sábado, 7 de novembro de 2009

CAPITULO 39 = CARACTERÍSTICAS DA CIVILIZAÇÃO ISLÂMICA

CAPITULO 39
CARACTERÍSTICAS DA CIVILIZAÇÃO ISLÂMICA
• a) A HUMANIDADE
A civilização islâmica está constituída sobre uma conclamação à revelação orientadora e firme. Considera o ser humano como humano, sem qualquer outro qualificativo adjacente à sua humanidade, e participante da formação da sociedade humana.
Não há no Islam a famosa "sem distinção de raça, sexo, nacionalidade, cor, etc.", como paradigma da concórdia entre as comunidades humanas e sim que o ser humano é cu-fú, qualificado como humano, em sendo humano.
A qualificação "humano" surge intuitivamente em cada um, assim como a sua capacidade de poder alcançar a verdade através das suas capacidades de percepção intuitiva, sensitiva, racional e do incognoscível, todas atuando de maneira harmônica e complementar.
A orientação do prosseguimento humano sobre as condições anteriores, permitem a estruturação da civilização, em condições estáveis, uma vez que ele está tranquilo quanto ao uso proporcional e coerente dos tipos de percepção anteriormente citados.
Não teme a subjugação de uma percepção pela outra. As suas atitudes derivam das suas convicções, em sendo um aspecto do seu aperfeiçoamento individual e coletivo ou um adicional ao seu aperfeiçoamento, ao invés de significar tomada de atitudes em função da disponibilidade de recursos materiais, hoje responsável por tudo que surge do conhecimento, arte, literatura, indústria, comércio, governo.A coerência e proporcionalidade islâmicas não advêm de uma concórdia externa social e interclasses, que procura evitar crises e guerras.
A coerência e tranquilidade começam com uma concórdia interna e individual, com a concórdia do uso proporcional das percepções humanas acima enumeradas e que já evitam as crises internas de cada qual.
b) A PERCEPÇÃO DO SER HUMANO de si como eixo da civilização
A coerência e proporcionalidade são formadas no indivíduo muçulmano por um processo educacional de formação, que o direciona para o desenvolvimento dos seus meios de percepção.
Nada de novo é acrescentado aos seus instintos, mas, sim, desperta-os quando são educados, permitindo ao indivíduo muçulmano orientar-se por um chamado que parte de si mesmo. Este partir de si mesmo confere a tranquilidade que sustenta os demais níveis de percepção. Se nesse despertar e encaminhar houver a possibilidade de desvio, ele é reencaminhado pela orientação revelada, a fim de evitar um desestímulo. A conclamação religiosa islâmica anda ao lado, não o empurra ou o conduz. Ela o alerta, e protegendo os seus instintos, não os reprime ou os corrompe. É com o chamado dos instintos que o indivíduo muçulmano passa a se orientar.
São os seus sentidos no registro de suas impressões.
É a mesma conclamação religiosa muçulmana que orienta a sua razão estimulada pelos instintos despertos, e assim por diante, em direção à extração de uma racionalidade ou a uma nova auto-percepção, que não haveria antes por si só.
c) A SAÚDE DA FILTRA ( ESTADO NATURAL )
Da ordenação dos tipos de coisas existentes, a percepção e classificação sob o enfoque dos instintos fortificados de percepção reestimulada e da razão assistida com a revelação, permite ligar o físico ao incognoscível.
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A multiplicidade torna-se unicidade entre o que é criação, a despeito das diferenças qualificativas, sedimentando a noção de diferença entre criatura e criador. A religião provinda deste é uma necessidade racional e atende aos anseios naturais da criatura em relação ao seu criador, sem haver disputa resultante da corrupção da fitra entre a crença e a razão. Então, aí, há o estímulo de fé que o guia ascendentemente ao ler:"Volta o teu rosto para a religião monoteísta.
É a obra de Deus, sob cuja qualidade inata Deus criou a humanidade.
A criação feita por Deus é imutável. Esta é a verdadeira religião; porém a maioria dos humanos o ignora." (Alcorão 30:30)
d) A HARMONIZAÇÃO COM AS NORMAS NO UNIVERSO
Como decorrência da estimulação dos níveis de percepção no muçulmano, e ao fazer do que existe cognoscível e incognoscível, a despeito da diversidade em que se apresenta a temática da sua dinâmica mental, liga-se, então, ao que o envolve consigo mesmo sem estranhar e sem haver desafio, passando tudo a ser motivo da abordagem da ciência, sendo a criação passível de investigação e compreensão de sua subserviência e nas conquista e subjugação.
• f) A FÉ É ORIENTADORA E O PENSAR A COMPROVAÇAO
Para o muçulmano, a razão é apoio para a verdade religiosa e sua comprovação, e a fé é orientação para o comportamento que licita ou ilicita a abordagem Isto está por trás da afirmação de que o Islam é crença e atuação que é adoração e sistema social, e que é a religião da razão e da civilização. Tal afirmação decorre dele (Islam) ter provocado, e continua a provocar, condições mentais e sociais próprias, decorrentes dos processos pedagógicos estritamente islâmicos.
g) A REVONCEITUAÇÃO DO QUE É A CULTURA
A sociedade se formou com uma mensagem religiosa que, ao invés das demais, penetrou nas culturas locais. Com isso, o conhecimento anterior foi aproveitado em apoio ao conhecimento posterior. Assim, a cultura decorrente do Islam não é uma mistura e sim uma situação de harmonização com o método pedagógico que formou o muçulmano.
Nenhum dos componentes ou aspectos culturais dos muçulmanos é parte ou o todo da cultura muçulmana e, sim, o resultado psicológico da harmonização muçulmana inerente à sociedade muçulmana.
Um adentro sobre o recrudescimento civilizatório muçulmano
O muçulmano convicto teoriza sobre o hadith do profeta de mudança do vigor da civilização, do estado de califado para o de simples reinado (mulk), com uma intercorrência que não interfere nas manifestações desta civilização.
E a urbanidade e corrupção é decorrente da valorização do que é justo e verídico nas boas e más intenções das pessoas como seu comportamento reto e sincero.
Os que seguem o justo e verídico não dependem da modificação da forma de governo.
É a vontade da crença na direção construtiva que, ao recrudescer, permite que os feitos derivem de outra motivação e que recrudesçam com as manifestações desta crença no seio civilizatório do dia-a-dia.
RAIZES DO DEUS UNO
Desde o século XVI, que existe esta corrente intelectual europeia que engrandece o islão, construindo uma visão ingénua (estilo “O bom selvagem”), que utilizava para criticar os erros e falhas morais da sociedade que a rodeava.
Associada aos movimentos esotéricos que nasciam da maçonaria regular, procurava também encontrar as raízes do deus uno judaico-cristão-islâmico, reinventando os Templários, Baphomet, absorvendo a teologia sefardita e a Cabala judaica em doses q.b. Ou seja, o habitual e conhecido movimento de cultos de intelectuais, aristocracias e elites, que joga menos no dinheiro, mas mais nas influências, tornando-se, hoje, numa velha e triste tradição europeia e sinal da decadência cultural da velha Europa.
No século XIX, um dos defensores dessa «ideia vaga do islão», foi Sir Richard Burton, escritor e aventureiro inglês que visitou disfarçado de médico afegão, Meca e a Kasbah.
No seu «Ensaio terminal» defende o islão contra a crítica ocidental, afirmando «o estatuto legal da mulher no islão é excepcionalmente alto» e que
«A mulher muçulmana tem grandes vantagens em comparação com as suas irmãs ocidentais», chegando a afirmar que «os muçulmanos estudam a arte e o mistério de satisfazer a mulher».
Burton viu-se forçado, por si próprio, a calar-se…

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Ao traduzir os livros que utilizava como exemplo de tal atitude de vanguarda, encontrou, não valores de liberdade sexual, mas um imenso oceano de preconceito masculino que via nas mulheres meras garrafas para o seu esperma…
No Jardim perfumado de Shaykh Nefzawi, que Burton pretendia traduzir, pode-se encontrar:
Sabias que a religião das mulheres encontra-se nas suas vaginas? - pergunta o Shaykh.-
Elas são insatisfeitas em tudo o que estiver relacionado com as suas vulvas, e enquanto a sua luxúria for satisfeita, elas não se importam que seja um bufão, um negro, um criado, ou até mesmo um homem renegado. É satanás que faz o sumo correr das suas vaginas.» O Shaykh cita o poeta Abu Nuwas (famoso poeta islâmico) com aprovação:
As mulheres são demónios e nasceram como tal
Que ninguém pode confiar nelas, é o sabido por todos
Se amam um homem é por puro capricho
E para quem elas são mais cruéis, é quem elas amam mais
Seres de traição e engano, eu asseguro
Que o homem que ama verdadeiramente, é um homem perdido
E aquele que não acredita em mim, pode provar a minha palavra
Deixando o amor de uma mulher tomar conta dele, por anos
Se na tua disposição generosa, lhes deste
Tudo e tudo, por anos e anos
Elas dirão depois: «Eu juro por deus! Os meus olhos nunca viram nada que ele me tenha dado!»
E depois de te teres empobrecido por causa delas,
Elas choram de dia e de noite, para sempre: «Dá-me!?
«Dá-me! Homem, levanta-te, compra e empresta»
Se não poderem lucrar contigo, contra ti se virarão
Dirão mentiras sobre ti e te irão caluniar.
Não se coíbem de usar um escravo na ausência do mestre
Uma vez as suas paixões acordadas, usam truques e enganos
De certeza, se alguma vez a sua vulva está molhada,
Só pensam em porem dentro um membro em erecção!
Preserva-nos, Allah! Dos truques das mulheres,
A LENDA DE ADÃO E EVA
Sura 4:1 «ó Homens! temei o vosso senhor que vos criou de uma só alma; desta ele criou a vossa companheira e dos dois seres fez sair muitos homens e mulheres. Temei a Deus em nome d’O qual fazeis pedidos uns aos outros e respeitai as entranhas [que vos geraram]. na verdade, Deus observa-vos.
»Sura 7.189 «Foi ele Quem vos criou de um só ente, Quem dela tirou a sua esposa para que vivesse na sua companhia e logo o homem coabitou com ela, esta trouxe primeiramente um fardo ligeiro e caminhava sem dificuldadedepois, quando se tornou mais pesado, ambos invocaram o seu senhor: «Se nos deres um filho bem conformado, pertenceremos certamente ao número dos que te rendem graças»» Destas e de outra sura, (pequeno número diga-se..) os teólogos islâmicos, concluíram que o homem era a criação original - as mulheres foram criadas secundariamente para o prazer e descanso dos homens.
Esta noção foi ainda mais desenvolvida para reforçar a suposta inferioridade da mulher.
Finalmente, à lenda de Adão e Eva foi dado um carácter sagrado de maneira que criticá-la, seria criticar as próprias palavras de deus, que são imutáveis e absolutas.
O próprio profeta descreve as mulheres em geral: «Sê amigável para com a mulher, pois as mulheres foram criadas de uma costela, mas a parte torcida da costela.
No final, se a tentares endireitar a partirás; se nada fizeres, ela continuará a ser torta.»
Para reforçar a inferioridade da mulher, apareceu a noção que esta é uma serpente tentadora.
O curioso é que esta noção parece provir do Génesis judaico-cristão e não do próprio alcorão, pois se virmos as suras referentes à queda do estado de graça, não encontramos referências a uma Eva maligna…
Sura 2.33 «Dissemos: Ó Adão, habita o jardim com tua esposa; alimentai-vos ambos com os seus frutos, onde quer que eles se achem e à vossa vontade, mas não vos aproximeis dessa árvore, para não vos tornardes pecadores.»
Sura 2.34 «Satanás, porém, fe-los expulsar daqui e baniu-os. Dissemos-lhe então:

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«Descei deste lugar, inimigos uns dos outros; a Terra há-de servir-vos de morada e gozo temporário.»
.Sura 7.18 «E tu, Ó Adão, habita com tua esposa no paraíso e comei ambos os seus frutos onde quiserdes; não vos aproximeis, porém, desta árvore para que não vos torneis pecadores.»
Sura… 7:19 «Satanás fez-lhes uma sugestão pérfida para que eles vissem a sua nudez, que até então, lhes estava escondida. Disse-lhes: O Senhor proibiu-vos esta árvore apenas para não vos tornardes dois anjos ou para não vos tornardes imortais.»
Sura … 7:20 «E jurou-lhes: na verdade, sou o vosso companheiro fiel.»
Sura … 7:21 «Seduziu-os pelo engano e logo que provaram o fruto da árvore surgiu-lhes a própria nudez e apressaram-se a cobri-la com folhas de jardim.
O senhor admoestou-os: Não vos proibi esta árvore?
Não vos disse que satanás era vosso inimigo declarado?»
Sura … 7:22 «Eles [Adão e Eva] responderam: Ó nosso senhor, nós somos pecadores; se não nos perdoas, se não tens piedade de nós, estaremos perdidos.»
Sura … 7:23 «Disse deus: Descei! Ficareis inimigos uns dos outros. Encontrareis na terra residência e gozos temporários.» A tradição islâmica também atribuiu a gula e ganância ás mulheres E encontra suporte no Corão,
na Sura 12.22-34, a história de José no Egipto e conta o encontro de José com uma mulher que o quer seduzir á força, das mentiras perante o marido desta e a reacção das mulheres na cidade. Além disso, maomé ataca os ídolos femininos em Meca, e aproveita para atacar o sexo feminino em geral:
Sura 4:117 «Na verdade, além de Deus eles apenas evocam divindades femininas.
Na verdade, eles apenas invocam Satanás, o rebelde» Suras 43:15-19, 52.39, 37:149-150, 53:21-22, 53:27
Além disso, existe espalhado por todo o corão, uma multitude de suras que utilizam a mulher como insulto, culpam as mulheres pelos erros dos homens, dão-lhes castigos ou valores de compensação em muito inferiores ou piores que aos homens…
Por exemplo…
Sura 4:38 «Os homens são superiores às mulheres pelas qualidade com que Deus os elevou acima delas e porque os homens gastam os seus bens a dotá-las. As mulheres virtuosas são obedientes e conservam cuidadosamente durante a ausência de seus maridos o que Deus lhes confiou. Deveis repreender as que dão sinais de desobediência; podeis po-las em leitos á parte e bater-lhes, mas desde que obedeçam não procurareis mais motivos de querela.
Deus é excelso e grande.» Mais úteis para os clérigos e teólogos foram os próprios ditados do poeta, quer no hadith, quer os de reputação popular…
- «A mulher que morre, e cujo marido está satisfeito com ela vai para o Paraíso.»
«Se alguma coisa pressagia um mau prenúncio, é: uma casa, uma mulher ou um cavalo.»
- «Nunca um povo conhecerá o sucesso, se confidenciar os seus negócios com uma mulher»
- «O fogo do inferno surgiu-me num sonho e eu notei que estava principalmente povoada por mulheres que tinham sido ingratas. «Foi para com deus que eles foram ingratas?
Elas não tinham mostrado gratidão para com os seus maridos por tudo o que tinham recebido deles. Mesmo que tenhas, durante toda a tua vida, agraciado uma mulher com a tua generosidade, ela encontrará sempre algo de minúsculo para te atacar um dia, dizendo «nunca fizeste nada por mim.»» As mulheres são assim, para o islão inferiores e podem ser comparadas a garrafas, nas quais uma rachadela é irreparável… Aliás, maomé costumava dizer: “Lidem com as “garrafas” (as mulheres) com cuidado.
«O lugar da mulher é na casa ou na campa» - ditado Pashtun
Se quisermos juntar a esta visão da mulher, todos os outros pontos em que encontramos a condição feminina no islão, não podemos considerar que o islão seja particularmente emancipado e justo. O hijab - o corão só pede que seja mantida o pudor Sura 24:30-31, no entanto toda a sociedade islâmica é um campo onde as pulsões sexuais masculinas são privilegiadas…
Deste modo, a guerra do esperma manifestou-se na sistemática ocultação das mulheres em sistemas de roupa cada vez mais elaborados.
Além disso, o hijab associou-se á ostentação da riqueza de uma família, em certas partes do islão. Noutras, as condições económicas e ambientais geraram uma versão minimalista, o lenço na cabeça… Mas continua e sempre será uma marca da sua inferioridade perante os homens e allah… Aos olhos de muitas mulheres muçulmanas, talvez não…
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AFINAL A RELIGIÃO É UM CONTROLE MENTAL
As ocupações permitidas à mulher: nenhuma que envolva a razão, pois a mulher não a tem.
A circuncisão e excisão feminina.O casamento inegualitário para a mulher.
A impureza constante devido ao período. A obrigação de satisfação sexual do homem, nenhuma para a mulher…A desprotecção perante a justiça da mulher, quer em crimes sexuais como abuso físico e financeiro.O corpo de uma mulher, especialmente a vagina, não lhe pertence!
É “comprada” pelo marido na hora do casamento.
A lista é interminável, bem como as referências corânicas, do hadith, dos califas e família do profeta, quer para o islão wahibita, como para o shiita…
Querer justificar determinadas posições ocidentais sobre a cultura muçulmana, com somente citações do alcorão é como pedir a um muçulmano que seja como um protestante cristão perante o catolicismo… Coisa que lhe é impossível porque a própria palavra do profeta, garante que seja a classe teológica a protectora da palavra… Além disso, Maomé ao deixar um códice escrito, (assunto ainda por cima difícil de investigar… dado que cópias antigas do corão que se afastassem da ortodoxia foram simplesmente eliminadas… embora hoje haja descobertas arqueológicas que prometem algumas revelações…com muita polémica e furor para os clérigos muçulmanos (infiéis a decidirem o que é o corão?!)), desacelerou efectivamente a capacidade de mudança da religião muçulmana, em contraste com a religião cristã onde o rito precedeu as escrituras, tornando possível a igreja católica e ortodoxa na forma actual.
As grandes mudanças culturais do islão, deveram-se em grande parte às culturas conquistadas e hoje, ao choque da modernidade e da cultura ocidental.
No entanto, a distância entre um teólogo moderado e um ortodoxo é muito pequena em comparação com a religião cristã e ainda mais com os movimentos humanistas progressistas mundiais. O fundamentalismo que hoje, tanto assusta, é em parte, um querer voltar para o passado, para a prática e cultura que distinguiu os muçulmanos do ocidente, e logo para o que de pior e mais reaccionário e inumano que possamos encontrar no islão.
Nestes tempos pós 11 de Setembro e da «guerra do véu» em França, fica bem a uma certa intelectualidade ecuménica defender, como fizeram no passado, os argumentos e «impressões» da antiga islamofilia, em nome da tolerância. Aliás.. os próprios elementos superiores dos conselhos islâmicos da Europa o fazem com habilidade. A tolerância é um valor por si.
E as religiões nas suas formas originais não o suportam…
Só a prática dos homens e a necessidade de paz é que a fez estabelecer nas sociedades.
Hoje, temos a Carta Universal dos Direito Humanos como guia, não quaisquer verdades reveladas de um deus qualquer. Mas no fim disto tudo… As mulheres é que continuam a sofrer.
•
• A MULHER NO ISLÃO
Desde tempos imemoriais que o Islam tem sido vítima de uma distorção deliberada por parte dos Não-Muçulmanos.
O lado mais negativo de tal fato é o de que não foram apenas não-Muçulmanos que elaboraram falsas concepções relativas ao Islam; infelizmente um certo número de seguidores do Islam é incapaz de compreender a essência deste Delicado mas Abrangente Código de Vida, desde que ficaram sob o impacto da Civilização Ocidental.
Muito tem sido dito contra a posição da mulher no Islam por parte dos não-Muçulmanos preconceituosos e fanáticos. Como conseqüência, o Islam tem sido, impiedosa e perpetuamente, objeto de ataques violentos, baseados em falsas suposições e fatos distorcidos acerca da real posição da mulher nesta Religião. Esta é a questão fundamental de todo o mundo não-Muçulmano, em geral, e do mundo ocidental em particular. O Ocidente conhece o Islam há mais de 13 séculos. No entanto, esse conhecimento foi adquirido de uma forma negativa como um inimigo e uma ameaça. Por isso, não é de forma alguma surpreendente que no Ocidente o Islam tenha sido descrito como uma religião hostil, tirânica e violenta.
Da mesma forma a própria Cultura Islâmica tem sido narrada com cores sombrias e tristes.
Este estado de coisas não pode continuar e torna-se um dever imperativo defender o Islam e clarificar esta questão.
• Conseqüentemente, tentaremos, neste pequeno trabalho, elucidar a forma como o Islam emancipou a mulher e elevou a sua posição.

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Mas antes de passar um veredicto sobre um costume, é necessário que seja levada em conta não só a História daquele tempo mas, também, todas as circunstâncias então prevalecentes.
É, por isso, necessário que consultemos a História e verifiquemos, por nós próprios, quão aviltadas, desprezadas e humilhadas as mulheres foram em diferentes civilizações e religiões do mundo, antes do advento do Profeta Muhammad (que Paz e a Bênção de Deus estejam sobre ele).
Embora não seja possível descrever, neste apontamento, todos os acontecimentos da História relacionados com esta questão, aqui ficam descritos alguns que julgamos serem oportunos e suficientemente elucidativos.
SOBRE POLIGAMIA
No que se refere à poligamia, a autora refere "cada homem pode ter 4 esposas, mas os chefes podem ter quantas quiserem (daí, o aumento acentuadíssimo da população Muçulmana no mundo)". Esta afirmação não corresponde à verdade.
Na China, o crescimento da população será também derivada da poligamia?
Os Muçulmanos são cerca de mil milhões em todo o mundo.
Se cada casal tiver em média 3 filhos, quantos nascimentos ocorrerão em cada ano?
É fácil fazer as contas. Cabe agora fazer uma referência acerca da poligamia na religião Islâmica.
O homem é essencialmente polígamo e o desenvolvimento da civilização alastrou esta poligamia inata, por outro lado a mulher é, por natureza, monogâmica.
Se a poligamia é realmente má e prejudicial, então porque é que todos os patriarcas da raça hebraica, que são olhados como exemplos da grande moral, praticaram sempre a poligamia?
Porque casou o profeta Moisés (que a paz esteja com Ele) com mais de uma mulher?
Seria ele amoral ou um homem sensual? (Deus proibiu de o ser).
Porque tomaram Jacob e Abraão (que a paz esteja com Eles) para si mais de uma esposa?
Quando vemos mulheres infelizes que enchem as ruas das cidades ocidentais à noite, não assenta bem nas bocas ocidentais censurar o Islam pela sua poligamia.
Será que é melhor para o homem praticar secretamente o adultério (um ato desprezível) profanando as esposas, filhas e irmãs de outras pessoas, gerando filhos "ilegítimos" e cujas mães fora do alcance da lei, sem abrigo e sem cuidados, depois de abandonadas são desprezadas pela sociedade?O Reverendo Canon Issac Taylor, um eminente eclesiástico inglês, disse num dos Congressos eclesiásticos ocorrido na Inglaterra: "Devido à poligamia, os países muçulmanos estão livres de parias profissionais, a maior censura à cristandade do que a poligamia ao Islam.
A poligamia estritamente regulada das terras Muçulmanas é infinitamente menos degradante para a mulher e menos injuriosa para o homem, do que a poliandria promíscua que se pratica nas cidades cristãs e que é absolutamente desconhecida no Islam".
O homem vive num estado de poligamia nos países civilizados, apesar da monogamia ser obrigatória por lei. Dificilmente se encontrará mais do que um homem de entre uma centena, que possa jurar no seu leito de morte que nunca conheceu mais do que uma mulher durante toda a sua vida.Na religião Islâmica deve-se olhar a monogamia como norma e a poligamia como exceção, pois a religião Islâmica não obriga o homem a ser polígamo, sendo atualmente, o número de homens Muçulmanos casados com mais de uma esposa, muito inferior ao passado.
Cabe aqui referir que o Islamismo permite o casamento até 4 esposas, nomeadamente, nos seguintes casos:- conseqüência das guerras, onde se verificou uma dizimação da população masculina. Neste caso, as viúvas e outras mulheres em idade de casar onde iriam arranjar maridos para todas elas?;no caso da mulher sofrer de doença crônica, que a impeça de engravidar e o homem necessita de outra esposa para obter filhos.
Se ele se divorciar da mulher e a abandonar à sua sorte não será melhor manter-se casado e o homem "legalmente" casar com outra mulher?;
- no caso do homem casado vir a amar outra mulher, mas a esposa não pretender se divorciar.
De notar que o homem deve respeitar e tratar de igual modo as suas esposas.
É referido no artigo que "Mohammad conhecera a tradição cristã e que se aproveitara para construir o Islamismo". Esta tomada de posição é tão leviana quanto aquela que levaria dizer que Jesus (que a paz esteja com Ele) teria enganado, Ele também, os seus contemporâneos, por se ter inspirado no Antigo Testamento, no decorrer da sua predicação, pois todo o Evangelho de Mateus é fundado sobre essa continuidade com o Antigo Testamento.
O Al-Qur´an tem uma versão diferente dos anteriores livros sagrados, dos quais acreditamos na sua forma original. Como se pode então tirar essa afirmação grosseira?

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Como poderia, Muhammad (que a paz esteja com Ele), um homem iletrado, ser o autor de uma obra de inestimável valor literário e que contém verdades científicas, válidas atualmente, que nenhum ser humano poderia elaborar naquele tempo?
Sobre esta matéria, recomendamos a leitura do livro "A Bíblia, o Alcorão e a Ciência –
As escrituras sagradas examinadas à luz dos conhecimentos modernos", escrito pelo cirurgião Maurice Bucaille. No que se refere aos outros pontos negativos que a articulista insere "olham só para as obras exteriores" e "concepção grosseira da vida eterna", gostaria de explicar que os Muçulmanos devem ter uma conduta de vida exemplar.
Devem abster-se das ostentações e vestirem-se com dignidade.
Devem respeitar a mãe e o pai. Não existem lares de idosos nos países Islâmicos, pois os filhos devem tomar conta dos pais idosos.
Os vizinhos constituem uma preocupação, pois ninguém é crente quando vai para a cama com a barriga cheia, sabendo que o seu vizinho, mesmo de outra religião está a passar dificuldades.
Devem alimentar os pobres e criarem condições para eles encontrarem o seu meio de subsistência, são estas algumas das obrigações dos muçulmanos.
Quanto à vida eterna, os Muçulmanos acreditam que cada ser humano nasce sem pecado, sendo responsável pelos seus atos a partir da puberdade. Pois ninguém é responsável pelos pecados dos outros. Após a sua morte será ressuscitado e prestará contas da sua conduta na terra.
Se praticou boas ações terá o Paraíso como residência eterna e se praticou más ações terá o castigo merecido, pois Deus Todo Poderoso sabe das nossas boas e más ações, mesmo as que são feitas às escondidas.
Como este tema é muito interessante e também porque há muitas coisas a ser dita sobre ele, nós abrimos o assunto aqui, mas também escreveremos mais artigos sobre este tema.
Ao começar este artigo, gostaria de dizer que a Turquia é um país laico (religião e estado são separados) e o país está em uma posição muito diferente se comparado com alguns outros países islâmicos. Na Arábia Saudita por exemplo, o Alcorão (Bíblia islâmica) é a lei, o que não acontece na Turquia. Um exemplo: na Arábia Saudita, as mulheres tem que se cobrir totalmente com roupas e lenços negros caso contrário vão para uma prisão religiosa.
Na Turquia essas mulheres podem escolher se cobrir ou não e elas não serão castigadas por causa disto. A religião e a lei não caminham juntas na Turquia.
Assim há uma diferença quando se fala sobre religião entre a Turquia e alguns outros países islâmicos. Na vida social do Islã, o contraste entre mulheres e homens é bem claro.
Como alguns peritos religiosos dizem, também há algumas leis que protegem as mulheres, como quando uma mulher se casa, o homem deve dar uma quantia de dinheiro a ela.
Este dinheiro fica com ela e só pode ser usado com o consentimento da mesma.
A mulher pode se casar só com um homem mas um homem pode se casar com mais que de uma mulher. Hoje a poligamia é proibida na Turquia e Tunísia.
Na Turquia um homem só pode se casar no cartório com uma mulher e o código civil é uma cópia do código Suíço que foi implementado por Ataturk- o Fundador da República Turca.
Ainda na Turquia, em uma cerimônia religiosa em uma mesquita um homem pode se casar com mais de uma mulher. A Poligamia existe devido a dois pontos.
O primeiro é explicado pela quantidade de homens que morriam nas guerras antigamente.
Permitindo que um homem se casasse com mais de uma mulher significaria dizer que esta mulher poderia dar à luz a crianças que se transformariam em homens e que aumentariam exército do país. Assim, deste modo o Alcorão está protegendo o estado.
O segundo ponto é explicado pelo fato de que muitos homens morreriam na guerra e deixariam a viúva sem qualquer apoio financeiro. Mulheres naquele tempo não era tão independentes quanto hoje em dia, elas não pudiam se sustentar financeiramente e não tinham nenhuma profissão.
Assim essas mulheres se envolveriam em prostituição para sobreviver.
Dando o direito ao homem de se casar com mais de uma mulher, de certo modo também estava dando proteção a essas mulheres. Isso tudo faz sentido?
MESQUITA AZUL
O divórcio é possível no Islã, mas só se o processo for aberto pelo homem que é o responsável pelas finanças do matrimônio. Há algumas regras que tornam o divórcio mais difícil.
Este fato é devido a Maomé que disse:
"O divórcio é a atividade legal menos querida por Deus."


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Na Turquia um homem ou uma mulher podem abrir um processo de divórcio legal, a regra anterior é válida somente para cerimônias religiosas islâmicas. No Alcorão, sutra número 4 é dito que "se a mulher não for obediente, o homem deve instrui-la, leva-la a uma cama separada e bater nela".
Na Turquia qualquer ser humano que é violentado fisicamente sofrerá penalidades da lei e dependendo do dano causado pode ser encarcerado.
A circuncisão da mulher não é mencionada no Alcorão e não é obrigatória. A circuncisão ainda é usada até hoje no norte da África. Hoje há uma grande oposição contra esse mutilamento.
Uma mulher pode ser identificada claramente como muçulmana se ela usa o "chador" (um lenço).
Um homem não pode ser identificado facilmente, pois não há nenhum objeto especial que pode ser reconhecido tão fácil quanto o chador.
O lenço pode ser de cores diferentes, geralmente preto para o mais religioso, alguns com flores ou ornamentos e também simplesmente brancos. Em países que não são laicos, as mulheres têm que usar veus negros e roupas pretas, cobrindo-se. Na Turquia há uma grande variedade de cores de lenços e formas usadas pelas mulheres muçulmanas.

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