• CAPITULO 32
• RELIGIÃO HEBRAICA
Livros sagrados , Símbolos e rituais da religião judaica , Festas religiosas
Introdução
O judaísmo é considerado a primeira religião monoteísta a aparecer na história.
Tem como crença principal a existência de apenas um Deus, o criador de tudo.
Para os judeus, Deus fez um acordo com os hebreus, fazendo com que eles se tornassem o povo escolhido e prometendo-lhes a terra prometida. Atualmente a fé judaica é praticada em várias regiões do mundo, porém é no estado de Israel que se concentra um grande número de praticantes.
LIVROS SAGRADOS
• Símbolos e rituais da religião judaica
A Bíblia é a referência para entendermos a história deste povo.
De acordo com as escrituras sagradas, por volta de 1800 AC, Abraão recebeu uma sinal de Deus para abandonar o politeísmo e para viver em Canaã ( atual Palestina).
Isaque, filho de Abraão, tem um filho chamado Jacó. Este luta , num certo dia, com um anjo de Deus e tem seu nome mudado para Israel. Os doze filhos de Jacó dão origem as doze tribos que formavam o povo judeu. Por volta de 1700 AC, o povo judeu migra para o Egito, porém são escravizados pelos faraós por aproximadamente 400 anos.
A libertação do povo judeu ocorre por volta de 1300 AC. A fuga do Egito foi comandada por Moisés, que recebe as tábuas dos Dez Mandamentos no monte Sinai.
Durante 40 anos ficam peregrinando pelo deserto, até receber um sinal de Deus para voltarem para a terra prometida, Canaã.Jerusalém é transformada num centro religioso pelo rei Davi.
Após o reinado de Salomão, filho de Davi, as tribos dividem-se em dois reinos : Reino de Israel e Reino de Judá. Neste momento de separação, aparece a crença da vinda de um messias que iria juntar o povo de Israel e restaurar o poder de Deus sobre o mundo.
Em 721 começa a diáspora judaica com a invasão babilônica.
O imperador da Babilônia, após invadir o reino de Israel, destrói o templo de Jerusalém e deporta grande parte da população judaica. No século I, os romanos invadem a Palestina e destroem o templo de Jerusalém.
No século seguinte, destroem a cidade de Jerusalém, provocando a segunda diáspora judaica.
Após estes episódios, os judeus espalham-se pelo mundo, mantendo a cultura e a religião.
Em 1948, o povo judeu retoma o caráter de unidade após a criação do estado de Israel.
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Os livros sagrados dos judeus
A Torá ou Pentateuco, de acordo com os judeus, é considerado o livro sagrado que foi revelado diretamente por Deus.
Fazem parte da Torá
Gênesis, o Êxodo, o Levítico, os Números e o Deuteronômio.
O Talmude é o livro que reúne muitas tradições orais e é dividido em quatro livros: Mishnah, Targumin, Midrashim e Comentários
RITUAIS E SIMBOLOS SAGRADOS
Os cultos judaicos são realizados num templo chamado de sinagoga e são comandados por um sacerdote conhecido por rabino.
O símbolo sagrado do judaísmo é o memorá, candelabro com sete braços.
Entre os rituais, podemos citar a circuncisão dos meninos ( aos 8 anos de idade ) e o Bar Mitzvah que representa a iniciação na vida adulta para os meninos e a Bat Mitzvah para as meninas ( aos 12 anos de idade ). Os homens judeus usam a kippa, pequena touca, que representa o respeito a Deus no momento das orações. Nas sinagogas, existe uma arca, que representa a ligação entre Deus e o Povo Judeu. Nesta arca são guardados os pergaminhos sagrados da Torá.
As Festas Judaicas
As datas das festas religiosas dos judeus são móveis, pois seguem um calendário lunisolar.
• As principais são as seguintes:
• Purim - os judeus comemoram a salvação de um massacre elaborado pelo rei persa Assucro.
• Páscoa ( Pessach ) - comemora-se a libertação da escravidão do povo judeu no Egito, em 1300 AC.
• Shavuót - celebra a revelação da Torá ao povo de Israel, por volta de 1300 a.C
• Rosh Hashaná - é comemorado o Ano-Novo judaico.
• Yom Kipur - considerado o dia do perdão. Os judeus fazem jejum por 25 horas seguidas para purificar o espírito.
• Sucót - refere-se a peregrinação de 40 anos pelo deserto, após a libertação do cativeiro do Egito.
Chanucá - comemora-se o fim do domínio assírio e a restauração do tempo de Jerusalém.
Simchat Torá - celebra a entrega dos Dez Mandamentos a Moisés.
MOISÉS NASCEU NUM MOMENTO CRÍTICO
O povo dele, os descendentes de Abraão escolhidos para receber grandes promessas, estava sofrendo terrivelmente. Os egípcios dominavam os hebreus com tirania, e até matavam os filhos recém-nascidos para controlar o crescimento da nação escrava.
A mãe de Moisés escondeu o próprio filho e, depois, deixou que ele fosse adotado por uma princesa do Egito. Moisés viu a injustiça e tentou defender seu povo.
Ele matou um egípcio que espancava um dos hebreus, imaginando que o povo lhe daria apoio.
Mas, o povo medroso não entendeu o que Moisés queria fazer, e ele tinha que fugir do Egito.
Dos 40 aos 80 anos de idade, ele ficou longe do Egito, servindo como humilde pastor de ovelhas.
Neste tempo, ele casou e teve filhos. Talvez ele conseguiu esquecer um pouco do sofrimento dos parentes no Egito.
Até um dia, quando Deus apareceu no monte Sinai, numa moita que ardia mas não se queimava.
Deus mandou que Moisés descesse para o Egito para livrar o povo da escravidão.
Moisés, com 40 anos de idade e com todo o vigor físico e o desejo ardente de ajudar os parentes, não conseguiu fazer nada. Agora, com 80 anos, vai fazer o que?
Vai entrar na presença do rei do país mais poderoso do mundo e exigir a libertação de milhões de escravos? Moisés se considerava um libertador pouco provável, e começou a oferecer suas desculpas ao Senhor.
Vamos examinar as cinco desculpas que ele deu, e a maneira que Deus respondeu a cada uma. O relato se econtra em Êxodo 3 e 4. ì Quem sou eu? "Então, disse Moisés a Deus:
Quem sou eu para ir a Faraó e tirar do Egito os filhos de Israel?" (3:11).
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Que convite para uma pregação positiva! Dá para ouvir alguns pastores, hoje em dia, fazendo belas pregações elogiando tal pobre sujeito que não reconhece sua força interior.
"Você é alguém", diriam para Moisés. "Com pensamentos positivos, você pode realizar seus sonhos." Mas esses pastores não estão pregando a palavra do Deus que chamou Moisés.
Deus não elogiou Moisés. Ele não fez algum grande discurso para mostrar que Moisés era alguém. Deus, implicitamente, concordou com Moisés.
É verdade. Você não é ninguém. Mas eu sou o Criador do universo e "Eu serei contigo" (3:12).
Muitas pessoas recusam cumprir os papéis que Deus lhes tem dado, porque se julgam incapazes. Olham para outras pessoas mais talentosas e acham desculpas por não fazer a vontade de Deus. O fato é que sempre encontraremos ao nosso redor pessoas mais inteligentes, mais fortes, mais eloqüentes e mais conhecidas. Mas, Deus nunca usou tais qualidades para medir seus servos.
Ele não quer pessoas auto-confiantes, mas pessoas que confiam nele. Se você tende a fugir da responsabilidade porque não é ninguém, está olhando na direção errada.
Pare de olhar no espelho para ver suas limitações, e comece a olhar para Deus Todo-Poderoso. í
O que direi? Deus respondeu à primeira desculpa, e Moisés já ofereceu a segunda.
Tudo bem, eu vou lá para falar com o povo sobre a libertação, e eles vão perguntar para mim.
Vão querer saber o nome do Deus que me enviou.
O que eu direi para eles? (3:13). Os egípcios serviam muitos deuses, e os hebreus foram corrompidos pela influência deles (veja Josué 24:14). Para alguém chegar no meio deles e dizer que "Deus me mandou" seria uma mensagem vaga.
Ao mesmo tempo, Deus já tinha se identificado para Moisés (3:6). Da mesma maneira que Deus usa muitas descrições de si nos outros livros da Bíblia, ele usou várias neste capítulo.
Além de ser o Deus de Abraão, Isaque, Jacó e do pai de Moisés (3:6), ele se descreve como "Eu Sou o Que Eu Sou" (3:14). Esta descrição, a mesma usada por Jesus em João 8:24 e 58, é uma afirmação da eternidade de Deus. Ele é, e sempre existia.
Mais ainda, Deus usou o nome traduzido na maioria das Bíblias atuais com maiúsculos: SENHOR. Este nome vem do tetragrama, ou nome de quatro letras (YHWH).
Sem vogais, ninguém sabe a pronuncia correta deste nome (alguns sugerem Javé).
Alguns séculos depois de Moisés, os judeus acrescentaram vogais e começaram pronunciar o nome como "Jeová".
A tradução grega do Antigo Testamento usa a palavra "Kyrios" que é traduzida em nossas Bíblias como "Senhor". Algumas pessoas hoje, incluindo as Testemunhas de Jeová, têm insistido que "Jeová" ou alguma forma semelhante é o único nome de Deus, e que devemos usar este nome exclusivamente. Usam passagens como Êxodo 3:15 ("este é o meu nome eternamente"
Algumas observações na Bíblia mostram claramente que Deus não estava dizendo que os servos dele usassem este nome como a única maneira de falar sobre Deus.
Outras passagens usam diversos nomes ou descrições de Deus, mostrando seu poder, sua eternidade, etc Um versículo é suficiente para provar o erro da doutrina de "um único nome" para Deus. Amós 5:27 diz: ..diz o SENHOR, cujo nome é Deus dos Exércitos".
Se o próprio SENHOR (YHWH) diz que seu nome é Deus (Elohim) dos Exércitos, nenhum homem tem direito de proibir o uso de descrições bíblicas de Deus.
Para tirar qualquer dúvida, podemos ver o exemplo de Jesus.
Ele citou, várias vezes, a tradução grega do Velho Testamento, que usa a palavra Kyrios (Senhor) no lugar de YHWH. (Por exemplo, ele cita a Septuaginta, que usa a palavra Kyrios, em Marcos 12:11). A resposta do Senhor a Moisés não foi dada para sugerir que haveria apenas um nome oficial de Deus. O Deus eterno e soberano queria se destacar dos falsos deuses adorados pelos egípcios e até pelos próprios hebreus. î Eles não crerão
A terceira desculpa de Moisés mostra que ele continua preocupado com sua própria credibilidade. Eles não crerão na minha palavra, ele diz (4:1). Deus reconheceu que esta preocupação era válida, e ofereceu três sinais para confirmar a palavra de Moisés (4:2-9).
O bordão se virou em serpente, a mão se tornou leprosa e a água tirada do rio se tornou em sangue. Esta é a primeira vez na Bíblia que Deus concedeu ao homem o poder para realizar milagres. O propósito dos milagres é bem explicado pelo contexto: para confirmar a palavra falada. Quando Elias e Eliseu introduziram a época de profecia do Velho Testamento, realizaram milagres. (Hebreus 2:3-4). Quando Deus mandou pessoas com novas revelações, ele confirmou a palavra com sinais milagrosos.
ï Eu nunca fui eloquente Moisés ainda não foi convencido (4:10).
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Mesmo depois de ver os sinais, ele tinha dúvida! Parece que ele não conseguiu entender que o mensageiro não é ninguém. É a mensagem que importa.
Sobre esta desculpa de Moisés, podemos observar: ì Que não tinha base em fato.
Estêvão, comentando sobre os primeiros anos da vida de Moisés, disse que ele
"foi educado em toda a ciência dos egípcios e era poderoso em palavras e obras" (Atos 7:22).
í Que não tinha importância. Mesmo se Moisés havia esquecido tudo que já aprendeu e não se achava eloqüente, foi o Senhor que fez a boca do homem (4:11).
O mesmo Deus que concedeu dons miraculosos para Moisés, o mesmo que fez o universo, o mesmo que escolheu o povo de Israel e o mesmo que apareceu na sarça ardente fez a boca do homem. Deus controlaria a língua de Moisés para comunicar o que ele queria.
Ainda hoje, os homens tendem a supervalorizar a eloqüência.
Enfatizam a homilética ao invés de ensinar como estudar e entender as Escrituras.
Em muitos púlpitos, a embalagem se tornou mais importante do que o produto. ð Envie aquele que hás de enviar, menos a mim! Pode ser que as primeiras "desculpas" de Moisés mostraram uma preocupão válida sobre sua própria capacidade.
Assim, Deus respondeu a cada objeção que ele ofereceu. Mas, agora, ele ultrapassou o limite.
Moisés não tinha mais motivo para recusar, mas ainda não queria assumir a grande responsabilidade de tirar o povo do Egito. Quando Moisés pediu que Deus enviasse outro, o Senhor se irou contra ele Ele resumiu todas as outras respostas, dizendo que tinha o bordão, que Arão iria com ele, etc. e mandou que Moisés fosse.
Conclusão: Moisés obedeceu!
Depois de todas as desculpas, Moisés fez o que Deus pediu. Ele era um servo fiel na casa do Senhor (Hebreus 3:5),
MOISÉS COMO SIMBOLO
Moisés, que terá vivido por volta de 1250 a.C., é o personagem bíblico responsável pelo Êxodo do povo hebreu do Egito para sua Terra Prometida, atravessando o Mar Vermelho.
Moisés é, segundo a tradição, o autor dos 5 livros do Pentateuco, e é ainda o personagem principal de Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio. É visto pelos judeus como seu principal legislador, ao definir leis e regras de conduta ao povo de Israel, e um de seus principais guias espirituais.Para os cristãos, a história do êxodo israelita, liderado por Moisés (e segundo a Bíblia, sob ordens divinas) representa a libertação espiritual do reino do pecado (representado por Faraó e o Egito) para o reino de Deus (que por sua graça manifesta a libertação a um povo que se passa a assumir como tal, e pertença de Deus).
Durante 40 anos (talvez entre 1250 e 1210 a.C.), os Judeus erram pelo deserto.
É nesse período que Moisés encontra Deus no Monte Sinai e recebe os 10 mandamentos.
Depois da morte de Moisés, o seu sucessorJosué atravessa o rio Jordão, ganha a batalha de Jericó e conduz os judeus a Canaã.
Nome: Moisés / Mósis
• Significado: Para os Hebreus -Tirado das àguas / Para os Egipcios –Renascido
• .Familia:Avô:(adoptivo) Tutmósis
• Mãe:(adoptiva) Hatshepsut – Joquebede
• Pai:(adoptivo) Tutmósis II –
• (tio pai) Amram
• Esposa: Zípora
• Irmãos: Miriam / Arão
• Filhos: Gerson
• Sobrinhos: Nadabe / Abíu / Eleazar / Itamar
• Local de Nascimento: Egipto
• Localização Temporal: Algures por volta de 1200aC.
• Tempo de Vida: 120 Anos
• Motivo de Morte: Velhice
• Local de Morte: Monte Nebo - Junto às campinas de MoabeNo Egipto
Moisés (ou Mósis como é conhecido na história do Egipto) era filho adoptivo de Hatshepsut.
Isto fez dele um principe venerado, durante a sua infancia e adolescencia, por todo o povo no Egipto. O seu avô, Tutmosis I era o Faraó no poder, na altura em que Moisés viveu como principe no Egipto. Moisés abandonou o Egipto na altura em que sua mãe tornou-se Rainha.
Esta casou-se (como era costume) com o irmão Tutmosis II.
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Moisés seria o grande TutMOSIS III caso tivesse permanecido no Egipto.
Este epiteto passou para o seu primo/irmão (por adopção), que por ser menor foi mantido fora do poder até a morte de Hatshepsut.
Os Hebreus traduziram o nome -Moisés- como "tirado das Águas". Na realidade na lingua Egipcia o nome Mosis significa "renascido" neste caso de Tutmósis o -Toth renascido
O ÊXODO
Não há registro arqueológico ou histórico da existência de Moisés ou dos fatos descritos no Êxodo. A libertação dos hebreus, escravizados por um faraó egípcio, foi incluída na Torá provavelmente no século VII a.C., por obra dos escribas do Templo de Jerusalém, em uma reforma social e religiosa. Para combater o politeísmo e o culto de imagens, que cresciam entre os judeus, os rabinos inventaram um novo código de leis e histórias de patriarcas heróicos que recebiam ensinamentos diretamente de Jeová. Tais intenções acabaram batizadas de "ideologia deuteronômica", porque estão mais evidentes no livro Deuteronômio.
A prova de que esses textos são lendas estaria nas inúmeras incongruências culturais e geográficas entre o texto e a realidade. Muitos reinos e locais citados na jornada de Moisés pelo deserto não existiam no século XIII a.C., quando o Êxodo teria ocorrido.
Esses locais só viriam a existir 500 anos depois, justamente no período dos escribas deuteronômicos. Também não havia um local chamado Monte Sinai, onde Moisés teria recebido os Dez Mandamentos. Sua localização atual, no Egito, foi escolhida entre os séculos IV e VI d.C., por monges cristãos bizantinos, porque ele oferecia uma bela vista.
Já as Dez Pragas seriam o eco de um desastre ecológico ocorrido no Vale do Nilo quando tribos nômades de semitas estiveram por lá. Vejamos agora o caso de Abraão, o patriarca dos judeus.
Segundo a Bíblia, ele era um comerciante nômade que, por volta de 1850 a.C., emigrou de Ur, na Mesopotâmia, para Canaã (na Palestina). Na viagem, ele e seus filhos comerciavam em caravanas de camelos. Mas não há registros de migrações de Ur em direção a Canaã que justifiquem o relato bíblico e, naquela época, os camelos ainda não haviam sido domesticados.
Aqui também há erros geográficos: lugares citados na viagem de Abraão, como Hebron e Ber-sheba, nem existiam então. Hoje, a análise filológica dos textos indica que Abraão foi introduzido na Torá entre os séculos VIII e VII a.C. (mais de 1 000 anos após a suposta viagem).
Então, como surgiu o povo hebreu? Na verdade, hebreus e canaanitas são o mesmo povo.
Por volta de 2000 a.C., os canaanitas viviam em povoados nas terras férteis dos vales, enquanto os hebreus eram nômades das montanhas.
Foi o declínio das cidades canaanitas, acossadas por invasores no final da Idade do Bronze (300 a.C. a 1000 a.C.), que permitiu aos hebreus ocupar os vales.
Segundo a Bíblia, os hebreus conquistaram Canaã com a ajuda dos céus: na entrada de Jericó, o exército hebreu toca suas trombetas e as muralhas da cidade desabam, por milagre.
Mas a ciência diz que Jericó nem tinha muralhas nessa época.
A chegada dos hebreus teria sido um longo e pacífico processo de infiltração.
JUDÁ
Entender a história de Judá é fundamental para entender todo o Velho Testamento.
Até o século VIII a.C., Judá era apenas uma reunião de tribos vivendo numa região desértica do sul da Palestina. Em 722 a.C., porém, os assírios resolvem conquistar as ricas planícies e cidades de Israel - o reino do norte, mais desenvolvido economicamente e mais culto. Judá, no sul, que não pareceu interessar aos assírios, pôde continuar independente, desde que pagasse tributos ao império assírio. Assim, enquanto no norte acontece uma desintegração dos hebreus, levados para a Assíria como escravos, no sul eles continuam unidos em torno do Templo de Jerusalém. Judá beneficiou-se enormemente da destruição do reino do norte.
Jerusalém cresceu rapidamente e cidades como Lachish, que servia de passagem antes de chegar a Jerusalém, foram fortificadas. Era o momento de Judá tomar a frente dos hebreus.
Para isso, precisaria de duas coisas: um rei forte e um arsenal ideológico capaz de convencer as tribos do norte de que Judá fora escolhida por Deus para unir os hebreus.
Além disso, era preciso combater o politeísmo que voltava a crescer no norte.
Josias foi o candidato a assumir a posição de rei unificador.
Durante uma reforma no Templo de Jerusalém, em seu governo, foi "encontrado" (na verdade, não há dúvidas de que o livro foi colocado ali de propósito) o livro Deuteronômio, com todos os ingredientes para um ampla reforma social e religiosa.
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O livro possui até profecias que afirmam, por exemplo, que um rei chamado Josias, da casa de David, seria escolhido por Deus para salvar os hebreus. Ungido pelo relato do livro, o ardiloso Josias consegue seu objetivo de centralizar o poder, mas acaba morto em batalha. Judá revolta-se contra os assírios e o rei da Assíria,
Senaqueribe, invade a região, destruindo Lachish e submetendo Jerusalém.
A destruição de Lachish, narrada com riqueza de detalhes na Bíblia, também aparece num relevo encontrado em Nínive, a antiga capital assíria. E as escavações comprovaram que a Bíblia e o relevo são fiéis ao acontecido.
Ou seja: nesse caso, a arqueologia provou que a Torá foi fiel aos fatos.
CRONOLOGIA
Na História do Povo Hebreu podemos distinguir os seguintes períodos:
1) dos Patriarcas até aos 12 filhos de Jacob;
2) os cerca de 400 anos de estadia no Egipto, onde ficaram sob o jugo do faraó;
3) êxodo, com a libertação pela mão de Moisés, Aliança do Sinai e 40 anos de viagem pelo deserto até às portas da Palestina, a Terra da Promissão;
4) tempo dos Juízes, heróis populares que defendiam as tribos dos ataques dos povos vizinhos;
5) monarquia, iniciada com Saul, a que se seguiram o rei David, o pacificador da região, e o rei Salomão, construtor do 1.º Templo de Jerusalém;
6) cisma, separando o reino do Norte (Israel) do reino do Sul (Judá), o primeiro dos quais caracterizado por grande instabilidade, predispondo-o para a sua supressão pelo rei Sargão II dos Assírios (721 a.C,);
7) reino de Judá até à invasão pela Babilónia, com deportações de judeus, em 597 e 586 a.C., esta última depois da destruição de Jerusalém e do Templo de Salomão;
8) cerca de 40 anos de exílio na Babilónia, até à libertação por Ciro, o fundador do Império Persa (538 a.C.);
9) regresso do exílio, com a lenta reconstrução de Jerusalém e do novo Templo;
10) dominação grega, com as conquistas de Alexandre da Macedónia e durante o domínio dos seus sucessores (330-200 a.C.);
11) revolta dos Macabeus e conquista da independência (143-63 a.C.);
12) dominação romana, com várias fases, incluindo o reinado de Herodes (40-6 a.C.), que iniciou a construção do 3.º Templo de Jerusalém, e o tempo de Jesus Cristo (6 a.C. a 30 d.C.) até à data da destruição de Jerusalém e do Templo, pelos Romanos (70) com a dispersão dos Judeus.
A Palestina foi, mais tarde (637), ocupada pelos Árabes muçulmanos, que lá se mantiveram, com períodos de dominação cristã precariamente conseguida pelas Cruzadas (séc. XII).
No séc. XX, o movimento sionista, aproveitando a fuga de numerosos judeus das perseguições nazis, começou a invasão pacífica da Palestina, até ser proclamado o novo Estado de Israel (1948), com o progressivo encurralamento das populações árabes em áreas marginais.
Actualmente, a população judaica andará pelos 23 milhões, dos quais 5 na Palestina e 18 dispersos pelo mundo, especialmente nos EUA
A BÍBLIA PASSADA A LIMPO
Descobertas recentes da arqueologia indicam que a maior parte das escrituras sagradas não passam de lenda A disputa entre ciência e religião pela posse da verdade é antiga.
No Ocidente, começou no século XVI, quando Galileu defendeu a tese de que a Terra não era o centro do Universo. Essa primeira batalha foi vencida pela Igreja, que obrigou Galileu a negar suas idéias para não ser queimado vivo. Mas o futuro dessa disputa seria diferente:
pouco a pouco, a religião perdeu a autoridade para explicar o mundo.
Quando, no século XIX, Darwin lançou sua teoria sobre a evolução das espécies, contra a idéia da criação divina, o fosso entre ciência e religião já era intransponível.
Nas últimas décadas, a Bíblia passou a ser alvo de ciências como a filologia (o estudo da língua e dos documentos escritos), a arqueologia e a história. E o que os cientistas estão provando é que o livro mais importante da história é, em sua maior parte, uma coleção de mitos, lendas e propaganda religiosa.
Primeiro livro impresso por Guttemberg, no século XV, e o mais vendido da história, a Bíblia reúne escritos fundamentais para as três grandes religiões monoteístas - Judaísmo, Cristianismo e Islamismo. Na verdade, a Bíblia é uma biblioteca de 73 livros escritos em momentos históricos diferentes.
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O Velho Testamento, aceito como sagrado por judeus, cristãos e muçulmanos, é composto de 46 livros que pretendem resumir a história do povo hebreu desde o suposto chamamento de Abraão por Deus, que teria ocorrido por volta de 1850 a.C., até a conquista da Palestina pelos exércitos de Alexandre Magno e as revoltas do povo judeu contra o domínio grego, por volta de 300 a.C. Os 27 livros do Novo Testamento abarcam um período bem menor: cerca de 70 anos que vão do nascimento de Jesus à destruição de Jerusalém pelos romanos em 70 d.C. O coração do Velho Testamento são os primeiros cinco livros, que compõem a Torá do Judaísmo (a palavra significa "lei", em hebraico).
Em grego, o conjunto desses livros recebeu o nome de Pentateuco ("cinco livros").
São considerados os textos "históricos" da Bíblia, porque pretendem contar o que ocorreu desde o início dos tempos, inclusive a criação do homem - que, segundo alguns teólogos, teria ocorrido em 5000 a.C. O Pentateuco inclui o Gênesis (o "livro das origens", que narra a criação do mundo e do homem até o dilúvio universal),
o Êxodo (que narra a saída dos judeus do Egito sob a liderança de Moisés) e os Números (que contam a longa travessia dos judeus pelo deserto até a chegada a Canaã, a terra prometida).
Das três ciências que estudam a Bíblia, a arqueologia tem se mostrado a mais promissora.
"Ela é a única que fornece dados novos", diz o arqueólogo israelense Israel Finkelstein, diretor do Instituto de Arqueologia da Universidade de Tel Aviv e autor do livro The Bible Unearthed (A Bíblia desenterrada, inédito no Brasil), publicado no ano passado.
A obra causou um choque em estudiosos de arqueologia bíblica, porque reduz os relatos do Antigo Testamento a uma coleção de lendas inventadas a partir do século VII a.C.
O Gênesis, por exemplo, é visto como uma epopéia literária.
O mesmo vale para as conquistas de David e as descrições do império de Salomão.
ATROCIDADES COMETIDAS POR DEUS OU SUA ORDEM
O povo de Judá grita e Deus os ajuda a matar 500 mil israelitas Deus mata 70 homens só porque não festejaram a chegada da arca Coré questiona a liderança de Moisés e Deus faz a terra se abrir e engolir seu povo, homens, mulheres e crianças
Deus afoga todos os homens, mulheres e crianças da Terra durante o dilúvio
Deus ordena o genocídio de todos os povos de Canaã (e participa dele) Extermínio final dos cananeus
Deus ameaça punir os israelitas forçando-os a comer a carne de suas crianças Moisés diz "matem seu irmão, seu amigo e seu vizinho"
Deus mata centenas de crianças inocentes Deus mata os filhos de Israel que queriam comer carne (estavam cansados de maná, se queixaram e Deus se enfureceu) Os judeus continuam a sacrificar crianças mesmo depois de autorizados a substituí-las por animais.
Deus permite que eles o façam para que eles saibam que ele é o Senhor
Deus mata um homem por se recusar a engravidar a mulher de seu irmão
Deus permite que crianças judias sejam cortadas em pedaços e mulheres grávidas judias tenham seus ventres rasgados .
Deus ameaça enviar animais selvagens para levar as crianças dos israelitas embora
A Bíblia manda matar sua mulher, sua filha, seu filho, seu irmão, seu amigo etc se adorarem outros deuses.
Deus tem ciúmes dos outros deuses e castiga inocentes pelo pecado dos pais "até a quarta geração" Jesus não permite que um de seus discípulos enterre seu pai
Um filho engana seu pai que está morrendo e é recompensado por Deus
O apóstolo Paulo diz que as mulheres têm inteligência inferior. O apóstolo Paulo diz que as mulheres devem se calar na igreja e aprender em casa com os maridos.
Uma pobre mulher pagã implora aos pés de Jesus pela sua filha e Jesus as compara a cachorros por não serem judias Jesus diz que você será recompensado se abandonar sua mulher e filhos para seguir o "reino de Deus" Salomão mata seu irmão Adonias, um simpatizante dele, Joab, e Semei, que o deixou e passou para o lado de Adonias Jesus diz que está certo o homem se castrar pelo reino dos céus- Sansão perde uma aposta, o "espírito do Senhor desce sobre ele" e ele mata 30 filisteus para pagar a aposta.
Homens pervertidos batem na porta de um homem de Deus e ele lhes oferece sua filha.
Para provar que era um homem de Deus, Elias faz cair fogo do céu e mata 51 homens.
Uma punição bárbara para a mulher que se mete numa briga para defender o marido.
O rei Salomão escraviza 30 mil homens para construir seu templo
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Moisés se enfurece porque seus soldados pouparam as mulheres e crianças do inimigo.
A tribo de Jabes não comparece a uma reunião e todos são mortos, homens, mulheres e crianças.
O rei Saul tem inveja de David, que matou 10 vezes mais gente do que ele
O rei David dorme com a mulher de um soldado, ela engravida e ele faz com que o marido seja morto O rei David continua a chacina Deus manda matar um homem por catar lenha no sábado
O rei Salomão tem 1000 amantes Os israelitas tinham escravos. A lei dizia como tratá-los
As aventuras de Joab, servo do rei David Jael mata seu hóspede Sísara Jefté sacrifica sua filha a Deus A Bíblia manda matar as crianças desrespeitosas
Deus mata 70 mil inocentes porque David fez o censo de seu povo
O povo de Judá grita e Deus os ajuda a matar 500 mil israelitas
2 Crônicas
15. os homens de Judá lançaram o grito de guerra e, enquanto eles gritavam, Deus derrotou Jeroboão e todo o Israel diante de Abias e de Judá.
16. Os israelitas fugiram diante de Judá, e Deus os entregou nas mãos de Judá.
17. Abias e seu exército conseguiram uma grande vitória, pois de Israel morreram quinhentos mil guerreiros.
18. Nessa ocasião, os israelitas foram humilhados e os judaítas saíram vitoriosos, porque se apoiaram em Javé, Deus dos seus antepassados.
Deus mata 70 homens só porque não festejaram a chegada da arca
1 Samuel
19. Quando viram a arca de Javé, os filhos de Jeconias não fizeram festa como os outros.
Por isso é que Javé castigou setenta homens deles.
O povo ficou de luto, porque Javé os tinha ferido com grande castigo.
Coré questiona a liderança de Moisés e Deus faz a terra se abrir e engolir seu povo, homens, mulheres e crianças
Números 16
20. Então Javé falou a Moisés e Aarão:
21. "Afastem-se desse grupo, porque vou destruí-lo num instante".
27. Eles se afastaram das tendas de Coré, Datã e Abiram, enquanto Datã e Abiram saíam com suas mulheres, filhos e crianças, para esperar na entrada da tenda.
32. a terra abriu sua boca e os engoliu com suas famílias, junto com os homens de Coré e todos os seus bens.
33. Desceram vivos à mansão dos mortos, juntamente com todas as coisas que lhes pertenciam.
A terra os cobriu e eles desapareceram da comunidade.
35. Saiu um fogo da parte de Javé e devorou os duzentos e cinqüenta homens que ofereciam o incenso.
41. Ora, no dia seguinte, toda a multidão dos filhos de Israel murmurou contra Moisés e Arão, dizendo: Vós matastes o povo do Senhor.
45. Retirai-vos do meio desta multidão. Imediatamente os destruirei.
E eles se prostraram por terra.
49. Ora, os que pereceram foram catorze mil e secentos homens, afora os que tinham perecido na sedição de Coré.
Deus afoga todos os homens, mulheres e crianças da Terra durante o dilúvio: Gênesis 7:21. Pereceram todos os seres vivos que se movem sobre a terra: aves, animais domésticos, feras, tudo o que vive sobre a terra e todos os homens.
Deus ordena o genocídio de todos os povos de Canaã (e participa dele)
ENCONTRANDO-SE CENTENAS DE CITAÇÕES NOS LIVROS DA BIBLIA !
sábado, 7 de novembro de 2009
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