sábado, 7 de novembro de 2009

CAPITULO 17 = FILOSOFIAS MARCIAIS

CAPITULO 17
FILOSOFIAS MARCIAIS
SAMURAIS
O termo samurai corresponde à elite guerreira do Japão feudal.
A palavra samurai vem do verbo Saburai, que significa "aquele que serve ao senhor".
A classe dos samurais, dominou a história do Japão por cerca de 700 anos, de 1185 à 1867.
E ao longo desse período, os samurais exerceram diferentes funções em determinadas épocas, passando de duelistas à soldados de infantaria da corte imperial, equipados inclusive com armas de fogo. No início, os samurais realizavam actividades minoritárias tais como, as funções de cobradores de impostos e servidores da corte imperial.
Com o passar do tempo, o termo samurai foi sancionado e os primeiros registros, datam do século X, situando-os ainda como guardiões da corte imperial, em Kyoto e como membros de milícias particulares a soldo dos senhores provinciais.
Nessa época, qualquer cidadão poderia tornar-se um samurai.
Este cidadão por sua vez, teria que se engajar nas artes militares para então, por fim, ser contratado por um senhor feudal ou daimyo, mas enquanto isso não acontecia, esses samurais, eram chamados de ronin.Na Era Tokugawa (1603), quando os samurais passaram a constituir a mais alta classe social (bushi), não era mais possível à um cidadão comum, tornar-se samurai, pois o título "bushi", começou a ser passado de geração em geração.
Só um filho de samurai poderia tornar-se samurai e este tinha direito a um sobrenome.
Desde o surgimento dos samurais, só estes tinham direito a um sobrenome, mas com a ascensão dos samurais como uma elite guerreira sob os auspícios da corte imperial, todos os cidadãos passaram a ter um sobrenome.
A partir desta época, a posição do samurai consolidou-se como um grupo seleto da sociedade.
PAG 169

As armas e armaduras que usavam eram símbolos de distinção e a manifestação de ser um samurai. Porém para armar um samurai era necessário mais que uma espada e uma armadura.
Parte de seu equipamento, era psicológico e moral; eram regidos por um código de honra muito precioso, o bushido (caminho do guerreiro), no qual a honra, lealdade e coragem eram os princípios básicos. A espada era considerada a alma do samurai. Todo bushi (nome da classe dos samurais), portava duas espadas presas ao Obi (faixa que segura o quimono), o katana (espada longa - de 60 a 90 cm) e wakisashi (de 30 a 60 cm), essas espadas eram o símbolo-distintivo do samurai.Os samurais não tinham medo da morte, que era uma consequência normal e matar fazia parte de suas obrigações. Porém, deveriam morrer com honra defendendo seu senhor, ou defendendo a própria reputação e o nome de seus ancestrais. Se viessem a falhar ou cometessem um ato de desonra para si próprio, manchando o nome de seu senhor ou familiares, o samurai era ensinado a cometer o Harakiri ou Seppuku, ritual de suicídio através do corte do ventre.
Se um samurai perdesse o seu Daymio (título dado ao senhor feudal, chefe de um distrito) por descuido ou negligência na hora de defende-lo, o samurai era instruído a praticar o harakiri.
Entretanto, se a morte do Daymio não estivesse relacionada à ineficiência ou falta de carácter do samurai, este se tornava um ronin, ou seja, um samurai que não tinha um senhor feudal para servir, desempregado. Isto era um problema, pois não conseguindo ser contratado por outro senhor e não tendo quem provesse seu sustento, frequentemente tinha que vender sua espada para poder sobreviver ou se entregar ao bandidismo. Nos campos de batalha assim como em duelos, os combatentes enfrentavam-se como verdadeiros cavalheiros
. Na batalha, um guerreiro costumava galopar até a linha de frente inimiga para anunciar sua ascendência, uma lista de feitos pessoais, bem como as façanhas do seu exército ou de sua facção. Depois de encerrada tais bravatas é que os guerreiros atacavam-se.
O mesmo acontecia num duelo. Antes de entrar em combate, os samurais se apresentavam, reverenciavam seus antepassados e enumeravam seus feitos heróicos para depois entrarem em combate.Fora do campo de batalha, o mesmo guerreiro que colhia cabeças como troféu de combate era também um fervoroso budista.
Membro da mais alta classe, empenhava-se em actividades culturais, como arranjos florais (ikebana), poesia, além de assistir a peças de teatro nô, uma forma de teatro solene e estilizada para a elite e oficiar cerimónias do chá, alguns se dedicavam a actividades artísticas tais como a escultura e a pintura.O estilo de vida e a tradição militar dos samurais dominaram a cultura japonesa durante séculos, e permanecem vivos no Japão até os dias de hoje.
Milhões de crianças em idade escolar ainda praticam as habilidades clássicas do guerreiro, entre elas a esgrima (kendo), arco-e-flecha (kyudo) e luta corporal desarmada (jiu-jitsu, aikido).
Estas e outras artes marciais, fazem parte do currículo de educação física no Japão actual.
Hoje o espírito samurai continua vivo na sociedade.
Através desse espírito, que o Japão é hoje uma das maiores potencias mundiais.
HISTÓRIA
O homem começou a praticar lutas individuais há vários séculos. Por volta 720, já havia algumas lutas primitivas, sem armas e sem fins desportivos. Brigava-se apenas pela sobrevivência.
Entre as principais formas de ataque e defesa, o Jiu-jitsu era a luta mais praticada, no Japão.
Por volta de 1600, existiam várias academias no Japão, especializadas nas técnicas dessa luta.
Os samurais (guerreiros japoneses) eram considerados excelentes lutadores.
BUSHIDO . CAMINHO DO GUERREIRO
Bushido, significa literalmente, "caminho do guerreiro" - era um código de honra não-escrito e um modo de vida para os samurais (a classe guerreira do Japão feudal ou bushi), que fornecia parâmetros para esse guerreiro viver e morrer com honra.
"Seguir o bushido, é dar ênfase à lealdade, fidelidade, auto sacrifício, justiça, modos refinados, humildade, espírito marcial e honra acima de tudo, morrer com dignidade".
Bushido é formado e influenciado pelos conceitos do Budismo, Xintoísmo e Confucionismo.
A combinação dessas doutrinas e religiões, formaram o código de honra do guerreiro samurai, conhecido como bushido. O Budismo se relaciona com o bushido, através do destemor do perigo e da morte. O samurai não temia a morte pois acreditava nos ensinamentos budista, que pregava a vida após a morte. Voltaria no encargo de guerreiro em suas contínuas reencarnações.
Os samurais não tinham medo do perigo, as técnicas de meditação do Zen, foram usadas como um meio de limitar esse temor.

PAG 170

Com os ensinamentos Zen, os samurais buscavam entrar em harmonia com seu Eu interior e com o mundo a sua volta. O desapego era a base do samurai, com a pratica do desapego, o samurai se tornou a maior casta de guerreiros que já existiu.
Bushido foi influenciado também, pelos preceitos do Xintoísmo, como a lealdade, o patriotismo, e a reverência aos seus antepassado. Com tal lealdade para com a memória de seus ancestrais, os samurais empenham essa mesma reverência ao imperador e ao seu daimyo ou senhor feudal.
Xintoísmo também fornece importância para patriotismo com seu país, o Japão.
Eles crêem que a Terra não existe apenas para suprir as necessidades das pessoas.
"É a residência sagrada dos deuses, dos espíritos de seus antepassados..."
A Terra deve ser cuidada, protegida e alimentada por um patriotismo intenso.
O Confucionismo oferece ao bushido, sua crença em relação aos seres humanos e suas famílias.
Confucionismo ressalta o dever filial e as relações entre senhor e servo, pai e filho, marido e mulher, irmão mais velho e mais novo e entre amigos, que são seguidas pelos samurai.
Junto com estas virtudes, o bushido também prega a justiça, benevolência, amor, sinceridade, honestidade, e auto controle. Justiça é um dos principais fautores no código do samurai, assim como o amor e a benevolência que são sumptuosas virtudes dos samurais.
Bushido, literalmente traduzido, significa "Caminho do Guerreiro", bushi "guerreiro" do "caminho". Neste sentido, o ideograma para caminho, em japonês, é equivalente à forma chinesa “Tao”, e exprime o conceito filosófico de absoluto.
Este conceito traz a ideia de origem, princípio e essência de todas coisas.
“O bushido, significa a vida total do guerreiro, sua devoção a espada, seu respeito às normas ditadas pelo Confucionismo. Não é apenas um sistema de ética a ser seguido pelas classes sociais. É a estrada do cosmo, os vestígios sagrados dos Céus, apontando o Caminho”. – O Livro Dos Cinco Anéis. No geral, guerreiro é aquele que busca seu próprio caminho.
Muitas pessoas podem estar perfeitamente buscando o caminho sem saber disso.
Guerreiro é a pessoa que tem um objectivo, e que por meio deste, passa a ter consciência de seu dom e suas limitações. Através dessa consciência, o guerreiro atinge sua meta, combinada com a vontade de vencer fraquezas, temores e limitações.
Cada pessoa trilha seu próprio caminho, já que existem vários caminhos como o caminho da cura pelo médico, o caminho da literatura pelo poeta ou escritor, e muitas outras artes e habilidades. Cada pessoa pratica de acordo com a sua inclinação.
Por isso pode-se chamar de guerreiro, aquele que segue seu caminho específico.
Porém, no bushido, a palavra guerreiro significa muito mais do que isso. O termo bushi não pode ser designado a qualquer um.
O bushi é diferente, pois seus estudos do caminho baseiam-se em superar os homens.
A casta guerreira se distingue das demais por sua fidelidade e honra, a palavra do guerreiro vale mais do que tudo. “Quando o guerreiro assume uma responsabilidade, mantém sua palavra.
Os que prometem e não cumprem, perde respeito próprio, tem vergonha de seus actos e sua vida consiste em fugir, gastam mais energia dando desculpas para desonrar sua palavra, do que o guerreiro usa para manter seu compromisso.
Ás vezes o guerreiro assume uma responsabilidade que resultará em prejuízo.
Não torna a repetir esta atitude, mas honra o que disse e paga o preço de sua impulsividade”. – . MANUAL DO GUERREIRO DA LUZ
O caminho do guerreiro é o caminho da pena e da espada, esse conceito vem do antigo Japão feudal e determinava que a nobreza (bushi) dominasse tanto a arte da guerra quanto a leitura, e que ele deve apreciar ambas as artes.
O bushi deve aprender o caminho de todas as profissões, se informar sobre todos os assuntos, apreciar as artes e quando não estiver ocupado em suas obrigações militares, deverá estar sempre praticando algo, seja a leitura ou a escrita, armazenando em sua mente a história antiga e o conhecimento geral, comportando-se bem a todo momento para ter uma postura digna de um samurai, tudo isso sem desviar do verdadeiro caminho, o bushido.
A etiqueta deve ser seguida, todos os dias da vida cotidiana, assim como na guerra pelos samurais. Sinceridade e honestidade são as virtudes que avaliam suas vidas.
Transcender um pacto de fidelidade completa e confiança esta ligado à dignidade. Os samurais também precisavam ter auto controle, desapego e austeridade para manter sua honra, em função disso, podemos dizer que o samurai é o guerreiro completo e seu código de honra –

PAG 171

o bushido - tem forte influência no estilo de vida do povo japonês e oferece uma explicação do carácter e da indomável força interior desse povo.
Para o bushido, o caminho do guerreiro exige que a conduta de um homem seja correcta em todos os sentidos, dessa forma, a preguiça é um mal que deve ser abominado.
Mas existe problemas quando a pessoa se apoia no futuro, pois torna-se preguiçosa e indolente, já que deixam pra amanhã, aquilo que poderia ser feito hoje.
Pessoas que agem dessa maneira, não seguem o verdadeiro preceito do bushido, que de um modo geral, é a aceitação resoluta da morte."Um samurai deve antes de tudo ter sempre em mente, dia e noite, desde a manhã de ano novo, quando pega os palitos para tomar café, até a noite do último dia do ano, quando paga suas facturas, o fato de que um dia irá morrer. Essa é a sua principal tarefa”. – Bushido O Código Do Samurai – Daidoji Yuzan.
Se o guerreiro tem plena consciência da morte, evitará conflitos, estará livre de doenças, além de ter uma personalidade com muitas qualidades e diferenciada às dos demais seres humanos.
O guerreiro vive o presente sem se preocupar com o amanhã, de modo que quando contempla o rosto das pessoas, sente como se nunca mais fosse vê-los novamente, e portanto, seu dever e consideração as pessoas, serão profundamente sinceros.
O verdadeiro guerreiro é aquele que aceita a morte, dessa maneira, ele não irá se meter em discussões desnecessárias que venham a provocar um conflito maior, já que assim ele pode acabar sendo morto, e isso talvez resultaria na sua desonra ou afligiria a reputação e nome de sua família. Se a ideia de morte é mantida, será cuidadoso e susceptível de ser discreto e não dirá coisas que ofendam às outras pessoas. Também não cometerão excessos doentios com a comida, bebida e sexo, usando a moderação ea privação em tudo, permanecendo livre de doenças e mantendo uma vida saudável. O guerreiro deve arder com a morte em desespero. “Naoshige disse uma vez: - O bushido significa a morte em desespero.
Várias dezenas de samurais sadios não podem matar um único samurai (que arda com essa morte em desespero). Homens sadios, de mente calmamente bem-comportada não podem realizar um grande empreendimento. Você só precisa ficar desesperado a ponto de morrer.
Se a discrição e a consideração do momento fundem-se com seu bushido, você na certa hesitará e ficará aquém de sua espreita”. – Bushido: O Caminho do Samurai - Tsuramoto Tashiro.
Resumindo, bushi é aquele que segue o caminho do guerreiro. Miyamoto Musashi dizia: -
Os homens devem moldar seu caminho. A partir do momento em que você ver o caminho em tudo o que fizer, você se tornará o caminho.
FILOSOFIAS DO BUDO
Em um país atormentado durante muito tempo por guerras e conflitos, os samurais desenvolveram um rigoroso código ético não-escrito, conhecido como bushido, que fornecia parâmetros para se viver e morrer com dignidade. Hoje em dia, em um Japão mais seguro, este código de conduta desenvolveu-se para uma filosofia de vida, o Budo.
As filosofias do budo, foram escritas por famosos Kendo-kas e mestres zen tais como Miyamoto Musashi, Yagyu Munenori, Sekishusai, Soho Takuan e muitos outros, a cerca de 500 anos atrás. Budo pode ser traduzido como caminho das artes marciais, bu significa "marcial" ou "militar" e do "caminho". Todas as artes marciais japonesas são chamadas de budo, quando estas possuem conotação filosófica.
Na idade média (Sengoku-gidai), principalmente em seu crepúsculo, surgiram grandes gênios da luta. Através das experiências vividas, eles se preocupavam em manter, mesmo em época de paz, o Ken-no-kokoro, o espírito da esgrima, considerado o alicerce do bushido (caminho do samurai), o qual desenvolveu-se em conjunto para a formação humana com ken (espada).
O homem não consegue viver em sociedade usando somente sua força animal ou instinto.
Surgiu então um apoio mental, recorrendo-se à pratica do zen (método que dá equilíbrio mental).
O Kendo chegou a um alto nível de perfeição, pois "ken-no-miti", o caminho da esgrima, é a meta de formação do samurai, favorecendo inclusive na era Tokugawa, o controle e o aprimoramento ao máximo da força mental e das técnicas. As lutas de Kendo permitiram enfrentar adversários fisicamente maiores com possibilidades de vence-los, impondo a paz e a disciplina, mostrando assim que já naquela época, os nobres procuravam aprimorar a mente e o corpo.
OBJETIVO DA PRÁTICA DO BUDO
Em resumo, deve-se a pratica do budo, a tarefa de contribuir na evolução do homem, ajudando-o a enfrentar e encarar a realidade com energia e coragem.

PAG 172

A meta é descobrir o caminho de cada ser humano dentro das suas limitações e possibilidades. O homem, em sua evolução física e espiritual passa pelo estágio primário, secundário, atingindo um nível superior.
Esta busca de perfeição deve ser o caminho da vida, que a cada dia se aprimora.
Esta escolha do caminho permite ao homem viver, sentir, perceber, aperfeiçoar-se, enriquecendo-se até a morte. A percepção atua, de acordo com o grau de sensibilidade, por meio dos órgãos dos sentidos, levando a diferentes reacções e comportamentos.
Além desses valores perceptivos, existe a riqueza espiritual que se manifesta pelo grau de emoções, satisfações e podem conduzir a verdadeira felicidade.
Esta energia espiritual pode levar a um magnetismo favorável na personalidade e à formação de um alto grau de cultura do homem.
O instrumento para o caminho da vida é a técnica que dá ânimo, motivação e estímulo.
Para, utiliza-la, o homem aperfeiçoa sua habilidade e seu talento mantendo um bom controle do físico e da mente. Aqui, talvez esteja o verdadeiro caminho da vida.
AIKIDO
INTRODUÇÃO
Aikido é uma arte marcial originária do Japão, criada pelo mestre Morihei Ueshiba,
O-sensei (1883 - 1969), que buscou coordenar à perfeição as actividades conjuntas do corpo e da mente com as leis naturais, isso porque os movimentos do Aikido, sem excepção, seguem as leis da natureza.São cheios de vigor e energia, mas aplicado sempre ao princípio de não-resistência e da abstenção de força bruta.
HISTÓRIA
Morihei Ueshiba nasceu em 14 dezembro de 1883 na cidade de Tanabe no Japão. Ueshiba que antes se chamava Moritaka, desde pequeno se interessava religião e foi encorajado por seus pais a praticar Sumo, natação e mais tarde o Daito Ryu AikiJiujitsu, a arte mãe do Aikido.
Ueshiba via o Daito Ryu AikiJiujitsu (Antes, no Japão, o Jiu-jitsu era a luta mais praticada e dos muitos estilos, o Daito Ryu AikiJiujitsu, desenvolvido por Minamoto Yoshimitsu, foi o que deu origem ao Aikido), como uma simples forma de combate, percebeu que essas técnicas marciais que praticava e ensinava, poderiam ser usadas para se realizar a "purificação" do homem e assim se harmonizar com o universo. Como Morihei Ueshiba era uma pessoa muito religiosa e impregnou no Aikido, o Xintoísmo, principal religião do Japão, que tem como princípio que o homem tem natureza divina, mas em razão de suas acções, fica "sujo", e é necessário uma purificação, que consta de um treinamento austero. Segundo o Xintoísmo, o homem deve se integrar com a natureza e com o Universo para poder recuperar sua pureza e consequentemente sua divindade. O ponto culminante que deu forma e inspiração para Ueshiba fundar o Aikido, aconteceu quando um espadachim atacou com um Bokken a O-sensei, nome como é chamado Ueshiba pelos Aikido-kas, que significa Grande Mestre.
Por mais que o espadachim atacasse e se esforçasse, não conseguia atingir ao Ueshiba que se esquivava, e esse processo se repetiu por algum tempo até que o samurai se cansou e foi embora sem atingir sequer um golpe em
O-sensei. Repentinamente sentiu uma sensação estranha, como se raios dourados luminosos saíssem da terra e envolviam seu corpo, ele podia entender tudo a sua volta, a natureza se revelava para Ueshiba de forma nunca antes experimentada. O-sensei percebeu que seus movimentos marciais serviam para leva-lo aquele sentimento de iluminação espiritual.
Morihei Ueshiba passou a partir de então, a modificar os katas do AikiJiujitsu de forma a transforma-los em técnicas mais suaves que poderiam ser praticadas por qualquer pessoa, para que servissem como um exercício físico, espiritual e não apenas como uma arte de guerra para eliminar o inimigo, surgia então o Aikido. Juntamente com seu filho, Morihei Ueshiba passou a difundir sua arte marcial e fundou o Aikido no mundo.
MORIHEI UESHIBA
Morihei Ueshiba nasceu em 14 de dezembro de 1883, na prefeitura de Wakayama, conhecida hoje como Tanabe. Seu pai, Yoroku, era um samurai e encorajava seu filho a praticar esportes.
Ele tinha um interesse por religião, poesia, artes e leitura.
Em 1901, Ueshiba viajou para Tókio para trabalhar como comerciante, e lá praticou estilos de jiu-jitsu e kendo. Uma doença o obrigou a voltar para sua terra, e aos 19 anos se casou.


PAG 173

Morihei recuperou rapidamente a saúde, mas naquela época, as relações internacionais entre Japão e Rússia estavam muito ruins, então o jovem decidiu se alistar no exército em busca de aventura, mas em razão de sua baixa estatura, 1,50m, foi impedido de ingressar no exército.
Determinado, ele ficou sozinho nas montanhas dependurando-se nas árvores com um peso nas pernas para expandir sua altura. Finalmente ele foi aprovado no teste físico e em 1903 ingressou na infantaria. Durante a guerra Russo-japonesa na Manchúria, apesar de estar na facção derrotada Morihei mostrou sua habilidade de antecipar-se a um ataque, dizia que podia prever a bala das armas vindo em sua direcção mesmo antes de ser disparada. Morihei voltou para sua vida na agricultura depois de 4 anos no exército, em que foi premiado com muitas condecorações. Uma das visões que transformaram a vida de Ueshiba, aconteceu em 1925 quando Morihei Ueshiba tinha 42 nos, um instrutor de Kendo desejando testar a reputação de Ueshiba, visitou seu Dojo e decidiu ataca-lo, usando seu sexto sentido, Ueshiba desviava dos ataques deste oficial. Depois que o oficial se foi, Ueshiba sentou-se em seu jardim para descansar. Repentinamente ele sentiu-se como se banhado por uma luz divina e o chão pareceu-lhe tremer. Morihei imaginou que ele tivesse se transformado num ser divino que preenchia o espaço e a barreira entre o mundo material e o espiritual.
Ele conclui a partir dai que o significado verdadeiro do Budo é o amor.
Durante a II Guerra Mundial, Ueshiba teve a visão do grande espírito da paz.
Depois disso, Ueshiba passou a ensinar a arte da paz, através do Aikido, como uma disciplina de mente-corpo, com meios práticos de controlar o espírito agressor e como um meio de vida que promove a sabedoria e o amor. Ueshiba interpretou a arte da paz num sentido mais amplo e acreditou que seus princípios do reconciliação, da harmonia e da cooperação poderiam se aplicar bravamente a todos os desafios que nós enfrentamos na vida, em relacionamentos pessoais, em como nós nos interagimos com a sociedade e a natureza, no trabalho e nos negócios.Acreditou que todos poderia ser um guerreiro para a paz.
O governo japonês reconheceu oficialmente o Aikido em 1940. Quando Ueshiba se afastou em 26 de abril de 1969, o governo declarou-o um tesouro nacional sagrado do Japão.
• JIU-JITSU
• INTRODUÇÃO ÀS ARTES MARCIAIS
As artes marciais abrangem somente, os antigos estilos de lutas asiáticas. Portanto, lutas como Boxe, Wrestling, Savate entre outras, não podem ser incluídas nas artes marciais.
Existe muita controvérsia a respeito das origens e história das artes marciais. Há também registros, como a Epopéia de Gilgamesh, de métodos de lutas similares ao Jiu-jitsu, como Luta livre ou Luta Greco-romana, praticado em diversos países pelo menos desde 2000 a.C.
Técnicas específicas de luta, chegaram à China através da Índia, berço das artes marciais.
Da China, o conhecimento de técnicas e combates sem armas, estendeu-se entre outras regiões asiáticas. No Japão, predominam as formas de lutas mais populares do mundo.
As diversas formas de luta que desenvolveram-se no Japão, na antiguidade, eram conhecidas em geral, como Ju-jitsu ou Jiu-jitsu. O samurai do antigo Japão feudal, ao travar um combate corpo-a-corpo sem armas, estavam pondo em pratica o Jiu-jitsu.
HISTÓRIA
Apesar de se tornar mais popular no Japão, a história do Jiu-jitsu começou na Índia (por isso a cognominação "o berço das artes marciais"), ha mais de dois mil anos atrás.
Os monges monastérios indianos eram proibidos, pela religião, de se defender com armas.
Mas em suas longas caminhadas, eram atacados por bandidos das tribos mongóis do norte da Ásia, nascendo então a necessidade de defesa corpo-a-corpo. Conhecedores de pontos vitais do corpo, desenvolveram um tipo de defesa especial para o tipo físico do seu povo, baixinho e franzino. Essa espécie de embrião do Jiu-jitsu acabou atravessando as fronteiras da china e indo para o arquipélago japonês, lá cultivado, conhecido apenas por nobres e samurai, o Jiu-jitsu, que significa literalmente, "Arte suave".
Antigamente havia vários estilos de Jiu-jitsu e cada lutador tinha seu estilo próprio.
Por isso o Jiu-jitsu era conhecido por vários nomes, tais como Kumiuchi, Aiki-ju-jitsu, Koppo, Tai-Jutsu, Gusoku, Koshi-no-mawari, Yawara, Hade, Jutai-Jutsu, Shubaku etc.
No fim da era Tokugawa, existiam cerca de 700 estilos de Jiu-jitsu.
Cada estilo tinha características próprias. Alguns davam mais ênfase às projecções ao solo, torções, estrangulamentos e outros enfatizavam ainda, golpes traumáticos como socos e chutes.

PAG 174

A partir de então, cada estilo deu origem ao desenvolvimento de artes marciais conhecidas actualmente de acordo com suas características de luta, entre elas o Judo, Karate e Aikido por exemplo.Por muito tempo, o Jiu-jitsu foi a luta mais praticada no Japão, até o surgimento do Judo como esporte em 1882. O Jiu-jitsu chegou a ser proibido no Japão durante um certo período como crime de lesa pátria. Com a introdução da cultura ocidental no Japão promovida pelo imperador Mutsu Hito (1867 - 1912), as artes marciais ficaram esquecidas.
Elas só foram valorizadas mais tarde, quando o ocidente também já apreciava esse tipo de luta.
KARATE
HISTÓRIA
Karate foi originado na Índia ou na China, há aproximadamente doze séculos.
A medida em que a arte foi sendo desenvolvida, estudada, cultivada e transmitida através das gerações, mudanças e contribuições foram somadas para a formação de diversos estilos de karate em evidência actualmente.Há milénios já existiam formas de lutas sem armas, e na época dos samurais no Japão, não existia o conceito de esporte. os guerreiros praticavam artes marciais também como forma de exercícios físicos, através dos quais educavam a disciplina, a moral, o civismo e impunham a paz e a moral à sua Nação.
O grande responsável pelo desenvolvimento do karate, foi o mestre Gichin Funakoshi, que introduziu o karate como esporte no Japão e foi convidado pelo ministério da educação japonês, para dar aulas de karate nas escolas e universidades do país.
O mestre Funakoshi pretendeu com seu método que visava a educação física como forma de defesa pessoal, aliada à filosofia dos samurais, mas com base científica, ajudar os estudantes em sua formação como homens e cidadãos úteis a sociedade, tudo isso, sem perder o verdadeiro espírito marcial da luta.O karate foi considerado "arte divina" pela sua grande eficiência no combate real. Um dos fatos mais importantes para o desenvolvimento do karate, foi o surgimento do "karate-competição" como esporte
Nos anos 30 e 40, o karate começou a se espalhar pelo mundo.
Aqueles poucos indivíduos, que realmente alcançaram uma alta condição na arte do karate, exibem capacidades que parecem estar próximas dos limites do potencial humano.
O praticante de karate, uma pessoa altamente treinada nos aspectos físico-mentais, quando se confronta com o atacante, apresenta um comportamento diferenciado e da provas de sentimentos completamente incomuns a alguém tão ameaçado.
Existe um ruptura de pensamento intelectual e de emoções como raiva, medo e orgulho.
Em lugar disso, ele não se sente como indivíduo separado das coisas que o cercam, como um indivíduo em seu ambiente.
Até mesmo seu oponente é olhado como uma extensão de si próprio.
É natural que tais sentimentos subjectivos estejam abertos ao estudo científico.
INTRODUÇÃO FILOSÓFICA AO KARATE-DO
Estes são os lemas do lutador de karate:
I- Esforçar-se para formação do carácter (Disciplina);
II- Criar o intuito de esforço (Determinação);
III- Respeitar acima de tudo (Respeito);
IV- Conter o espírito de agressão (Desapego);
V- Fidelidade para com o verdadeiro caminho da razão (Honra).
A palavra "karate" é derivada de uma expressão usada na filosofia zen, que pode ser considerada como parte integrante da filosofia oriental.
A palavra "sora" que se pronuncia também como "kara" ou "kuu", representa o universo.
No pensamento zen, a palavra contém o ato ou processo de libertação da pessoa ou seu ego, conseguindo um estado de mente que não é afretado por nada, isto é, estado de inexistência.
Este "estado", significa o esforço para livrar a pessoa de qualquer tipo de desejo e desenvolver um carácter respeitável. Portanto o verdadeiro propósito do karate é treinar de tal forma que o praticante possa viver de maneira agradável, saudável, honrado e digno, sem criar problemas, sem temer ao forte ou poderoso, sem se humilhar ante o homem influente, e sem se tornar cego pelas riquezas da terra (desapego).Esse equilíbrio existe através do In e You, que em conjunto, formam o universo, numa combinação do positivo e negativo. O significado actual do karate, se deve ao mestre Gichin Funakoshi, que mudando o sentido original do nome, introduziu a palavra KARA com significado de vazio, Céu, Universo. TE significa mão e DO caminho.
PAG 175

Literalmente karate significa o caminho das mãos vazias (Por isso se diz que o lutador de karate usa o próprio corpo como armas para lutar) ou num sentido mais filosófico, caminho que contém o universo.
No karate existe uma famosa expressão do mestre Funakoshi: "Karate Ni Sente Nashi", que significa que primeiro a defesa é importante, depois o ataque, sem perder o espírito ofensivo, esse provérbio explica claramente o objectivo do karate que é conter o espírito de agressão.
Dessa forma, nota-se a atitude de respeito na prática do "Kata" (Luta imaginária), as quais sempre se iniciam com técnicas de defesa.
FUNAKOSHI COM 20 ENSINAMENTOS
01- O karate inicia-se e termina com saudações.
02- No karate não existem golpes de agressão.
03- O karate apoia o caminho da razão.
04- Conheça-se a si próprio antes de julgar os outros.
05- A principio lapidar o espírito, depois a técnica.
06- Evitar o descontrole do equilíbrio mental.
07- A falha surge com a acomodação mental e física.
08- O karate não se limita apenas ao Dojo.
09- A essência do karate se descobre no decorrer da vida.
10- Dará frutos quando associado a vida cotidiana.
11- O karate é igual água quente: se não recebe calor constantemente ela esfria.
12- Não pense em vencer, mas não pense em derrota.
13- Mude sua posição conforme o tipo de adversário.
14- A luta depende do bom motivo da teoria In e You.
15- Imagina que seus membros são espadas
16- Para o homem que sai do seu portão, existe milhões de adversários.
17- No princípio, seus movimentos são artificiais, mas com a evolução tornam-se naturais.
18- A prática de fundamentos deve ser correcta. Enquanto em uso torna-se diferente.
19- Domínio do seu corpo na coordenação, na força, na velocidade e elasticidade.
20- Estudar, criar e aperfeiçoar-se constantemente.
É comum que o principiante praticante de karate, notando seu rápido desenvolvimento, seja tomado por uma onda de impetuosidade, sentindo a necessidade de por em prática seus conhecimentos adquiridos.
Esta ideia deve ser detestada e sanada, para que não venha a afasta-lo do real objectivo do karate, que é o de nobreza de espírito, domínio da agressividade, modéstia e perseverança;
"possuir suavidade no seu exterior tendo quando necessário, coragem de enfrentar milhões de adversários, vibrar no seu interior".
Esse é o verdadeiro espírito do karate.
KENDO
INTRODUÇÂO
Kendo significa literalmente, o caminho da espada. Tradicional arte militar japonesa, originalmente praticado pelos samurais ou bushi, o Kendo se originou através de combates travados com espadas à centenas de anos no Japão, e com o tempo, foi se estudando essas técnicas de luta com espada até que por volta dos séculos 7 ou 8 surgiu o Kendo como arte marcial. Trata das habilidades físicas e mentais necessárias para a luta da espada.
O objectivo do Kendo é desenvolver não só a potencialidade física para a luta, mas também os aspectos morais e espirituais que podem ser aplicados no cotidiano do praticante.
No Japão, é uma das artes marciais mais populares e está se espalhando continuamente em todos as partes do mundo assim como sua popularidade.
HISTÓRIA DO KENDO
É difícil dizer precisamente quando e como o Kendo originou. Kendo não foi criado nem foi desenvolvido por uma única pessoa ou mesmo por um grupo de povos.
Foi desenvolvido sobre um longo período de tempo, das situações reais de luta, do combate corpo-a-corpo, e do estudo de técnicas com a espada.
No início, ainda nos séculos 7 e 8, a espada era forjada nos afazeres domésticos.
PAG 176

Nesse tempo, a catapulta e a curva foram usadas para a caça ou para guerras tribais.
Entretanto, a espada foi sendo gradualmente, usada por combatentes que lutavam em conflitos em grande escala e guerras, durante o período da unificação nacional.
Após o 9º século, com a introdução da classe dos bushi, o protótipo da espada japonesa para batalha foi iniciado. A partir daí, as várias técnicas da luta com a espada foram desenvolvidas. Entretanto, no campo de batalha, as espadas que eram mais longas e lanças eram as armas principais até o século 10. Os anos seguintes foram preenchidos com sucessivas guerras civis, e durante essa época de conflitos internos, é que surgiram as primeiras escolas de Kenjutsu (arte da espada). Estas escolas foram fundadas por vários mestres esgrimistas, e cada escola teve seu próprio estilo original. Com o passar dos anos, os tempos mais calmos prevaleceram, e mais ênfase foi colocada nos aspectos espirituais com a prática do Kenjutsu.
Estes aspectos morais e sociais baseados nas filosofias do Zen-Budismo, Xintoísmo e Confucionismo, deram origem ao código de honra seguido pelos samurai.
Os guerreiros Samurai (Bushi) eram a única classe permitida a carregar uma espada longa (O samurai carregava duas espadas na cintura, a espada mais curta ficava sempre com eles, enquanto a mais longa era usada somente fora de casa.
Portanto facilmente se identificava quando alguém pertencia a classe guerreira dos bushi, já que as pessoas de outras castas só tinham permissão de utilizar a espada curta, também chamada de espada companheira), dominar a espada era indispensável para todo Samurai respeitado. Esse fato, foi considerado para representar literalmente o espírito de Bushi.
Durante a segunda metade do século 18, o primeiro equipamento protector real de kenjutsu veio a surgir. Estes desenvolvimentos no equipamento protector e no uso do Shinai (a espada de bambu), tiveram um papel importante para a evolução da prática de Kenjutsu.
Nos últimos dias do Xogunato Tokugawa, como a consciência do povo japonês para sua defesa pessoal e nacional estava crescendo, o Kenjutsu tornou-se popular mesmo entre os cidadãos da classe "não-bushi". Com o governo Xogunato abolido em 1867, e com o surgimento do Japão moderno, a classe dos Bushi foi extinta; foi proibido carregar espadas presas ao cinto.
Em consequência, o Kenjutsu declinou temporariamente sua popularidade.
Entretanto, com a abolição da rebelião em 1877, a autoridade dos oficiais de polícia que dominavam o Kenjutsu foi respeitada altamente. Ao mesmo tempo, havia uma necessidade de realçar a riqueza e a força militar do Kenjutsu em uma escala nacional.
Sob tais circunstâncias, a elevação do Kenjutsu foi reexaminado.
Em 1879, o departamento metropolitano da polícia de Tókio, começou a dar cursos de Kenjutsu para seus oficiais. A popularização do Kenjutsu, exigiu um "formulário universal", que incluiria na integra, todas as escolas existentes de Kenjutsu.
Em 1912, após uma longa deliberação entre os mestres das principais escolas de Kenjutsu, um sistema novo de Kenjutsu que transcende escolas existentes foi estabelecido.
Este é o nascimento do Kendo.
Desde então, o Kendo, no Japão, faz parte do programa da instrução física nas escolas.
As crianças aprendem desde cedo o caminho da espada e as escolas a dotam a arte marcial como currículo de educação física. Em consequência, o Kendo cresceu ainda mais, e muitos torneios foram e ainda são realizados no Japão e em todo o mundo.
Após a 2a Guerra Mundial, Kendo sofreu um recesso. Kendo era considerado antidemocrático pelas matrizes gerais das forças da ocupação, e foi proibido oficialmente em público. Em 1957, devido em grande parte aos esforços dos muitos entusiastas do Kendo, o Kendo foi restaurado.
No mesmo ano, a federação de Kendo do Japão, foi fundada. Kendo cresceu em um nível nacional outra vez.
A popularidade do Kendo está se expandindo cada vez mais pelos países do globo.
Desde o estabelecimento da federação internacional de Kendo em 1970, países como Canadá, Brasil, Inglaterra, França, Alemanha, Coréia, EUA e muitos outros, começaram a praticar Kendo.
Existem muitas outras federações espalhadas pelo mundo.
Entretanto, o Kendo agora é mais do que uma forma de vida usando uma espada como era antes, e sim uma arte marcial concernida primeiramente com o desenvolvimento da mente e do corpo com a finalidade de forjar uma vida melhor à seu praticante.
KYUDO A ARTE DO ARCO E FLECHA
Manejo e cerimonial do tiro com arco longo.
No passado, o arco era usado como instrumento ritual e mágico.

PAG 177

O som de sua corda vibrando era considerado em sintonia com as vibrações divinas.
Kyudo, a arte de atirar com o arco, é uma pratica do samurai, muito antiga no Japão.
Era empregada na guerra, com tropa de arqueiros, geralmente a cavalo ou a pé. No Kyudo é muito importante o ritual das posições e desenvolvimento de um alto valor espiritual, já que a prática dá ao arqueiro equilíbrio psico-físico, comanda de suas acções e serenidade durante o esforço. As competições tradicionais se desenvolvem colocando alvos a 60 metros de distância.
O desenvolvimento prático do Kyudo é chamado Kyu-Jutsu, enquanto a parte que se dedica ao ensinamento espiritual é chamada Shado.
HISTÓRIA
Kyudo, pode ser traduzido como caminho do arco e flecha, é considerado por muitos, o mais puro de todos os caminhos marciais. No passado o arco e flecha japonês foi usado para a caça, a guerra, as cerimónias da corte, os jogos, e as competições de habilidade.
A arte de manobrar o arco e flecha japonês era o Kyu-jutsu (artes do arco e flecha), que abrange as habilidades e as técnicas do guerreiro arqueiro.
Antigamente o Kyudo era usado como arma nas batalhas, porém, hoje em dia, o Kyudo moderno é praticado primeiramente como um método do desenvolvimento físico, moral, e espiritual.
No Kyudo, o momento em que a seta é disparada, três elementos se manifestam simultaneamente, são eles a atitude, o movimento e a técnica, que se unem em um estado de harmonia perfeita.A benevolência abrange qualidades como a cortesia, a compaixão e a moral
No kyudo, essa benevolência é mostrada indicando a atitude e o comportamento apropriados em todas as situações. Um bom arqueiro de kyudo é uma pessoa que mantêm sua compostura e graça, mesmo nas situações mais difíceis.
A beleza realça a vida e estimula o espírito, podendo também ser encontrada na graça e na extraordinária obra artística do arco japonês e da elegância e trajes dos arqueiros tradicionais.
A beleza também está na etiqueta refinada que cerca a cerimónia do kyudo.
Etiqueta, que é cortesia e respeito, simplesmente comuns para outro, é um elemento essencial na prática do kyudo.Muito foi escrito sobre as conexões filosóficas do kyudo, que é uma arte ligada directamente a pratica do Zen.
O kyudo foi influenciado por duas filosofias orientais: o Zen, mencionado anteriormente, que é uma pratica de meditação do Budismo da China e o Xintoísmo, a religião do Japão.
Dos dois, a influência de Xintoísmo é muito mais antiga.
O uso ritualístico do arco e das flechas, é parte de ritual no Xintoísmo por cerca de dois mil anos. Muitas das cerimónias do kyudo, do traje usados pelos arqueiros, e do respeito ritual mostrado para com o equipamento é derivado da prática antiga do Xintoísmo.
A influência do Zen, é mais recente, datando ao período de Kamakura (1185-1333) quando os arqueiros a dotaram o Zen como seu método preferido do treinamento moral.
A influência do Zen no kyudo tornou-se maior nos séculos 17 e 18 em que Japão, ao todo, experimentou um período da paz civil. Este é o período em que os provérbios como "um tiro, uma vida" e "disparar devem ser como a água fluindo" foram associados com o ensino do kyudo. Por causa de seu passado longo e variado, o arqueiro japonês moderno exibirá uma variedade larga dessas influências. Hoje, em todo o "kyudojo" (salão da prática do kyudo), pode-se encontrar pessoas praticando o kyu-jutsu antigo, jogos cerimoniais da corte, rituais com conexões religiosas, e competições da habilidade.
NAGINATA
INTRODUÇÃO
Naginata, é uma arma japonesa confeccionada com uma longa haste de madeira e uma lamina de ferro pontiaguda na extremidade e tem aproximadamente 2 metros de comprimento.
Naginata era usada para defesa pelos monges budistas, pelas mulheres que integravam as famílias dos samurais e era também destinada nos campos de batalha pelos samurais contra cavaleiros durante o Japão feudal. Hoje as mulheres são a maioria entre os praticantes da arte marcial que usa esse instrumento com arma.Naginata é uma arte marcial japonesa que pode ser praticada tanto por homens como mulheres e crianças.A Naginata originou-se há cerca de 1000 anos, era uma arma poderosa tanto contra cavaleiros e cavalos quanto soldados a pé.
O comprimento e o peso das Naginatas, fizeram-lhe uma arma eficiente contra espadas e seus movimentos circulares, a tornaram um dos mais graciosos estilos de combate japonês

PAG 178
.
Hoje em dia, a arte da Naginata ensina ao praticante a etiqueta, o respeito, paciência e o auto-controle, nutrindo força, resistência, a beleza do movimento e o edifício do carácter com a disciplina e concentração.
HISTÓRIA
A Naginata é uma alabarda que foi mais utilizada intensamente durante o período Nara (710-784 A.D.), e sua história vai desse período até os dias de hoje. Inicialmente, essa arma foi muito usada pelos bushi (samurai) no campo de batalha, passando mais tarde a se tornar arma específica dos monges budistas. Seus movimentos circulares a tornavam uma das mais devastadoras armas no campo de batalha. Entretanto, a característica mais importante da Naginata, era sua lamina curvada que podia variar de comprimento de acordo com o indivíduo que a maneja, e com as condições na batalha. Era uma arma sofisticada que requer uma considerável habilidade no seu manejo e força para se usar eficazmente na batalha.
Muitas teorias acercam as verdadeiras origens da Naginata.Uma teoria indica que a Naginata surgiu de ferramentas usadas por agricultores japoneses, aproximadamente no ano 300 d.C.
Outra teoria, é a de que a Naginata evoluiu directamente como uma arma.
As primeiras lâminas do protótipo foram feitas provável do bronze, seguido mais tarde pelo aço. Segundo esta teoria, o desenvolvimento da Naginata se deu logo após a introdução do metal no Japão e nos continentes asiáticos (após 200 d.C.).
A terceira teoria é a de que as alabardas chinesas foram trazidas até o Japão através de migrações aproximadamente por volta de 200 d.C. na dinastia Han da história da China.
Estas armas se assemelhavam com o tipo de Naginata usado eventualmente pelos guerreiros japoneses. Alguns historiadores acreditam que, embora os chineses posam ter inventado a arma, a Naginata mais tarde foi utilizada e refinada pelos japoneses, e desenvolvida como arte marcial.Apesar da incerteza de sua origem, sabe-se que a Naginata foi muito utilizada nas batalhas que acarretarem o 10º século da história do Japão.
Muito eficiente contra a cavalaria que tinha se tornado muito importante neste período.
A Naginata também foi muito usada por mulheres, o motivo era proteger o castelo ou as casas.
Enquanto os samurais estavam nas batalhas, suas esposas e as mulheres, tinham que proteger não só o lar como a si próprias e a Naginata foi a arma que aprenderam a empunhar.
Naginata hoje
A Naginata é única, não só pelo seu tamanho, mas também pelo o indivíduo que a maneja.
Hoje, por razões óbvias, a prática do Naginata tem suas limitações, ela deixou de ser um meio prático de defesa contra bandidos ou nos campos de batalhas, para se tornar um meio de desenvolvimento interior e este aspecto é muito importante nas artes marciais de hoje em dia.
Seguramente este é o único motivo pela qual ela sobreviveu, porque como se sabe, ninguém mais sai por aí, carregando espadas ou Naginatas nas ruas.
A prática das duas divisões principais da Naginata, o Kata e Shiai, desenvolve força, adicionada com movimentos graciosos, e a elevação do carácter do praticante, aliado à disciplina e a concentração.
NINJUTSU = NINJAS
INTRODUÇÃO
Ninjutsu é uma arte marcial japonesa com raízes que datam mais de mil anos atrás.
Existiam no Japão, muitas escolas e famílias de ninjutsu, mas durante a era de paz civil no Japão, não eram mais necessários, os serviços dos ninjas.
Em razão disso, muitas dessas escolas desapareceram, porém algumas mantiveram a tradição viva ensinando as suas crianças, passando de pai para filho os segredos dos ninjas.
Os ninjas tiveram funções diferentes em determinadas épocas da história do Japão.
Houve épocas em que eram guerrilheiros, terroristas, assassinos e em outras épocas eram agentes secretos do governo japonês, instrutores de polícia e assim por diante. Ninjutsu, foi desenvolvido como um sistema de combate por povos que viveram principalmente nas províncias de Koga e Iga, e sabiam da importância de um estado psicológico e uma saúde mental boa. Existiam muitos clãs diferentes de ninjas, cada qual com seu próprio estilo.
O ninjutsu influenciou a história, a política e a cultura do Japão.
Os verdadeiros guerreiros da escuridão começaram a desenvolver sua maneira de sobrevivência, auto-defesa, tácticas marciais com armas, camuflagem, espionagem e guerrilhas, que mais tarde passaram a ser conhecidas como ninjutsu.
PAG 179

HISTÓRIA
Durante a longa guerra civil que durou até o fim do século XVI, algumas famílias que habitavam as regiões montanhosas na região de Honshu, eram impedidas de portar espadas ou armas, então desenvolveram técnicas marciais para se proteger e foram forçados a praticar seus conhecimentos ninjas em segredo, nas montanhas e florestas.
Essas famílias de guerreiros desenvolviam suas habilidades em harmonia com a natureza e treinavam diferentes tipos de combates e praticavam meditação.
Quando necessário, essas famílias se uniam para lutar contra os inimigos.
Como em qualquer sociedade, havia crápulas entre os ninjas, que não tinham o menor pudor em utilizar os conhecimentos adquiridos para fins nada honráveis, como matadores de alugueis.
Foi ai que o ninja evolui de guerreiro das montanhas para guerreiros da noite e começaram a ocupar parte na história do Japão, pois muitos senhores feudais contratavam os serviços desses ninjas, que eram excreções, para realizar assassinatos e atura como espiões.
Esses ninjas eram samurais, pois serviam a um daimyo, com a diferença de não seguirem o bushido, mais sim, seu próprio código de conduta. Não se importavam em realizar suas missões de maneira desleal, já que sua imagem não era afectada, pois além de actuarem de noite, daí o nome – o guerreiro da escuridão – usavam uma máscara que mantinham sua identidade em sigilo. Naquela época, os “ninjas do bem” dirigiam suas actividades à família e aos objectivos da comunidade que pertenciam. Mas como as injustiças eram muitas no passado, os ninjas viviam às voltas em inúmeras batalhas. O que levou a condição de guerreiros mortais.
Poucos clãs ninjas vingaram até a entrada do Japão na era moderna, iniciada com o império Meiji, em 1868, o ninjutsu praticamente desapareceu. Meiji queria transformar a então sociedade agrícola e de guerreiros samurais, em um nação industrializada.
Seu primeiro decreto foi proibir que os samurais usassem espadas.
Das quase cem escolas existente antigamente, apenas uma sobreviveu até os dias de hoje e esta reunia os ensinamentos de nove clãs diferentes.
Um dos principais motivos do desaparecimento do ninjutsu está em sua própria filosofia.
Apesar de poder ensinar sua arte marcial e algumas técnicas de combate aos interessados em geral, o ninja só repassa todo o seu conhecimento a um herdeiro determinado e de uma maneira muito especial. Com um agravante extra: o ninja não tem liberdade para escolher este herdeiro.
O encontro deve ocorrer de forma natural ou, para os leigos, sobrenatural.
É algo inexplicável, transcendental a matéria, é preciso uma afinidade muito grande entre aluno e discípulo, que ira acontecer naturalmente.
Os ninjas sempre foram espiritualistas, meio ecológicos. As primeiras famílias que habitavam as montanhas viviam em perfeita comunhão com a natureza, jamais contrariavam suas leis
Entre um combate e outro, os ninjas aprenderam a utilizar plantas e ervas como remédios.
Em Koga, província de Shiga, berço do ninjutsu, ainda hoje existem inúmeras companhias farmacêuticas originados a partir dos preceitos da medicina natural desenvolvida pelos ninjas.
A fé também tornou-se parte integral do ninjutsu. Uma das principais influências espirituais dos ninjas foi Shinto, “o caminho do kami”. Kami é a palavra japonesa para Deus.
Mas a filosofia implica em um sentimento mais voltado para uma força sagrada do que para um ser superior. Outra forte influência dos ninjas foi o método Mikkyo de expandir a força interior ou o Ki, baseado no uso de palavras e símbolos secretos para concentrar a energia e as intenções em objectivos específicos. Os ninjas também foram influenciados por um grupo de nome Shugenja que morava nas montanhas. Esse método consistia em submeter-se aos obstáculos natureza para extrair força da própria terá.
È incorre to entretanto afirmar que esses métodos faziam parte das raízes do ninjutsu, o ninjutsu é uma filosofia separada e um modo de vida que não surgiu da noite para o dia.
O grande intervalo de tempo entre o império Jinmu e as famílias ninjas das montanhas comprova isto. Apesar de entrar em combate quando necessário, os ninjas eram pessoas comuns que desenvolveram certas habilidades para tentar superar dificuldades nos tempos feudal do Japão. Ninjutsu é frequentemente traduzido como arte do desaparecimento, mas o kanji “NIN” tem muitos outros significados, tais como perseverança, resistência e principalmente tolerância, que é o mais importante preceito do ninja. Apesar de não serem guerreiras, as famílias ninjas eram constantemente repudiadas pela sociedade feudal.
Eram submetidas a taxas de impostos injustas e perseguição religiosa.
O ninja aprendeu a agir com mais eficácia por defesa própria.

PAG 180

Eles usavam conhecimento superior das forças da natureza e das técnicas militares herdadas ao longo dos anos com armas contra o exército do governo. Porém muitas de suas táticas eram consideradas covardes. Como atacar o inimigo sem lhe dar chance de defesa
SUMO
HISTÓRIA
O esporte mais popular do Japão há milénios, apareceu pela primeira vez no livro Kojiki (crónica das coisas de antanho), de 712 d.C., reza a lenda relatada no livro, que no século 5, deuses que habitavam as ilhas do arquipélago japonês teriam lutado para determinar a força do soberano.
Como uma luta entre dois deuses, demonstrações foram feitas para imperadores e em festas religiosas nos templos xintoístasNo século 7, já havia competições e segundo consta, o imperador Seiwa conquistou o direito de ocupar o trono, graças a uma luta de Sumo realizada em 858. Nessa época, a corte imperial promovia competições para assegurar boas colheitas e no século 16 já realizava-se torneios por todo país.Com a regulamentação inicial de 51 golpes, o esporte começou a se tornar popular e na era Tokugawa (1603-1868) o Sumo se tornou profissional, financiado pelos daimyo (senhores feudais das províncias) e apoiados pela população.
Desde então, a estrutura organizacional do Sumo moderno consolidou-se e seus elementos fundamentais permaneceram em grande parte, inalterados até os dias de hoje.
Baseado na crença de que o Sumo fortalece o espírito e melhora o controle mental, a luta chegou as escolas, ao exército e as empresas.
SUMO HOJE
Ainda hoje, os lutadores de Sumo são como mitos e heróis no Japão.
Existe no Sumo um sistema de hierarquia e o título máximo que um lutador pode alcançar é o de Yokozuna, "campeão supremo". A Associação de Sumo promove seis grandes torneios por ano.
Durante o torneio que costuma durar 15 dias, todos os lutadores se enfrentam e cada lutador faz uma luta por dia. É declarado vencedor aquele que conseguir somar o maior número de pontos.
Os lutadores ganham prémios em dinheiro e são classificados num minucioso e complexo ranking.O Sumo vem crescendo internacionalmente e fez com que diversos atletas de diferentes esportes de luta aderissem a prática do Sumo. Wrestlers, judo-kas e samboístas completam equipes de vários países na tentativa de se adaptarem ao esporte
O primeiro estrangeiro a ter alcançado o título máximo de yokozuna em toda história do Sumo é o havaiano Akebono. Em 1993, a Associação de Sumo concedeu à ele o título de campeão supremo. Akebono aposentou-se em 2001.
A LUTA
No Sumo vence a luta quem conseguir que o adversário coloque o pé fora do ringue (Oshi Dashi) ou que faça o oponente tocar o chão com qualquer parte do corpo que não sejam as plantas dos pés.
O choque inicial do combate é chamado banzai, onde os dois lutadores vão de encontro um ao outro com o objectivo de derrubar o adversário, ou empurrá-lo para fora da arena, o dohyo.
É permitido ao lutador, agarrar e puxar o cinto (mawashi) do oponente para tentar desequilibra-lo. Tapas, empurrões e quedas também são permitidos, menos socos com os punhos fechados.
As quedas são amenizadas pela gordura, massa corporal e pelo nó tradicional que prende o cabelo, hábito herdado do século 17.
Não existe limite de peso e muitos lutadores passam anos tentando engordar o máximo.
O peso médio dos combatentes é de aproximadamente 160 kg e o rikishi mais pesado de que se tem notícia chega a 270 kg.Na realidade, o Sumo parte de uma cerimónia xintoísta e todo esse espectáculo ritmadíssimo antes das competições, muitas vezes sobressaem-se às lutas.
Até hoje, existe uma forte influência religiosa nas lutas, a começar pela arena que é um local sagrado, que fica sob uma réplica de um templo xintoísta.
Por isso, antes de entrarem no ringue, os lutadores purificam-se lançando sal diante de si próprios.Os encargos xintoístas recaem sobre o yokozuna.
Ao se tornar "campeão supremo", o lutador torna-se automaticamente um sacerdote xintoísta.
GLOSSÁRIO DO SUMO
Tchiri – Movimento feito antes das lutas para mostrar que os lutadores não escondem armas, eles batem as palmas das mãos duas vezes e abrem os braços deixando as palmas das mãos visíveis.
PAG 181

Dohyo – O ringue em que é disputado o Sumo, uma plataforma quadrada (com uma altura de 60cm) feita de terra batida com um grande círculo desenhado com aproximadamente 4,55 metros de diâmetro.
Mawashi – A vestimenta de todos os lutadores de Sumo, que lembra um tipo de fralda usada tanto nos treinamentos como nas competições (o uso de sunga debaixo do Mawashi é facultativo).
O-icho – Penteado usado por todos os lutadores, em torneios ou ocasiões formais.
Tikaramizu- Água especial, colocada numa tina de madeira ao lado do ringue, com a qual os lutadores matam a sede antes de cada confronto. Serve também como ritual para concentrar as energias dos competidores.
Rikishi – Lutador de Sumo.
Shio – Sal que fica num recipiente ao lado do ringue.
Antes de cada confronto os próprios lutadores espalham o sal no ringue para purificá-lo, eliminar os maus espíritos e proteger os atletas de contusões.
Yokozuna –A mais alta posição que um lutador pode chegar.
Normalmente são chamados como lendas vivas do Sumo e ganham fortunas.
Tyon mague – Penteado (coques feitos no alto da cabeça dos lutadores) especial que só pode ser utilizado pelos Yokozunas. Somente eles tem autorização do imperador japonês para usar este penteado.
Gyoshi – Os árbitros das competições de Sumo que são ranqueados em oito níveis.
Ele sobe no ranking de acordo com a idade e competência no Dohyo.
Dohyo Matsuri – Cerimónia xintoísta que abre qualquer evento de Sumo.
Nela se homenageia os deuses e pede-se protecção e realização de boas colheitas.

Nenhum comentário:

Postar um comentário