível e frutífera.
Não temam Francos! Não temam tortura, pois nela reside a glória do martírio!
Não temam a morte, pois nela reside a vida eterna! Não temam dor, pois serão resignados!
Os anjos apresentarão suas almas a Deus, o Santíssimo será glorificado pelos atos de seus filhos! Vejam a sua frente aquele que é voz de Nosso Senhor!
Sigam Sua presença e palavras eternas!
Marchem certos da expiação de seus pecados, na certeza da glória imortal.
Deixem as hordas do Cristo Rei se atracar com o inimigo! Os anjos cantarão suas vitórias!
Que os conhecedores Da palavra entrem em Jerusalém portando o estandarte de Nosso Senhor e salvador! Que o símbolo da fé seja mostrado em vermelho sobre o imaculado branco, pureza e sofrimento expressados! E que Sua palavra se faça ouvida como retumbante trovão, trazendo medo e luz para os infiéis! Que agora o exército do Deus único grite em glória sobre os Seus inimigos!”“Louvado seja o Senhor meu Deus!” Gritaram as centenas de cavaleiros Francos reunidos no campo de Clermont. E as Cruzadas tiveram início...
• Extraído da “Gesta Francorum”
REINOS TÁRTARO MONGÓIS
• HUNOS –
Povo asiático, originário das estepes mongóis, estabelece um império na região da Turcomênia antes da era cristã. Possuem organizações sociais e políticas de cunho militar.
Os khan, ou príncipes, constituem os chefes eleitos.Deslocam-se para a estepe russa meridional e chegam, juntamente com os alamanos, às costas do mar Negro, em 375.
Destroem o reino ostrogodo, aniquilam e submetem os povos germânicos.
Em 441 Átila converte-se no khan supremo dos hunos, incorpora germanos e romanos aos seus exércitos, avança contra Bizâncio e invade a Gália.
Após sua morte, em 453, os hunos são aniquilados pelos germanos.
Dentre os povos bárbaros, os hunos foram os mais violentos e ávidos por guerras e pilhagens. Eram nômades ( não tinham habitação fixa e viviam a percorrer campos e florestas ) e excelentes criadores de cavalos. Como não construíam casas, viviam em suas carroças e também em barracas que armavam nos caminhos que percorriam.
A principal fonte de renda dos hunos era a pratica do saque aos povos dominados.
Quando chegavam numa região, espalhavam o medo, pois eram
• ÁTILA O HUNO
Átila (406-453), o flagelo de Deus, foi rei dos hunos.
Filho de Mundzuc, um dos líderes dos hunos, após a morte de seu pai, foi criado junto de seu irmão Bleda, por seu tio Rua. Com a morte de Rua, Bleda, como primogênito, seria o herdeiro do trono, mas Átila, alegando que o irmão teria envenenado seu tio, se tornou rei após matar o irmão em um duelo. Atormentou a Europa durante o século V.
Aterrorizou tanto os romanos quanto germânicos.
Por duas vezes marchou em direção à Roma.
PAG 423
Na primeira delas o pretexto seria a conquista do dote de um casamento com a princesa Justa Grata Honória, irmã do imperador romano do ocidente Valentiniano III que, após ter sido aprisionada por suspeita de conspirar contra o imperador, pediu ajuda ao rei dos hunos.
O exército de Átila foi derrotado pelo general romano Aécio (Aecius), mas em 452, voltou a invadir a Itália chegando a cerca de 200 quilômetros da cidade de Roma.
A lenda diz que ele desistiu de atacar a cidade devido a uma intervenção do Papa Leão I, mas a explicação mais convincente é que a tropa huna estava sendo dizimada por doenças e simplesmente não tinha como seguir lutando.
O próprio Átila teria morrido nesta ocasião, acometido por uma hemorragia estomacal no dia seguinte a seu casamento com Idílico, provavelmente de origem visigoda, o que fez com que também fosse levantada a hipótese de que teria sido envenenado.
Após sua morte, o seu reino foi dividido entre os filhos, que foram incapazes de manter a sua enorme expansão territorial.
Depois de os hunos recuarem até ao mar de Azov, foram derrotados pelos ávaros em 561.
ÁTILA LIDER DOS HUNOS
• Introdução
Os povos bárbaros eram de origem germânica e habitavam as regiões norte e nordeste da Europa e noroeste da Ásia, na época do Império Romano.
Viveram em relativa harmonia com os romanos até os séculos IV e V da nossa era.
Chegaram até a realizar trocas e comércio com os romanos, através das fronteiras.
Muitos germânicos eram contratados para integrarem o poderoso exército romano.
Os romanos usavam a palavra "bárbaros" para todos aqueles que habitavam fora das fronteiras do império e que não falavam a língua oficial dos romanos:
o latim. A convivência pacífica entre esses povos e os romanos durou até o século IV, quando uma horda de hunos pressionou os outros povos bárbaros nas fronteiras do Império Romano.
Neste século e no seguinte, o que se viu foi uma invasão, muitas vezes violenta, que acabou por derrubar o Império Romano do Ocidente.
Além da chegada dos hunos, podemos citar como outros motivos que ocasionaram a invasão dos bárbaros: a busca de riquezas, de solos férteis e de climas agradáveis.
TAMERLÃO E ATILA
Desde que os primeiros cavalos fortes o bastante para serem montados foram criados, a história da Ásia e da Europa foi interrompida, periodicamente, por conquistadores bárbaros, cavalgando pela planície e criando impérios. A vida na Estepe da Ásia Central é extremamente dura; homens e mulheres dependem para quase tudo de seus rebanhos e do comércio com as nações civilizadas à sua volta; as temperaturas no inverno descem a -40o C, e a água é um recurso precioso.
Simplesmente sobreviver nesse ambiente é um feito.
Dois dos maiores conquistadores bárbaros eram portadores de deficiências.
O primeiro deles, Átila o Huno, que era anão, foi considerado um dos responsáveis pela queda do Império Romano. As tribos germânicas que conquistaram grandes porções do Império estavam na verdade fugindo de Átila, conhecido como o Flagelo de Deus.
Muito pouco é sabido da vida de Átila antes dele, por volta de 433 e com mais ou menos 25 anos, subir ao trono de rei dos Hunos, juntamente com seu irmão Bleda, a quem assassinou em 445. Segundo a lenda, Átila teria morto seu primeiro inimigo aos seis anos de idade e carregava a espada do deus da guerra. Tinha, segundo os cronistas, 1,20 metro e altura.
Em 447, Átila invadiu o Império Romano, derrotando todos os exércitos romanos e só deixando de conquistar Constantinopla graças às muralhas da cidade.
O imperador passa a pagar um imposto de 900 quilos de ouro anual aos hunos.
Em 450, o novo imperador se recusa a pagar o tributo. Ao invés de invadir o Império do Oriente, Átila invade o lado ocidental do Império; não apenas era este mais fraco, mas ele tinha uma desculpa: a irmã do imperador, Honória, havia sido aprisionada, suspeita de traição.
Da prisão, ela enviou seu anel a Átila, pedindo-lhe que servisse de campeão. Átila declarou que considerava o gesto uma oferta de casamento, e pediu metade do Império como dote.
Em 451, junto com Gaiserico, rei dos vândalos, invade o império com um exército com, segundo os cronistas da época, 600.000 homens. (O número real provável, segundo historiadores modernos, estava mais próximo de 150.000, ainda enorme para os padrões do século V.).
PAG 424
Na batalha de Châlons, Átila é derrotado pelo general romano Aécio, mas este não tem tropas o bastante para impedir que o exército huno atravesse o Danúbio de volta, mais ou menos intacto.
No ano seguinte, Átila invadiu novamente o Império, sem que dessa vez nenhum exército se opusesse a ele. Às portas de Roma, volta, sem que até hoje se saiba exatamente por quê. Dois anos depois, Átila morreu de um derrame.
Quando a notícia chegou a Roma e Constantinopla, missas foram rezadas em todas as Igrejas agradecendo a Deus. Novecentos anos depois, as armas de fogo assinalavam o começo do fim dos cavaleiros nômades. Com elas, a civilização finalmente dominaria todos os povos da Estepe.
O último dos grandes conquistadores bárbaros foi Timur, chamado Lenk (o aleijado), conhecido no Ocidente como Tamerlane ou Tamerlão.
Timur nasceu em 1336, num Oásis entre a cidade Samarkand e as montanhas do Hindu Kush, no atual Afeganistão. Segundo a tradição, teria ficado coxo depois de receber uma flexa na perna, mas a análise do seu esqueleto revelou que ambos os membros direitos eram deficientes.
Nessa época, o Império Mongol, que havia dominado toda a Ásia, havia se fragmentado em Cãnatos locais. Líder de um clã turco menor, Timur conquistou o canato de Chagatai, que incluía o que hoje são o Irã, o Iraque, o Paquistão e a antiga Ásia Central Soviética.
Ao contrário de Átila, que era conhecido pela ferocidade mas não pela inteligência, Timur era um gênio militar e diplomático; declarou-se sucessor de Gêngis Cã e conquistou todo o Oriente Médio e a Ásia Central.
Derrotou os Turcos Otomanos em Ancara em 1402, o que adiou em meio século a conquista por estes do Império Romano do Oriente e de Constantinopla. Em 1405, reuniu todos os seus exércitos e vassalos, da Rússia, Arábia e Índia, para a conquista da China Ming.
Morreu no caminho, provavelmente de uma febre provocada pelo excesso de álcool. Timur foi um grande patrono das artes e das ciências, apesar de ser ele mesmo analfabeto.
Correspondências suas com governantes da Europa e da China sobrevivem até hoje;
foi em sua corte que a forma atual do xadrez foi consolidada; a sua capital, em Samarkand, é uma das jóias da arquitetura islâmica, especialmente o seu mausoléu e a mesquita-catedral;
patrocinou também calígrafos e pintores.
A peça de Cristopher Marlowe Tamburlaine relata as conquistas de Tamerlane.
Quando os arqueólogos soviéticos abriram seu mausoléu em 1941, encontraram sobre a tumba uma inscrição avisando que "Aquele que violar este túmulo será atacado por um inimigo mais terrível que eu.
" Um mês depois, Hitler invadia a União Soviética.
Reza a tradição local que somente depois que o esqueleto de Timur foi devolvido ao mausoléu os exércitos nazistas foram derrotados, mas não há evidência nos arquivos do período de quando exatamente foram devolvidos os restos do último conquistador bárbaro ao mausoléu de Gur-i-Amir.
Fontes: Encyclopaedia Britannica, vol 18, p.424 Blair, Sheila, e Jonathan Bloom,
A GRANDE BRETANHA CRONOLOGIA
Dos antigos celtas a Elizabeth I,
• dos romanos ao maior império sobre a Terra
• 2000 a.C.-
Em várias etapas, povos pré-célticos de agricultores constroem o santuário e observatório astronômico de Stonehenge, um dos maiores monumentos da Europa pré-histórica
• 1000 a.C.
Começam a chegar às Ilhas Britânicas as tribos célticas, em duas levas distintas (uma se estabelece na Grã-Bretanha e a outra na Irlanda).
Os celtas trazem conhecimentos avançados de metalurgia e guerreiam em carros puxados por cavalos
55 a.C.
Depois de lutar na Gália, o general romano Júlio César desembarca na Bretanha e consegue a submissão de alguns chefes, mas não chega a estabelecer um domínio romano efetivo na ilha
PAG 425
43
O imperador romano Cláudio retoma o projeto de César e ordena a invasão da Bretanha por um exército de 40 mil soldados. O sul da ilha torna-se província do Império e muitos chefes bretões aderem ao novo governo
60
e ver suas filhas serem estupradas. A rebelião é sufocada Boadicéia, rainha dos icenos, inicia uma revolta contra os romanos, depois de ser chicoteada
122
Começa a construção da Muralha de Adriano (sob orientação do imperador romano de mesmo nome). Com 120 quilômetros de extensão, ela ajuda a proteger a Bretanha dos ataques de caledônios e pictos, da Escócia
383
O general espanhol Magnus Maximus, comandante das tropas romanas na Bretanha, é aclamado imperador por suas tropas e governa por cinco anos a parte ocidental do Império Romano
410
O imperador romano Honório reconhece o direito dos bretões à autodefesa e aconselha as cidades da ilha a se armarem contra os bárbaros.
A soberania romana na região está encerrada
597
Uma missão enviada pelo papa Gregório Magno inicia a conversão do reino anglo-saxão de Kent ao cristianismo.
Um a um, os reinos germânicos que iriam formar a Inglaterra se tornam católicos
871
Sobe ao trono o rei saxão Alfred, que começa a contra-atacar os invasores vikings e dá os primeiros passos para unificar o que se tornaria a Inglaterra
1066
Guilherme, o Conquistador, duque da Normandia (norte da França), invade a Inglaterra e mata o último rei saxão, Harold. Seus sucessores atacarão Gales
1215
O rei inglês João Sem Terra é forçado por seus barões a assinar a chamada Magna Carta, considerada o embrião das constituições do Ocidente por limitar os poderes do soberano
1283
Último reduto da antiga resistência bretã, o País de Gales é conquistado pelo rei inglês Eduardo I e se torna um feudo dos herdeiros da coroa, chamados então de príncipes de Gales
1532
O rei Henrique VIII rompe com o papa e nomeia a si mesmo chefe da Igreja , tornando a Inglaterra um país protestante, embora teologicamente muito próximo do catolicismo
1559
Elizabeth I, filha de Henrique VIII, sobe ao trono.
Em seu reinado, os ingleses vencem a invasão da frota espanhola conhecida como Invencível Armada
sábado, 7 de novembro de 2009
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário