CIVILIZAÇÃO HEBRAICA
CAPITULO 31
ORIGEM DOS HEBREUS
O que sabemos sobre o povo Hebreu deve-se sobretudo às informações da Bíblia, principalmente do Antigo testamento; mas pesquisas arqueológicas e obras de historiadores judeus muito têm esclarecido os estudos sobre os Hebreus.
Segundo o livro Gênesis do Antigo testamento, Taré, juntamente com sua família, abandonou a cidade de Ur, na Mesopotâmia, e desceu em direção ao sul, pelas margens do Eufrates.
Taré era membro de uma tribo semita, grupo étnico descendente de Sem (filho do lendário Noé, do Dilúvio). Hoje, os semitas compreendem dois importantes povos: os Hebreus (judeus) e os árabes. Com a morte de Taré, a liderança dessa tribo nômade ficou com Abraão, que, segundo a tradição, recebeu inspirações divinas para ir com seu povo até Canaã (região da Palestina), a Terra prometida.
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O povo Hebreu, também conhecido por judeus ou israelitas, é o povo da Antigüidade que possui o maior e mais fiel número de registros históricos, sendo a Bíblia Sagrada sua fonte de informações mais precisa, e auxiliadora no encontro de vários achados arqueológicos. O princípio deste povo esta em Sem, pai dos povos Semitas.
Conforme a Bíblia, Sem teve por filhos: Elam, origem dos islamitas,
Assur, origem dos assírios, Arfaxade, origem dos caldeus, Lude e Arã. Arfaxade gerou a Heber, origem da nomenclatura "hebreu" e também seu fundador, da descendência de Heber veio Tera, pai de Abraão, que nasceu na cidade de Ur dos caldeus.Inicialmente os hebreus viviam na Mesopotâmia. Abraão, porém, recebeu um chamado de Deus e partiu com sua esposa, Sara e seus servos, Ló, sobrinho de Abraão incorporou-se a sua tribo.
Abraão chegou a região da Palestina, terra de ocupação Cananéia, por volta de 2000 a.C., nesta região viveram como semi-nômades. Esta região, porém, foi assolada por grande fome. Abraão, rico e próspero pastor, tomou sua tribo e retirou-se para o Egito, onde permaneceram por um breve período. Ao sair do Egito, Ló e Abraão separaram-se. Ló instalou-se na região de pastagens do rio Jordão, mais tarde fixou-se na região de Sodoma.
Abraão mudou-se para Canaã, nesta ocasião recebeu uma revelação de Deus:
"Ergue os olhos e olha desde onde estás para o norte, para o sul, para o oriente e para o ocidente, porque toda essa terra que vês, eu ta darei, a ti e à tua descendência, para sempre." (Gênesis 13.14-15) Abraão mudou-se para a região de Hebrom, onde levantou um altar a Deus. Quedorlaomer, rei do Elam, formou acordo com Anrafael (nome que identifica Hamurabi), rei de Sinear (região que posteriormente veio a ser conhecida como Babilônia), Arioque, rei de Elasar e Tibal, rei de Goim, e subjugou os cananeus por doze anos.
Quedorlaomer conquistou os Refains, os Zuzins e os Emins. Derrotou também os Amalequitas e os Amorreus. Os reis Bera de Sodoma, Birsa de Gomorra, Sinabe de Admá, Semeber de Zeboim e o rei de Zoar, colocaram-se contra Quedorlaomer e seu aliados. O rei do Elam os venceu na batalha do vale de Sidim, os reis vencidos fugiram para as montanhas, os vencedores tomaram em cativeiros os povos vencidos e levaram as riquezas destes, Ló, sobrinho de Abraão, foi levado juntamente em cativeiro. Abraão, já muito próspero, comandou 318 guerreiros de sua tribo, venceu Quedorlaomer e resgatou os despojos de guerra e os cativos, incluindo seu sobrinho Ló. Abraão não possuía descendente, Sara , estéril, deu a Abraão sua escrava egípcia, Agar, para que com esta Abraão viesse a ter descendentes.
Deste ajuntamento nasceu Ismael. Abraão, já com idade bastante avançada, gera com sua esposa Sara, conforme promessa de Deus, um filho ao qual chama de Isaac.
Isaac casa-se com Rebeca, sobrinha de Sara, e tem dois filhos, os gêmeos Esaú e Jacó, este último tem mudado seu nome para Israel, nome ao qual seus descendentes até o dia de hoje são conhecidos.Entre 1700 e 1500 a.C., mais povos penetraram na região adaptando-se às condições sócio-econômicas locais. A ocupação da região pelos hebreus foi sistematizada por Jacó, que depois veio a se chamar Israel.
O povo hebreu, ainda segundo a tradição, descende desses patriarcas.
O Egito e o ÊxodoO Egito oferecia melhores condições de sobrevivência que a Palestina.
Para lá rumou Jacó (Israel), com parte da população dos hebreus. No Egito, os hebreus permaneceram longos anos, trabalhando para o faraó.
Não era escravos, pois podiam viver juntos, criar seus filhos e preservar sua língua e seus costumes. Além disso, alguns ocupavam importantes posições no governo.
A permanência dos hebreus no Egito coincidiu com o período de invasão dos Hicsos.
Após a expulsão destes sob a liderança de Moisés, os hebreus iniciaram a sua "retirada" em direção à palestina (1270 a 1220 a.C.)
ESSE FOI O LENDÁRIO ÊXODO
A partir daí, guiados pelas iluminações e visões de Moisés, os hebreus passaram a adorar um só deus, Jeová (ou Iavé), dando os primeiros passos em direção ao monoteísmo.
Organização SocialApós a morte de Moisés, os hebreus chegaram à palestina e, sob a liderança de Josué, conquistaram parte de Canaã. Nessa época, o povo hebreu estava dividido em 12 tribos ("os doze filhos de Israel"). Viviam em clãs compostos pelos patriarcas, seus filhos, mulheres e trabalhadores não livres. O poder e o prestígio desses clãs eram personificados pelo patriarca, e os laços entre esses clãs eram muito frágeis.Essa divisão em tribos dificultava a melhor condução das lutas contra os antigos habitantes da região, que resistiam à penetração dos israelitas. Com a invasão dos filisteus, a situação tornou-se ainda mais difícil.
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PolíticaSurgiram então, chefes de sensíveis qualidades militares que ficaram conhecidos como juizes: Otoniel, Débora, Gedeão, Sansão e Samuel. Esses juizes, além de combater os filisteus, tiveram que lutar contra os amoritas, povos que se estabeleceram na Transjordânia.O governo dos juizes evoluiu e impulsionou os hebreus a se organizarem num sistema de governo monárquico. Os Reis HebreusSamuel centralizou politicamente esse povo já unificado religiosamente pelo monoteísmo. Saul (a partir de 1010 a.C.) foi o primeiro rei de Israel
.Como a unção de Davi (1006 a 966 a.C.) como rei dos hebreus, iniciou-se uma fase marcada pelo expansionismo militar e pela prosperidade,
Durante esse reinado, foi escolhida Jerusalém para capital do Estado, o que simbolizou a unificação das tribos localizadas no norte e no sul da palestina.Salomão (906 a 926 a.C.), filho de Davi, desenvolveu o comércio, aumentado a influência do reinado sem recorrer à guerra.
Construiu o templo de Iavé (Jeová). No entanto, o fausto e a riqueza que marcaram seu governo exigiam o constante aumento de impostos, que empobreciam mais e mais o trabalhador, criando um clima de insatisfação no povo hebreu
O Cisma Político-Religioso Os Reinos de Israel e Judá
Com a morte de Salomão, houve a divisão religiosa e política das tribos e o fim da monarquia unificada.Ao norte foi formado o reino de Israel, composto de 10 tribos que, após disputas internas, chegaram a um acordo em 878 a.C., com a escolha de Omri para rei.
Apesar de a veneração a Iavé persistir, foi introduzido o culto a vários deuses.
O culto e o fausto da corte pesavam sobre os camponeses, que pagavam impostos sempre maiores. Nesse momento. O movimento profético ganhou força.
O profeta Elias, por exemplo, defendia as aspirações do campesinato pobre e liderava a oposição à dinastia dos omridas.Em 842 a.C., Jehu, com o apoio da população oprimida, deu um golpe de Estado e foi ungido rei por Elias. Após um período de confusão, foi novamente restabelecida a ordem, mas em 723-722 a.C. o rei assírio Sargão II invadiu Israel e destruiu a capital Samaria.
Concretizavam-se assim as profecias de Amós:
Israel seria destruída por um invasor. Israel tornou-se província assíria e grande parte de seus habitantes foi transportada para a Mesopotâmia O reino de Judá, composto de duas tribos e com capital em Jerusalém, permaneceu fiel ao monoteísmo. Em meados do século VII a.C. , o rei Ezequias (725 a 697 a.C.) aliou-se ao Egito tentando evitar a invasão assíria;
mesmo assim, grande parte do território de Judá foi tomada pelos assírios.
Josias (639 a 609 a.C.) conseguiu recuperar parte da independência do reino de Judá.
Mas essa região passou então a ser uma área de disputa entre o império babilônico e o egípcio.Nabucodonosor II, rei da babilônia, invadiu o reino de Judá e destruiu Jerusalém e o templo, transferindo o rei e os mais ilustres habitantes da regiãopara a Babilônia.
Este episódio é chamado de cativeiro babilônico pela Bíblia, pois ali os hebreus permaneceram durante cerca de 50 anos.
DECADÊNCIA E DISPERSÃO
Quando o Império babilônico foi vencido por Ciro, rei dos persas, os hebreus foram libertados e voltaram à região da antiga Jerusalém.
Ali ergueram novamente o templo.Paulatinamente, foram eliminadas as diferenciações entre os filhos de Israel e os de Juda, que ficaram genericamente conhecidos como judeus
.A partir de então os judeus foram dominados por vários povos em expansão.
Mas o domínio efetivo da região deu-se em 63 a.C., quando a Palestina foi incorporada a uma potência que dominava quase todo o mundo da época: o império romano.
De início, não houve interferência nas crenças religiosas dos judeus.
Mas no ano 70 da nossa era, com a divinização do imperador romano e a recusa dos judeus em reconhecê-lo como tal, foi ordenada a destruição de Jerusalém.
Seu povo dispersou-se pelo mundo. A esse fenômeno deu-se o nome de Diáspora.
RELIGIÃO E CULTURA
A história do povo hebreu não pode ser dissociada da história de sua religião.
Há uma ligação tão íntima que se torna difícil falar separadamente de uma delas.
Nem sempre os hebreus foram monoteístas.
No início de sua história, Iavé (Jeová) era um deus entre muitos.
Mas, com o desenvolvimento histórico, Iavé foi-se sobrepondo às outras deidades.
Os hebreus foram um dos primeiros povos a sistematizar o monoteísmo.
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Iavé exigia homenagens e oferendas exclusivas em sua honra, em troca, seria o Todo-Poderoso protetor do povo hebreu.A primeira codificação do iaveísmo foi feita por Moisés (Decálogo ou Dez mandamentos). Os profetas desempenharam importante papel na religião judaica: reformadores religiosos, pobres, mantiveram o povo de Israel fiel ao culto de Jeová.
Os profetas mais importantes foram Elias, Oséias e Amós, no reino de Israel;
Isaías e jeremias, no reino de Judá.Depois dos séculos III e II a.C. começou a expectativa da vinda de um profeta do mesmo porte de Moisés. Ele deveria ser um ungido e tornar-se o Messias, isto é, aquele em que o povo acreditava que o salvaria. Estava nascendo o messianismo, que resultou no cristianismo, uma vertente do judaísmo, que se espalhou por grande parte do globo terrestre
A produção cultural hebraica está ligada com sua vida religiosa. Salomão escreveu mais de 3000 provérbios, mais de um milhar de cânticos e emitiu opiniões sobre Botânicas e Zoologia.
O legado cultural hebreu foi importante para a formação de vários traços da cultura ocidental.
ABRAÃO E A ORIGEM DO CONFLITO
Abraão é chamado de pai de todos os que crêem.
Mas apenas através de Isaque, Jacó e de seus descendentes é que Deus prometeu cumprir a sua intenção de estabelecer o Reino de Deus na terra e oferecer salvação à humanidade.
A seguir, veremos como os erros de Abraão geraram um grande conflito que chega até nossos dias no Oriente Médio. Abraão também é considerado o pai dos árabes.
Abraão é o homem com quem esse conflito árabe/judeu começou.
Ele foi uma pessoa singular porque recebeu uma promessa muito especial de Deus, o Criador. No capítulo 11 de Gênesis lemos a respeito da tentativa malograda de conseguir uma unidade mundial através da Torre de Babel, que supostamente deveria atingir os céus.
Em Gênesis 12 lemos, então: "Ora, disse o SENHOR a Abrão:
Sai da tua terra, da tua parentela e da casa de teu pai e vai para a terra que te mostrarei;
de ti farei uma grande nação, e te abençoarei, e te engrandecerei o nome. Sê tu uma bênção!
Abençoarei os que te abençoarem e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem; em ti serão benditas todas as famílias da terra" (vv. 1-3). Não se trata de uma bênção pronunciada por um sacerdote, um profeta ou algum grande dignitário.
Esta bênção foi confirmada pela promessa quádrupla dada a Abraão por ninguém menos do que o próprio Criador do céu e da terra, o Deus eterno que sempre foi, e que é, e sempre será!
Esse homem,
Abraão, foi instruído por Deus a deixar tudo para trás e fazer uma jornada à Terra Santa.
Ele teve de deixar seu país, sua parentela, até mesmo a casa de seu pai, e viajar para um lugar que lhe era desconhecido. E esse homem confiou no Deus vivo que lhe havia falado e partiu.
Uma das características singulares de Abraão foi que ele obedeceu naquilo que foi instruído a fazer. Ele creu em Deus e imediatamente agiu. Por esse motivo, lemos no Novo Testamento: "...para vir [Abraão] a ser o pai de todos os que crêem..." (Romanos 4.11).
Abraão era um admirável e fiel servo do Senhor. Ele creu em Deus mais do que em qualquer outra coisa. Todavia, em algumas ocasiões, Abraão permitiu que a sua carne corresse em paralelo à sua vida de fé. Por isso o conflito que vemos hoje no Oriente Médio pode ser remontado às origens desse grande patriarca do povo de Israel e dos árabes.
Abraão e os Árabes
A paciência de Sarah, esposa de Abraão, esgotou-se primeiro: "Disse Sarah a Abrão:
Eis que o SENHOR me tem impedido de dar à luz filhos;
toma, pois, a minha serva, e assim me edificarei com filhos por meio dela.
E Abrão anuiu ao conselho de Sarah" (Gênesis 16.2). Abraão, que tinha 86 anos de idade, teve um momento de fraqueza. Ele se esqueceu de Deus e logicamente chegou ao ponto onde também deve ter pensado: "Nós temos de fazer alguma coisa!"
Pode bem ser que ele tenha concordado com Sarah, julgado ser essa a solução do Senhor, e deste modo seguido o conselho de sua esposa. "Ele a possuiu, e ela concebeu.
Vendo ela que havia concebido, foi sua senhora por ela desprezada"
(v. 4). Obviamente, esse não era o caminho que Deus planejara para dar uma descendência numerosa a Abraão. Imediatamente começaram os problemas. Sarah, a legítima esposa, passou a ser desprezada aos olhos de sua serva Hagar, que deu a Abraão um filho, o seu primogênito, chamado Ismael. Se Abraão e Sarah reconheceram que aquilo que fizeram estava errado, não há evidência disso nas Escrituras. Treze anos mais tarde, entretanto,
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Deus falou a Abrão, agora com 99 anos de idade, repetindo novamente a promessa que Ele lhe fizera anos atrás. Mas então Deus mudou o nome de Abrão para Abraão.
Abrão significa "pai das alturas" ou "pai exaltado", e Abraão significa "pai de multidão".
Depois de receber outras instruções, Abraão aparentemente começou a pensar que Deus estava confirmando Ismael como Sua semente escolhida.
Ele orou: "... Tomara que viva Ismael diante de ti!" (Gênesis 17.18).
Mas Deus rapidamente o c orrigiu: "De fato, Sarah, tua mulher, te dará um filho, e lhe chamarás Isaque; estabelecerei com ele a minha aliança. Aliança perpétua para a sua descendência" (v. 19).
Apesar disso, Deus afirmou muito especificamente que havia ouvido as orações de Abraão a favor de Ismael: "Quanto a Ismael, eu te ouvi: abençoá-lo-ei, fá-lo-ei fecundo e o multiplicarei extraordinariamente; gerará doze príncipes, e dele farei uma grande nação" (v. 20).
Mas o Senhor enfatizou que Ismael não era o portador da aliança, mas sim Isaque:
"A minha aliança, porém, estabelecê-la-ei com Isaque, o qual Sarah te dará à luz, neste mesmo tempo, daqui a um ano" (v. 21).
A escolha de Isaque, entretanto, não diminuiu a tremenda bênção sobre Ismael.
Ismael deveria ser abençoado, ser frutífero, multiplicar-se, não apenas de maneira normal, mas "extraordinariamente".
Ele seria pai de 12 príncipes e não se tornaria apenas uma nação, mas "uma grande nação".
O cumprimento dessa profecia encontra-se em Gênesis 25. Lemos na genealogia de Ismael que dele realmente descenderam 12 príncipes. Ismael, portanto, não deve ser menosprezado ou rejeitado, pois Deus deu a ele e a seus descendentes grandiosas bênçãos e as promessas que acabamos de citar. Entretanto, os descendentes de Ismael tornaram-se inimigos ferrenhos de Israel, descendentes de Isaque (veja Salmo 83). E permanecem assim até o dia de hoje.
Outros Descendentes de Abraão Sarah, a amada esposa de Abraão, deu à luz ao filho da promessa com 90 anos de idade e acabou morrendo aos 127 anos.
Após Abraão ter enviado o seu servo para procurar uma esposa para Isaque, o que, incidentalmente, fornece-nos um quadro profético da Noiva de Cristo, achou obviamente que o seu chamado estava completado, que o seu ministério estava concluído.
Depois que Isaque se casou com Rebeca, Gênesis 25 diz: "Desposou Abraão outra mulher; chamava-se Quetura. Ela lhe deu à luz a Zinrã, Jocsã, Medã, Midiã, Isbaque e Suá.
Jocsã gerou a Seba e a Dedã; os filhos de Dedã foram:
Assurim, Letusim e Leumim.
Os filhos de Midiã foram: Efá, Efer, Enoque, Abida e Elda.
Todos estes foram filhos de Quetura.
Abraão deu tudo o que possuía a Isaque.
Porém, aos filhos das concubinas que tinha, deu ele presentes e, ainda em vida, os separou de seu filho Isaque, enviando-os para a terra oriental" (vv. 1-6).
Abraão, já em idade avançada, criou outra família!
Pesquisando sobre a genealogia dessa família, descobrimos que os filhos de Abraão com Quetura também se tornaram inimigos ferrenhos de Israel.
Portanto, vemos claramente que os árabes em geral, que reivindicam ter Abraão como pai, certamente pertencem à mesma família e estão ligados a Israel. Nesse contexto, é extremamente interessante observar o que mostrou uma pesquisa recente: Estudo de DNA comprova que judeus e árabes são parentes próximos, como diz a Bíblia (...)
Com uma nova técnica baseada no estudo da descendência masculina, biólogos concluíram que as várias populações judaicas não apenas são parentes próximas umas das outras, mas também de palestinos, libaneses e sírios. A descoberta significa que todos são originários de uma mesma comunidade ancestral, que viveu no Oriente Médio há 4000 anos.
Em termos genéticos significa parentesco bem próximo, maior que o existente entre os judeus e a maioria das outras populações. Quatro milênios representam apenas 200 gerações, tempo muito curto para mudanças genéticas significativas.
Impressiona como o resultado da pesquisa é coerente com a versão expressa da Bíblia de que os árabes e judeus descendem de um ancestral comum, o patriarca Abraão.
A BÍBLIA
também ainda é a principal fonte histórica para conhecimento do povo hebreu.
Conforme se deduz da leitura do Levítico, o apedrejamento era o modo ordinário de se aplicar a pena capital, prescrita pela lei dos hebreus:
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"Fala aos filhos de Israel nestes termos: quem ultraja o seu Deus, suportará o castigo do seu delito. Aquele que proferir blasfêmeas contra o nome do Senhor, será punido com a morte e toda a congregação o apedrejará. Quer seja estrangeiro, quer seja natural do país, se proferir blasfêmeas contra o nome do Senhor, será punido com a morte" (24:15,16).
Os hebreus arrancavam todas as roupas do condenado á lapidação, exceto uma faixa, que lhe cingia os rins. Depois a primeira testemunha o arremessava ao solo, do alto de um tablado com dez pés de altura. E a segunda testemunha, lançando uma pedra, queria atingi-lo no peito, bem acima do coração. Se este ato não lhe desse a morte, as outras pessoas ali presentes o cobriam de pedradas, até o momento da morte do condenado.
Cumprida a sentença, o cadáver era queimado ou dependurado numa árvore.
Uma testemunha apenas não leva á pena de morte: "Todo homem que matar outro, será morto, ouvidas as testemunhas, mas uma só testemunha não pode em seu depoimento condenar." (Num. 35:30).A lei mosaica também condenava a serem lapidados os que não guardavam o dia de sábado. O Números é o livro da Bíblia que relata a história do povo hebreu, desde os episódios do monte Sinai até o começo de sua fixação na "terra prometida", mas é também uma obra onde aparece, de modo eloquente, toda a severidade de Moisés na aplicação da pena de morte:
"Durante a sua permanência no deserto, os filhos de Israel encontraram um homem a apanhar lenha, em dia de sábado. Os que o encontraram a apanhar lenha, condurizam-no à presença de Moisés e de Aarão, diante de toda a congregação.
Meteram-lo em prisão, porque não fora ainda declarado o que se lhe deveria fazer.
Então o Senhor disse a Moisés: 'Esse homem deve ser punido com a morte, toda a congregação o apedrejará fora do acampamento'. E toda a congregação o levou para fora do acampamento, apedrejando-o até morrer, como o Senhor tinha ordenado a Moisés
Outra forma de aplicar a pena de morte era o enforcamento, também descrito no Números:
Quando os israelitas se estabeleceram em Sitim, perto das fronteiras de Jericó, eles cometeram os maiores excessos sexuais com as mulheres da terra de Moab.
Ajoelharam-se diante dos ídolos dessas mulheres e renderam culto a Baal-Fagor (ou Baal-Peor), o deus da luxúria. Por causa disso, segundo informa o livro Números, "a cólera do senhor inflamou-se sobre Israel".
E o Altíssimo ordenou a Moisés: "-Reúna todos os chefes do povo e manda-os enforcar, perante o Sol, em nome do Senhor, para que a ira divina se afaste de Israel" ; "Então Moisés disse aos juízes de Israel: Mate cada um os seus homens que se juntaram a Baal-Peor." (Num 25:1,2,3,4,5).
A Bíblia é a fonte por excelência para o conhecimento da História do povo Hebreu, apesar de não se tratar de uma literatura que corresponda ao conceito de história contemporâneo, pois o historiador hebreu só se interessava pelo passado em função do presente e mesmo do futuro, as mensagens messiânicas dominam toda a narrativa bíblica.
O apogeu do reino de Israel situa-se na época de David (1029/1015? – 975/960? a.C.), segundo rei de Israel e sucessor de Saul . É um reinado assinalado por ações militares.
O rei-profeta conquista Jerusalém tornando-a capital política e religiosa do povo de Israel;
luta contra os filisteus, amonitas, arameus, moabitas e edomitas.
A zona de influência do poderio de David estendia-se desde o Mar Vermelho até as cercanias do Eufrades. Para manter essa influência, o soberano organizou um exército no qual existiam numerosos mercenários estrangeiros.
Como os demais povos do Oriente, os hebreus possuíam escravos.
A lei mosaica não instituiu a escravidão pois a mesma já existia desde a época dos patriarcas.
Distinguiam-se entre os hebreus duas classes de escravos: o escravo hebreu e o estrangeiro.
No Direito Penal dos hebreus havia mais humanidade e igualdade, além da religiosidade, do que no direito dos demais povos do Oriente Próximo, e os delitos podiam ser classificados em:
Delitos contra a Divindade;
Delitos praticados pelo homem contra o seu semelhante;
Delitos contra a honestidade;
Delitos contra a propriedade;
e Delitos contra a honra.
Quanto ao homicídio, a Bíblia distingue o voluntário do involuntário, aquele punido com a morte após um processo que houvesse, ao menos, duas testemunhas.
E esse, o involuntário, não era punido com a morte: o acusado podia buscar refúgio em cidades escolhidas como asilos. O infanticídio era punido com a morte, as lesões corporais se puniam com a indenização, pagando-se o tempo que a vítima perdera e as despesas com remédio.
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O crime de adultério, delito contra a honestidade, era punido, de regra, com a morte de ambos adúlteros. Os delitos contra a propriedade eram punidos com penas pecuniárias.
Havia diversas maneiras de ser executada a pena capital:
lapidação,
morte pelo fogo,
decaptação etc...
A lapidação era a forma mais comum.
A fogueira era mais rara, foi aplicada aos incestuosos e à filha do sacerdote, ré do crime de fornicação (Levítico 20,14;21;9).
Também encontramos entre os hebreus as penas de flagelação, prisão, internação, anátema, pena pecuniária e, finalmente, a pena de Talião. A flagelação consistia em estender no chão ou amarrado a uma coluna o culpado que era batido com varas. Não deviam, porém, dar-lhe mais de quarenta golpes e a presença do juiz era indispensável (Deuteronômio 25,1-3).
O anátema era a excomunhão, constituía-se em uma verdadeira morte civil do culpado, aplicada aos atentados contra os princípios religiosos mais importantes.
A prisão servia para o réu aguardar o julgamento ou a aplicação imediata de outra pena..
A história da sucessão do trono por Davi (Sam. 2,9-20, I Re. 1,2), quando este tinha por volta de 33 anos, é a narração bíblica que mais se aproxima do conceito moderno de História.
O autor presta atenção aos detalhes dos eventos e personagens e interpreta o curso dos acontecimentos à luz das motivações humanas, nela encontramos uma pena aplicada por David contra os assassinos do rei Isboset (Isbaal), que havia se refugiado na Transjordânia, mandando arrancar as mãos e os pés dos culpados: Recab e Baana, filhos de Remon de Berot, chegaram à casa de Isboset na hora mais quente do dia, quando Isboset dormia, entraram sem serem percebidos, foram até a cama de Isboset e o mataram e após cortarem-lhe a cabeça, carregaram-a andando a noite toda pela estrada do deserto.
Levaram a cabeça de Isboset a David em Hebron, e disseram ao rei: "Aqui está a cabeça de Isbosetl, filho de Saul, o inimigo que queria matar você. Javé trouxe hoje ao senhor meu rei uma vingança contra Saul e sua descendência". (Samuel 2:8).
David, porém, dirigiu-se a Recab e seu irmão Baana, filhos de Remon de Berot, e lhes disse:
"Pela vida de Javé (Jehovah), que me salvou a vida de todo perigo!
Quem anunciou a morte de Saul, acreditava que estava trazendo uma boa notícia!
Pois eu o prendi e o matei em Siceleg, em troca da boa notícia!
Com maior razão ainda, será que não devo pedir contas a vocês do sangue de Isboset e fazê-los desaparecer da face da terra, por terem matado um homem honesto dentro de sua casa, enquanto dormia na sua cama?". (Samuel 2:9,10,11).
Então Davi ordenou a seus homens que matassem Recab e Baana.
Eles cortaram as mãos e os pés dos dois e penduraram seus corpos perto do açude de Hebron.
Depois pegaram a cabeça de Isboset e a enterraram no túmulo de Abner, em Hebron.
POVO HEBREU
O povo hebreu tem o início de sua organização na Mesopotâmia.
Segundo Jaime Pinsky, “Isso é contado na Bíblia e comprovado por diversas evidências.
O hebraico é uma língua semita, pertencente ao mesmo grupo do aramaico e de outras faladas na Mesopotâmia, baseada em estrutura de raízes triconsonantais, uma particularidade delas.
Notável mesmo é verificar a utilização de mitos mesopotâmicos entre os hebreus.”
Mitos mesopotâmicos incorporados na teologia judaica, como o Dilúvio, a Epopéia de Gilgamesh. Da Mesopotâmia os hebreus migraram para o território hoje conhecido como Palestina, sempre travando contato, usualmente belicoso, com seus vizinhos mais próximos desde tempos imemoriais. Possivelmente uma seca muito grave na Região os tenha forçado a nova migração, desta vez para o Egito, ali se estabelecendo como um povo associado.
Não há – fora dos textos considerados sagrados do judaísmo e do cristianismo – confirmação quanto ao fato de os hebreus de Goshen haverem, em algum momento, sido escravizados pelos egípcios. Fosse como fosse, estavam sujeitos à mesma tributação – que incluía o trabalho para o Estado – que os nativos de sua nova terra.
Moisés e o monoteísmo
O Mito Segundo o sociólogo peruano José Carlos Mariátegui, os povos capazes de construir um mito multitudinário, unificador e sólido, têm maiores chances de se perpetuar.
O povo hebreu construiu um dos mais duradouros mitos multitudinários de que se tem notícia.
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Conta a Torah – que consta do Pentateuco, bastante similar aos cinco primeiros livros da Bíblia cristã: Gênesis, Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio –
que Moisés era filho do casal hebreu Jocheber e Amram que, temendo por sua vida diante de um decreto de faraó sobre a morte dos recém-nascidos (de quem os hebreus esperavam um redentor para a escravidão em que viviam), colocou-o numa cesta de vime e o lançou a Nilo.
Dali foi recolhido pela filha de faraó que o criou como se fosse fruto de seu próprio ventre, criando-o como príncipe de sangue real egípcio. Por algumas circunstâncias acaba descobrindo sua origem e passa a lutar pela libertação da escravização de seu povo, sendo banido por faraó, dali se dirige à região de Midiã, encontra o sacerdote Jetro e se casa com sua filha Zípora.
Ao pé do monte Sinai vê uma sarça que arde em chamas sem queimar, fica curioso, se dirige ao local e recebe a voz do “Deus sem Nome” decretando que volte ao Egito e liberte seu povo da escravidão.De volta ao Egito, realiza uma série de milagres inclusive lançando uma série de pragas sobre o Egito
(nuvens de gafanhotos,
chuva de granizo em chamas,
o rio Nilo se converte em sangue por sete dias e assim por diante) que acabam por “abrandar o coração de faraó” que se decide por permitir ao povo hebreu sair do Egito e voltar à Canaã, “ terra onde emana Leite e Mel”.
Subindo ao Monte Sinai, ficando o povo no sopé à sua espera, Moisés medita e ergue profundas preces por quarenta dias. O povo, fatigado de esperar no deserto, retorna às crenças egípcias populares construindo ícones de deuses animais e se propõe a voltar ao Egito.
No entretempo, o “Deus sem Nome” fala a Moisés dando-lhe as Tábuas da Lei com os Dez Mandamentos. Ao descer, enfurece-se com a idolatria e falta de fé de seu povo, arroja sobre os hereges as Tábuas da Lei, sobe novamente ao Monte e obtém novas Tábuas, desta vez escritas “pela própria mão de Deus” e decide que o povo seja punido com 40 anos de peregrinação no deserto até a chegada a Canaã – havia um caminho bem mais curto
.Versão Gnosiológica Segundo Édouard Schuré em sua obra monumental “Os Grandes Iniciados”,
SOBRE INICIAÇAO DE MOISÉS
Moisés foi Iniciados nos Mistérios do Egito chegando a ascender ao cargo de Sumo Sacerdote em Heliópolis. Seu nome de batismo seria Osarsiph – derivativo de Osíris, deus de Heliópolis.
Ao contrário da versão mais corrente, Schuré defende a tese de que o faraó em sua época – note que seu nome jamais é mencionado nos textos sagrados – não era Ramsés, mas Amenófis III.
Teria conhecido pessoalmente Amenófis IV, que trocou seu nome para Akhenaton ao instituir a primeira religião monoteísta do mundo.
De fato, o Salmo 104 é uma adaptação poética do “Hino ao Sol”, de Akhenaton.
Não há como saber se Osarsife era filho legítimo ou adotado pela princesa.
Os registros históricos são conflitantes a este respeito e há muito de fundamentalismo obnubilando as pesquisas.
Um relato consistente dá conta de que, enviado a inspecionar uma construção em andamento em Goshen, Osarsife testemunha um soldado egípcio vergastar sem compaixão um trabalhador hebreu. Tomado de ira – a sede de justiça sempre foi uma característica dos Grandes Iniciados – derruba o agressor, toma-lhe a arma e o mata. Este gesto o obriga a exilar-se em Mídia.
Jetro era um homem de pele negra – séculos atrás os etíopes eram os faraós do Egito –
que guardava as tradições, sendo ele mesmo um Iniciado nos segredos de Ísis e Osíris.
Na região de Midiã gestava-se o “culto ao Deus único”.
Passando pelas provas necessárias à expiação de seu crime, Osarsife renasce recebendo então o nome de Moisés. O Êxodo“Subir ao Monte” é sempre uma referência à Iluminação.
Iluminado, Moisés retorna ao Egito e consegue a retirada do povo hebreu prometendo-lhes nova morada própria, “numa terra onde mana leite e mel”.
A migração em massa dos hebreus em direção à Palestina é conhecida como Êxodo.
“Viagens” Hollywoodianas à parte, as mais antigas tradições místicas dão conta de que o Êxodo ocorreu no reinado de Akhenaton e que os hebreus não eram escravos dos egípcios.
As Tábuas da Lei, com os Dez Mandamentos, sintetiza brilhante do Código de Hamurábi, confirmando mais uma vez a influência das culturas mesopotâmica e egípcia na formação ética do povo hebreu.
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No capítulo dedicado a Orfeu, o já citado Édouard Schuré informa que Dionísio realizou milagres como abrir o mar para que o povo passe a seco e tirar água de uma pedra no deserto apenas batendo seu bastão nela.
Dionísio também teria sido encontrado num cesto flutuando sobre as águas.
A mesma história se repete no caso de Teseu, Perseu e uma série de outros personagens mitológicos.Moisés é, até hoje, o profeta mais reverenciado pelos judeus.
Aqui cabe uma breve digressão para a nomenclatura.
Os termos “hebreu”, “israelita” e “judeu” são usados no senso comum como sinônimos.
De fato, “hebreu” é uma expressão derivada das línguas mesopotâmicas para designar o povo originário “do outro lado” do Eufrates.
Quando deixaram o Egito e se instalaram em Canaã após subjugar os povos que ali viviam, passam a se chamar “israelitas”, principalmente após o reinado de Davi. O termo “judeu” refere-se a um povo e uma religião, aquela instituída por Moisés há mais de 3.000 anos.
Em nossos dias, embora seja teoricamente possível a conversão ao judaísmo, esta é de rara a inexistente na prática. O fator “sangue” ou “descendência” pesa muito neste caso.
Juízes Com a morte de Moisés e o ingresso dos hebreus na Palestina, tiveram de travar várias guerras contra os povos que ali viviam, principalmente os filisteus (palestinos).
Aquelas lutas foram conduzidas pelos Juízes.
“Juízes eram chefes militares cuja autoridade tinha uma fundamentação religiosa.
Diziam-se enviados de Iavé para comandar o povo hebreu.” – ( Rubem Aquino. )
Os palestinos foram subjugados inicalmente por seu primeiro Juiz, Josué, que destruiu Jericó, a ele se seguindo vários outros, dentre os quais se destacam Sansão e Samuel.
A Samuel o povo hebreu pedia um rei, a exemplo da forma de governo existente entre outros povos da região em seu tempo. Reis
O primeiro rei hebreu foi Saul. Durante o seu reinado o povo hebreu foi politicamente unificado.
O reinado de Saul foi marcado por uma série de campanhas militares contra os filisteus (palestinos) e demais povos vizinhos.
Naquele período ocorreu ainda um certo enfraquecimento político do Egito e dos Estados Mesopotâmicos, favorecendo o fortalecimento do Estado Hebreu
.Com a morte de Saul subiu ao trono Davi, sob cujo reinado o Estado de Israel de fato se consolidou. Toda a palestina foi subjugada e Jerusalém proclamada capital do Reino.
Sob seu reinado criou-se um exército real e permanente –contando inclusive com mercenários estrangeiros; organizou-se uma forte burocracia estatal e um rigoroso sistema de impostos dotando ainda a monarquia de um caráter sagrado
.Segundo o já citado Jaime Pinsky, “...mesmo no seu momento máximo, o reino de Davi era insignificante se comparado aos grandes impérios egípcios, babilônicos ou hititas.
Mas era o máximo que se edificava na região em séculos.
Aos olhos dos hebreus, pouco mais que beduínos, então, aquilo devia ser considerado uma coisa de outro mundo e Davi passa a ser glorificado em prosa e verso. Lods lembra bem que a primeira referência de caráter messiânico entre os hebreus foi a esperança da volta à idade de ouro dos tempos do rei Davi.”Passando a monarquia hebraica a ser vitalícia e hereditária, com a morte de Davi sobe ao trono seu filho Salomão, que se destaca por sua habilidade política.
Sendo ele também um Iniciado, travou contato com os Sacerdotes Egípcios e Fenícios logrando, com o fruto de saques, pilhagens, impostos e comércio com povos da região, a construção de um grande templo. O famoso Templo de Salomão.Jerusalém como cidade sagrada e capital do Reino tinha agora no Templo o mais sagrado de todos os lugares do mundo para os judeus. Cisma Os elevados tributos cobrados por Salomão trouxeram enorme insatisfação ao povo, principalmente às dez tribos do Norte que se separaram sob a liderança de Jeroboão, formando um Reino independente, o reino de Israel, com capital em Samaria.
As duas tribos do Sul que permaneceram fiéis a Salomão, formaram o Reino de Judá, com capital em Jerusalém. O Cisma enfraqueceu os hebreus, tornando-os presa fácil aos Estados expansionistas do Oriente Próximo.Os Assírios, no reinado de Sargão II (721 a.C.) conquistaram o reino de Israel ao Norte e Nabucodonosor (586 a.C.) determinou o domínio e destruição de Jerusalém e, com a cidade, o famoso Templo de Salomão.
Os hebreus foram levados como prisioneiros para a Babilônia – episódio conhecido como Cativeiro da Babilônia.
Anos mais tarde o Ciro, rei dos Persas, autoriza o retorno dos hebreus à Palestina, onde reconstruíram Jerusalém.O Templo também é reconstruído. I
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srael começa a ressurgir como província do grande Império Persa.
Após o jugo persa os hebres viram-se sucessivamente dominados pelos helenísticos (Grécia-Macedônia), pelos egípcios e finalmente pelos romanos. Diáspora
Diante das muitas revoltas da população hebraica ao domínio romano no ano 70 d.C. estes destruíram novamente Jerusalém e o Templo – do qual só resta uma parede, o Muro das Lamentações.
Sob o Imperador Romano Adriano os judeus foram expulsos da Palestina e proibidos de retornar àquela região. A este episódio dá-se o nome de Diáspora (dispersão)
.Após as atrocidades sofridas pelos judeus na Europa ao longo dos séculos, culminando com o grande genocídio perpetrado pelos nazistas, que mataram mais de seis milhões de judeus, estes conseguem junto à Organização das Nações Unidas, em 1948, a criação dos estados de Israel e da Palestina. Sob a égide da ONU e apadrinhamento dos EUA, os judeus recriam o seu Estado, mas jamais cumpriram a determinação da criação do Estado da Palestina, um dos principais motivos de a região viver em constante estado de guerra civil.
Fronteiras de Israel segundo decisão da ONU em 1948
Situação prática que se prolonga por vários anos
sábado, 7 de novembro de 2009
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