domingo, 8 de novembro de 2009

CAPITULO 13 = CIVILIZAÇÃO CHINESA

CAPITULO 13
CIVILIZAÇÃO CHINESA
A civilização chinesa tem uma longa história, cuja principal característica foi, até o século XIX, a imutabilidade de determinados elementos como o cultivo de cereais, a escrita, a importância da família ou o culto aos antepassados. Assim como outros povos da antiguidade, os chineses pensavam que a melhor forma de viver não consistia em modernizar-se, mas em repetir arquétipos do passado. Na Mongólia e na Manchúria desenvolveu-se uma cultura mesolítica de caçadores e agricultores no período pós-glacial. Em Linxia e Chifeng apareceram as primeiras colónias agrícolas sedentárias.
No início do quarto milénio antes da era cristã, surgiu na fértil região do vale do Amarelo a civilização neolítica de Yangzhou, caracterizada pela pintura em cerâmica, pelo aperfeiçoamento das técnicas agrícolas (cultivo de cereais) e pela domesticação de animais.
No começo do segundo milénio antes da era cristã, a China entrou na idade do bronze.
A descoberta desse metal teve consequências importantíssimas.
Formou-se uma vasta civilização caracterizada pela divisão da sociedade entre os nobres, habitantes das cidades-palácios, e os camponeses. A nobreza reconhecia a autoridade de um soberano, embora o poder deste, na prática, se limitasse ao campo religioso.
Assim surgiu a primeira dinastia conhecida, denominada Shang (séculos XVIII-XII a.C.), da qual se tem notícia pelas inscrições encontradas em Anyang.
Essa dinastia, enfraquecida pela pressão dos povos vizinhos, foi substituída entre os séculos XII e III a.C. pela dinastia Chou, que transferiu a capital para Luoyang, na região de Honan.
Desde o século VIII a.C., a vasta civilização chinesa já ocupava o curso médio do rio Amarelo.
Esse amplo território era de dificílimo controle.
A unidade cultural do início viu-se ameaçada pelas tendências desagregadoras dos principados periféricos e pela pressão dos povos bárbaros vizinhos, sobretudo os do norte, os mongóis, pois os do sul foram vencidos e assimilados.
Graças à descoberta do ferro foi possível conter as hordas que ameaçavam as fronteiras.
As guerras desse período vieram acompanhadas de grande florescimento cultural.
Foi nessa época que surgiram as duas principais correntes filosóficas da China:
o confucionismo, que ressaltava os princípios morais,
e o taoísmo, criado por Lao-tzu ou Lao-tsé, que defendia uma vida em harmonia com a natureza.

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Outra escola importante foi a de Mengzi ou Mengtse, que destacava a importância da educação como meio para aperfeiçoar a natureza humana.
Os últimos reis Chou viveram retirados em Luoyang.
Entre os anos 230 e 221 a.C., o estado de Ch'in destronou a dinastia Chou e se impôs aos príncipes locais. Embora de curta duração (221-206 a.C.), a dinastia Ch'in foi de vital importância para a China, pois lançou as bases de um império que haveria de se manter durante mais de dois milénios. O império consistia em um território unificado sob controle religioso e político de um soberano. Mas a dispendiosa política defensiva e centralizadora dos Ch'in (construção da Grande Muralha e estradas) provocou uma sublevação generalizada da qual saiu vencedor o proprietário de terras Liu Pang, que impôs sua autoridade e fundou a dinastia Han (206 a.C.-221 d.C.). A política dessa dinastia se voltou para o fortalecimento do poder real, o que tornava imprescindível enfraquecer os príncipes feudais. O governo central apoiava-se em um funcionalismo fiel; este provinha de um corpo de letrados recrutados mediante concurso.
A dinastia Han coincidiu com um período de expansão comercial e agrícola que se manifestou pela rotação de culturas, pela realização de numerosas obras hidráulicas, pela formação de uma classe mercantil e pela substituição da antiga aristocracia por um grupo de proprietários de terras mais dinâmicos. Os Han também adoptaram uma política expansionista que resultou na conquista do norte da Coreia, da região de Mu Us e da zona meridional até Canton.
No campo ideológico, essa dinastia fez do confucionismo a doutrina oficial do estado;
As ideias de Confúcio, ensinadas nas escolas, eram matéria exigida nos concursos ao funcionalismo.
No fim do século II da era cristã, as sublevações populares, de inspiração taoísta, e os ataques dos nómadas instalados nas fronteiras norte-ocidentais obrigaram o imperador a entregar o poder a militares e proprietários de terras nas regiões vizinhas. A época compreendida entre os anos 221 e 589 é conhecida como a dos três reinados e das seis dinastias. Nesse período, a China sofreu divisões internas e o ataque de diversos povos nómadas (tibetanos, turcos e mongóis). Alguns desses povos estabeleceram-se no vale do Amarelo, o que provocou uma intensa emigração para o curso inferior do Yangzi, onde se produziu uma fecunda fusão cultural.O delta desse rio tornou-se uma próspera região agrícola, baseada nas culturas de arroz e chá. No âmbito religioso, difundiram-se o budismo e o taoísmo. Em 581, Yang Jian, alto funcionário do reino Chou do norte, conseguiu submeter à sua autoridade a região do sul, depois da conquista de Nanjing.
Assim, a nova dinastia, denominada Sui, reunificou o país depois de três séculos de fragmentação política, económica, cultural e linguística.
Durante esse período, construiu-se o grande canal que uniu o Yangzi ao Amarelo.
Os reveses nas guerras contra coreanos e turcos precipitaram a queda da dinastia.
Li Yuan, comandante dos exércitos do norte, aproveitou o desencadeamento de uma revolta na região oriental para assassinar o imperador e tomar o poder.
A nova dinastia, a T'ang (618-907), continuou a obra reunifica dora iniciada pelos Sui.
Os T'ang reorganizaram a administração, derrotaram turcos e coreanos e conquistaram o Tibet.
Durante essa época, a China conheceu grande desenvolvimento artístico (poesia e pintura) e científico (cartografia e matemática) e entrou em contanto com outras civilizações, como a Japonesa, a coreana, a indiana e a árabe. O período de florescimento cultural e de expansão territorial da dinastia T'ang terminou com a derrota chinesa frente aos árabes em 751, na fronteira norte-ocidental.~A partir desse momento, começou uma fase de decadência e esta resultou em nova fragmentação que sobreveio à queda dos T'ang, em 907.
O período das cinco dinastias e dos dez estados, entre 907 e 960, caracterizou-se pelo caos político, embora tenha havido um importante desenvolvimento científico que se plasmou na invenção da imprensa.
A partir de 960, a dinastia Sung reorganizou o país impondo reformas tributárias que aliviaram a situação económica dos camponeses e favoreceram o comércio. Nessa época houve grande desenvolvimento cultural, com a difusão de textos impressos e a renovação das doutrinas confucionistas. Contudo, a nova dinastia perdeu o controle do nordeste do império.
No século XI, a China ficou dividida em duas zonas:a metade meridional, ocupada pelos Sung;e a metade setentrional, em poder do reino mongol de Kitan.
No século seguinte, os Juchen estabeleceram o reino Chin na China setentrional, onde se mantiveram até a chegada dos mongóis.
Em 1206, Gengis Khan consolidou seu poder sobre as tribos mongóis das estepes do lago Baikal. Cinco anos depois, invadiu a China.
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Com a derrota definitiva dos Chin em 1234, os mongóis continuaram seu avanço para o sul em 1250. A parte meridional do país, controlada pela dinastia Sung, resistiu com denodo, mas finalmente, em 1279, todo o território chinês ficou sob a autoridade de uma dinastia estrangeira, a dos Yuan. O neto de Gengis Khan, Kublai-Khan, transferiu a capital para Khanbaliq (a futura Pequim). Durante essa época o comércio foi favorecido pelo controle da zona ocidental, que abriu as rotas para a Ásia central e a Europa. A abertura dessas rotas permitiu a chegada das ideias europeias por meio de viajantes como Marco Polo e Giovanni da Montecorvino.
Não durou muito o imenso império mongol, assimilado à sociedade e à cultura chinesas.
Em meados do século XIV, uma revolta camponesa transformou-se em guerra de libertação contra os mongóis, cujo último imperador foi derrubado em 1368, quando o monge budista Chu Yuanchang (Hongwu) fundou a dinastia Ming.
Durante esse período aumentou a actividade marítima.
As embarcações chinesas chegavam à Arábia e até mesmo à África oriental.
Floresceram as belas-artes (arquitectura, cerâmica) e multiplicaram-se os contratos com o exterior. No fim do século XVI os portugueses instalaram-se em Macau e vieram muitas missões jesuíticas. A partir do fim desse século, os ataques de piratas japoneses geraram grande instabilidade, que foi aproveitada pelos manchus, descendentes dos Juchen da Manchúria, que conquistaram todo o império em 1644.Até o fim do século XVIII, a China experimentou grande florescimento sob a nova dinastia Ch'ing (manchu).
O império logrou sua máxima expansão territorial: pacificou-se o Tibet e os mongóis foram derrotados; o Annam (o futuro Vietnam), Myanmar e o Nepal reconheceram as fronteiras meridionais da China; e Formosa foi conquistada em 1680.
A introdução de novas culturas, como a do milho e do tabaco, favoreceu o desenvolvimento agrícola, e o comércio expandiu-se com o estabelecimento de colónias europeias (portuguesas, holandesas e britânicas). Além disso, a população cresceu muito: passou de 150 milhões de habitantes em 1600 para 400 milhões no começo do século XIX.
Com o fim do século XVIII, porém, a China entrou em um período de crise económica, política e social. Dessa vez, a ameaça para a dinastia Ch'ing e para a China tradicional viria da Europa, que pretendia aumentar sua penetração comercial nesse país, contra a vontade dos imperadores.
A instabilidade política interna, fruto da crise económica, serviu de brecha aos europeus para forçarem a abertura dos portos chineses ao comércio.
Em 1839, os ingleses aproveitaram a destruição de um carregamento de ópio (mercadoria que introduziam na China a partir da Índia) para declarar guerra à dinastia Ch'ing.
A chamada guerra do ópio terminou com a derrota chinesa.
Os ingleses forçaram o Tratado de Nanjing (1842), pelo qual os chineses se comprometiam a abrir ao comércio britânico cinco portos, entre os quais os dois mais importantes do país, Xangai e Canton, e além disso cediam o de Hong Kong.
Nos anos seguintes, prosseguiu a instabilidade interna.
Em meados da década de 1850, sucederam-se os levantes muçulmanos das regiões de Xinjiang e Yunnan; e, em 1853, o movimento Taiping, de cunho religioso e milenarista, conquistou Nanjing e tentou expandir seu poder pelo norte da China. Uma intervenção militar franco-britânica obrigou o governo chinês a fazer novas concessões. Pelo Tratado de Pequim, firmado em 1860, abriram-se 11 outros portos no país e ofereceram-se mais vantagens aos estrangeiros.
• A CIVILIZAÇÃO CHINESA NA HISTÓRIA
A sua principal característica foi, até o século XIX, a imutabilidade de determinados elementos da sua cultura milenar como o cultivo de cereais, a escrita, a importância da família ou o culto aos antepassados. Enquanto sociedade tradicional, os chineses pensavam que a melhor forma de viver não consistia em modernizar-se mas em repetir arquétipos do passado.
A civilização chinesa desenvolveu-se ao longo das margens do rio Amarelo e do Azul, desde o 3º milénio a.C. durante a dinastia Hsia iniciada pelo imperador Yu. Continuou com a dinastia Shang que, por volta de 1500 a.C., ocupou a região de Shangai.
Desta dinastia provêm os primeiros numerais chineses inscritos sobre carapaças de tartarugas e ossos de animais. O grande império desintegra-se, por volta do 700 a.C..
Aproximadamente até 400 a.C., a China é um conjunto de estados independentes em permanente guerra uns com os outros.
É desta altura o primeiro texto sobre matemática - o Chou Pei Suan Ching.

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Para além de uma breve explicação sobre o cálculo aritmético, este texto contém um diálogo sobre as propriedades dos triângulos rectângulos, no qual o teorema de Pitágoras é enunciado e dada uma sua demonstração geométrica.
O IMPÉRIO DO MEIO
Aproximadamente no mesmo período em que importantes civilizações se desenvolveram no Oriente Médio, também surgiram no extremo Oriente alguns povos criadores de grandes culturas.Esses povos foram contemporâneos dos povos do Oriente Médio, mas não tiveram muito contanto.A distância e as dificuldades de comunicação fizeram com que se desenvolvessem isoladamente.
O Império do Meio A China foi uma das primeiras civilizações da humanidade.
Segundo lendas e tradições chinesas, o Vale do Rio Amarelo era habitado por agricultores e artesãos desde 3.000 a. C. Cultivavam milho e criavam animais, como cães, porcos e cabras.
Sabiam fundir o bronze para fabricar armas e outros utensílios.
Como os egípcios, desenvolveram técnicas para o controle do regime das águas do rio, como a construção de diques e canais. Como precisavam de muita força de trabalho para essas obras, as comunidades agrícolas uniram-se sob uma mesma autoridade política, sendo os membros da família Chang os primeiros governantes com existência histórica comprovada por achados arqueológicos. Essa dinastia reinou sobre a China entre 1.500 e 1.027 a.C.
A família Tchen subjugou os Chang e governou até o século III a.C., estendendo os domínios chineses até o Vale do Rio Azul. Disputas entre famílias nobres eram constantes e dividiram o país, que tornou-se vulnerável a invasores mongólicos, vindos do norte.
Mas em 221 a.C., o soberano Che Huang-Ti, de Quin(ou Tsin), submeteu os rivais e proclamou-se imperador da China, instituindo a partir daí, um mesmo sistema de escrita para todos os chineses, minimizando a influ6encia dos dialectos na desunião entre os diversos povos.
Também aplicou um sistema único de pesos e medidas, abriu estradas e, com isso, impulsionou o comércio que, por sua vez, desenvolveu as cidades.
Um eficiente sistema de arrecadação de impostos garantiu ao imperador recursos para manter um exército profissional. Para afastar a ameaça de invasões ao norte, construiu a Grande Muralha, entre 215 e 210 a.C. Uma variante do nome Quin deu origem à palavra China, mas os chineses chamavam sua terra de Império do Meio, pois a consideravam o centro do mundo.
Os sucessores do soberano de Quin justificaram tal sentimento, transformando a China num império tão vasto e poderoso quanto o Império Romano, que na mesma época se estendia da Península Ibérica à Ásia Menor.
AS CLASSES SOCIAIS
Os imperadores eram considerados Filhos do Céu, intermediários entre a divindade e o povo. Oficiavam as cerimónias religiosas públicas mas, na prática, a autoridade política dos ministros e outros funcionários letrados era maior que a dos imperadores.
Os administradores, chamados de mandarins, organizavam o trabalho da população, fixavam preços, colectavam impostos e estabeleciam o calendário de actividades e festas.
Escreviam tratados comerciais e poesia; aprimoraram a caligrafia sobre tábuas de bambu e rolos de seda. Menos prestígio tinham outras duas classes, a dos militares e dos comerciantes e membros do clero.
Na base da pirâmide social estava a massa de camponeses e artesãos urbanos.
Aqueles trabalhavam nas terras do Estado, na construção de diques e estradas e nas minas de ferro e sal.
Estes, aglomeravam-se em bairros pobres das cidades muradas, em casas de bambu e madeira.
A ECONOMIA E AS INVENÇÕES
Desde 700 a.C., os artesãos chineses dominavam a arte de fundir o ferro e faziam vasos e objectos de marfim, jade e porcelana.
A produção artesanal tomou grande impulso na dinastia de Han (206 a.C. a 221 d.C.).
Em cerca de 120 a.C. os chineses aprenderam a tecer com os fios do bicho da seda, criado em plantações de amoras.
No século II a.C. inventaram o papel e passaram a usá-lo para imprimir livros, dinheiro em notas, fazer leques e até janelas.

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Também foram os chineses que inventaram a bússola e a pólvora, sob a (906 a 1.279 d.C.); e criaram a primeira forma de impressão, a arte de entalhar figuras e letras sobre uma superfície de madeira que, recoberta de tinta, permite reproduzir as imagens em folhas de papel ou outro material: era a xilogravura, precursora da imprensa.
Como vemos, os chineses deram contribuições extremamente importantes para o progresso da humanidade. Suas mercadorias eram cobiçadas pelos ricos do Império Romano e os chineses, por sua vez, cobiçavam os cavalos da Ásia Central.
Os mercadores árabes monopolizavam essas trocas comerciais e, em caravanas de camelos, levavam os produtos chineses até Damasco e Antióquia, na Síria, e Tiro, na Fenícia:
cidades dominadas então pelos romanos.
Essa rota era chamada de Rota da Seda e foi por ela que, em 57 d.C., o budismo entrou na China, vindo da Índia, bem como o pensamento chinês saiu para influenciar as demais civilizações do continente asiático.
A CULTURA DE CONFÚCIO
Enquanto a sociedade evoluía, aumentava a diferença entre pobres e ricos.
No século VI a.C., o pensador Lao-Tsé condenou a situação, enfatizando que o desejo de adquirir, e não de cooperar, afastava o homem do caminho da harmonia consigo mesmo e com os outros. Caminho é TAO em Chinês, daí o nome taoísmo para o ensinamento filosófico-religioso de Lao-Tsé. Para ele, a harmonia se encontra no equilíbrio entre dois princípios que se completam:
o yin, elemento feminino passivo, representado pela lua e pelo céu;
e o yang, energia masculina ativa, simbolizada pelo sol.
A partir dessas ideias, os chineses desenvolveram um conjunto de teorias na medicina, com o uso da acupunctura. Confúcio, mandarim que viveu entre 551 e 479 a.C., criou outra doutrina, segundo a qual se consegue a sabedoria seguindo a experi6encia e os ensinamentos dos antepassados e dos grandes monarcas.
O confucionismo instruía os poderosos a governar com moderação, amor ao próximo e culto aos antepassados. Já para os seguidores do legismo ou Escola das Leis (século IV a.C.), guerra e disciplina eram formas de fortalecer o poder imperial. O confucionismo influenciou os soberanos da dinastia Han e o legismo se popularizou nos períodos mais tensos e difíceis.
O império se manteve por mais de 2.000 anos, até a proclamação da República em 1912.
- O Homem Confúcio
Cerca de cinco séculos e meio antes da vinda de Cristo, a onda de genialidade que pareceu florescer em várias das mais importantes civilizações da história também deixou suas marcas na China. Enquanto na Grécia nomes como Pitágoras, Heráclito, Arquimedes e, logo adiante, Sócrates e Platão, dentre outros, marcavam os sulcos de uma nova etapa no pensar humano no ocidente e na Índia, Buda lançava as raízes de um novo e original movimento espiritual, a China via surgir dos movimentos que, embora tomando caminhos diferentes, são em tudo complementares: o espiritualismo sutil do taoísmo de Lao Tse e a ética social de Confúcio, e é esta figura extremamente curiosa, que tão fortemente influenciou a civilização chinesa, ao ponto de se confundir a noção que temos do comportamento típico chinês com a sua doutrina, que iremos conhecer agora, em linhas muito gerais, sem muito aprofundamento.
Foram os missionários jesuítas de fins do século XVII que apresentaram ao ocidente os primeiros traços de Confúcio. Aliás, devemos a eles até mesmo o nome com que o conhecemos no ocidente, já que o nome Confúcio (no original, Confúcio) é a forma latina sob a qual eles acharam melhor traduzir o nome Kung Fu-Tse, "O Mestre Kung", como era realmente conhecido na China.
Nascido em aproximadamente 551 a.C., Confúcio era descendente de uma família nobre, mas que ocupava, à época, uma posição pouco significativa - diríamos das camadas mais baixas da nobreza - no estado de Lu, no sudeste da China.
Ao que tudo indica - no que podemos extrair das brumas de seus primeiros anos -, Confúcio teve uma infância atribulada, era um tanto desajeitado, de enorme estatura (para a época, ter mais de 1,80 m, como será seu caso, era algo que impressionava), perdeu seus pais muito cedo e tinha um aspecto, para dizer o mínimo, desprovido de encantos físicos.Tudo isso, porém, parece tê-lo feito voltar-se para si mesmo e, neste aspecto, tê-lo feito compreender e sentir o valor que o contanto íntimo com outras pessoas, em especial o real contanto que transcenda as aparências para a aceitação do outro pelo outro, era a única forma de trazer harmonia e paz de espírito aos homens, fazendo do sentimento de irmandade o lastro para a paz social.

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Em sua época, a China começou a se esfacelar em inúmeros estados feudais, onde cada soberano queria impor suas regras aos demais.
Este processo de fragmentação minava a tradição chinesa anterior que via na ordem natural e social o fautor chave para a vida em comunidade.
Este processo teve um grande impacto também em outro génio da China, Lao Tse, o grande filósofo e místico que, ao se retirar da vida pública por achar que não mais havia lugar para ele em meio às turbulências políticas de sua época, deixou, porém, sua herança numa obra de grande valor, o Tao Te King, onde estava exposto as bases de um amplo movimento espiritual, o Taoísmo, que tão grande influência exerceu sobre a prática da medicina chinesa.
Ao cabo de um grande esforço intelectual e rectidão moral, Confúcio logo logrou obter a fama de excelente professor e, com isso, foi tomado como preceptor e mestre dos filhos de um alto signatário da Casa Real de Lu, seu estado natal e, por capricho do destino, o real mandatário daquelas terras.O seu sucesso como professor e homem de ideias o levou, posteriormente, a ocupar um cargo de maior envergadura pública, algo ao qual ele aspirava há anos para por em marcha seu plano de reformas sociais. Foi como administrador público que sua fama obteve grande repercussão, como podemos obter desta descrição dos "Andamentos":
"Ele baixou regulamentos para a efectiva alimentação dos vivos e para o enterro dos mortos.
Velhos e jovens recebiam comida diversificada, fortes e fracos tinham funções diferenciadas (...)" (Brunner-Traut, org., 1999, p. 182)
Para Confúcio era por demais óbvio que uma boa administração deveria não só zelar pelo bom andamento da coisa pública, mas - e principalmente - cuidar dos meios de uma vida digna e feliz para seu povo, pois o Estado é que foi feito por e para o povo e não o inverso como, infelizmente, tantas vezes pareceu ser na história e, nos actuais dias "modernos" e neolíbero-globalizado, passou a ser joguete dos interesses de empresas multinacionais poderosas.
Para Confúcio, assim como pouco mais adiante faria Platão e, bem depois, tentaria Maquiavel - com pontos de vista bem menos idealistas -, sua compreensão da boa forma de administração o obrigava ao papel de professor e exemplo para príncipes e reis em toda a China.
Não que ele quisesse ser um deles, mas sim pela obrigação de lembrar-lhes que eles tinham nascido para cumprir um papel e uma obrigação profunda para com o Estado, nunca devendo esquecer que são eles os representantes não tanto de seus interesses, mas do povo ao qual têm a obrigação de governar, até mesmo para o seu próprio bem-estar.
As ideias de Confúcio, apesar te terem iniciado um período de relativa paz entre Lu e estados vizinhos, bem como crescente contentamento popular, foi vista com desconfiança por outros senhores feudais, pois, se elas extravasassem as fronteiras de Lu, poderia ameaçar o poder de outros senhores bem menos voltados à reformas sociais.
Para poderem emperrar o processo de reformas, alguns senhores resolveram usar de um estratagema que se mostrou extremamente eficaz.Eles resolveram presentear o senhor de Lu com um grupo das mais belas e talentosas jovens de seus domínios.
O jovem e volúvel senhor de Lu ficou de tal modo encantado com os dotes artísticos e sexuais das jovens que, simplesmente, cancelou todas as suas funções por quase uma semana, tendo, ainda, negligenciado suas tarefas nos meses posteriores. Isso foi um duro golpe à imagem de
austeridade altruísta que as Reformas de Confúcio tinham iniciado, e não restou ao ferido Mestre Kung outra alternativa que não o de abandonar a corte.
Desde então, Confúcio iria percorrer parte da China buscando por um outro príncipe que lhe permitisse reiniciar suas reformas em outra corte, sem sucesso, por treze anos ininterruptos. Acreditando que sua proposta acabaria por ser ouvida por algum senhor feudal, Confúcio preambulou, junto com seus discípulos mais chegados, por boa parte do centro-sul da China.
Frustrado e abatido, o Mestre Kung, apesar de ser ouvido com admiração por muitos, não logrou conquistar seu intento. Precedido quase sempre pela propaganda formulada por seus inimigos (e como é eficaz esta prática, não? Confúcio era ouvido sendo, por trás, ridicularizado.
Diante da incompreensão, inveja e despeito, suspirava Confúcio:
"Não posso conviver com os pássaros e com os animais selvagens; e se não me é permitido conviver com essa geração humana, com quem então? Se o mundo estivesse em ordem, não necessitaria de alguém teimoso como eu para modificá-lo".
Cansado e convencido da estreiteza de visão dos soberanos de sua época, Confúcio decide voltar à sua terra, como mestre público, dedica à divulgação das ideias da tradição mais nobre da China. O papel da propaganda contra as ideias de Confúcio conseguiu seu intento, como a dos Fariseus conseguiu o seu
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Até mesmo as pessoas mais simples conheciam a fama de Confúcio, mas não como Mestre, mas como um sonhador perigoso ou inútil, como fica claro neste texto: Tzen-lu pernoitou junto a um portão de pedra. O guarda do portão falou: 'De parte de quem?'
Tzen-lu respondeu: "De Kung Fu Tse".
Então disse o guarda: 'Não é aquele que sabe que o que pretende não funciona, e que, assim mesmo, insiste (Lun yü, 14141). Retornando à sua província natal, Confúcio estava já chegando aos setenta anos de idade.Alguns de seus discípulos conseguiram cargos importantes em carreiras públicas, mas o velho mestre já havia desistido qualquer trabalho nesse sentido.
Resolvera se dedicar unicamente ao magistério, vivendo do que lhe davam os alunos e discípulos, nada cobrando, porém, dos mais pobres.
Foi nesta época que ele se dedicou a escrever textos próprios e a organizar os livros clássicos chineses, entre eles, o I Ching. As lutas intestinas na China deixaram ainda mais tristes os últimos dias de Confúcio sobre a terra. Frustrado e desesperançado, ele acreditava que sua vida tinha sido inútil. Chegou a expressar sua desesperança de forma tocante neste texto: "O pássaro Feng" (o equivalente chinês da mitológica ave Fênix) "não vem; as mutações não trazem nenhum plano básico. Eu estou acabado".
Confúcio morreu no ano 479 a.C.
Seus discípulos cole taram seus escritos e os registros de seus discursos e levaram adiante a mensagem do mestre de uma Ética para a paz da China. Hoje, o confucionismo é a principal escola filosófica do país, e não foi à toa que a Revolução Comunista de 1949 teve ampla aceitação e ampla resistência do Ocidente, já que as principais metas a que se propunha era restaurar a dignidade da China (perdida pelo domínio dos países europeus que faziam da China um quintal onde explorar riquezas e mão de obra especializada) e reergue-la tendo com máxima o bem estar colectivo, em moldes muito próximos ao que sonhava Confúcio.
II - A DOUTRINA
Estas são algumas transcrições dos ensinamentos de Confúcio, apenas para se dar uma ideia de seus ensinos:
"Um jovem em casa deve amar os pais, e fora de casa respeitar os velhos.
Deve ser discreto mas, ao mesmo tempo, falar com convicção quando se fizer necessária a sua acção; deve amar a todos os homens, sem distinção, e alegrar-se com as pessoas de bom coração. Se assim se portar, terá condições de bem se governar e a outros".
"Se tiverdes acesso à fama, comporta-te como se estivesses a receber um hóspede; se estiverdes no governo de um povo, comporta-te como se estivesses pronto a oferecer um grande sacrifício". "Para onde quer que fores, vai todo, leva junto teu coraçã
"Não te suponhas tão grande ao ponto de pensares ver os outros menores que ti".
"Lembre sempre que existes porque existiram outros antes de ti".
"Se queres demonstrar como queres ser tratado, trata desta forma primeiro aos demais".
"Se o povo for conduzido apenas por meio de leis e decretos impessoais e se forem trazidos à ordem apenas por meio de punições, ele apenas procurará evitar a dor das punições, evitando a transgressão por medo da dor.
Mas se ele for conduzido pela virtude e trazido à ordem pelo exemplo e pelos ritos em comum, ele terá o sentimento de pertencer a uma colectividade e o sentimento de vergonha quando agir contrário a ela e, assim, bem se comportará de livre e espontânea vontade".
Confúcio se via apenas como um professor e, no máximo, reformador social, sem querer formar uma religião ou mesmo uma doutrina com traços próximos ao de uma religião.
Não se apresentava como um homem santo e nem especulava ou ensinava sobre os mistérios do universo. Respeitava aquilo que ele chamava de "nível transcendente do mundo" e exigia que da mesma forma como é necessário uma ética para com os homens, assim deveria haver o mesmo respeito para com a divindade, mas não se aprofundava em discorrer sobre as relações do homem com o Divino, pois julgava que elas se tornariam mais puras à medida em que mais puras fosses as relações dos homens entre si.
Seu empenho pleno era o de que o homem agisse moralmente, de acordo com os ditames do coração e da razão, pois o indivíduo só se desenvolvem plenamente no meio do colectivo que o sustenta e o eleva ou rebaixa.
Assim, pois, é controvertida a classificação do confucionismo como religião, no sentido convencional do termo.

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GOVERNO E MORAL
A obsessão burocrática de Confúcio – talvez o primeiro ideólogo da burocracia então em formação – de quer ver tudo como um ritual, revela-se quando ele faz reiteradas recomendações ao príncipe em fazer bem a tcheng min (a denominação correcta das coisas), a precisa distribuição dos deveres e das funções dos servidores, pois ele, o senhor, não é apenas alguém que reina. O kiun tseu, o príncipe, organizador das coisas, é igualmente um valor moral: a nobreza da alma dele é o que melhor o qualifica para as dignas e elevadas funções que exerce
Assegurada a absoluta correcção pessoal dele, pode até dispensar-se de promulgar leis, pois o seu desejo ou inclinação prontamente são obedecidos pelos súbditos.
Não precisa, para tanto, intimidar ou atemorizar ninguém.
Ao adestrar em qualquer recinto todos sentem a inequívoca força moral que desprende-se dele, prostrando-se frente ao seu carácter superior. O bom governo é acima de tudo uma força moral que constrange o potencial negativo e anti-social do delinquente, do malvado e do fraudador, cerceando-os, obrigando-os a seguirem as regras do bom convívio desejado pela colectividade.
Entende-se assim o dito de Confúcio de que “a virtude do príncipe é como o vento agindo sobre a erva da plebe. A erva sempre se curva quando o vento sopra sobre ela.”
O estímulo sistemática dele, em linguagem sempre poética, para a conciliação entre o governo e seus dirigidos, entre soberano e súbdito, entre o homem e a natureza e dos homens entre si, é que explica denominação poética da maioria das dependências existentes na Cidade Proibida de Pequim, antiga morada dos imperadores chineses, construída no tempo da Dinastia Ming.
Sucedem-se naqueles pavilhões, construções que por 600 anos serviram aos detentores do Mandato Divino, uma alameda chamada de a Pureza Celestial, seguida pela da União e Paz, outra denominada de a Tranquilidade Terrestre e ainda a da Elegância Preservada, havendo um prédio dedicado às Melodias Alegres. .
PRESENÇA DE CONFÚCIO
Confúcio jogando o Go com Lao Zi Durante a Grande Revolução Cultural Proletária, entre 1966-1976, decénio de fanatismo, perseguições e de absurda intolerância ideológica, com a Guarda Vermelha perseguindo meio mundo, a obra de Confúcio foi infamada.
Os jovens comunistas indicavam-no como um pensamento nocivo á China Popular, visto sua pregação a favor da Harmonia em detrimento da Luta, a ênfase dele pela Hierarquia e sua indiferença pela Igualdade, não se coadunava com os rumos revolucionários.
Para eles, e para a maioria dos marxistas chineses daquela época, as lições de Confúcio, difundidas por milhares de anos, desarmaram a oligarquia e a classe dirigente chinesa, debilitando-a, serviram como um tipo de ópio ideológico impedindo-a de ter uma atitude varonil frente aos desafios do colonialismo europeu e nipónico.
Quando a agressão externa chegou às portas do Reino do Centro no século 19, arrombando-as com seus canhões, sua técnica e o seu comércio, o país estava inerme, apático e impotente, um tanto quanto que dopado por séculos de conformismo confuciano. Passado, porém, o vendaval maoista de 1966-1976 , viu-se que a cultura chinesa não pode livrar-se do seu maior pensador assim no mais. A retórica dos tempos de Mao Tse-tung, igualitária, radical e vociferante, foi aos poucos dando lugar ao pragmatismo dos novos dirigentes, à conciliação, à busca da ponderação e da harmonia, a recuperação dos princípios da hierarquia. Tanto é assim que, em 1994, trataram os dirigentes chineses de celebrar o aniversário do 2545º ano do nascimento daquele que era considerado o Primeiro e Sublime Professor da China.
Confúcio, restaurado, sacode de cima de si as cinzas das tomos queimados dos seus veneráveis tratados, obra do vandalismo da Guarda Vermelha, erguendo-se sobre o panorama cultural da China moderna como a Estrela Polar que os chineses gostam tanto de apreciar no firmamento.
FILOSOFIA DE CONFÚCIO
Confúcio, também conhecido como K'ung Ch'iu (Mestre Kong), nasceu em meados do século VI (551 a.C.), em Tsou, uma pequena cidade no estado de Lu, hoje Shantung. Este estado é denominado de "terra santa" pelos chineses.
A família de Confúcio estava longe de ser abastada, embora seja dito que ele tinha descendência aristocrática O seu pai, Shu-Liang Hê, outrora magistrado e guerreiro de certa fama, tinha setenta anos quando casou com a mãe de Confúcio, uma jovem de quinze anos chamada Yen Chêng Tsai, que diziam ser descendente de Po Ch'in, o filho mais velho do Duque de Chou, cujo sobrenome era Chi. Dos onze filhos, Confúcio era o mais novo.

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Quando tinha três anos de idade o seu Pai morreu, sendo então obrigado a trabalhar desde muito novo para ajudar no sustento da família. Aos quinze anos, resolveu dedicar suas energias à busca do conhecimento.
Em vários estágios de sua vida empregou suas habilidades como pastor, vaqueiro, funcionário e guarda-livros. Aos dezanove anos casou-se com uma jovem chamada Chi-Kuan.
Apesar de se divorciar alguns anos depois, Confúcio gerou um filho, K'ung Li, que nasceu um ano após seu casamento, e uma filha. Confucio viveu numa época em que a China se encontrava dividida em estados feudais que lutavam pela supremacia do poder, estas guerras eram seguidas de execuções em massa, soldados eram pagos para trazer as cabeças dos seus inimigos. Populações inteiras eram dizimadas através da decapitação de mulheres, crianças e velhos, o numero de mortes era assustador.
A longa e complexa história política do povo provocou a desunião e diversidade, que estavam reflectidos nas características sociais e culturais da Dinastia Chou.
A renascença social e moral advogada por Confúcio não tinha aprovação universal, principalmente nos círculos de poder, e seu ardente desejo era um posto governamental.
Foi então que aos trinta anos ele deixou Lu e viajou para o Estado de Ch'i em companhia do Duque Chao, que fugia por ser o perdedor de uma dura luta política.
Aos 51 anos de idade foi indicado como funcionário chefe da cidade de Chung Tu e, pelo seu desempenho chegou a ser promovido ao posto de Oficial dos Serviços Públicos, e depois, ao de Grande Oficial da Justiça em sua província. Aos 55 anos partiu numa jornada de treze anos visitando os estados vizinhos e falando aos senhores feudais sobre suas ideias. Foi recebido como um erudito, mas nenhum dos governantes pensou em colocar essas ideias em prática.
Confúcio acreditava que a implementação de seus pontos de vistas pelo governo estabeleceria a utopia do "estado como um bem público", e prepararia o caminho para paz entre os homens.
Regressou a sua terra natal quando tinha 68 anos, onde continuou a dedicar-se ao ensino de um grupo de discípulos. A escola privada, fundada por Confúcio, cresceu a ponto de ter 3.000 alunos, dos quais setenta e dois eram os seus discípulos mais eruditos.
Ele tentou transformá-los em Jens, seres humanos perfeitos que praticassem o exercício do amor e da bondade. Segundo seus preceitos, a sociedade humana deve ser regida por um movimento educativo, o qual parte de cima, e equivale ao amor paterno, e por outro de reverência, que parte de baixo, como a obediência de um filho.
O Confucionismo considera o homem bom e possuidor do livre arbítrio, sendo a virtude sua recompensa. O único sacrilégio é desobedecer a regra da piedade.
Segundo a história, Confúcio morreu em 479 a.C., velho, desapontado, mal sucedido e murmurando: “A grande montanha terá que desmoronar!
A forte viga terá que quebrar!
O homem sábio murcha como a planta!
Não existe ninguém no império que me queira como mestre!
Meu tempo de morrer chegou.”
Ninguém influenciou a China tão profundamente como Confúcio.
Ele é reconhecido como o primeiro e maior mestre da China.
Por mais de 2.000 anos seus ensinamentos tem sido o fundamento do sistema ético e social da China; seu legado é inseparável do que significa ser chinês.
Há um relato de suas conversações com seus discípulos e com os governadores e ministros de seu tempo – “Anacletos” , que é uma das mais importantes de suas obras (foi escrita pelos seus discípulos). Estas palavras auxiliaram muito a formar a cultura e a história da Ásia Ocidental, com sua afirmação da ética humanística.
Se a influência for determinada pelo número de pessoas que viveram e morreram de acordo com a visão de um filósofo, Confúcio provavelmente tenha sido o pensador mais influente da história humana. Quando criança, ele fazia rituais de faz de conta no templo; quando jovem, ele adquiriu a reputação de justiça, cortesia e amor pelo aprendizado.
Viajou extensivamente e estudou na capital imperial, Zhou, onde se diz que ele encontrou Lao-Tsé, o fundador do Taoismo.
Os ensinamentos de Confúcio se harmonizam muito bem com os de Lao-Tsé.
Enquanto a abordagem de Lao- Tse era mística, Confúcio enfatizava a ética e a filosofia social.
Tinha grande popularidade como professor. Ele viajava de estado em estado como filósofo itinerante para persuadir os líderes políticos de que seus ensinamentos eram a fórmula para um sucesso político e social.
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Eventualmente sua filosofia ditava o padrão de comportamento para toda a sociedade – incluindo o próprio imperador.
Seu objectivo era apresentar uma versão purificada e mais abstracta da doutrina que ele acreditava estar inserida profundamente nas práticas tradicionais e assim reviver a integridade pessoal e o serviço desinteressado na classe governamental.
Sua administração teve muito sucesso: foram introduzidas reformas, a justiça se fez e o crime foi quase que completamente eliminado.
Confúcio acreditava que em algum lugar no passado havia existido uma época mítica em que cada pessoa conhecia seu lugar e fazia seus deveres; seu objectivo era o retorno a isso.
Ele advogava o princípio da ordem – a atribuição de tudo em seu lugar correto na experiência total. A expressão prática disto era a sua grande disposição de apoiar instituições que podiam assegurar a ordem, para produzir pessoas que respeitassem a cultura tradicional, a boa forma, o bom comportamento e que procurassem realizar suas obrigações morais.
Seus ensinamentos não são uma religião. Na verdade são um guia para um comportamento pessoal adequado e para um bom governo, e eles enfatizam as virtudes da autodisciplina e generosidade. Numa época em que somente a aristocracia tinha direito ao aprendizado, ele apresentava a opinião radical de que todos que possuíssem a profundidade e o desejo de aprender mereciam a oportunidade de uma educação formal.
Devido a problemas políticos, Confúcio largou seu emprego e abandonou o país.
Ele passou os cinco anos seguintes andando pela China com seus discípulos, mas foi perseguido pelos nobres. Quando percebeu que seus ensinamentos não estavam sendo postos em prática, ele viajou para vários estados, procurando um governante que ouvisse seus conselhos. Quando o Duque de Wei pediu seu conselho e estratégia militar,Confúcio ensinava que uma pessoa deve tornar sua própria conduta correcta antes de tentar corrigir ou mandar nos outros. O governante seria análogo aos pais, cuja primeira obrigação é amar os filhos; portanto, o governante deve amar o povo. O povo deve ser leal ao governante, mas para Confúcio esta lealdade significava também advertir o governante quando ele estivesse errado.A essência dos ensinamentos de Confúcio é humanidade (ren). A bondade é a acção das pessoas que amam e a sabedoria é encontrada na compreensão das pessoas. Talvez os ensinamentos de Confúcio com relação à paz interior e paz na sociedade podem ser sumarizados num clássico a ele atribuído, intitulado
A Educação Superior. O Caminho da Educação Superior é cultivado e praticado pela manifestação de um carácter iluminado de poder espiritual, amando as pessoas enquanto elas crescem e vivendo no bem maior.
FUNDAÇÃO DO TAOISMO
A religião Taoísta « Tao Kiao », foi fundada, por volta do final do século II A.D., por Tchang Tao-ling.Tchang subiu ao Céu e recebeu o título de « Senhor Celeste » ( t'ien shih ). Instaurou numa província chamada Sseu-tch'uan uma taocracia na qual se destacavam os poderes temporal e espiritual. Há uma esperança de regeneração do Tao que caracteriza um movimento Taoísta, é a seita de T'ai-p'ing « A Grande Paz ». Por volta de 184, o líder de uma seita que se chamava Chang Chuen, anunciou a iminência da renovado e diz que o «Céu Azul » devia ser « Céu Amarelo » ( era precisamente por esse motivo, que os fiéis usavam turbantes amarelos).
Como era de esperar , desencadeou-se uma revolta que quase derrubou a dinastia.
Esta foi sufocada pela intervenção das tropas imperiais, no entanto, a febre messiânica prolongou-se durante toda a Idade Média.
O último líder dos « Turbantes Amarelos » foi executado em 1112.
Podemos dizer, que foi precisamente a partir do século II que se desenvolveu uma vasta gama de tradições religiosas na China.O Taoísmo baseia-se no sistema politeísta e filosófico de crenças que assimilam os antigos elementos místicos e enigmáticos da religião popular chinesa, como o culto aos ancestrais, os rituais do exorcismo, a alquimia e a magia.
O conjunto de elementos do Budismo contribuiu para o enriquecimento dessas tradições.
Tinha sido introduzido no nosso país há pouco tempo, associado à escola filosófica do Dao formando assim, o Neotaísmo.
O SIGNIFICADO DO TAO
O vocábulo Tão tem um sentido muito próprio que é «Caminho, via », mas ele significa também « dizer », donde deriva o sentido de « doutrina ».O Tão « evoca antes de tudo a imagem de um caminho que se há a seguir e a ideia de direcção de conduta, de regra moral », mas também « a arte de pôr em comunicação o Céu e a Terra, as forças sagradas e os homens».
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Para o pensamento filosófico e religioso comum, Tão é o princípio de ordem em todos os domínios correspondentes ao real, fala-se do Tão Celeste e do Tão da Terra como também do Tão do Homem.Entre o Tão Celeste e o Tão da Terra existe uma oposição mais ou menos como o yang e o yin. O yang sugere a ideia de exposição ao sol e de calor, por seu lado o yin evoca a ideia de frio e encoberto, é aplicado ao que é interior.
O Tao do Homem exerce a função de intermediário entre o Céu e a Terra.
Segundo um fragmento cosmogónico, o Tão é designado como sendo um ser indiferenciado e perfeito, nascido antes do Céu e da Terra. O ser « indiferenciado e perfeito » é interpretado por um hermeneuta do século II a.C. como « a misteriosa unidade do Céu e da Terra, que constitui de uma forma caótica ( huen-tuen ), a condição do bloco de pedra não trabalhado ».
Sendo assim, o Tao poderá ser considerado como a totalidade primordial, viva e criadora, mas sem nome e sem forma.« O que não tem nome é origem do Céu e da Terra, e o que tem nome é Mãe dos dez mil seres », isto está escrito noutro fragmento cosmogónico.
O Tão expressa noções que prolongam a imagem cosmogónica.
É importante referir alguns como:
O caos ( huen-tuen ),
o vazio (hsu ),
o nada ( wu ),
o grande ( ta ),
e o um ( i ).
AS FONTES CLÁSSICAS DO TAOÍSMO
As fontes clássicas do taoísmo são o Tao- te king e o Lao- tsé.
A lenda situa o nascimento de Lao-tsé entre 571 e 604 a.C.
No entanto, em relação ao nascimento do Tao -te king « Clássico do caminho da virtude », as opiniões já são mais divergentes, há autores que preferem a versão tradicional, mas, existem outros que centram o seu nascimento numa data de composição bastante recente, 240 a.C.
O Tao-te king proclama a supremacia do nada sobre o ser, do vazio sobre o cheio, isto não deve ser entendido como uma negação de vida, uma vez que os objectivos mais recentes do Taoísmo é a obtenção da imortalidade. O ser humano é a imagem do universo, animado por um sopro primordial dividido da seguinte forma: Em yin e yang, masculino e feminino, e Terra e Céu.
Estas são as manifestações que estão por trás de um sopro que se encontra escondido.
« Lao-tsé cultivava o Tão e o Te, segundo uma doutrina, o homem deve procurar viver escondido no anonimato ». O viver distante da via pública e desprezar honrarias seria precisamente o contrário do homem proposto por Confúcio. No que diz respeito à existência « escondida e anónima » de Lao- tsé explica a falta de qualquer informação em relação à sua respectiva biografia.Conforme diz a tradição, ele foi durante algum tempo arquivista da corte dos Tcheu, encontrava-se em grande desânimo em relação à casa real , por esse motivo fez renúncia ao cargo e partiu para Oeste. Quando estava prestes a atravessar o passo Hien -Ku, redigiu, a pedido do Guarda, « uma obra de duas partes, na qual expunha as suas ideias sobre o Tao e o Te e que continha mais de 5500 palavras, depois partiu e ninguém sabe o que foi feito dele ».
O livro que continha mais de 5 mil palavras era o famoso Toam te king, o texto mais profundo e o mais enigmático de toda a literatura chinesa, mas não sabemos quem foi o seu autor nem a data que foi escrito, as opiniões são contraditórias.
O Toa-te king exprime um pensamento coerente e também original, contém uma quantidade de conceitos dirigidos aos soberanos e aos chefes políticos e militares.
Laos Tsé afirma que os negócios do Estado só podem ser administrados com sucesso se o príncipe seguir o caminho do Tão, ou seja, se praticar o método wu- wei, o « não fazer » ou o « não obrar ». Porque « Tão permanece sempre inactivo e não existe nada que ele faça ». É por esse motivo que o Taoísta jamais intervém no curso das coisas.
IDEIAS DE LAO-TSÉ
Em Confúcio Lao-tsé convida os chefes políticos e militares a comportarem-se como Taoístas, é claro que o que ele quis dizer foi, para eles seguirem o modelo do Tao como exemplar.
Lao-tsé crítica e rejeita o sistema confuciano, isto é, a importância dos Ritos, o respeito dos valores sociais e o racionalismo. «Renunciemos à Caridade, rejeitemos a Justiça, o povo reencontrará as verdadeiras virtudes familiares ».Para os confucionistas, a Caridade e a Justiça são as maiores virtudes, mas Lao-tsé pensa de maneira diferente, vê nessas virtudes atitudes artificiais que são inúteis e perigosas.
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Segundo ele, quando se abandona o Tao, recorre-se à Caridade, quando se abandona a Justiça recorre-se aos Ritos.
Lao-tsé diz que os valores sociais são ilusórios e nocivos, e que a ciência discursiva leva à distribuição do ser e estimula a confusão, atribuindo assim, um valor às noções relativas.
« É por esse motivo que o Santo se refugia na inacção ( wu-we ) e distribui generosamente um ensino sem palavra ».Apesar do Taoísmo originalmente ignorar um Deus Criador, os princípios do Tão, eventualmente tem o conceito de Deus. Lao-tsé escreveu: « Antes do Céu e da Terra existirem, havia algo de nebuloso... Eu não sei o seu nome, eu chamo-o de Tão ». PENSAMENTOS DOS FILÓSOFOS TAOÍSTAS
É importante mencionar que tanta os filósofos Taoístas como os eremitas e os iniciados têm como objectivo a busca da longevidade e a imortalidade, procuram restabelecer uma condição paradisíaca, particularmente em busca da perfeição e da espontaneidade original.
O elemento essencial, comum a todas as escolas Taoístas, era a exaltação da condição humana primitiva, já existente antes do triunfo da civilização.
Era precisamente, contra esse retorno à natureza que se levantavam todos os problemas pois queriam instaurar uma sociedade justa e policiada, governada pelas normas e inspirada em certos exemplos de reis que contribuíram de forma fabulosa para a nossa sociedade e os heróis civilizadores.No início os Taoístas pensavam que uma existência que fosse desenvolvida sob o signo do Tão era somente possível no começo. No entanto, haviam outros que diziam que este tipo de existência só era possível numa sociedade justa e civilizada.
Os taoístas conhecem várias técnicas capazes de prolongar indefinidamente a vida até obter uma « imortalidade física ». A busca de longa vida faz parte da busca do Tão.
Segundo aquilo que li parece-me que Lao-tsé acreditou muito na imortalidade física nem na sobrevivência da personalidade humana, relativamente a esse aspecto o Tao-te king não é muito explícito.A técnica taoísta do êxtase é origem e estrutura xamânica.
Durante o transe, a alma do xamã liberta-se do tempo e do espaço: voa para o « Centro do Mundo », regressando assim à época paradisíaca de antes da « queda », quando os homens podiam subir ao Céu e conversavam com os Deuses. A viagem de Lao-tsé à origem das coisas constitui uma experiência mística de outra ordem, pois transcende os condicionamentos que caracterizam a condição humana e, por conseguinte, altera radicalmente o seu regime ontológico.
O Segundo Grande Mestre do Taoísmo
Tchuang-tsé viveu provavelmente no século a.C., como Lao-tsé, Tchuang rejeita não só as opiniões correntes como também a ciência discursiva. Para ele o único conhecimento perfeito é o conhecimento de ordem extática uma vez que não envolve dualidade do real, é por esse motivo que Tchuang-tsé identifica a vida como a morte, elas são duas modalidades, ou dois aspectos da realidade última.Tchuang-tsé, desenvolveu e proliferou os ensinamentos de seu mestre, escreveu em média 33 livros sobre a filosofia de Lao-tsé, que resultou na composição de 1120 volumes, os quais formam o cânon Taoísta.
Os Taoístas e a Alquimia
Certos ritos e mitologias dos metalúrgicos, fundidores e ferreiros foram retomados e reinterpretados pelos alquimistas.
As concepções arcaicas relativas acrescimento dos minerais no « ventre » da Terra, à transformação natural dos mretais em ouro, assim como ao complexo ritual « ferreiros-confrarias iniciatórias de ofício », voltam a ser encontradas na doutrina dos alquimistas.
A alquimia chinesa constitui-se como disciplina autónoma, utilizando os princípios cosmológicos tradicionais, os mitos relacionados com o elixir da imortalidade e os Santos Imortais, e as técnicas que visam ao mesmo tempo, o prolongamento da vida, a beatitude e a espontaneidade espiritual.
Os três elementos ( princípios, mitos e técnicas ), pertenciam ao legado cultural da proto- história, e seria um erro acreditar que a data dos primeiros documentos que os atestam nos informe também acerca da sua idade.
TAO JIA E TAOÍSMO
Várias famílias de tradição chinesa consideram Lao Tse como o próprio Tao Jia.
Não podemos confundir Tão Jia com Tao Jiao.
Tão Jiao é a religião taoísta e Tao Jia é a filosofia taoísta. Hoje em dia muitas pessoas praticam Tão Jia e Tao Jiao, mas não sabem a diferença entre eles. Por exemplo, as pessoas acham que treinam Tão Jia Qi Gong, mas na verdade treinam Tao Jiao Qi Gong.
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A teoria do Tão Jia é a filosofia que dirige o corpo e a mente, que dirige os países e os exércitos militares.No início da dinastia Han, a teoria do Imperador Amarelo uniu-se ao Tao Jia de Lao Tse, sendo chamada de “Huang Lao Zhi Tao” (Huang = Imperador Amarelo) ( Lao = Lao Tse) (Gi Tao = Do Tao).Huang Lao Zhi Tão foi o principal pensamento que orientou a dinastia Han, e também foi muito importante para a política da época.
Na dinastia Han, o Imperador Han Wu Di só usava a filosofia de Confúcio governar, deixando de lado os conceitos de Lao Tse.Essa atitude teve graves consequências, pois os filósofos que auxiliavam os governantes e eram da família de Lao Tse foram substituídos pelos filósofos da família de Confúcio, e muitos deles não tiveram outra opção a não ser virarem eremitas.
As teorias de Lao Tse eram usadas para auxiliar a política, e quando os filósofos deixaram de ter utilidade para o governo e viraram eremitas, eles passaram a utilizar as teorias de Lao Tse para buscar a longevidade, praticando o que nós chamamos agora de Qi Gong, e antes era chamado de Tao Yin.Nesse período, muitos filósofos viraram eremitas e foram morar nas montanhas, e influenciaram muitas pessoas com suas filosofias, porém eles não formaram associações religiosas.No final da dinastia Han, Zhang Ling foi o primeiro a fundar Wu Dou Mi Tao.
Ele usou como o livro sagrado do taoísmo o Livro Lao Tse Wu Qian Wen, e foi ele quem primeiro disse que Lao Tse foi o fundador da religião taoísta e o chamou de Tai Shang Lao Jing.
No mesmo período, houve um filósofo chamado Zhang Jiao e ele fundou o Tai Ping Tao, e disse também que Lao Tse foi o fundador de sua religião.A consequência disso foi o florescimento do Taoísmo por toda a China, e foi dessa maneira que surgiu a religião taoísta.
Posteriormente, na dinastia Tan, os imperadores se diziam descendentes da família de Lao Tse, pois seus sobrenomes eram os mesmos.Na história universal, a política, a filosofia e a religião sempre estiveram interligadas, porém sempre geraram conflitos.O taoísmo que conhecemos agora é o da religião taoísta, e não o da filosofia taoísta, assim como o Lao Tse que conhecemos é o descrito pela religião, e não o filósofo.Para se definir em quantas facções se dividem a religião taoísta, é necessário analisar o conteúdo delas. Feito isso, pode-se dizer que ela se divide em duas facções, uma simbolista e a outra que busca a longevidade.
A facção que é simbolista tem seis famílias:
1- Família Zheng Yi: seu fundador foi o bisneto de Zheng Ling.
O princípio de seu refinamento era o de comer ar.
2- Família Shang Qing: seu fundador foi Wei Hua Cun.
Seus treinaremos eram o jejum e a massagem.
3- Família Ling Pao: seu fundador foi Ge Xuan.
Seu refinamento era o mesmo da família Shang Qing.
4- Família Qing Wei: foi fundada na dinastia Tan e foi febre em toda a China até a dinastia Yuan. Seu fundador foi Zu Shu.
Seu refinamento consistia em desenvolver o Dan Tian de uma maneira muito peculiar que só sua família possuía; essa foi a primeira família taoísta a se instalar nas montanhas de Wu Dang.
5- Família Shen Xiao: seu fundador foi Wang Wen Qing.
Seu sistema de refinamento era o de sentir o universo.
Esse sistema foi muito praticado pelas classes populares.
• 6- Família Jing Ming: seu fundador foi Xu Xung.
Foram eles que começaram a unir as filosofias de Lao Tse e Confúcio
A facção que buscava a longevidade tem sete famílias:
1. Família do Sul: Seu fundador foi Zhang Bo Duan.
Eles treinavam a arte do sexo para desenvolver a energia e prolongar a vida.
2- Família do Norte: seu fundador foi Wang Chong Yang e ele teve sete grandes alunos que formaram sete grandes famílias:
• 1) Qiu Chu Ji – família Long Men
2) Ma Yu – família Yu Shan
3) Tan Chu Duan – família Nan Wu
• 4) Liu Chu Xuan – família Sui Shan
• 5) Wang Chu Yi – família Yi Shan
• 6) Hao Da Tong – família Hua Shan
7) Sun Bu Ar – família Qing Jing Esses sete mestres foram os primeiros a unir o taoísmo com o budismo. Seu principal refinamento era o Nei Dan, que é muito importante para o Qi Gong taoísta.)

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